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  • Laura Cardoso, ícone da dramaturgia brasileira, morre aos 98 anos

    Divulgação/Morreu aos 98 anos Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Com mais de sete décadas de carreira, a atriz marcou gerações com personagens inesquecíveis na televisão, no cinema e no teatro. Laura morreu em casa, em São Paulo, na noite desta segunda-feira (17), de causas naturais. Morre Laura Cardoso, aos 98 anos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos, na noite desta segunda-feira (17), em São Paulo. Um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, a artista estava em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste da capital, quando passou mal por volta das 23h20. Segundo a família, a morte ocorreu por causas naturais. A morte foi comunicada pelos familiares nas redes sociais da atriz. “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, informou a família. O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A cerimônia é reservada a familiares e pessoas próximas. Mais de sete décadas dedicadas à arte Nascida em 1927, com o nome Laurinda de Jesus Cardoso, Laura começou a carreira artística aos 15 anos, ainda no rádio. Ela precisou enfrentar a resistência da família para seguir a profissão em uma época em que a carreira artística, especialmente para mulheres, enfrentava forte preconceito. A atriz passou por radionovelas, programas de rádio e trabalhos como dubladora antes de acompanhar a chegada da televisão ao Brasil. Posteriormente, tornou-se uma das pioneiras da dramaturgia televisiva. Laura também passou por emissoras como TV Tupi, Record, Excelsior e Cultura. Na televisão, acumulou mais de 80 trabalhos, além de participações em mais de 30 filmes e mais de 15 peças de teatro. Na Globo, estreou em 1981, na novela Brilhante, interpretando Alda Sampaio. Dois anos depois, participou de Pão Pão, Beijo Beijo, consolidando uma longa trajetória na emissora. Personagens que marcaram gerações Ao longo da carreira, Laura Cardoso interpretou personagens que ficaram conhecidos pelo público brasileiro. Entre eles estão Dona Isaura, de Mulheres de Areia (1993), e Dona Guiomar, de A Viagem (1994). Também participou de produções como Fera Radical, Felicidade, Mundo da Lua, Irmãos Coragem, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Gabriela e O Outro Lado do Paraíso, em que interpretou Caetana. Seu último trabalho em uma novela foi em A Dona do Pedaço, em 2019, quando fez uma participação especial como Matilde. Em 2025, participou do curta-metragem Dona Rosinha. A artista também recebeu homenagens nos últimos anos. Em 2024, ganhou um episódio especial do programa Tributo, da Globo. Em outubro de 2025, participou da inauguração de sua estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo. Reconhecimento Durante sua trajetória, Laura Cardoso recebeu importantes prêmios e homenagens por sua contribuição às artes cênicas. Entre eles estão cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), três Prêmios Grande Otelo, dois Prêmios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2006, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, em reconhecimento à contribuição para a cultura brasileira no teatro, no cinema e na televisão. A atriz também mantinha contrato vitalício com a Globo e participou da tradicional vinheta de fim de ano da emissora em 2025. Vida pessoal Laura Cardoso foi casada com o ator, roteirista, produtor e diretor Fernando Balleroni, com quem se casou em 1949. Ele morreu em 1980, aos 58 anos. O casal teve filhos e permaneceu junto até a morte dele. Após a perda do marido, Laura não se casou novamente e afirmou em entrevistas que a carreira ocupou um espaço central em sua vida. Com uma trajetória iniciada ainda na adolescência e que atravessou diferentes períodos da história da televisão brasileira, Laura Cardoso deixa um dos mais extensos legados da dramaturgia nacional, marcado por personagens memoráveis e décadas de dedicação à arte. Fonte: NoticiasdaTV

