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  • Rei do Marrocos nomeia Fatima El Mansouri como primeira mulher chefe de governo do país; indicação segue vitória do partido nas eleições

    Reprodução O rei Mohammed VI do Marrocos nomeou nesta terça-feira, dia 29 de setembro, Fatima El Mansouri como nova chefe de governo. A decisão faz dela a primeira mulher a ocupar o cargo em toda a história do país. A indicação foi oficializada por meio de comunicado do palácio real e segue o resultado das eleições parlamentares realizadas no dia 23 de setembro, nas quais o partido dela, o Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), conquistou a maior quantidade de cadeiras na Câmara dos Representantes. Aos 50 anos, El Mansouri chega ao posto com experiência pública reconhecida: foi prefeita de Marrakesh, uma das principais cidades do reino. Nas urnas, sua legenda obteve 97 dos 395 assentos em disputa. Pela Constituição do Marrocos, o soberano deve escolher como chefe de governo uma pessoa filiada à formação política que tenha recebido mais votos. Como o PAM não alcançou, por si só, os 198 assentos necessários para formar maioria parlamentar, a nova líder terá de negociar alianças com outros partidos para montar a base de sustentação do governo. A nomeação marca um momento histórico na vida política do Marrocos e do norte da África. A presença feminina em postos de comando tem crescido gradualmente nos últimos anos, mas esta é a primeira vez que uma mulher assume a chefia do governo nacional. A expectativa agora é pela composição da coalizão e pela definição das prioridades da nova administração.

  • Porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã chama Trump de "grande mentiroso" e rebate acusações sobre programa nuclear e bloqueio no Golfo

    Reprodução O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Mohebbi, classificou nesta terça-feira, dia 29 de setembro, o presidente dos Estados Unidos de "grande mentiroso". A declaração foi feita em resposta a afirmações segundo as quais o Irã estaria avançando em direção à fabricação de armas nucleares e ao bloqueio imposto à navegação no Golfo. Mohebbi acusou o líder norte-americano de ocultar a verdade da própria população e disse que o argumento do programa nuclear é apenas um pretexto. "O inimigo sabe que o Irã não está atrás de armas nucleares. O problema deles não é esse, mas sim a vastidão do nosso país, que eles querem destruir", afirmou. Ele também rebateu a alegação de que as forças dos Estados Unidos teriam conseguido reabrir o Estreito de Ormuz e reduzido o controle iraniano sobre a rota estratégica. Segundo Mohebbi, o fato de algumas embarcações conseguirem passar sob cobertura da escuridão, com grande custo, esforço e risco, não significa que o trecho esteja livre. "Fazer passar um navio com 100 ou 200 barris não abre o Estreito", explicou. Dados do setor mostram que em setembro as exportações de petróleo pelo local devem chegar a quase 10 milhões de barris por dia — aproximadamente metade do volume registrado antes do conflito. Donald Trump havia citado a suposta intenção de o Irã desenvolver armas nucleares como uma das razões para justificar medidas de pressão e possíveis ações militares. O porta-voz iraniano pediu também que a própria população dos Estados Unidos questione as versões oficiais do governo. A tensão segue elevada na região, com confrontos e restrições ao trânsito marítimo que afetam o fornecimento mundial de energia e elevam os preços dos combustíveis em diversos mercados.

  • Desemprego cai para 5,3% no trimestre até agosto, mostra IBGE

    A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor registrado para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. O percentual ficou abaixo dos 5,6% registrados no trimestre encerrado em maio e repetiu a taxa observada no período até julho. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,6%, também houve redução. O mercado de trabalho registrou ainda um recorde no número de pessoas ocupadas. Entre junho e agosto, 103,477 milhões de brasileiros estavam trabalhando, alta de 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1% na comparação anual. É o maior contingente de ocupados da série histórica do IBGE. Ao mesmo tempo, a população desocupada recuou. O número de pessoas que estavam procurando trabalho sem conseguir uma ocupação chegou a 5,784 milhões, uma queda de 4,6% em relação ao trimestre encerrado em maio. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 4,9%. Emprego com e sem carteira O avanço da ocupação ocorreu tanto entre trabalhadores com carteira assinada quanto entre aqueles sem registro formal. No setor privado, o número de empregados com carteira cresceu 0,4% na comparação com o trimestre anterior. Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada teve aumento mais expressivo, de 1,8% no mesmo intervalo. Os dados mostram, portanto, que a expansão da ocupação no período ocorreu em diferentes segmentos do mercado de trabalho. Renda do trabalhador A renda habitual dos trabalhadores também avançou. O rendimento médio de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto, contra R$ 3.752 no período terminado em maio. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando o rendimento médio era de R$ 3.641, houve aumento ainda maior. O resultado ocorre em um cenário no qual o mercado de trabalho continua apresentando resistência mesmo diante da desaceleração da atividade econômica. No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5%, depois de uma expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano. A força do mercado de trabalho também tem reflexos sobre a política monetária. Segundo a análise apresentada na reportagem, níveis elevados de emprego e renda podem dificultar o processo de controle da inflação, enquanto a taxa básica de juros permanece em 13,75% ao ano. Com a queda da desocupação e o aumento do número de pessoas trabalhando, o trimestre encerrado em agosto consolidou um dos períodos de menor desemprego já registrados pela Pnad Contínua.

