Tragédia das chuvas em Minas Gerais: número de mortos sobe, resgates seguem e famílias enfrentam dor e incerteza
há 5 horas
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As fortes chuvas que atingem a região sudeste do país, especialmente o estado de Minas Gerais, continuam a deixar um rastro de destruição e sofrimento. O número de mortos já chega a 46, conforme relatório desta quarta-feira (25) do Corpo de Bombeiros, com dezenas de pessoas ainda desaparecidas e milhares desabrigadas.
O temporal, que caiu com intensidade histórica sobre áreas como Juiz de Fora e Ubá, provocou deslizamentos de terra, alagamentos e o colapso de residências inteiras, forçando famílias a buscar abrigo em centros improvisados montados pelas prefeituras e pelas equipes da Defesa Civil.
Em muitas comunidades, a rotina foi completamente interrompida: ruas ficaram intransitáveis sob lama e destroços, o fornecimento de energia elétrica foi afetado em diversos bairros e escolas tiveram suas atividades suspensas. Equipes de resgate, com cães farejadores e equipamentos especializados, trabalham incansavelmente entre escombros para localizar sobreviventes ou restos mortais.
A dor das famílias se tornou visceral com as cenas das festas fúnebres, como a do menino Bernardo, de 11 anos, uma das vítimas fatais encontradas após a chuva derrubar a casa em que ele vivia com sua família.
Autoridades governamentais já decretaram estado de emergência e prometem liberar apoio financeiro para reconstrução das áreas mais afetadas. Apesar disso, moradores relatam que a volta à normalidade pode levar meses, se não anos, dada a extensão dos danos.
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