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Servidora da Polícia Civil acusada de desviar 200 armas passa a usar tornozeleira eletrônica

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura
Servidora da Polícia Civil acusada de desviar 200 armas passa a usar tornozeleira eletrônica
Divulgação/Ilustrativa
Servidora da Polícia Civil acusada de desviar cerca de 200 armas passa a usar tornozeleira eletrônica.

Uma servidora da Polícia Civil de Minas Gerais denunciada por peculato terá que utilizar monitoramento eletrônico por determinação da Justiça. A decisão foi tomada pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte e envolve a servidora Vanessa de Lima Figueiredo, investigada pelo desaparecimento de armas de fogo, dinheiro e outros objetos apreendidos em uma delegacia da capital mineira.

A medida foi adotada após manifestação do Ministério Público de Minas Gerais, que apontou risco de fuga da acusada. Conforme a decisão judicial, ela deverá permanecer dentro do perímetro urbano de Belo Horizonte e não poderá se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização.

Além disso, a servidora está proibida de deixar o país. Por determinação do juiz Bruno Sena Carmona, o passaporte deverá ser entregue em cartório.

A decisão ocorreu após o Ministério Público informar que a acusada havia adquirido, em 24 de outubro de 2025, uma passagem aérea internacional com destino a Miami, nos Estados Unidos. O embarque estava previsto para o dia 20 de março de 2026, apenas quatro dias antes da audiência de instrução do processo.
Para o MPMG, a compra da passagem indicaria possível intenção de evasão, o que poderia comprometer o andamento do processo e a aplicação da lei penal.

Na decisão, o magistrado destacou que, embora a defesa tenha comprovado posteriormente o cancelamento da reserva aérea, a situação não poderia ser ignorada.

“O cancelamento, por si só, não elide por completo a preocupação deste juízo, pois demonstra que a possibilidade de se ausentar do País era um plano concreto, ainda que antes da deflagração da ação penal. A gravidade da imputação e o elevado potencial lesivo da conduta, somados a este novo elemento, recomendam o reforço da fiscalização estatal para assegurar o bom andamento do processo e a eventual aplicação da lei penal.”

Segundo o juiz, a retenção do passaporte e o monitoramento eletrônico são medidas adequadas para reduzir o risco de fuga e garantir que a acusada permaneça à disposição da Justiça, sem restringir de forma desproporcional sua liberdade de circulação dentro do território nacional.

Desaparecimento de armas e dinheiro.
Vanessa de Lima Figueiredo foi denunciada pelo Ministério Público por peculato. A investigação aponta que, entre os dias 20 e 29 de outubro de 2025, a servidora teria se apropriado de dinheiro, armas de fogo e outros materiais guardados na sala de acautelamento da 1ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte.

De acordo com as apurações, a acusada e outra servidora eram as únicas pessoas que possuíam a chave do local onde ficavam armazenados armamentos, valores em dinheiro e objetos apreendidos em procedimentos policiais.

O Ministério Público informou que o controle de recebimento e guarda desses materiais era realizado por meio de recibos eletrônicos. Em diversos casos, a própria denunciada era responsável por receber os objetos, sem registro posterior de repasse a outros servidores.

No dia 29 de outubro de 2025, foi realizado um inventário para conferência dos itens sob custódia da delegacia. Durante a verificação, foi constatado o desaparecimento de cerca de 200 armas de fogo, além de diversos valores em dinheiro e outros materiais. Alguns invólucros foram encontrados abertos e vazios.

A servidora foi presa em 9 de novembro de 2025 e permaneceu detida até 13 de fevereiro de 2026, quando passou a responder ao processo em liberdade provisória.
Fonte:TJMG

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Gazeta de Varginha

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