  • Otan vai ampliar apoio à Ucrânia; secretário-geral Mark Rutte diz que Rússia falha ao tentar dividir aliados

    Reprodução A Organização do Tratado do Atlântico Norte vai ampliar o apoio à Ucrânia em resposta às ações consideradas hostis da Rússia. A afirmação foi feita pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, nesta terça-feira, dia 29 de setembro, durante encontro em Bruxelas ao lado do primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius. Rutte classificou a conduta russa como campanha imprudente e disse que o objetivo de Moscou é enfraquecer a determinação dos aliados, interromper o suporte a Kiev e dividir a aliança interna. "Mas a Rússia está fracassando", ressaltou. O secretário-geral deixou claro que a resposta da Otan será de reforço, não de recuo. "Nossa mensagem a Moscou é clara: faremos ainda mais pela Ucrânia, e não menos", declarou. Pediu também que os países-membros mantenham a calma diante das movimentações russas na chamada "zona cinzenta" — ações que ficam abaixo do limiar de um conflito armado direto, mas visam gerar insegurança e desgaste. Explicou que a estratégia do adversário é justamente fazer com que os aliados percam o foco na Ucrânia e passem a debater entre si; por isso, a melhor reação é prosseguir com o suporte de forma unida. O chefe de governo da Lituânia reconheceu que os riscos à segurança permanecem presentes, mas alertou contra exageros. Disse que os serviços de inteligência não apresentaram provas de que a Rússia esteja se preparando para uma ação direta e iminente contra os países da aliança. "O risco continua, mas não está oscilando, aumentando ou diminuindo", explicou. O encontro acontece num momento em que os países-membros seguem enviando assistência militar e financeira à Ucrânia e monitorando de perto toda a atividade russa ao longo da fronteira leste da Europa.

  • Argentina abre arbitragem internacional contra o Reino Unido por exploração de recursos na Bacia das Malvinas Norte; prazo de duas semanas para resposta

    Reprodução O governo da Argentina deu início a um processo de arbitragem internacional contra o Reino Unido por causa da exploração de recursos naturais na Bacia das Malvinas Norte, especificamente no projeto Sea Lion. A decisão foi anunciada pelo presidente Javier Milei nesta segunda-feira, dia 28 de setembro. O chefe de Estado determinou à Chancelaria e às equipes jurídicas que acionassem os mecanismos previstos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Segundo Milei, o Reino Unido tem o prazo de duas semanas para interromper a exploração; caso não haja resposta ou suspensão, a Argentina recorrerá ao Tribunal Internacional do Direito do Mar. O chanceler Pablo Quirno confirmou que a notificação oficial já foi entregue ao governo britânico. Ressaltou que a medida segue o direito internacional e é feita pela via pacífica, e alertou: quem explorar recursos naturais nas ilhas sem autorização argentina terá que enfrentar as consequências. O titular da pasta externa também reafirmou que a recuperação do exercício pleno da soberania sobre o território é um mandato constitucional ao qual o país não renunciará. As Malvinas são reivindicadas pela Argentina, embora estejam sob administração do Reino Unido. Além da ação internacional, o governo apresentou um projeto de lei chamado "Lei para a Defesa da Soberania Nacional", que prevê endurecimento de medidas contra empresas que operam na região. Já foram iniciados procedimentos para aplicar sanções a pelo menos 60 empresas e pessoas ligadas à extração de petróleo nas águas próximas às ilhas. O presidente pediu prioridade máxima ao tema e suspensão de outras pautas no Legislativo para agilizar a tramitação. A disputa remonta a 1982, quando a Argentina invadiu o território e travou uma guerra de dez semanas, terminando com a rendição e a permanência do controle britânico.

