Vacinação em Minas Gerais: Esforços para Manter Doenças Erradicadas e Proteger a População
12 de jul. de 2024
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Ana Dalva de Almeida Corrêa, de 70 anos, relembra os tempos em que teve sarampo na infância. "Peguei sarampo quando era criança. Na minha casa, éramos oito filhos e cinco tiveram a doença. Tivemos febre alta, falta de apetite e passamos um aperto muito grande, já que não existia vacina naquela época", conta ela.
Pautila Belmira Caetano, de 85 anos, também se recorda das dificuldades enfrentadas pela sua família com o sarampo. "Meus cinco filhos tiveram sarampo e ficaram mal, com muita febre, olhos vermelhos e muita disenteria. Hoje nem ouvimos falar porque tem vacina disponível para todo mundo", comemora a costureira.
Minas Gerais não registra casos autóctones de sarampo desde 2020, quando 22 foram confirmados. A imunização em massa foi crucial para o Brasil erradicar outras doenças de impacto na saúde pública, como a varíola em 1973 e a poliomielite em 1994.
Para evitar o retorno dessas doenças, é essencial ampliar o acesso à vacinação durante todo o ano e alcançar a meta de cobertura vacinal de 95%, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), trabalha continuamente para aumentar e diversificar as oportunidades de acesso às vacinas do calendário de rotina.
"O Programa Vacina Mais, Minas atua em duas frentes", destaca o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi. "A primeira estratégia é o incentivo à vacinação extramuros. Desde 2023, investimos R$ 165 milhões para que os municípios realizem a vacinação fora das salas de vacina, como em escolas, aumentando a cobertura vacinal."
A segunda linha de ação são os vacimóveis, veículos equipados para funcionar como unidades itinerantes de vacinação. Com mais de R$ 100 milhões investidos pelo Governo de Minas, 77 municípios foram contemplados para aquisição desses veículos, enquanto os demais serão atendidos por meio de 51 Consórcios Intermunicipais de Saúde.
"As vacinas de rotina estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam de segunda a sexta-feira. Mas sabemos que muitos responsáveis trabalham nesse período, dificultando a vacinação das crianças", explica Prosdocimi. "Por isso, é tão importante contar com o vacimóvel em locais de grande circulação, como praças e rodoviárias."
Entre janeiro e julho de 2024, Minas registrou 144 casos de catapora e um óbito entre crianças menores de 10 anos. Quanto à meningite, foram cem casos e 11 óbitos no mesmo período.
A médica infectologista Daniela Caldas, do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs Minas), reforça que a vacinação é a estratégia mais eficaz para o controle dessas e outras doenças. "Identificar rapidamente um caso, tratá-lo adequadamente e isolar o paciente ajuda no controle, mas a imunização é primordial para evitar a disseminação", ressalta.
Caldas também destaca a importância de manter a caderneta de vacinas das crianças atualizada, inclusive após a primeira infância, e seguir os prazos indicados para cada dose de reforço.
Davi Lucas Alcântara, de 11 anos, de Couto de Magalhães de Minas, já sabe da importância da vacinação. "A picadinha da vacina é uma picadinha de amor, não tem por que ter medo", diz ele.
Bárbara Maria Freitas Gomes, coordenadora de Imunização de Couto de Magalhães de Minas, ressalta que o município atingiu a meta de cobertura vacinal em grande parte das vacinas do PNI, graças ao comprometimento da equipe e ao trabalho de comunicação e mobilização social.
Linamara Alcântara, mãe de Davi, enfatiza a importância de manter as cadernetas de vacinação dos filhos atualizadas. "Tenho três filhos e os cartões de vacina deles estão todos em dia. A vacina é muito importante e salva vidas", conclui.
Paula Fabiana Tavares, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Passos, destaca os esforços do município para promover a vacinação em locais de grande circulação e conscientizar a população sobre a importância da imunização.
Marcela de Ávila Bueno, enfermeira vacinadora na UBS Compartilhada da Estratégia de Saúde da Família Coimbras I e II, reforça a segurança e eficácia das vacinas de rotina, que protegem contra doenças graves.
Míriam Lemos de Oliveira, mãe e enfermeira, sempre foi rigorosa com a vacinação dos filhos, mantendo seus cartões de vacinas atualizados, seguindo o exemplo de sua própria mãe.
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