STF não consegue notificar Mário Frias em investigação sobre emenda ligada a filme de Bolsonaro
há 14 minutos
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Divulgação
Supremo tenta localizar deputado Mário Frias para esclarecer destinação de R$ 2 milhões a ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro.
Investigação no STF apura suposto desvio de emenda parlamentar envolvendo cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O Supremo Tribunal Federal (STF) não conseguiu localizar o deputado federal Mário Frias para notificá-lo sobre uma investigação que apura a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para uma ONG associada à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova tentativa ocorreu nesta segunda-feira (18), em Brasília. Um oficial de Justiça esteve no endereço informado pela Câmara dos Deputados, mas foi informado pelo porteiro do prédio de que o parlamentar não mora no local há cerca de dois anos.
O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino e investiga um possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa-metragem ainda inédito sobre Bolsonaro.
Segundo a apuração, Frias aparece como produtor-executivo da obra cinematográfica intitulada “Dark Horse”. A investigação preliminar busca esclarecer se houve irregularidade na destinação das verbas parlamentares enviadas à ONG.
Antes da diligência desta semana, o STF já havia tentado notificar o deputado em outras ocasiões, nos dias 31 de março e 7 e 14 de abril, sem sucesso. Na última quarta-feira (13), um oficial de Justiça entrou em contato com o gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados e foi informado por uma secretária de que Frias estaria em “missão internacional”, sem previsão de retorno.
A investigação teve início após representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral.
Em sua defesa, Mário Frias sustenta que as emendas parlamentares foram destinadas de forma regular e afirma que um parecer da Advocacia da Câmara dos Deputados não identificou inconsistências ou vícios formais nos procedimentos adotados.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagem do The Intercept Brasil divulgar conversas nas quais o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do filme.
Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que os recursos discutidos seriam exclusivamente de origem privada.
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