  • Despejo de idosa de 87 anos após 70 anos na mesma casa vira símbolo da crise habitacional na Espanha; milhares protestam e ela consegue voltar

    Reprodução María del Carmen Abascal, conhecida carinhosamente como Maricarmen, tornou-se o rosto da luta por moradia digna na Espanha. A idosa de 87 anos morava no mesmo apartamento, no bairro de El Retiro, em Madri, desde 1956 — mais de sete décadas. Cresceu, viveu com os pais e herdou o imóvel, mantendo um contrato de aluguel acessível que correspondia ao que sua renda permitia. Tudo mudou em 2018, quando uma empresa imobiliária adquiriu o prédio e passou a exigir um valor até quatro vezes maior, incompatível com sua aposentadoria de cerca de 1.300 euros por mês. O processo de despejo se arrastou por anos. A idosa venceu em primeira instância, mas a decisão foi revertida. Após recursos sucessivos e tentativas de suspensão, a retirada aconteceu na quarta-feira, dia 23 de setembro. Maricarmen foi levada em uma maca diretamente para um hospital, em estado de grande fragilidade. O caso comoveu o país: no sábado seguinte, dezenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas de Madri, acamparam na Puerta del Sol e fizeram manifestações também em Barcelona, Sevilha e Valência, pedindo proteção aos inquilinos e proibição de despejos sem alternativa de moradia. A pressão popular gerou resultado. Na segunda-feira, foi anunciado um acordo: Maricarmen vai voltar para casa, pagando aluguel próximo ao que já pagava, com contrato de oito anos. Ela segue internada em observação e deve assinar o documento assim que receber alta. Em vídeo, pediu que a população não desista: "Eu não consegui defender minha casa, mas lutei para que outras pessoas aprendam a lutar pelas delas". O caso expõe uma realidade mais ampla: em Madri, o preço do aluguel quase dobrou em uma década, comprometendo quase metade do rendimento médio das famílias, bem acima do limite de 30% considerado adequado por organismos internacionais.

  • Aeronave militar cai na região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia; seis pessoas morreram

    Reprodução Uma aeronave militar russa caiu nesta terça-feira, dia 29 de setembro, na região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia. O acidente foi confirmado pelo Ministério da Defesa do país. Seis pessoas que estavam a bordo perderam a vida. O avião é do modelo A-50, equipamento desenvolvido para vigilância aérea, detecção de alvos e coordenação de forças, considerado peça importante de defesa aérea russa. A queda aconteceu em área afastada, sem que houvesse risco a moradores locais. As causas ainda são desconhecidas e uma comissão foi formada para investigar o ocorrido. O aparelho era um dos mais modernos da frota e já havia sido usado em operações de monitoramento em diversas regiões. As autoridades prometem divulgar os resultados das apurações assim que forem concluídas. Este é o terceiro acidente registrado com aeronaves militares russas em pouco tempo. Casos anteriores foram na Crimeia e perto da fronteira com a Ucrânia, o que tem levantado questionamentos sobre condições de manutenção e segurança operacional da frota. Até o momento, não há confirmação de se houve falha mecânica, erro humano ou interferência externa.

  • Aeroporto de Catânia, na Sicília, é fechado novamente por causa de cinzas do Etna poucas horas após reabertura

    Reprodução O aeroporto de Catânia, na Sicília, foi fechado novamente nesta terça-feira, dia 29 de setembro, por causa da atividade do vulcão Etna. A suspensão ocorreu poucas horas depois de o terminal ter sido reaberto, após um fechamento que durou três dias. A empresa que administra o aeroporto informou que os pousos e decolagens ficariam paralisados até às 10h, horário de Brasília, em razão da nuvem de cinzas expelida pelo vulcão e das condições atmosféricas que impedem a rápida dispersão do material. A orientação oficial é que todos os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas para confirmar o andamento de seus voos antes de se dirigirem ao local. Novos comunicados serão emitidos conforme a situação se definir. O aeroporto de Catânia é o quinto mais movimentado da Itália e sofre com frequência paralisações ligadas à atividade do Etna, reconhecido como o vulcão mais alto e também o mais ativo de toda a Europa. Com o fechamento, milhares de pessoas tiveram seus planos alterados. As empresas aéreas precisaram desviar voos que tinham Catânia como destino para outros aeroportos da Sicília, o que causou grande aumento no movimento e sobrecarga nas estruturas de recebimento desses locais. A repetição de interrupções em tão pouco tempo traz transtornos a turistas e moradores, além de gerar prejuízos ao setor de turismo e à economia da região.

  • OCDE: 1 em cada 5 estudantes que entram no ensino médio no Brasil não conclui a etapa

