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Rio dá largada ao Carnaval 2026 com mais de 70 blocos nas ruas

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Rio dá largada ao Carnaval 2026 com mais de 70 blocos nas ruas
Divulgação
Foliões ocupam o Centro e bairros das zonas Sul e Norte na abertura simbólica do pré-carnaval carioca.

Após as celebrações de Natal e Réveillon, os cariocas já entraram de vez no clima da folia. Acontece neste domingo (4) a abertura não oficial do Carnaval de 2026, com aproximadamente 70 blocos espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro. Nem a chuva registrada pela manhã, com possibilidade de novos episódios ao longo do dia, foi suficiente para desanimar os foliões.

Animados com a chegada da temporada mais aguardada do ano, os amigos Felipe Gonçalves e Luana Lopes destacaram a expectativa para o início da festa. Para eles, o Carnaval representa o melhor período do calendário carioca.

Já os estudantes Vitor Freitas e Vitor Cruz chegaram cedo ao bloco Não Monogamia Bom Demais, em frente ao Píer Mauá, no Centro. Segundo eles, a programação deste domingo marca apenas o começo de um mês de janeiro intenso, com uma sequência de blocos espalhados pela cidade.

O chamado Carnaval Não Oficial reúne blocos no Centro e em bairros das zonas Sul e Norte, simbolizando a abertura do pré-carnaval. A concentração começou a partir das 8h, com blocos parados e em cortejo ocupando praças, ruas históricas e espaços culturais. A programação segue até o fim da tarde, quando o tradicional Cordão do Boi Tolo lidera um grande desfile coletivo, percorrendo o Centro, o Aterro do Flamengo, Botafogo e Copacabana.

Integrante do Boi Tolo e representante da Desliga dos Blocos, Luís Otávio Almeida afirma que a expressão “não oficial” representa mais um ato de resistência do que um rótulo.

“A definição de Carnaval Não Oficial só existe porque, desde 2009, há uma tentativa da prefeitura de oficializar o carnaval. O que hoje chamamos de não oficial pode ser chamado apenas de Carnaval, como foi por mais de dois séculos na cidade”, afirma.

Segundo Almeida, a exigência de burocracia prévia para que os blocos ocupem as ruas criou uma divisão artificial entre manifestações culturais. “Independente do tamanho ou do caráter do bloco, passou-se a exigir que ele existisse no papel com seis meses de antecedência”, lembra.

Ele também explica que a Desliga dos Blocos funciona como um movimento, e não como uma entidade organizadora tradicional.

“A Desliga não é uma liga. Não organizamos os blocos. Eles participam da Abertura por livre adesão. O máximo que fazemos é alinhar a programação de acordo com a intenção de cada coletivo”, explica.

A programação completa pode ser acompanhada nas redes sociais da Desliga e dos próprios blocos. “Durante todo o pré-carnaval haverá eventos, ensaios e cortejos. O melhor caminho é acompanhar o Instagram dos blocos e das páginas que divulgam a folia”, orienta Almeida.

Além do aspecto cultural, o carnaval de rua tem forte impacto econômico, movimentando o turismo e a dinâmica urbana da cidade. Para Almeida, o papel do poder público deve ser garantir infraestrutura básica, sem interferir na essência da festa.

“O carnaval gera renda consistente para a cidade. A atuação do poder público deve ser discreta, garantindo segurança, limpeza e trânsito, sem interferir na maior festa popular do planeta”, afirma. Ele também destaca a importância da ocupação cultural do Centro do Rio.

“Com a saída de empresas, era fundamental que esse chão histórico recebesse moradores. Falamos disso em manifestos e começamos a ver os primeiros frutos.”

Neste ano, a abertura do carnaval não oficial também inclui atividades voltadas ao público infantil. A chamada Aberturinha, realizada no Aterro do Flamengo, conta com brincadeiras populares, oficinas e apresentações musicais para crianças.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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