Defesa de motoboy investigado pela morte de Joice Batiston diz que vítima sofreu queda acidental
há 1 dia
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O motoboy investigado pela morte de Joice Batiston, de 27 anos, apresentou sua versão dos fatos durante depoimento prestado à Polícia Civil na última semana. Conforme informações divulgadas por sua defesa, Richard Ferreira Tristão afirmou que a jovem caiu acidentalmente da motocicleta durante o trajeto e negou ter praticado qualquer crime. O investigado permaneceu preso temporariamente por 30 dias enquanto as investigações continuaram em andamento.
Segundo o advogado de defesa, Márcio Bert, o motoboy relatou que transportava Joice quando percebeu que ela havia caído da motocicleta. De acordo com seu depoimento, ele parou o veículo, retornou ao local onde a passageira havia caído e a encontrou desacordada.
Ainda conforme a versão apresentada pela defesa, Richard teria seguido até uma propriedade na zona rural para pedir ajuda na residência de seu pai. No entanto, ao chegar ao local, não o encontrou. Ao retornar à Avenida Perimetral, a jovem já não estava mais no ponto onde havia sido localizada anteriormente.
A defesa afirmou que o investigado não conhecia a passageira antes da corrida e sustentou que não houve qualquer desentendimento entre os dois durante o percurso. Segundo o advogado, o capacete utilizado por Joice teria se desprendido no momento da queda, motivo pelo qual a defesa refutou a hipótese de homicídio.
O advogado também informou que protocolou um pedido de revogação da prisão temporária, alegando que Richard é réu primário, possui residência fixa e colaborou com as investigações ao entregar materiais como o capacete e as roupas utilizadas no dia dos fatos.
Durante as investigações, a Polícia Civil localizou um aparelho celular queimado e quebrado dentro de um saco de cimento na residência onde o investigado foi preso. Sobre esse fato, a defesa afirmou que o telefone não pertencia à vítima, mas sim ao próprio motoboy, sendo utilizado por ele para trabalhar em aplicativos de transporte.
Segundo o advogado, Richard destruiu o próprio aparelho após receber uma orientação considerada equivocada de um primeiro advogado consultado logo depois de tomar conhecimento da morte de Joice. Ainda de acordo com a defesa, esse episódio levou o pai do investigado a substituir a representação jurídica.
A defesa também informou que o Ministério Público foi intimado a se manifestar sobre o pedido de revogação da prisão temporária apresentado à Justiça.
O caso teve início na noite de 19 de junho, quando Joice Batiston saiu de sua residência, no bairro Alto da Figueira, em Varginha, utilizando uma motocicleta por aplicativo para seguir até um bar, onde pretendia assistir a uma partida de futebol. Cerca de uma hora após o embarque, moradores encontraram a jovem gravemente ferida, com traumatismo craniano, na Avenida Perimetral. Ela foi socorrida e recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontaram que o condutor da motocicleta permaneceu vários dias sem prestar esclarecimentos às autoridades, sendo posteriormente localizado e preso pela Polícia Civil na zona rural de Varginha. Conforme a apuração policial, o desaparecimento do celular da vítima e a destruição do aparelho utilizado pelo investigado passaram a integrar a linha de investigação por possível ocultação de provas e omissão de socorro.
O caso continuou sendo investigado pela Polícia Civil, que prosseguiu com a coleta de provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias da morte de Joice Batiston.
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