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- Adeus a Sebastião Salgado: ícone da fotografia brasileira morre aos 81 anos
Fonte: Google Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos brasileiros, faleceu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, em Paris. A informação foi confirmada pelo Instituto Terra, organização criada por ele e sua esposa, Lélia Wanick. A causa da morte não foi divulgada. Natural de Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Salgado deixa dois filhos. Salgado iniciou sua trajetória na fotografia em 1973 e, ao longo de sua carreira, visitou mais de 100 países para desenvolver diversos projetos fotográficos. Em 2014, sua vida e obra foram retratadas no documentário O Sal da Terra, codirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e por Juliano Ribeiro Salgado, seu filho. O filme foi premiado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Documentário. Em uma entrevista concedida à CNN em 2022, Salgado falou sobre a exposição “Amazônia”, que estava em cartaz na cidade de São Paulo após ter passado por Paris, Londres e Roma. A mostra reunia 194 fotografias, proporcionando uma imersão no universo da floresta amazônica e de seus povos. Durante a conversa, ele destacou que a inspiração para a exposição veio dos sete anos que ele e Lélia dedicaram a fotografar as florestas, rios, montanhas e comunidades indígenas da região amazônica, que ocupa grande parte do Norte do Brasil e se estende por outros oito países da América do Sul, abrangendo cerca de um terço do continente. “A Amazônia me impactou profundamente”, afirmou. “É um privilégio. Trata-se de um espaço com mais de 180 culturas e línguas diferentes. Sem dúvida, a maior concentração cultural do planeta.” A experiência proporcionada pela exposição contava também com uma trilha sonora criada especialmente para o evento pelo compositor francês Jean-Michel Jarre, a pedido de Salgado. Jarre teve acesso ao acervo do Museu de Etnologia de Genebra, na Suíça, e utilizou sons autênticos da floresta amazônica para compor uma peça de 52 minutos. “Ele compôs uma música de 52 minutos que usa esses sons no fundo. É uma música linda”, destacou Salgado. Ainda na entrevista, o fotógrafo comentou sobre as mudanças que percebeu na Amazônia entre as décadas de 1980 e 2000, quando esteve na região em diferentes momentos. “Vi que estava havendo uma predação imensa do território. Então resolvi, como brasileiro, abdicar alguns anos da minha vida para realizar um trabalho sobre o bioma amazônico. A exposição não é só das comunidades indígenas, é também delas.” Ele também fez um alerta sobre a situação dos povos originários: “Os povos indígenas jamais estiveram tão ameaçados quanto hoje, mas existem organizações que estão trabalhando na mesma intensidade, como uma linha de frente na luta pelo bioma amazônico.”
- Número de brasileiros com deficiência chega a 14,4 milhões; autismo afeta 2,4 milhões
fonte: Google Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23), mostram que o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais. A pesquisa considera quem tem impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar, manusear objetos ou realizar atividades devido a limitações mentais. Segundo a pesquisadora Luciana Alves, apenas quem declara não conseguir ou ter muita dificuldade é classificado como pessoa com deficiência. Em 2022, 8,3 milhões das pessoas com deficiência eram mulheres (8,1% da população feminina) e 6,1 milhões, homens (6,4% da masculina). Entre as principais dificuldades relatadas estão: enxergar (7,9 milhões), andar ou subir degraus (5,2 milhões), manusear objetos (2,7 milhões), ouvir (2,6 milhões) e limitações mentais (1,4 milhão). Além disso, 2% da população tinha duas ou mais deficiências. A prevalência de deficiência aumenta com a idade: de 1,4% a 2,8% entre 2 e 14 anos, ultrapassando 5% aos 40 anos, 10% aos 55, 30% aos 80 e 50% aos 90 anos. Entre os pretos, o índice é maior (8,6%), seguido por indígenas (7,9%), pardos (7,2%), brancos (7,1%) e amarelos (6,6%). Diagnósticos de Autismo O Censo também identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA), representando 1,2% da população. A prevalência é maior entre homens (1,5%) do que entre mulheres (0,9%), com maior incidência entre crianças de 5 a 9 anos (2,6%). Distribuição regional Regionalmente, o Nordeste apresenta o maior percentual de pessoas com deficiência (8,6%) e lidera em todos os tipos avaliados. O Norte aparece em segundo lugar (7,1%), seguido por Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%). Em 16% dos domicílios brasileiros havia pelo menos uma pessoa com deficiência, percentual que sobe para 19,3% em lares sem banheiro ou esgotamento sanitário. Já os domicílios com pessoas diagnosticadas com TEA correspondem a 2,9% do total.
- Desigualdade educacional: pessoas com deficiência têm taxa de analfabetismo quatro vezes maior, aponta Censo
Fonte: Google A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência no Brasil alcançava 21,3% em 2022, considerando indivíduos com 15 anos ou mais, segundo dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual é quatro vezes superior ao registrado entre a população sem deficiência na mesma faixa etária, que foi de 5,2%. De acordo com o IBGE, do total de 13,6 milhões de pessoas com deficiência no país, com 15 anos ou mais, aproximadamente 2,9 milhões não sabiam ler nem escrever. Para o Censo 2022, são classificadas como pessoas com deficiência aquelas que apresentam impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar e pegar objetos pequenos. Também integram a estatística indivíduos com limitações mentais severas, que dificultam ou impedem a comunicação, a realização de cuidados pessoais, o trabalho, o estudo, entre outras atividades. A desigualdade educacional também se reflete na escolarização. Segundo o levantamento, 63,1% das pessoas com deficiência, com 25 anos ou mais, não tinham instrução ou não haviam concluído o ensino fundamental, percentual quase duas vezes maior que o das pessoas sem deficiência, que foi de 32,3%. Além disso, apenas 7,4% das pessoas com deficiência completaram o ensino superior, enquanto 17,8% concluíram o ensino médio e 11,8% o ensino fundamental. Entre as pessoas sem deficiência, os índices são superiores: 19,5% com ensino superior completo, 33,9% com ensino médio e 14,3% com ensino fundamental. O Censo também analisou a escolarização de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os indivíduos com autismo, com 25 anos ou mais, 46,1% não tinham instrução ou não haviam completado o ensino fundamental, taxa superior à da população total (35,2%). “A maior parte das pessoas com 25 anos ou mais de idade com TEA está no grupo sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, é quase a metade. E é um percentual bem maior do que na população total”, destaca o pesquisador do IBGE Raphael Fernandes. No ensino superior, 15,7% das pessoas com TEA, nessa faixa etária, conseguiram se formar, frente a 18,4% da população geral. Os percentuais de conclusão do ensino médio (25,4%) e do ensino fundamental (12,9%) também são inferiores aos observados na população geral (32,3% e 14%, respectivamente). Por outro lado, a taxa de escolarização das pessoas com TEA — ou seja, a proporção que frequenta a escola — é superior à da população total: 36,9% dos indivíduos com 6 anos ou mais com autismo estudam, ante 24,3% da população geral. Essa diferença é mais acentuada entre jovens e adultos: na faixa de 18 a 24 anos, 30,4% das pessoas com TEA estão estudando, contra 27,7% da população geral; e entre aqueles com 25 anos ou mais, 8,3% continuam na escola, frente a 6,1% da população total. Já entre as crianças e adolescentes, a escolarização das pessoas com TEA é menor: na faixa de 6 a 14 anos, 94,4% frequentam a escola, ante 98,3% da população geral; e de 15 a 17 anos, a taxa é de 77,3% para pessoas com TEA, contra 85,3% na população total.
