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Tecnologia revolucionária: filtro anti-microplástico de brasileiros conquista o MIT!

  • 11 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura
Atletas
Foto: Divulgação
Pesquisadores brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em São José dos Campos, foram premiados com a medalha de ouro na categoria de Biorremediação da competição internacional iGEM, realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A inovação, chamada de B.A.R.B.I.E. 4.0, é um filtro que detecta e elimina microplásticos e nanoplásticos em sistemas de filtragem domésticos. Este filtro usa uma proteína inspirada na teia de aranha, que se liga a microplásticos presentes na água e inclui um biossensor para detectar a presença dessas partículas.
Gabriela Persinoti, uma das responsáveis pelo projeto, explica que o filtro, em desenvolvimento, utiliza uma proteína que forma um hidrogel com alta afinidade por microplásticos. A ideia é adicionar essa tecnologia aos filtros de água convencionais, complementando-os ao reter partículas menores que normalmente passariam pelos sistemas comuns. Além disso, a invenção já possui uma patente registrada para a proteína chamada BARBIE1, que integra tanto o biossensor quanto o próprio filtro.
Os microplásticos e nanoplásticos, resultantes da degradação de materiais plásticos descartados de maneira incorreta, vêm sendo detectados em diversas partes do organismo humano, e ainda não há regulamentações no Brasil quanto aos níveis aceitáveis dessas partículas na água. Persinoti reforça que a pesquisa também busca sensibilizar entidades reguladoras sobre a necessidade de estabelecer padrões e desenvolver novas tecnologias para mitigar o impacto ambiental e para a saúde humana desses contaminantes.
O próximo passo para os pesquisadores é ampliar os testes do filtro com diferentes tipos de plásticos para desenvolver um protótipo final e, futuramente, introduzi-lo no mercado.

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