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Por que Nicolás Maduro foi preso? Entenda as acusações dos EUA

  • gazetadevarginhasi
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Por que Nicolás Maduro foi preso? Entenda as acusações dos EUA
Divulgação
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos após ataques militares realizados contra Caracas, na madrugada deste sábado (3). O governo do presidente americano Donald Trump acusa Maduro de liderar um cartel de drogas e de envolvimento em atos de terrorismo, além de outros crimes federais.

Após a captura, Maduro foi inicialmente levado a uma instalação federal vinculada à Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA). Em seguida, foi transferido de um heliporto em Manhattan para o Metropolitan Detention Center (MDC), onde permanece sob custódia federal.

Durante o deslocamento, uma caravana de veículos policiais escoltou o ex-mandatário venezuelano até as dependências do centro penitenciário, com o objetivo de garantir a segurança da operação e o controle do entorno.

Junto com Maduro, sua esposa, Cilia Flores, também foi levada para Nova York. Imagens registradas por veículos de comunicação internacionais mostram ambos sendo encaminhados às instalações da DEA em Manhattan.

Em um breve momento registrado após a detenção, Nicolás Maduro foi ouvido dizendo em inglês: “Buenas noches, Feliz Ano Novo”.

A prisão ocorreu durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, seguida do transporte do ex-presidente venezuelano em uma aeronave militar até Nova York, onde ele deverá responder a acusações de narcoterrorismo e outros delitos federais.
Contexto judicial

Antes de ser encaminhado ao MDC, Maduro foi processado em Nova York em uma unidade ligada à DEA. A expectativa é que, nos próximos dias, ele compareça a um tribunal federal para responder formalmente às acusações de:
  • Narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Crimes relacionados ao uso e posse de armas automáticas.

A chegada de Nicolás Maduro ao território americano é considerada um marco histórico na política regional e tem provocado fortes repercussões diplomáticas e de segurança em toda a América Latina.

As reações dos governos latino-americanos se dividiram após a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela. Países como Colômbia, Brasil, Uruguai e Cuba repudiaram a intervenção americana, defendendo a soberania venezuelana. Já Argentina, Equador, Panamá, Paraguai e o novo governo do Chile destacaram o desgaste do chavismo após anos de colapso econômico, violações de direitos humanos e uma crise migratória sem precedentes.

Outros governos, como o do Peru e o presidente chileno Gabriel Boric, em fim de mandato, adotaram uma postura mais cautelosa, combinando críticas à intervenção com ressalvas ao regime chavista.

Para o cientista político Steven Levitsky, da Universidade Harvard, as reações seguem linhas ideológicas previsíveis no cenário político da região.
Fonte: Informaçoes BBC/CNN

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