- Brasil registra recorde de inadimplência entre empresas e alta nos pedidos de recuperação judicial
O Brasil atingiu um novo recorde de inadimplência entre empresas em 2025, com 7,2 milhões de negócios em débito — o que representa cerca de 31% de todas as empresas ativas no país, segundo levantamento da FecomercioSP com base em dados da Serasa Experian. O aumento é significativo em relação a 2024, quando 6,9 milhões de empresas encerraram o ano inadimplentes. O quadro atual revela a dificuldade crescente das companhias em manter seus compromissos financeiros, agravada por fatores como juros altos, inflação persistente e restrição no acesso ao crédito. A grande maioria dos inadimplentes é composta por micro e pequenas empresas (MPEs), que somam 6,8 milhões dos casos e acumulam mais de 47 milhões de débitos abertos, com valor total superior a R$ 141,6 bilhões. O setor de Serviços é o mais impactado, concentrando 52,8% das empresas inadimplentes, seguido pelo Comércio (35%). Além disso, os pedidos de recuperação judicial também bateram recorde. Em 2024, foram 2.273 solicitações — uma alta de 61,8% e o maior número da série histórica, iniciada em 2006. A tendência segue em 2025, com 162 pedidos em janeiro e 122 em fevereiro, demonstrando a tentativa das empresas de evitar a falência por meio da reestruturação financeira. Mesmo com sinais positivos no mercado de trabalho e ganho de renda em algumas faixas da população, o ambiente para os negócios continua frágil, especialmente para pequenos empreendedores. A recuperação econômica enfrenta obstáculos significativos, exigindo atenção do governo e do setor financeiro para evitar que a crise empresarial se agrave ainda mais.
- Novo IOF entra em vigor com mudanças em crédito e câmbio e provoca recuo parcial do governo
O novo pacote de alterações no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo entrou em vigor nesta quinta-feira (22), mas já sofreu recuo parcial após forte reação negativa do mercado. As mudanças foram divulgadas com o objetivo de aumentar a arrecadação e reduzir desigualdades entre modalidades de crédito e investimento, mas geraram críticas imediatas de economistas e parlamentares. Entre as medidas, destacavam-se o IOF de 5% sobre aportes mensais acima de R$ 50 mil em seguros de vida com cobertura por sobrevivência, e o tratamento igualitário entre cooperativas de crédito com operações acima de R$ 100 milhões e empresas convencionais. Também houve ajuste no IOF para empresas, inclusive as do Simples Nacional, e fixação de 3,5% para operações de câmbio em dinheiro. Uma das medidas mais polêmicas era o aumento do IOF para 3,5% em remessas internacionais de fundos de investimento, o que preocupou o setor financeiro. Após a repercussão negativa, o Ministério da Fazenda revogou esse trecho, mantendo a alíquota de 0% para essas aplicações. Remessas de pessoas físicas para investimento no exterior continuam com a taxa anterior de 1,1%. O governo também manteve isenção para uma série de operações no chamado “IOF Câmbio”, como importações, exportações, remessas de dividendos para investidores estrangeiros, créditos educacionais (como FIES), financiamentos de longo prazo, e transações interbancárias. A estimativa inicial era de arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as novas alíquotas, mas os valores devem ser revistos após o recuo parcial. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que as mudanças visam atingir grandes empresas e contribuintes mais ricos, sem afetar pessoas físicas ou investimentos populares. Segundo ele, “máquinas, equipamentos, crédito habitacional e programas como o FIES seguem isentos”. A reação política foi imediata. O deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, apresentou projeto para barrar o aumento, chamando as medidas de “confisco disfarçado”. Economistas como José Márcio Camargo e Marcos Mendes também criticaram o uso do IOF, originalmente um imposto regulatório, como instrumento de arrecadação emergencial. Para Mendes, há risco de judicialização das medidas. A Fazenda afirmou que o ajuste foi feito com base em “avaliação técnica e diálogo” e que o recuo demonstra disposição do governo em corrigir rumos com equilíbrio.
- Harvard processa governo Trump por retirada de autorização para estudantes estrangeiros
A Universidade de Harvard entrou com uma ação judicial contra o governo Trump nesta sexta-feira (23), após o Departamento de Segurança Interna revogar sua autorização para matricular estudantes estrangeiros. A instituição, uma das mais prestigiadas e antigas dos Estados Unidos, classificou a decisão como uma retaliação política e um ataque à liberdade acadêmica. A queixa apresentada em um tribunal federal argumenta que a medida do governo, anunciada na quinta-feira (22), viola leis federais e os direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Harvard acusa o governo de tentar controlar a estrutura interna da universidade, incluindo currículo, corpo docente e a ideologia disseminada entre os alunos. “Este é mais um ato de retaliação por Harvard ter exercido seus direitos constitucionais”, diz a universidade no processo. A ação pede que a ordem da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, seja bloqueada imediatamente. Essa decisão impacta diretamente estudantes internacionais de diversos países que têm em Harvard uma das principais portas de acesso à educação superior norte-americana. A medida gerou repercussão global, principalmente entre governos estrangeiros, defensores dos direitos humanos e instituições acadêmicas que veem na política de Trump uma tentativa de enfraquecer a presença internacional nas universidades americanas. A CNN destacou ainda que figuras da realeza europeia, como a futura rainha da Bélgica, também estão entre os afetados pela proibição, ampliando o alcance diplomático da controvérsia.