    O Brasil tem uma taxa de conclusão do ensino médio abaixo da média dos países analisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o relatório Education at a Glance 2026, divulgado nesta terça-feira (29), 20% dos estudantes que ingressam no ensino médio no país não concluem a etapa e já não estavam matriculados dois anos depois do prazo previsto para a conclusão. De acordo com os dados, 79% dos estudantes brasileiros que entram no ensino médio concluem a etapa até dois anos depois do tempo teórico previsto. Outros 1% ainda permaneciam matriculados nesse período, enquanto 20% não haviam concluído os estudos e já não estavam na escola. Na média dos países analisados pela OCDE, 85% dos estudantes concluem o ensino médio até dois anos após o prazo previsto, seis pontos percentuais acima do índice brasileiro. O levantamento mostra, porém, diferenças importantes entre os países. A Dinamarca apresenta uma taxa de 75%, enquanto Canadá, Colômbia e Irlanda registram índices de 90% ou mais. Diferença entre homens e mulheres O relatório também aponta uma diferença significativa entre homens e mulheres na conclusão do ensino médio. Na média dos países avaliados, 14% dos homens deixam a etapa sem obter a qualificação, contra 10% das mulheres. A OCDE calcula que as mulheres têm, em média, 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir o ensino médio do que os homens. No Brasil, a diferença é ainda maior. 23% dos homens deixam o ensino médio sem diploma, segundo os dados apresentados no relatório. Esse é o maior percentual registrado entre os países analisados nessa modalidade de comparação. Brasil e Israel também aparecem com uma das maiores diferenças entre homens e mulheres na taxa de abandono da educação geral, com 8 pontos percentuais de diferença entre os dois grupos. Abandono é resultado de vários fatores A OCDE destaca que a saída dos estudantes da escola geralmente não acontece por causa de um único acontecimento. O abandono tende a ser resultado de um processo acumulado de afastamento da educação. Entre os fatores associados ao risco de abandono estão baixo desempenho escolar, faltas frequentes, falta de motivação, condições socioeconômicas e experiências educacionais anteriores. O ambiente escolar também pode influenciar a permanência dos estudantes. De acordo com o relatório, práticas e condições dentro das escolas podem contribuir para o afastamento quando os alunos não se sentem apoiados. Políticas de repetência e uma oferta limitada de formação profissional também aparecem entre os fatores associados ao risco de abandono. Escolaridade da população brasileira O relatório mostra ainda uma redução na parcela de brasileiros jovens que não concluíram o ensino médio. Entre a população de 25 a 34 anos, 26% não haviam concluído essa etapa em 2024. Em 2016, o percentual era de 35%, uma redução de nove pontos percentuais no período. Apesar da melhora, o Brasil continua apresentando diferenças importantes em relação aos países da OCDE em indicadores educacionais. Em 2024, 22% dos brasileiros de 25 a 64 anos tinham ensino superior, enquanto a média entre os países da OCDE era de 43%. Outro dado apresentado no levantamento indica que 22% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estavam empregados, estudando ou em treinamento em 2024. O percentual havia sido de 27% em 2016. Professores e condições de trabalho O Education at a Glance 2026 também reúne dados sobre os profissionais da educação. Em 2024/25, 9% dos professores do ensino fundamental e médio em instituições públicas brasileiras não eram totalmente qualificados, índice próximo da média de 9,1% registrada pela OCDE. Na pesquisa TALIS 2024, utilizada pelo relatório, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental haviam vindo de outras profissões, enquanto a média da OCDE era de 8,4%. A satisfação dos docentes brasileiros com as condições de trabalho também ficou abaixo da média internacional. Nos anos finais do ensino fundamental, 44,3% dos professores brasileiros declararam estar satisfeitos com as condições de trabalho, sem considerar a remuneração, contra 68,4% na média da OCDE. Em relação aos salários, a satisfação foi de 22,3% no Brasil e 38,7% na média da organização. O relatório Education at a Glance 2026 tem como foco especial a escassez de professores e reúne indicadores comparáveis sobre sistemas educacionais de países da OCDE e parceiros, incluindo dados de escolaridade, matrícula, financiamento e organização da educação.

  • Satélite espião dos EUA lançado na Guerra Fria se fragmenta em órbita após 38 anos