  • Coluna Social Gazeta de Varginha 18/08/2026

    Fotos: redes sociais | Produção: Jornal Gazeta de Varginha

  • Nova regra da CNH exige exame toxicológico; saiba quem precisa fazer

    Divulgação/ Vai tirar a primeira CNH? Atenção à nova regra! O exame toxicológico passou a ser exigido para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas a carros e motos. A exigência não significa que todos os motoristas já habilitados nessas categorias tenham de realizar o exame. Confira quem precisa fazer e como funciona. Exame toxicológico passa a ser exigido para primeira CNH de moto e carro; veja as regras. O exame toxicológico, tradicionalmente associado a motoristas profissionais, passou a fazer parte do processo de primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas a motocicletas e carros. A exigência decorre da Lei nº 15.153/2025, que incluiu a apresentação de resultado negativo do exame como condição para a obtenção da primeira habilitação. Na prática, a regra alcança os processos de primeira habilitação iniciados a partir da data definida para sua implementação pelos órgãos de trânsito. Em diferentes estados, a adoção ocorreu a partir de maio e junho de 2026, conforme orientações da Senatran e dos respectivos Detrans. Quem já possui habilitação nas categorias A ou B não precisa realizar o exame apenas por causa da nova regra. A exigência também não alcança processos que já estavam abertos antes da data de início estabelecida para o candidato. Quem precisa fazer o exame A nova exigência vale para quem busca a primeira habilitação para dirigir motocicletas ou automóveis, nas categorias A, B ou A/B, conforme as regras aplicadas ao processo. O exame também pode ser exigido em processos de reinício ou nova habilitação, de acordo com as regulamentações dos órgãos de trânsito. O ponto importante é que a exigência está relacionada ao processo de obtenção da primeira habilitação, e não a todos os motoristas que já possuem CNH nas categorias A e B. A legislação federal estabelece que o resultado negativo do exame toxicológico deve ser apresentado como condição para a obtenção da Permissão para Dirigir (PPD). Quanto custa e como funciona O exame é realizado em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e é pago pelo próprio candidato. O valor pode variar conforme o laboratório e a localidade. A análise utiliza material biológico, como cabelo, pelos ou unhas, e possui janela de detecção mínima de 90 dias. O candidato deve observar o prazo de validade do resultado para a emissão da Permissão para Dirigir. Por isso, a recomendação é não deixar o exame para a última etapa do processo sem verificar previamente os prazos. O que acontece se o resultado for positivo O candidato que tiver resultado positivo não poderá simplesmente prosseguir para a emissão da primeira habilitação. As regras permitem a realização de novo exame após o período estabelecido. Em orientações dos órgãos de trânsito, o intervalo para uma nova coleta é de três meses. O candidato também deve observar as regras específicas do laboratório e do Detran responsável pelo processo. E a multa de R$ 1.467,35? A multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH está prevista para determinadas infrações relacionadas ao exame toxicológico, especialmente no caso de condutores das categorias C, D e E. Por isso, é importante não confundir a exigência do exame para obter a primeira habilitação A e B com as regras de fiscalização aplicáveis aos motoristas profissionais. Para as categorias C, D e E, o exame toxicológico periódico continua sendo obrigatório, com realização a cada 2 anos e 6 meses, independentemente da validade da CNH. Motoristas profissionais continuam sujeitos à regra periódica As categorias C, D e E, utilizadas para condução de caminhões, ônibus e outros veículos de maior porte, já estavam sujeitas ao exame toxicológico periódico. Nesses casos, o descumprimento das regras pode resultar em infração gravíssima, com multa de R$ 1.467,35 e sete pontos, além de outras consequências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A fiscalização dos exames também pode ocorrer por meio dos sistemas eletrônicos dos órgãos de trânsito, sem depender necessariamente de uma abordagem presencial. O que muda para quem vai tirar a primeira CNH Para quem vai começar o processo de habilitação de carro ou moto, o exame toxicológico passa a ser mais uma etapa a ser considerada. A orientação é procurar um laboratório credenciado pela Senatran, verificar o prazo necessário para a emissão do resultado e garantir que o exame esteja válido no momento em que a Permissão para Dirigir for emitida. A medida, portanto, não significa que todo motorista de carro ou moto que já possui CNH terá de fazer o exame. A nova exigência está relacionada principalmente à obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B. Fonte: SociedadeMilitar

  • Homem recebe pena de mais de 2 anos por tatuar adolescentes na rua sem autorização