- Brasil entra em “vazio sanitário” e pode retomar exportações de aves em 28 dias
Teve início nesta quinta-feira (22) o chamado “vazio sanitário” na granja de Montenegro, no Rio Grande do Sul — local do primeiro caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil. O período de 28 dias será crucial para que o país possa retomar suas exportações de aves. Se não houver novos casos nesse intervalo, o Brasil poderá recuperar o status de zona livre da doença. O local afetado já passou por desinfecção completa de galpões e equipamentos, em processo iniciado logo após o abate sanitário das aves, ocorrido no último domingo (19). Segundo o governador do estado, Eduardo Leite, esse prazo é parte do protocolo internacional de biossegurança. Caso não surjam novos focos, o Brasil poderá voltar a negociar com países importadores. A partir desta sexta-feira (23), o número de barreiras sanitárias será reduzido de sete para quatro, todas localizadas em um raio de três quilômetros da granja. A medida reflete a contenção inicial bem-sucedida da doença e marca uma nova fase de monitoramento intensivo. Enquanto isso, os desdobramentos internacionais continuam. A Coreia do Sul, por exemplo, enviará uma missão técnica ao Brasil para inspecionar frigoríficos autorizados a exportar carne de frango. A visita é condição essencial para que os negócios sejam retomados. Alguns países, como Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão, já flexibilizaram as restrições, limitando a proibição de compra apenas ao estado do Rio Grande do Sul. Por outro lado, 19 países ou blocos ainda mantêm suspensões completas. Japão e Emirados Árabes Unidos — este último sendo o segundo maior comprador da carne de frango brasileira — restringiram as importações somente ao município de Montenegro. Atualmente, nove casos suspeitos seguem em investigação pelo Ministério da Agricultura, o que mantém o alerta ligado, apesar do controle inicial bem-sucedido.
- Campanha nacional estimula inscrições para o Enem 2025; prazo começa na segunda-feira
fonte: Google O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançaram, nesta quarta-feira (21), a campanha “O Enem Transforma Vidas” para incentivar inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. A ação está sendo divulgada nas redes sociais e em TV aberta, com a participação voluntária do economista e influenciador Gil do Vigor e da estudante de medicina Sabrina da Silva, ambos aprovados em universidades por meio do Enem. Inscrições As inscrições para o Enem 2025 começam na próxima segunda-feira (26) e seguem até as 23h59 do dia 6 de junho. O processo deve ser realizado exclusivamente pela Página do Participante, utilizando o número do CPF e a senha cadastrada no porta l Gov.br . O MEC reforça que nenhum outro site ou plataforma está autorizado a realizar as inscrições ou a cobrar qualquer valor, sendo tais práticas consideradas tentativa de fraude. O valor da taxa de inscrição e as formas de pagamento ainda não foram divulgados, mas, segundo o Ministério, essas informações constarão em edital próprio, que será publicado em breve. A campanha destaca a importância do Enem como a principal porta de entrada para o ensino superior brasileiro, além de ser fundamental para programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
- Semana de 4 dias: empresas relatam avanços em bem-estar e produtividade após testes no Brasil
A discussão sobre o fim da tradicional escala de seis dias de trabalho por semana tem ganhado espaço no Brasil, contrapondo os impactos econômicos com os benefícios para a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Em meio a esse debate, algumas empresas estão implementando, em caráter experimental, a jornada de quatro dias semanais — e os resultados iniciais são positivos. Inspirada por modelos internacionais, principalmente o da Nova Zelândia, a especialista Renata Rivetti trouxe ao Brasil um projeto piloto que propõe a redução da carga semanal de trabalho. A proposta é repensar a lógica de “trabalhar mais para produzir mais”. Para Renata, o excesso de tarefas, reuniões e informações contribui para um ambiente frenético que, muitas vezes, prejudica o verdadeiro desempenho. Vinte empresas participaram da experiência, que durou um ano. Ao final do período, os dados foram expressivos: 88,7% dos funcionários disseram estar mais satisfeitos com o trabalho, 84,8% sentiram mais energia e 84,1% notaram melhorias significativas na saúde mental, com menos casos de ansiedade e insônia. Contudo, nem tudo são flores. Especialistas alertam que a redução da jornada precisa considerar as particularidades de cada setor. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) analisou os efeitos de diminuir a carga de 44 para 36 horas semanais. A simulação apontou uma possível queda de 6,2% no PIB nacional, com impactos maiores nos setores de transporte e comércio, que poderiam encolher em 14,2% e 12,2%, respectivamente. Segundo Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV, alguns segmentos dependem fortemente da presença contínua de trabalhadores, e a redução da jornada pode comprometer a produção e até a remuneração dos empregados. Apesar dos desafios, empresas brasileiras vêm se adaptando. Um exemplo está no Rio de Janeiro, onde os próprios colaboradores criaram um aplicativo para organizar os turnos e folgas. Cada membro da equipe escolhe seu dia de descanso semanal, mantendo a produtividade sem sobrecarregar os colegas. A experiência revela que, quando bem planejada, a semana de 4 dias pode transformar positivamente o ambiente corporativo, sem necessariamente prejudicar os resultados.
- Haddad justifica suspensão de aumento do IOF: “Havia brechas e foram fechadas”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (23) a suspensão do aumento previsto no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos no exterior. A medida, que manterá a alíquota em 0%, foi tomada após análise de que “havia brechas” na proposta, segundo o próprio ministro. A decisão de rever o aumento veio um dia após o governo congelar R$ 31,3 bilhões em despesas orçamentárias, parte de um esforço para cumprir a meta fiscal. A proposta anterior previa elevar o IOF para 3,5% em operações de envio de recursos ao exterior com fins de investimento — o que causou repercussão negativa no mercado. Haddad destacou que a revisão foi feita antes mesmo da abertura do mercado financeiro para evitar especulações e interpretações equivocadas quanto aos objetivos do governo. O segundo ponto revisto envolveu remessas internacionais que continuariam com alíquota de 1,1%, e não mais os 3,5% planejados. “Este item é muito residual”, disse o ministro, justificando que a equipe econômica considerou a revisão justa e necessária. O novo decreto com a suspensão do aumento foi encaminhado à Casa Civil e já publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Com isso, o governo tenta equilibrar a responsabilidade fiscal com estabilidade no mercado e previsibilidade para investidores. A reação rápida evitou maiores tensões entre o Planalto e agentes econômicos, especialmente em um momento delicado de ajustes nas contas públicas.