    Um satélite espião dos Estados Unidos lançado durante a Guerra Fria se fragmentou em órbita no dia 13 de setembro, gerando novos detritos ao redor da Terra. O equipamento, identificado como USA 32, estava no espaço havia mais de 38 anos, e a causa da fragmentação ainda não foi determinada pelas autoridades americanas. A fragmentação foi confirmada pela Space Forces–Space, unidade das Forças Espaciais dos Estados Unidos. Os destroços identificados passaram a ser monitorados para verificar possíveis aproximações com outros objetos em órbita e avaliar os riscos para atividades espaciais. Até o momento, não foram apontadas ameaças imediatas relacionadas ao incidente. O USA 32, também conhecido pelo nome Farrah III, foi lançado em 5 de setembro de 1988 e fazia parte de uma série de satélites de inteligência de sinais desenvolvidos pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria. O equipamento era operado pelo Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO) e tinha como função interceptar sinais de radar e rádio soviéticos. A missão permaneceu em segredo durante décadas e só foi desclassificada no início de 2025. Documentos divulgados posteriormente revelaram que o satélite podia realizar buscas direcionadas por emissores e mapear sinais utilizados por forças militares. Apesar de ter sido projetado para uma vida útil de aproximadamente quatro anos, o equipamento permaneceu em órbita por quase quatro décadas depois de concluir sua missão. Quando se fragmentou, estava a uma altitude estimada entre 773 e 780 quilômetros da superfície terrestre. A causa da destruição ainda é desconhecida. Entre as possibilidades levantadas por especialistas estão a deterioração de componentes após décadas no espaço, uma falha em uma bateria antiga ou o rompimento de um tanque que ainda pudesse conter combustível residual sob pressão. Outra possibilidade considerada é uma colisão com um pequeno meteoroide ou com algum fragmento de lixo espacial. Não há, porém, indicação de que a fragmentação tenha sido provocada deliberadamente ou por uma arma antissatélite. A localização do USA 32 também chama atenção para o problema do lixo espacial. Na altitude em que o satélite estava, objetos podem permanecer em órbita durante décadas antes de eventualmente reentrarem na atmosfera, o que aumenta a preocupação com novos fragmentos circulando ao redor da Terra. O episódio ocorreu em um momento de crescente atenção às capacidades militares no espaço. Pouco antes da confirmação pública da fragmentação, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, havia afirmado que o país possui armas de controle espacial posicionadas em órbita. Ele não revelou quais equipamentos fazem parte desse sistema nem quando foram colocados no espaço. A declaração ocorreu em meio à disputa tecnológica e militar entre Estados Unidos, Rússia e China. Segundo autoridades americanas, o objetivo dessas capacidades é permitir a defesa de forças e ativos espaciais contra possíveis adversários. Enquanto os Estados Unidos mantêm os destroços do USA 32 sob monitoramento, a causa exata da fragmentação do antigo satélite espião continua sem explicação pública.

  • Óculos inteligentes com câmera são proibidos na cabine de votação nas eleições de 2026

    Foto: Divulgação Os óculos inteligentes com recursos de câmera ou gravação estão proibidos dentro da cabine de votação nas eleições de 2026. Embora a tecnologia não apareça nominalmente na legislação eleitoral como uma categoria específica de equipamento, a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alcança qualquer dispositivo capaz de comprometer o sigilo do voto. A restrição vale para equipamentos que possam fotografar, filmar, gravar áudio, transmitir informações ou divulgar a escolha feita pelo eleitor na urna. Entre os aparelhos já proibidos estão celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e equipamentos de radiocomunicação. A regra também se aplica quando o dispositivo está desligado. Os chamados óculos inteligentes podem ter aparência semelhante à de óculos convencionais, mas alguns modelos incorporam câmeras, microfones, alto-falantes, conexão com celulares e recursos de transmissão. Por isso, quando possuem funcionalidades capazes de registrar ou transmitir a votação, entram na mesma proibição estabelecida para outros equipamentos eletrônicos. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já havia reforçado que a vedação aos dispositivos capazes de comprometer o sigilo do voto também alcança óculos inteligentes com capacidade de fotografia ou filmagem. A determinação está prevista na Resolução-TSE nº 23.751/2026, que estabelece os atos gerais do processo eleitoral. A orientação é que o eleitor deixe o equipamento fora da cabine antes de votar, seguindo procedimento semelhante ao adotado para celulares. Os aparelhos devem ser desligados e colocados no local indicado pelos mesários. Caso o eleitor se recuse a deixar o dispositivo fora da cabine, ele poderá ser impedido de votar naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata e, se necessário, a polícia poderá ser acionada para auxiliar os mesários. A preocupação com os óculos inteligentes está relacionada principalmente à dificuldade de identificar equipamentos que visualmente podem se parecer com modelos comuns. Alguns aparelhos possuem câmeras discretas e permitem produzir fotos e vídeos sem que o usuário precise utilizar as mãos, além de outros recursos de comunicação. A tecnologia também já apareceu em um caso de compra de votos investigado no Pará. Nas eleições municipais de 2024, eleitores de Ourilândia do Norte usaram óculos com microcâmera para registrar a votação e comprovar que haviam seguido um acordo de compra de votos. O equipamento chamou a atenção de uma mesária e levou à descoberta do esquema. Apesar de a regra alcançar os óculos inteligentes, materiais de treinamento e manuais consultados para os mesários de 2026 não mencionavam especificamente esse tipo de equipamento. A orientação, diante da identificação de um dispositivo com capacidade de registrar imagens, é aplicar o mesmo procedimento utilizado para celulares e outros aparelhos proibidos. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

