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Tribunal do Júri de Poços de Caldas absolve acusados de homicídio e determina soltura após decisão dos jurados

  • 10 de abr.
  • 2 min de leitura

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O Tribunal do Júri de Poços de Caldas absolveu, na tarde da última quarta-feira (8), Diego Araújo Trindade e Renan Figueiredo Rocha, que eram acusados de envolvimento na morte de Ademario Alves Barros, conhecido como “Baianinho”. O crime foi registrado no dia 11 de novembro de 2024, no bairro Jardim Kennedy I, no Sul de Minas.
A sessão de julgamento teve início às 8h30, no Fórum de Poços de Caldas, e se estendeu ao longo do dia, com a apresentação das argumentações da acusação e da defesa. Após os debates, o caso foi analisado pelo Conselho de Sentença, formado por sete jurados, que decidiram pela absolvição dos dois réus ao não reconhecerem a autoria do crime. Durante o julgamento, prevaleceu o entendimento de que não houve comprovação suficiente do envolvimento de Diego e Renan no homicídio. Diante da ausência de provas consideradas conclusivas, os jurados optaram pela absolvição, seguindo o princípio de que, na dúvida, a decisão deve favorecer os acusados.
Com a decisão, Diego Araújo Trindade e Renan Figueiredo Rocha, que estavam presos preventivamente desde a época do crime, foram colocados em liberdade no mesmo dia, logo após o encerramento da sessão. A defesa de Diego foi realizada pelos advogados Gabriel Felipe Carvalho Silva e Caike Mateus Pereira. Já Renan foi representado pelos advogados Luiz Fernando Quinteiro, Luiz Felipe Quinteiro e Lucas Flausino, que atuaram na sustentação das teses apresentadas ao longo do julgamento.
O Ministério Público pode recorrer da decisão, conforme previsto na legislação, caso entenda que há fundamentos para questionar o resultado do julgamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os dois acusados teriam cometido homicídio qualificado contra Ademario Alves Barros. A acusação apontava que a vítima foi atacada por volta das 3h da madrugada, na rua Zirconita, número 50, utilizando uma pedra e um pedaço de pau. Ademario Alves Barros, conhecido como “Baianinho”, era morador de rua e bastante conhecido na região. Testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que ele não representava perigo a outras pessoas, informação que também foi considerada ao longo do processo.

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Gazeta de Varginha

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