- Frente fria trará queda de temperatura e possibilidade de neve e geada no sul do Brasil
A próxima semana será marcada por uma mudança drástica no clima em diversas regiões do Brasil. Uma massa de ar frio de origem polar está prestes a avançar sobre o país, provocando uma queda acentuada nas temperaturas, especialmente no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até em partes da Região Norte, como Rondônia, Acre e sul do Amazonas. Segundo o Climatempo, há possibilidade de neve nas regiões mais altas do Sul do Brasil. Essa condição climática extrema dependerá da combinação entre a massa polar e um ciclone extratropical sobre o oceano, que pode trazer a umidade necessária para a formação de neve. Além disso, a previsão inclui geadas, o que pode causar prejuízos à agricultura — especialmente por ser a primeira ocorrência do tipo no ano. O resfriamento começa já na próxima terça-feira (27), com chuvas no Sul. No dia seguinte, a massa de ar polar começa a avançar sobre o Mato Grosso do Sul e pode atingir o interior de São Paulo. Inicialmente, a queda de temperatura no estado paulista será moderada devido à nebulosidade, mas a virada para junho trará um novo pulso de ar polar, intensificando o frio. As temperaturas podem cair abaixo dos 10°C em várias áreas, principalmente nas regiões mais altas. A diferença desta frente fria para outras já registradas em 2025 está na sua natureza continental. O ar gelado, ao vir do interior do continente, mantém sua força resfriadora, ao contrário das frentes que se formam sobre o oceano, que tendem a perder intensidade rapidamente. As projeções ainda podem ser ajustadas, mas os primeiros sinais já apontam para um fim de maio e início de junho gelados para grande parte do país.
- 41% dos restaurantes no Brasil foram alvo de crimes e repassam custos ao consumidor
A crescente onda de criminalidade tem afetado diretamente o setor de alimentação no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 41% dos estabelecimentos já foram vítimas de crimes como furtos e assaltos. O impacto financeiro e emocional é profundo, tanto para os empresários quanto para os clientes. Um exemplo disso é o restaurante de Juliana Gouveia, localizado em São Paulo. Com quase 40 anos de funcionamento, o local já foi alvo de cinco furtos — dois somente em 2025. “Levaram fios, equipamentos e danificaram o espaço. Só em material elétrico, tive prejuízo de mais de R$ 15 mil”, relata. Casos semelhantes vêm assustando funcionários e consumidores. Em um restaurante chinês na zona sul de São Paulo, dois homens armados invadiram o local e levaram dinheiro, celulares e até marmitas prontas para entrega. A sensação de insegurança é constante: clientes relatam medo de usar o celular em público e adotam atitudes mais cautelosas durante as refeições. Como reflexo desse cenário, muitos restaurantes estão fechando mais cedo e reforçando o sistema de segurança. A pesquisa mostra que 90% dos estabelecimentos investiram em medidas como câmeras, alarmes e monitoramento remoto. Juliana, por exemplo, instalou três sistemas diferentes para tentar evitar novos prejuízos. O custo dessas medidas acaba sendo repassado ao consumidor. “O risco da criminalidade virou parte do preço da refeição fora de casa”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel. Margens já apertadas no setor de alimentação agora precisam acomodar os gastos com segurança, elevando os valores cobrados dos clientes. Além disso, o medo crescente também estimula a preferência por delivery, alterando os hábitos de consumo da população urbana e desafiando o modelo tradicional de atendimento presencial em bares e restaurantes.
- Empresas que adotam semana de 4 dias relatam melhora na saúde e produtividade dos funcionários
A possibilidade de trabalhar apenas quatro dias por semana está ganhando espaço no Brasil. Inspirada em modelos internacionais, como o da Nova Zelândia, a iniciativa foi trazida ao país por Renata Rivetti, que lidera um projeto piloto para testar a efetividade da redução de jornada. A proposta visa equilibrar produtividade com bem-estar e, até o momento, os resultados são promissores. Ao todo, 20 empresas aderiram à ideia e, após um ano, os dados mostram melhorias notáveis: 88,7% dos colaboradores afirmaram estar mais satisfeitos com o trabalho, 84,8% se disseram com mais energia e 84,1% relataram ganhos importantes na saúde mental, incluindo redução de ansiedade e insônia. Renata explica que a rotina atual de excesso de reuniões e comunicações prejudica o rendimento real. “Trabalhamos muito, mas nem sempre com eficiência. A nova estrutura traz foco e equilíbrio”, afirma. Apesar dos ganhos, especialistas alertam para os possíveis efeitos econômicos. Um estudo da FGV Ibre simulou a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais e apontou uma possível queda de 6,2% no PIB, com setores como transporte (-14,2%) e comércio (-12,2%) sendo os mais afetados. Segundo o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, a redução pode impactar negativamente em setores onde o tempo de trabalho está diretamente ligado à produção. Ainda assim, há boas práticas surgindo. No Rio de Janeiro, uma empresa criou um aplicativo interno que permite aos funcionários escolherem seu dia de folga. A medida trouxe flexibilidade e manteve a eficiência. Para o desenvolvedor Gabriel Santana, o novo modelo permite mais tempo com a família e retorno ao trabalho com mais disposição. O debate sobre a semana de quatro dias segue em expansão, contrapondo o aumento da qualidade de vida dos trabalhadores aos desafios econômicos de cada setor. A chave está em encontrar um equilíbrio que beneficie empresas, colaboradores e a economia.
- Adolescentes fisicamente ativos apresentam menor risco de depressão, indica estudo norueguês
Manter-se ativo fisicamente durante a adolescência pode ser um fator decisivo na prevenção da depressão, segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Publicado na Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, o estudo acompanhou 873 jovens dos 6 aos 18 anos, coletando dados ao longo de sete períodos (aos 6, 8, 10, 12, 14, 16 e 18 anos). Durante a pesquisa, os participantes usaram acelerômetros por sete dias consecutivos a cada etapa, permitindo uma medição precisa da quantidade e intensidade da atividade física realizada. Além disso, os pesquisadores conduziram entrevistas clínicas para avaliar sintomas de depressão ao longo do tempo. Os resultados mostraram que os benefícios da atividade física sobre a saúde mental se tornam mais consistentes a partir dos 14 anos. Jovens entre 14 e 18 anos que praticavam mais exercícios físicos apresentaram menos sinais de depressão. Tanto a quantidade de atividade diária quanto a intensidade mostraram efeito protetor. Outros fatores, como autoestima relacionada à imagem corporal, habilidades físicas percebidas e envolvimento com esportes, também foram considerados. Embora influenciem a saúde mental, o exercício por si só foi apontado como uma variável protetiva importante, independente desses outros aspectos. A professora Silje Steinsbekk, responsável pelo estudo, destaca que adolescentes fisicamente inativos ao longo do tempo têm maior risco de desenvolver sintomas depressivos. A descoberta reforça a importância de promover o movimento e o esporte como parte das políticas públicas voltadas à saúde mental da juventude.