  • Lula nomeia Rodrigo Pacheco como ministro do Tribunal de Contas da União

    Foto Lula Marques/ Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou, na segunda-feira (28), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A nomeação ocorre após a aprovação da indicação do parlamentar pelo Congresso Nacional, que autorizou sua escolha para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Bruno Dantas. A indicação de Pacheco foi aprovada inicialmente pelo Senado Federal no começo de setembro. Em votação realizada no dia 1º, o nome do senador recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. No dia seguinte, a Câmara dos Deputados também aprovou a indicação, com 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção. A aprovação na Câmara permitiu a conclusão do processo de escolha. O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) foi o relator da indicação na Casa e recomendou a aprovação do nome de Pacheco. Depois da votação, a escolha foi formalizada por meio do Decreto Legislativo nº 386, de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 3 de setembro. A indicação contou com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a CNN, o processo de votação foi acelerado durante a tramitação no Senado. Pacheco deveria passar por sabatina em comissão antes de seguir ao plenário, mas houve um requerimento para dar urgência à indicação. Alcolumbre destacou, na ocasião, o consenso obtido entre os parlamentares em torno do nome. Pacheco ocupará a cadeira que pertencia a Bruno Dantas, que renunciou ao cargo de ministro do TCU no fim de agosto. Com a nomeação, o senador deixa o Congresso Nacional após exercer um mandato no Senado e depois de ter comandado a Casa por dois períodos, entre 2021 e 2024. Antes de chegar ao Senado, Pacheco foi deputado federal entre 2015 e 2018. Nascido em Porto Velho (RO), em 1976, ele é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e possui especialização em direito penal econômico internacional. Também atuou como advogado criminalista e foi conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Durante sua trajetória no Congresso, Pacheco esteve à frente do Senado durante períodos de forte disputa política e institucional. Entre as iniciativas legislativas associadas ao seu mandato estão o marco regulatório da inteligência artificial, a atualização do Código Civil, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF). A composição do TCU é formada por nove ministros. Três são escolhidos pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e outros três são indicados pelo presidente da República com aprovação do Senado. Entre as indicações presidenciais, duas vagas são destinadas a integrantes da carreira de auditores do próprio TCU e do Ministério Público de Contas, conforme as regras constitucionais. A chegada de Pacheco ao TCU ocorre depois de o senador ter recusado um convite de Lula para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Segundo a CNN, após rejeitar a possibilidade de concorrer ao cargo, Pacheco chegou a sinalizar que poderia deixar a vida pública. Com a nomeação, Rodrigo Pacheco passa a integrar o Tribunal de Contas da União, órgão responsável pelo controle externo da administração pública federal e pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos.

  • Taxista que cobrou R$ 30 mil de torcedor do Boca tem carro apreendido em SP por irregularidades

    Reprodução Um taxista de São Paulo que está sendo investigado após cobrar R$ 30.350 de um torcedor argentino do Boca Juniors teve o carro apreendido administrativamente pela SPTrans por irregularidades na exploração do serviço de táxi. O motorista, Marcos Oliveira de Morais, foi indiciado pela Polícia Civil por estelionato eletrônico e responde ao processo em liberdade. O caso aconteceu em 15 de setembro, horas antes da partida entre São Paulo e Boca Juniors pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. O torcedor argentino estava em São Paulo com o filho para acompanhar o jogo e utilizou um táxi para fazer o trajeto entre o Morumbi e o Museu do Futebol, no Pacaembu. Segundo o relato da vítima, o motorista informou que a corrida custaria R$ 30,75. No momento do pagamento eletrônico, porém, foram debitados R$ 30.350 da conta do argentino. O torcedor afirmou à polícia que recebeu uma máquina de pagamento do motorista e digitou o valor de R$ 30,75. Depois da transação, percebeu que havia sido cobrado um valor muito superior ao previsto. “Ele me deu uma máquina, e eu digitei R$ 30,75. Depois, apareceu uma compra de R$ 30.350. Não errei o número nem fiz doação a ele”, relatou o argentino. Após perceber o valor transferido, o torcedor tentou entrar em contato com o taxista para pedir a devolução do dinheiro. Como não conseguiu resolver a situação diretamente, procurou a Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista e registrou a ocorrência. As mensagens trocadas entre os dois foram entregues aos investigadores. De acordo com o registro policial, o dinheiro foi transferido para uma conta vinculada ao próprio motorista, que confirmou ter recebido a quantia. Em depoimento, Marcos afirmou que acreditava que o valor recebido fosse uma “gorjeta” ou uma “doação”. O motorista também declarou que havia utilizado R$ 19 mil para pagar dívidas e, por isso, não teria condições de devolver todo o dinheiro de uma só vez. Segundo os investigadores, ele teria proposto ao argentino o pagamento de R$ 1 mil por mês durante 15 meses. Até o momento, cerca de R$ 11,7 mil haviam sido devolvidos ao torcedor. A Polícia Civil considera que houve má-fé na transação. “Nosso entendimento é má-fé mesmo do motorista”, afirmou Luiz Alberto Guerra, delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (DEATUR), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE). A Polícia Militar localizou Marcos durante uma blitz. Na abordagem, os agentes apreenderam o celular e a máquina utilizada para o pagamento. Os equipamentos foram encaminhados para perícia, que deverá auxiliar na apuração das circunstâncias da transação. Além da investigação criminal, a Polícia Civil identificou irregularidades relacionadas à utilização do táxi. Segundo os investigadores, o veículo pertencia a uma frota e o responsável pelo carro já havia solicitado que Marcos o devolvesse. Como o veículo não teria sido entregue, uma queixa também foi registrada. Diante da irregularidade, a SPTrans apreendeu administrativamente o carro e o retirou de circulação. A investigação criminal sobre a cobrança de R$ 30.350 continua, enquanto o motorista responde em liberdade pelo indiciamento por estelionato eletrônico. Apesar do episódio, o torcedor argentino afirmou que pretende retornar ao Brasil em outubro para acompanhar outra partida do Boca Juniors, desta vez contra o Vasco, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Ele disse que terá mais cuidado durante a próxima viagem.

