TCU deverá arquivar pedido de investigação sobre festas de Daniel Vorcaro, diz área técnica
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A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, uma proposta de arquivamento do pedido de abertura de investigação sobre a participação de autoridades federais em festas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em sua casa de veraneio em Trancoso (BA). A recomendação foi divulgada antes da análise formal pelos ministros da Corte.
O pedido de investigação foi apresentado pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), por meio de representação assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, e tinha como objetivo que o tribunal identificasse os agentes públicos que frequentaram esses eventos e verificasse se houve financiamento, organização ou apoio de órgãos ou entidades federais. A solicitação incluía ainda pedido de medida cautelar para o início imediato das investigações, com a coleta de documentos, informações e depoimentos para evitar perda de provas e garantir fiscalização.
Segundo a área técnica, por meio da AudBancos (Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros), a representação não apresentou evidências suficientes para sustentar as supostas irregularidades nem demonstrou indícios de utilização de recursos públicos federais nas circunstâncias narradas, ponto considerado essencial para que o TCU atue na fiscalização próprios de sua competência. Por essa razão, foi concluído que o caso não trata de matéria de competência da Corte de contas.
O processo foi pautado para ser analisado na sessão da Segunda Câmara do TCU, prevista para terça-feira (24 de fevereiro), sob relatoria do ministro Jorge Oliveira. A tendência, segundo apuração da imprensa, é que os ministros validem a proposta da área técnica e determinem o arquivamento definitivo da representação.
A representação buscava apurar a participação de autoridades públicas federais — incluindo agentes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário — em eventos privados organizados por Vorcaro em sua residência em Trancoso. Notícias veiculadas na imprensa e mencionadas no pedido de investigação citavam controle restrito de acesso aos eventos e outras circunstâncias que levaram o MPTCU a solicitar a atuação do tribunal.
A eventual formalização de investigação pelo TCU estava ligada a preocupações sobre a credibilidade das instituições públicas caso fosse identificada a participação de autoridades em eventos dessa natureza, especialmente sem claras justificativas ou vínculo com atuação pública.
Até o momento, a Corte de Contas ainda não divulgou a decisão final sobre o arquivamento, que caberá à Segunda Câmara e poderá ser ratificada ou revista na sessão agendada.
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