- Nova técnica identifica consumo de ultraprocessados por meio de moléculas no sangue e urina
Uma nova técnica científica promete revolucionar a forma como identificamos o consumo de alimentos ultraprocessados. Pesquisadores utilizaram moléculas presentes no sangue e na urina para medir, de forma precisa, a ingestão desse tipo de alimento por indivíduos. O estudo foi publicado na revista Plos Medicine e destaca como essa abordagem é mais confiável do que métodos tradicionais, que dependem da memória e autorrelato dos participantes. Os testes foram realizados com 718 adultos saudáveis, entre 50 e 74 anos, que por um ano registraram o que comiam. Utilizando algoritmos de aprendizado de máquina, os cientistas cruzaram esses dados com as amostras biológicas e observaram que, em média, 50% das calorias ingeridas vinham de produtos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, embutidos e refrigerantes. Essa proporção variou entre 12% e 82% entre os participantes. O consumo elevado de ultraprocessados foi associado ao aumento de carboidratos simples, açúcares adicionados e gorduras saturadas, com queda no consumo de fibras e proteínas. Além disso, amostras de pessoas que comiam mais esse tipo de alimento apresentaram metabólitos ligados ao risco de diabetes tipo 2. Um dado curioso: foram detectadas moléculas vindas de embalagens plásticas nos corpos dos participantes — evidência de possível contaminação adicional pela forma como os alimentos são embalados. A equipe do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, responsável pela pesquisa, pretende agora expandir os testes para públicos mais jovens e com dietas variadas. O objetivo é entender melhor a ligação entre ultraprocessados e doenças crônicas, como o câncer. A nova técnica promete transformar os estudos nutricionais, oferecendo dados mais precisos para formulação de políticas públicas e promoção de uma alimentação mais saudável. Alimentos ultraprocessados geralmente contêm ingredientes artificiais ou altamente processados, como gordura vegetal hidrogenada, emulsificantes, espessantes, corantes e realçadores de sabor — substâncias raramente encontradas em uma cozinha comum.
- Governo paga até R$ 600 por mês para quem quiser virar programador — são 10 mil vagas!
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o Programa Bolsa Futuro Digital, que tem como objetivo a formação de programadores. O curso é gratuito e destinado a jovens e adultos sem conhecimento prévio em tecnologia da informação, mas que tenham interesse nas áreas de Front-end ou Back-end. A meta é formar 10 mil profissionais em dois anos. Na primeira etapa, serão oferecidas 5 mil vagas, distribuídas em 12 estados e no Distrito Federal, com prioridade para estudantes da rede pública. Após seis meses, outras 5 mil vagas serão abertas. Os participantes terão direito a uma ajuda financeira mensal. As inscrições podem ser realizadas até o dia 30 de maio. O curso terá duração de nove meses e começará no dia 23 de junho. Na fase inicial, com duração de seis meses, as aulas serão presenciais e remotas. Durante os três primeiros meses, os alunos receberão uma bolsa mensal de R$ 100, valor que será elevado para R$ 200 nos três meses seguintes. A segunda etapa, chamada de residência tecnológica, terá três meses de duração. Nela, os estudantes com melhor desempenho poderão participar de capacitações em empresas parceiras, atuando na resolução de desafios reais. Nessa fase, o apoio financeiro será de R$ 600 mensais. Durante o lançamento, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a importância do programa para suprir a demanda do setor de tecnologia e também para incentivar a participação feminina na área. “Ao não valorizar talentos femininos, o país perde a diversidade de olhares que enriquecem sua produção científica. Promover a inclusão é tornar a sociedade um lugar mais diverso, equilibrado e justo”, afirmou. Segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o Brasil forma cerca de 46 mil profissionais de tecnologia por ano, mas a demanda do setor gira em torno de 70 mil. A área oferece remuneração elevada, que pode ser até três vezes maior do que a média nacional. O Programa Bolsa Futuro Digital conta com um orçamento de R$ 54,5 milhões, provenientes do PPI da Lei de Informática.
- Coluna Agenda 21 - 23/05/2025
TECNOLOGIA & EDUCAÇÃO! Atualmente estamos vivendo na era da informação, tecnologia, da internet das coisas, enfim sempre conectados como jamais visto. Com a chegada de um item muito importante que está mexendo com todos na sociedade que é a Inteligência Artificial apesar da sua existência já vem de anos atrás. Conseqüentemente estamos mudando nossa forma de viver, de relacionar uns com os outros, de trabalhar, enfim, é um novo cenário acompanhado de inovação, reinvenção, tecnologias digitais etc. O problema é que o setor educacional não está, a princípio, se atualizando a começar com os professores que não estão preparados a fim de adaptar a esta ferramenta I.A. a fim de que podemos chamar de “Educação 4.0”. Os alunos de hoje será que estão sendo preparados para um mercado totalmente digitalizado constantemente sendo adaptado? Mas antes dos alunos deverá haver a preocupação com os profissionais que irão acompanhar os ensinamentos dos alunos de modo que se adaptam num formato diferente aonde o professor atua como facilitador e mediador, isto é , um tradutor do conhecimento conferindo o protagonismo aos alunos. Neste novo cenário os alunos passam a ter voz ativa e aprendem de maneira coletiva. Estamos inseridos em um mundo Vuca, isto é, um acrônimo para descrever quatro características marcantes do momento em que estamos vivendo, a saber: Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade. Foi incorporado recentemente ao vocabulário corporativo apesar de ter surgido na década de 90 no ambiente militar. Pode ser aplicado perfeitamente ao ambiente de negócios atual, o que gera novos desafios tanto para os profissionais quanto para as organizações. Será que o modelo em curso de aprendizado continuará baseado no modelo do passado? É um momento para refletir de modo que necessitamos reaprender a aprender para absorver o novo. Alguns fatores que podem transformar o futuro da educação: mudança no perfil dos estudantes, uso de celulares/tablets /dispositivos portáteis, maior acesso à informação /materiais didáticos, dialogar referente da facilidade de ensino à distância, alto engajamento da nova geração aos mecanismos de jogos eletrônicos, dentre outros. Enfim, não podemos ter medo de inovar, pois a cada momento surge novas tecnologias que podem influenciar diretamente na educação a fim de conectar escola e alunos adaptando ao novo modelo de ensino de modo que todos ficam num mundo conectado. É através da tecnologia a disposição da educação é possível implicar aos educandos uma melhor compreensão da história, vivê-la com possibilidade de tornar o sujeito homem um ser sociável, um grande homem, um grande cidadão, sempre aberto ao diálogo. “O futuro dos seres humanos depende da educação. Toda tecnologia e sua adaptação trabalhada hoje forma uma série de caminhos para o ser de amanhã percorrer.” Leonardo Tomé Engº Alencar de Souza Filgueiras Presidente do Fórum Agenda 21 Local Membro do Conselho Fiscal do IBAPE-MG Conselheiro do CREA-MG representando o IBAPE-MG Contato: evolucao@uai.com.br
- Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 16/05/2025
Tocando em frente O prefeito Leonardo Ciacci tem se adaptado bem às mudanças e obstáculos vividos neste primeiro semestre de governo. E olha que não foram poucos os problemas, que vão de “saias justas” na composição do governo, passando pelas dificuldades de construção da base e atendimento das promessas de campanha, até a mudança abrupta da Câmara onde dois vereadores da base aliada perderam o mandato. Ciacci ainda está negociando questões estaduais como o relacionamento com deputados, governo de Minas e mesmo o novo comando da Associação Mineira de Municípios – AMM. Mas pelo que tem chegado a coluna, o prefeito Ciacci está indo bem e contornando problemas. Mas vale ressaltar que ainda restam compromissos de campanha pendentes junto a legendas que apoiaram Ciacci. Como sempre, as promessas de vagas são muitas e os cargos são poucos, isso não é novidade! Tocando em frente – 02 Vale destacar, ainda, que Ciacci mesmo com as novas atribuições de prefeito, vem mantendo antigos hábitos e compromissos do passado. Um exemplo disso foi o encontro com os garis que trabalham no serviço público municipal. O encontro foi um café com os profissionais da limpeza urbana e o prefeito. Além disso, Ciacci também tem hábitos e amizades que continuam da mesma forma, mesmo depois da eleição. Não é mistério que o prefeito é pessoa simples, sem grandes luxos, mas que todos esperavam que as muitas atribuições do cargo fossem impeditivas de muitas coisas que fazia no passado. Já o vice-prefeito Antônio Silva, que sempre foi um prefeito de maior agenda interna quando esteve no comando da cidade, também parece ter encontrado tempo de “participação em eventos externos e extra prefeitura”. Perguntar não ofende Integrantes da base do governo municipal e importantes defensores da gestão Verdi/Ciacci no passado, será que os agora ex-vereadores Dr. Guedes e Dr. Lucas vão integrar o governo de Ciacci no Executivo? Parece cedo para saber a resposta, mas é certo que já existem conversas no sentido de “abrigarem no governo os aliados que caíram o poder”. Mesmo que sejam em cargos de segundo escalão, afinal, dizem alguns integrantes do governo que “se Ciacci não acudir os aliados agora, poderia passar a ideia de desencorajamento aos que pretendem lutar pela atual gestão e ainda estão engajados neste início”. Ninguém sabe se haveria espaço no governo para acolher os ex-vereadores, e mesmo se aceitariam, mas para os integrantes do sistema, seria importante “dar o recado que os leais ao governo não serão deixados na chuva”! Será? Surpresa e Decepção O acidente na MGC 491 envolvendo um ônibus e causando duas mortes foi uma triste surpresa para quem passa diariamente na importante estrada. O tombamento das carretas a poucos metros de distância e algumas horas de diferença do primeiro acidente também foi uma surpresa, mas com um toque de decepção por parte da sociedade pela falta de estrutura e capacidade da EPR Vias do Café em desobstruir a pista e equacionar os transtornos causados pelos dois acidentes. Por tudo que a empresa concessionária pregava e, principalmente, pelo alto custo do pedágio da via, esperava-se que a EPR tivesse disponível todo equipamento e colaboradores para administrar problemas como estes. Ao longo da quarta-feira 21/05 interdições totais ou parciais ocorreram na rodovia Varginha-Três Corações, para a retirada de uma das carretas que tombaram na segunda-feira. O esperado era que na noite da segunda ou na madrugada da terça a via já tivesse desobstruída, o que não aconteceu. De acordo com a EPR Vias do Café, a operação é complexa e por isso demorada. O veículo que obstruiu a via é uma carreta bitrem com dois containers de produtos a granel. Pela importância comercial do trecho da MGC 491 entre Varginha e Três Corações era esperado que a EPR tivesse disponível melhor equipe e equipamentos mais eficientes. Fica a lição para a empresa concessionária! Impondo a ordem A Guarda Civil Municipal de Varginha apreendeu, neste final de semana, bicicletas de jovens e adolescentes que estariam praticando rabeira em um ônibus na cidade. O “surf de rabeira” que se vê com frequência nas grandes cidades, se trata de ciclistas que se seguram na traseira de ônibus e caminhões, para pegar uma perigosa carona, colocando em risco diversas outras pessoas no trânsito. A prática é ainda mais perigosa quando realizada na zona urbana, pois envolve dezenas de outros veículos próximos, pedestres e muitos outros fatores capazes de potencializar acidentes. A infração precisa ser severamente punida e que os “inconsequentes tenham conhecimento que em Varginha há fiscalização e segurança, de modo que, os infratores serão identificados e punidos a qualquer hora e local onde cometerem os delitos”. A atuação da Guarda Municipal foi exemplar e precisa continuar a fim de que, outros inconsequentes e até gangues de adolescentes saibam que existe fiscalização na cidade. Os jovens identificados na carona irregular foram orientados pelos guardas sobre os riscos da prática e as medidas para a retirada das bicicletas, que foram apreendidas. Será que os delitos vão acabar? A conferir! Café com Tudo é destaque em Varginha Acontece em Varginha, desde ontem, o Café com Tudo, promovido pela Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Varginha – Aciv. O Café com Tudo, evento que visa promover diferentes setores da cafeicultura regional, reúne vários parceiros como Sebrae, Credivar, Faemg, Senar etc. O Sebrae Minas é parceiro da organização e vai oferecer as palestras: “Rota Turística do Café no Sul de Minas”, com a turismóloga e consultora Marília Ribeiro; e “Do interior de Minas para o Brasil: a história de um empreendimento que deu certo”, apresentada pelos empreendedores Raphael Figueiredo e Rosi Barbosa. No estande do Origem Minas, programa do Sebrae que facilita o acesso da agroindústria e de pequenos produtores rurais a grandes mercados, empreendedores da área gastronômica terão espaço para apresentar e comercializar seus produtos. O Café com Tudo acontece no Centro de Excelência em Cafeicultura, das 8h às 20h. As atividades propostas pelo Sebrae acontecem