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Prisão de Maduro impulsiona títulos da Venezuela e reacende debate sobre reestruturação da dívida

  • gazetadevarginhasi
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Prisão de Maduro impulsiona títulos da Venezuela e reacende debate sobre reestruturação da dívida
Divulgação
Papéis da Venezuela e da PDVSA registram forte alta após detenção do líder venezuelano e reacendem debate sobre reestruturação histórica da dívida.

A detenção de Nicolás Maduro e sua remoção para os Estados Unidos, no último sábado, após uma incursão militar em Caracas, elevou significativamente as expectativas do mercado em relação ao que pode se tornar uma das maiores — e potencialmente mais complexas — reestruturações de dívida soberana da história.
Na abertura do pregão europeu, os títulos emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar, o equivalente a cerca de 20%, segundo dados de mercado. Analistas avaliam que ainda há espaço para novas valorizações no curto prazo.

“Os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem apresentar um forte salto — de até 10 pontos — no início da sessão desta segunda-feira”, afirmaram analistas do JPMorgan em nota enviada a clientes.

Os títulos soberanos da Venezuela, que estão em default desde 2017, apresentaram no ano passado o melhor desempenho global entre dívidas soberanas. Os papéis quase dobraram de valor em meio ao aumento da pressão militar exercida pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump contra Maduro.

Com os movimentos registrados nesta segunda-feira, o título venezuelano com vencimento em 2031 foi negociado próximo de 40 centavos de dólar, conforme dados da plataforma Tradeweb. A maioria dos demais papéis soberanos avançou para uma faixa entre 35 e 38 centavos, enquanto a dívida da PDVSA subiu mais de 6 centavos, aproximando-se de 30 centavos de dólar.

Os títulos do governo da Venezuela e da PDVSA entraram em default com valor nominal estimado em cerca de US$ 60 bilhões. No entanto, a dívida externa total do país é consideravelmente maior. Ao incluir outras obrigações da PDVSA, empréstimos bilaterais e decisões arbitrais, o montante pode variar entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões, a depender da contabilização de juros acumulados e sentenças judiciais, segundo analistas do mercado financeiro.
Fonte: SbtNews

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