  • Tensão entre STF e TSE aumenta a cinco dias do primeiro turno das eleições

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil A cinco dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo (4), uma sequência de decisões envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aumentou a tensão entre as duas Cortes. O principal ponto de divergência é até onde o Supremo pode interferir ou revisar decisões tomadas pela Justiça Eleitoral. O episódio mais recente envolve publicações nas redes sociais que atribuíam ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação é falsa, segundo a Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, atuando no TSE, determinou que as plataformas digitais removessem as publicações. A decisão considerou o conteúdo inverídico e levou em conta a proximidade das eleições e o potencial de disseminação das mensagens. No domingo (27), porém, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça e determinou o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet e de outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento. Dino considerou que o caso envolvia questões relacionadas à liberdade de expressão e aos limites da atuação das plataformas digitais. Na segunda-feira (28), Dino decidiu levar sua própria decisão para análise do plenário do STF. Caberia ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data do julgamento. A expectativa informada pela CNN é de que o caso seja analisado pelos ministros na quarta-feira (30). A decisão provocou reação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Em ofício encaminhado a Fachin, ele manifestou preocupação com o que classificou como possível sobreposição de competências e questionou a forma como ações eleitorais chegam ao Supremo. Nunes Marques afirmou haver risco de uma espécie de “captura institucional” do TSE caso decisões da Justiça Eleitoral passem a ser revistas por ministros do STF fora das vias recursais previstas. Segundo o presidente do TSE, esse cenário poderia enfraquecer a especialização da Justiça Eleitoral e a atuação colegiada das duas Cortes. O ministro também pediu que a Presidência do STF estabeleça um filtro para a distribuição de pedidos urgentes relacionados às eleições. A proposta envolve inclusive ações apresentadas em processos que já estão em andamento, com o objetivo de evitar que novas petições sejam encaminhadas automaticamente a determinados ministros por prevenção, sem uma análise prévia sobre competência e distribuição. Para Nunes Marques, a mudança poderia reduzir o risco de direcionamento de processos a determinadas relatorias e de decisões capazes de afetar a igualdade entre candidatos. Fachin recebeu o pedido e se comprometeu a analisá-lo. A defesa de Flávio Bolsonaro também recorreu ao STF. Os advogados pediram ao ministro Luiz Fux que suspendesse a decisão de Dino. Fux é relator de um processo que discute o Marco Civil da Internet e possui repercussão geral. A defesa argumenta que questões levantadas por Dino, como os poderes das plataformas para retirar conteúdos e a atuação da Justiça Eleitoral no ambiente digital, já são discutidas nesse processo de alcance mais amplo. Por isso, os advogados sustentam que o tema não deveria ser decidido a partir de um caso individual. Ao encaminhar sua decisão ao plenário, Dino colocou em discussão quatro pontos: a atuação do TSE em questões relacionadas a valores fundamentais, como a liberdade religiosa; os limites para que decisões da Justiça Eleitoral sejam revistas pelo STF; os limites de decisões individuais no TSE; e os poderes das plataformas digitais para remover conteúdos. Na noite de segunda-feira, entretanto, Fux suspendeu todos os efeitos da decisão de Dino que havia derrubado a ordem de Mendonça. Com isso, voltaram a valer as determinações do TSE, incluindo as ressalvas existentes na decisão original. As plataformas X, Facebook, ByteDance, proprietária do TikTok, e Google receberam prazo de 24 horas para restabelecer o cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral e deixar de executar a decisão de Dino. O descumprimento pode resultar em multa por ato atentatório à dignidade da Justiça e responsabilização por crime de desobediência. O conflito colocou o TSE no centro de uma crise que já vinha envolvendo diferentes alas do STF. Analistas ouvidos pela CNN avaliaram que a disputa evidencia divergências internas na Corte e pode ter consequências institucionais para o Judiciário. O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, relacionou a crise atual a uma sequência de conflitos iniciada em fevereiro de 2026. Já o analista de Política da CNN Caio Junqueira avaliou que o episódio mostra uma atuação cada vez mais direta do STF no processo eleitoral. A discussão também levantou preocupações sobre os efeitos da crise na credibilidade do Judiciário. A analista de Economia da CNN Thais Herédia afirmou que a crescente personalização das decisões e a quebra das expectativas sobre os processos podem afetar o respeito às instituições. A crise entre os tribunais ocorre justamente na reta final do primeiro turno, enquanto o caso envolvendo as publicações sobre Nossa Senhora Aparecida deve ser levado ao plenário do STF na quarta-feira (30).