hoje dia 23 às 16h30. O presidente da Aciv, Andre Yuki conseguiu reunir um número ainda maior de parceiros nesta edição do evento, que ontem já bateu recordes e reuniu diversas autoridades. Dando as caras O deputado estadual Cleiton Oliveira (PV) esteve recentemente em Varginha em evento público de entrega de uma viatura da polícia para a Delegacia da Mulher na cidade. O deputado levou várias lideranças municipais para o evento, inclusive a vereadora Zilda Silva, que é do Partido Progressista. A vereadora tornou-se próxima de Cleiton Oliveira no ano passado, quando quase chegaram a formar uma dobradinha para disputar a Prefeitura de Varginha. O vereador Rogério Bueno, do PV, também participou da cerimônia, sendo um amigo pessoal de Cleiton, e que agora também parece atuar próximo de Zilda Silva, que a exemplo de Rogério Bueno, foram eleitos pela oposição ao governo. Aliás, mesmo que a maior liderança do PP em Varginha pareça não gostar de ser associada ao deputado estadual do PV, as bases do PP e PV em Varginha parecem estar caminhando juntas e muito bem. Seria este um indicativo de que PP e PV estariam juntos nos próximos pleitos, não sabemos! Desenvolvimento O Porto Seco de Varginha vem realizando diversas obras de ampliação, que envolvem milhões de reais em investimentos. A aposta da empresa é de que o desenvolvimento no setor vai continuar e muitas outras empresas devem utilizar a estrutura para, a partir de Varginha, distribuir seus produtos para o Brasil. E a de depender das próximas ações governamentais e conquistas dos empresários, até mesmo a viabilização da retomada da linha férrea que liga Varginha ao litoral do Rio de Janeiro pode trazer novos contratos de exportação e importação por meio das empresas sediadas no Porto Seco Sul de Minas, em Varginha. O forte relacionamento institucional do comando do Porto Seco com autoridades municipais, estaduais e até federais construiu uma rede de ações colaborativas entre as três esferas de poder para permitir e até potencializar os investimentos realizados pelas empresas e pelo Porto Seco, que se tornou a “joia da coroa do governo municipal”. Afinal, da mesma forma que o Café é o catalisador dos investimentos agrícolas em Varginha, o Porto Seco é o catalisador de grandes e novos investimentos industriais na cidade, trazendo mais arrecadação de impostos para Varginha e geração de empregos na cidade. Desenvolvimento – 02 Fica claro que o empreendedorismo é a salvação da economia e não os governos, visto que, quem cria riqueza é a iniciativa privada e não o governo que apenas gasta dinheiro do pagador de impostos. E muitas vezes, gasta de forma equivocada e com muitos desperdícios. No caso do empreendedorismo assertivo do Porto Seco, que é favorecido pelo bom relacionamento com o setor público, isso é algo a ser aplaudido e copiado e não atacado. Pelo menos, em que pese algumas ilações sobre a relação “não saudável” deste ou daquele político com o setor privado, de modo geral, quando bons empresários se unem para pressionar por melhorias setoriais e não individuais, toda a sociedade ganha. E parece que isso é o que se vê em Varginha! A conferir como caminhará tais atuais nos próximos anos e com os novos governos que chegam... Será que agora vai? Depois da perda de mandato de dois vereadores de Varginha por conta da suposta candidatura falsa de uma candidata a vereadora nas eleições de 2024, o mundo político ficou mais atento a necessidade de mais organização e seriedade na gestão das legendas e das eleições. Nos bastidores do caso vivido em Varginha, muitos são categóricos em dizer que “o presidente do partido comeu mosca em não apurar se todos os candidatos estavam mesmo disputando eleições”. De qualquer forma, ainda é grande o número de partidos em Varginha com problemas com a Justiça Eleitoral. Existem legendas com dívidas de multas não pagas, partidos com documentos pendentes, faltando prestação de contas etc. Sem falar nos muitos candidatos que não prestaram contas referentes às eleições onde foram candidatos. Estes problemas embora não causem a perda de mandato, pois tratam-se de pessoas que perderam as eleições, pode vir a impedir novas candidaturas e impedir a ampliação de atuação das legendas que atualmente custam a preencher o quadro de candidatos a cada eleição. A grande resistência de mulheres e negros em serem candidatos a vereadores ou deputados foi a principal causa das muitas suspeitas de fraudes em eleições proporcionais. E como a coluna disse no passado, este problema promete se repetir nas eleições de 2026. Será que este problema ocorrido em Varginha vai ajudar para que os partidos locais tenham melhor gestão e profissionalismo na condução das legendas? Ou os presidentes de partido no município vão continuar administrando as legendas como se fossem propriedades privadas? Pinga fogo Alguém tem visto a atuação parlamentar dos principais deputados votados em Varginha na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional? Vale dar uma conferida viu, pois tem parlamentar que ao povo critica o governo, mas em plenário apoia tudo que chega! Quais as obras iniciadas na gestão passada que já foram entregues nesta gestão? Qual o planejamento do governo Ciacci para entregar obras prioritárias como o Centro de Educação do Rio Branco, o Mercado do Produtor e o novo centro de esportes do VTC? Será que Ciacci vai terminar tais obras, dando o crédito ao governo passado, e sobretudo, com o mesmo projeto inicialmente idealizado para cada uma das obras?
- Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.703
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- Alunos de Educação Física realizam o 3º Festival de Dança e Ginástica
Reprodução A arte do movimento e a expressão corporal tomam conta do palco do Theatro Capitólio, em Varginha, na terça-feira, 27 de maio, às 19h, com a realização do 3º Festival de Dança e Ginástica. Com o tema “A Evolução da Dança”, o evento promete encantar o público com apresentações criativas e coreografias que representam diferentes fases e estilos da dança ao longo da história. De acordo com a professora de Educação Física, Erondina Leal, os alunos do terceiro período do curso são os responsáveis pela organização do evento. O festival é uma atividade prática e formativa, que alia teoria, expressão artística e produção cultural, aberta ao público e que será realizada no tradicional Theatro Capitólio, localizado na Rua Presidente Antônio Carlos, 522, no Centro de Varginha. A entrada é gratuita e o convite se estende à comunidade em geral. Com o apoio institucional e o empenho dos estudantes, o evento reforça a valorização da dança e da ginástica como linguagens fundamentais para a formação em Educação Física, promovendo integração, criatividade e bem-estar.
