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Suspeito de matar adolescente no Sul de Minas cumprirá prisão domiciliar com monitoramento eletrônico

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A Justiça determinou a substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar para Octávio Henrique dos Santos Campos, de 20 anos, apontado como o principal investigado pela morte da adolescente Evellyn Cristine Firmino da Silva, de 17 anos. A decisão judicial levou em conta o quadro clínico crítico do jovem e a impossibilidade de o sistema prisional oferecer a assistência à saúde necessária para o seu estado. O corpo da vítima havia sido encontrado no dia 21 do mês passado em uma área rural na região de Lavras, após ela ter ficado três dias desaparecida. Segundo os levantamentos realizados pela Polícia Civil, Octávio teria confessado a autoria do crime a um de seus familiares. Ele foi localizado desacordado no dia 19 de abril, em estado grave, na zona rural da Serrinha, sob a suspeita de ter tentado o suicídio por meio do uso excessivo de insulina. De acordo com os relatos da defesa, embora o investigado esteja acordado e responda a estímulos de dor, ele permanece incapacitado de andar ou falar, faz uso constante de sonda e não consegue realizar tarefas básicas como a própria higiene ou alimentação. Para garantir o cumprimento da medida, o Poder Judiciário estabeleceu uma série de regras rígidas e restrições. Octávio deverá permanecer em recolhimento integral em sua residência durante 24 horas por dia, sendo autorizado a se ausentar apenas em casos de emergências médicas, que precisam ser comprovadas à Justiça em um prazo de até 24 horas. Além do uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, ele está proibido de manter qualquer forma de contato — seja presencial, digital ou por telefone — com testemunhas do caso ou com os familiares da adolescente. A cada seis meses, a defesa terá a obrigação de apresentar um laudo médico detalhado atualizando as autoridades sobre sua condição de saúde. A investigação, que trata o caso como feminicídio devido ao conjunto de indícios colhidos, aponta que o casal mantinha um relacionamento conturbado no bairro Novo Horizonte, onde moravam juntos. Imagens de câmeras de segurança capturaram movimentações próximas ao imóvel que indicam um possível conflito, além de registrarem o momento em que uma pessoa desacordada foi colocada sobre uma motocicleta. Enquanto a polícia aguarda exames laboratoriais e toxicológicos complementares para determinar se houve sedação ou intoxicação, a causa oficial da morte de Evellyn ainda é considerada indeterminada, já que a perícia inicial não encontrou lesões conclusivas de asfixia na traqueia ou na coluna cervical.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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