  • Coluna Social Gazeta de Varginha 29/09/2026

    Fotos/Fonte: Redes Sociais/Gazeta de Varginha

  • Varginha amplia vacinação contra pneumococo para idosos a partir de 85 anos

    Reprodução A vacina Pneumo 20 está à disposição para todos a partir de 85 anos em todas as salas de vacinação de Varginha a partir desta segunda-feira (28). A medida ampliou o acesso à imunização para esse público e estimula que os idosos procurem as unidades de vacinação do município para receber a dose. A vacina Pneumo 20 amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo. Entre as doenças que podem ser prevenidas estão a pneumonia, a meningite e a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI). A vacinação foi disponibilizada para pessoas com 85 anos ou mais nas salas de vacinação de Varginha. Para receber a dose, é obrigatória a apresentação do cartão de vacinação e de um documento de identificação com foto no momento do atendimento. A orientação para os idosos também inclui a verificação da situação vacinal contra a Covid-19. A recomendação é de que o idoso aproveite a vacinação para receber também a dose contra a gripe, se houver alguma dose indicada de acordo com o calendário vigente. Caso haja indicação de uma dose contra a Covid-19, a imunização poderá ser realizada conforme a orientação da equipe responsável pela vacinação. Dessa forma, a ida à unidade poderá servir também para verificar a situação vacinal do idoso. A oferta do Pneumo 20 estendeu a cobertura para todos os níveis etários em todas as salas de vacinação de Varginha. O público-alvo compreende também os idosos com 85 anos ou mais. No momento da vacinação, os idosos deverão apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação com foto. A apresentação dos documentos será necessária para a realização do atendimento e da aplicação da vacina. Com o início da oferta, os idosos que procurarem o serviço de vacinação poderão contar com a possibilidade de receber a dose de Pneumo 20, além de outras vacinas conforme a situação vacinal. A orientação relacionada à Covid-19 também permitiu que a situação vacinal fosse verificada durante o atendimento, seguindo as orientações vigentes e a critério da equipe de vacinação. Fonte: Varginha Online

  • Professora recebe Comenda do Mérito Educacional por contribuição à educação infantil em Varginha

    Divulgação A professora Monique da Silva Ferreira recebeu, na noite da última quinta-feira (24), a Comenda do Mérito Educacional Municipal, concedida pela Câmara Municipal de Varginha. A homenagem reconheceu sua trajetória profissional, as contribuições para a educação e os serviços prestados, especialmente na área da educação infantil. A solenidade contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Educação, do Sindicato dos Profissionais do Magistério, da Associação do Medicamento Solidário de Varginha, além de profissionais e amigos ligados à educação infantil. Uma mensagem de congratulação à homenageada também foi encaminhada pela Secretaria Municipal de Educação e lida durante a cerimônia. Durante a solenidade, foram destacadas a trajetória profissional de Monique Ferreira e sua dedicação à área da educação. Seu trabalho ao longo da carreira inclui contribuições para a educação infantil e para discussões relacionadas à cultura, identidade e relações étnico-raciais. Pesquisadora e estudiosa das bonecas Abayomi, Monique desenvolve reflexões que relacionam cultura, identidade, ancestralidade e educação, especialmente no contexto da infância e das relações étnico-raciais. O trabalho da educadora busca contribuir para uma educação que valorize a diversidade, a história e as diferentes manifestações culturais. Amigos, familiares e colegas de trabalho estiveram no plenário da Câmara Municipal para acompanhar a entrega da honraria e celebrar a trajetória profissional da professora. A presença de pessoas próximas marcou o momento de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de sua carreira. Ao receber a Comenda do Mérito Educacional Municipal, Monique agradeceu emocionada pelo reconhecimento. Em sua fala, destacou a importância da família em sua caminhada profissional e compartilhou a homenagem com os profissionais da educação infantil que trabalham ao seu lado diariamente. A cerimônia marcou o reconhecimento público da trajetória da professora e de sua contribuição para a educação infantil, além do trabalho desenvolvido em torno de temas relacionados à cultura, identidade, ancestralidade e relações étnico-raciais. Fonte: Câmara Municipal

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