- Prefeito Leonardo Ciacci participa de Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha
Reprodução Nesta quinta e sexta-feira (22 e 23), Varginha recebe o evento Café com Tudo, Fórum Regional de Cultura Cafeeira, que acontece na sede do Centro Excelência em Cafeicultura (Senar). O Prefeito Leonardo Ciacci participou da abertura do evento acompanhado do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Henrique Touguinha, da Secretária de Turismo e Comércio Rosana Carvalho, Secretária de Educacão Juliana Mendonça e do Superintendente da Fundação Cultural Marcos Benfica. O evento contou com a presença de diversas autoridades, como o ex-prefeito Vérdi Lúcio e os Secretários de Estado Leônidas Oliveira (Turismo e Cultura) e Bruno Araújo (Desenvolvimento Econômico). O presidente da Associação Comercial de Varginha, André Yuki, ressaltou a importância do evento e elogiou as Administrações de Vérdi Melo e Leonardo Ciacci. “Fizeram e fazem administrações responsáveis e voltadas para o crescimento da cidade nas mais diversas áreas. Sou muito grato a eles por me incentivarem a estar à frente da ACIV a fim de prestar um trabalho relevante nessa área. Nossos agradecimentos ao ex-prefeito Vérdi e ao atual Prefeito Leonardo Ciacci”, concluiu. Em seu discurso, o Prefeito Ciacci agradeceu a presença dos secretários estaduais e reforçou a importância do evento realizado em Varginha. “O Café com Tudo vem se aperfeiçoando e crescendo cada vez mais, e vem mostrar a potencialidade de nossa cidade, que envolve a cafeicultura, o comércio, turismo, gastronomia. Varginha se sente honrada em ter eventos dessa natureza que colocam nossa cidade como referência em diversas áreas”, completou. Ao longo dos dois dias de evento, debates sobre temas como cultura, turismo e comércio serão mediados por jornalistas, turismólogos e profissionais da área. O projeto está sendo executado com recursos do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais, com o apoio do Sicoob Credivar, FBHA, CCCMG, Sicredi, Abrasel e SEHAV, realização do Governo de Minas Gerais - Governo Diferente Estado Eficiente e correalização da ACIV.
- Prefeito Leonardo Ciacci e Secretária de turismo Rosana Carvalho recebem Secretário Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais
Reprodução Na manhã de quinta-feira, 24 de maio, a secretária de Turismo e Comércio de Varginha, Rosana Carvalho, e o prefeito Leonardo Ciacci receberam o Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, em visita oficial à cidade. A agenda fez parte da programação de abertura do evento “Café com Tudo”, que celebra a importância do café para a economia e a identidade cultural do município. Durante a visita, o secretário estadual pôde conhecer de perto iniciativas locais voltadas ao fortalecimento do turismo, da cultura e do comércio, além de discutir ações conjuntas com foco no desenvolvimento regional. A secretária Rosana Carvalho destacou a relevância da presença do secretário em Varginha. “Esse é um momento muito significativo para nossa cidade. A aproximação com o Governo de Minas reforça a importância do diálogo entre as esferas municipal e estadual e nos motiva a continuar trabalhando com dedicação para valorizar nossa cultura e expandir o turismo e o comércio local”, afirmou. O prefeito Leonardo Ciacci acompanhou o secretário Leônidas Oliveira em uma visita ao Memorial do ET, um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Varginha. O secretário classificou a experiência como enriquecedora, ressaltando o valor histórico e cultural do espaço para o município e para o turismo mineiro.
- Receita Federal e Polícia Militar realizam fiscalização em estabelecimentos comerciais de Varginha
Reprodução A Receita Federal e a Polícia Militar realizaram no dia 21 de maio, uma fiscalização de rotina em quatro estabelecimentos comerciais de Varginha. Foram apreendidas 8 garrafas de bebidas alcóolicas com indícios de importação irregular. A prática configura crime de descaminho, conforme definido no artigo 334 do Código Penal, que consiste em não realizar o pagamento de impostos devidos pela entrada dessas bebidas no país. A fiscalização é contínua e novas ações serão realizadas nos próximos meses. No dia 15 de maio, foram realizadas ações de fiscalização em Alfenas e Poços de Caldas que culminou na prisão de 6 pessoas por crime de contrabando, relativo à comercialização de cigarros eletrônicos, que são proibidos no Brasil. Parceria A atuação da Receita Federal é essencial para coibir esse mercado ilegal e proteger a sociedade dos riscos associados a esses produtos. A instituição permanece vigilante, utilizando seu treinamento e ferramentas disponíveis para identificar ilícitos e atuar de maneira precisa nos principais pontos de distribuição de contrabando e descaminho do país. Em Minas Gerais, a Polícia Militar tem desempenhado um papel decisivo e estratégico na operação, garantindo a atuação segura dos agentes da Receita Federal, controle da ordem pública, isolamento e contenção das áreas de atuação, sendo sua atuação crucial para garantir que a operação ocorra sem resistência violenta ou fuga de suspeitos.
- Vereadora Marcela Trópia recebe Sindijori e reforça apoio à imprensa regional
Encontro debate os desafios dos veículos do interior de Minas e o papel do poder público na valorização da comunicação local. A vereadora Marcela Trópia (Novo) recebeu, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Veículos de Comunicação Digital de Minas Gerais (Sindijori/MG) , Rodrigo Silva Fernandes , acompanhado de representantes de veículos regionais associados à entidade. O encontro discutiu os desafios enfrentados pela imprensa do interior e as oportunidades para fortalecer os jornais locais na construção de uma sociedade mais bem informada e participativa. Durante a reunião, os representantes apresentaram um panorama do cenário atual dos veículos regionais, marcado por dificuldades estruturais, redução dos investimentos publicitários e concorrência desigual com grandes plataformas digitais . A comitiva também defendeu a importância de incluir a imprensa local nas políticas públicas e nas estratégias de comunicação institucional dos poderes Executivo e Legislativo. Presidente do Sindijori/MG e diretor do jornal Gazeta de Varginha , Rodrigo Silva Fernandes destacou a importância do diálogo com o poder público: “Esse encontro representa um passo importante no reconhecimento da imprensa regional como agente essencial na mediação entre sociedade e governos. O apoio institucional é necessário para seguirmos prestando um serviço de informação de qualidade, com independência e alcance.” A vereadora Marcela Trópia reforçou que o jornalismo regional é fundamental para aproximar a população da realidade das cidades: “Precisamos garantir que esses veículos tenham sustentabilidade para continuar existindo e cumprindo seu papel democrático. A diversidade de vozes na imprensa é essencial para uma sociedade mais crítica, participativa e bem informada ”, afirmou. O Sindijori/MG representa atualmente cerca de 200 veículos de comunicação , incluindo jornais impressos, portais digitais, revistas e outros formatos. A entidade tem ampliado sua atuação em defesa da imprensa regional, promovendo capacitações, articulações institucionais e ações para aumentar a visibilidade dos veículos junto ao mercado publicitário. . Informações para a imprensa: Saulo Penaforte — (31) 9 9683-5270

