    Divulgação/ O TJMG condenou um homem que tatuou duas adolescentes, de 15 e 16 anos, sem autorização dos pais. Os procedimentos foram realizados na rua, com agulha improvisada e tinta de tingir roupas. A pena foi fixada em 2 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um homem a dois anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto, por tatuar duas adolescentes, de 15 e 16 anos, sem autorização dos pais ou responsáveis. O colegiado manteve a condenação pelo crime de lesão corporal gravíssima, mas reduziu a pena que havia sido estabelecida em primeira instância. Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o caso aconteceu em outubro de 2019. O homem tatuou nos antebraços das adolescentes os dizeres “pai e mãe”, utilizando uma agulha improvisada feita com mola de isqueiro e tinta utilizada para tingir roupas. O procedimento foi realizado na rua, sem estrutura adequada e sem condições mínimas de higiene, aumentando os riscos de infecção e outras complicações. Mães descobriram as tatuagens no mesmo dia As adolescentes haviam saído de casa dizendo que iriam a uma cabeleireira. Quando retornaram, uma delas demonstrou preocupação, o que chamou a atenção da mãe, que descobriu a tatuagem no braço da filha. Pouco depois, a família constatou que a sobrinha da adolescente também havia feito a mesma tatuagem. Inicialmente, as duas vítimas não quiseram revelar quem havia realizado o procedimento. Após a insistência dos familiares, porém, apontaram o acusado como responsável. Durante depoimento à polícia, o próprio homem confessou ter feito as tatuagens e afirmou que havia aprendido a técnica artesanal durante o período em que esteve preso. Defesa alegou consentimento das adolescentes Em primeira instância, o homem havia sido condenado a dois anos e 11 meses de prisão, também em regime semiaberto. A defesa recorreu e pediu a absolvição, argumentando que as adolescentes haviam consentido com a realização das tatuagens e que o acusado não tinha conhecimento de que sua conduta poderia configurar crime. Os desembargadores rejeitaram os argumentos. Segundo o entendimento adotado no julgamento, o consentimento de menores de idade não é suficiente para afastar a ilicitude da conduta, sendo necessária a autorização expressa dos pais ou responsáveis. O colegiado também afastou a alegação de “erro de tipo”, tese utilizada quando o acusado desconhece uma circunstância que torna a conduta ilegal. Para os magistrados, o homem tinha consciência de que estava realizando um procedimento invasivo na pele das adolescentes, utilizando um instrumento perfurante improvisado e em condições precárias, com possibilidade de causar infecções. Pena foi reduzida por dupla consideração da mesma lesão A relatora do recurso, desembargadora Âmalin Aziz Sant'Ana, manteve a condenação, mas reduziu a pena aplicada na primeira instância. A magistrada considerou que houve erro ao utilizar as próprias lesões sofridas pelas adolescentes como fator adicional para aumentar a punição. Segundo o entendimento apresentado no julgamento, a deformidade permanente causada pelas tatuagens já era elemento necessário para caracterizar a lesão corporal gravíssima. Considerar novamente essa mesma circunstância para agravar a pena configuraria bis in idem, ou seja, dupla punição pelo mesmo fato. Com a revisão, a pena foi fixada em dois anos, sete meses e 15 dias de reclusão, mantido o regime semiaberto. Nesse regime, o condenado deve iniciar o cumprimento da pena em estabelecimento adequado, podendo exercer atividade de trabalho durante o dia e retornando à unidade para pernoitar, conforme as regras estabelecidas para a execução penal. Fonte: TJMG

  • Motoristas devem ficar atentos a obras em cinco rodovias do Sul de Minas nesta semana

    Divulgação/Atenção, motoristas! Diversos trechos de rodovias do Sul de Minas terão obras e serviços de manutenção entre 17 e 23 de agosto. As intervenções acontecem na MGC-491, BR-265, MG-167, BR-146 e MGC-369. Confira os trechos e programe sua viagem com segurança. Rodovias do Sul de Minas terão obras e intervenções entre 17 e 23 de agosto. A EPR Vias do Café dá continuidade, entre os dias 17 e 23 de agosto, ao cronograma de obras e serviços de conservação nas rodovias sob sua concessão. As intervenções serão realizadas em diferentes trechos da MGC-491, BR-265, MG-167, BR-146 e MGC-369. Os trabalhos incluem tratamento superficial duplo, fresagem e recomposição do pavimento, reparos localizados, manutenção e implantação de sinalização horizontal, instalação de dispositivos de proteção e segurança, manutenção de defensas, microfresagem, supressão vegetal e serviços de conservação da faixa de domínio e drenagem. A maior parte das atividades será realizada das 7h às 17h. Durante os trabalhos, poderão ocorrer alterações temporárias no tráfego, incluindo a operação em sistema de Pare e Siga. A concessionária orienta os motoristas a reduzirem a velocidade, manterem distância segura dos demais veículos e respeitarem a sinalização e as orientações das equipes que estarão nos trechos. Confira a programação MGC-491 Muzambinho: tratamento superficial duplo entre os km 135 e 113, de 17 a 21 de agosto. Alfenas, Fama, Paraguaçu, Elói Mendes e Varginha: monitoramento da sinalização horizontal entre os km 175 e 242, de 17 a 20 de agosto. Muzambinho, Monte Belo e Areado: implantação de tachas e elementos de proteção e segurança entre os km 108 e 148, de 17 a 21 de agosto. São Sebastião do Paraíso, Itamogi, Monte Santo de Minas, Arceburgo, Guaranésia e Guaxupé: monitoramento da sinalização horizontal entre os km 80 e 5, de 18 a 21 de agosto. Muzambinho e Monte Belo: execução de sinalização horizontal entre os km 135 e 108, de 17 a 21 de agosto. Muzambinho e Monte Belo: fresagem e recomposição entre os km 176 e 148, de 17 a 21 de agosto. Areado e Alfenas: fresagem e recomposição entre os km 80 e 70, de 17 a 21 de agosto. BR-265 Lavras, Nepomuceno, Santana da Vargem, Coqueiral e Boa Esperança: manutenção de defensas entre os km 340 e 400, em 21 de agosto. Lavras e Nepomuceno: reparos localizados entre os km 339 e 350, em 18 de agosto. Boa Esperança: reparos localizados entre os km 386 e 390, em 19 de agosto. MG-167 Três Pontas e Varginha: supressão vegetal entre os km 33 e 38, nos dias 22 e 23 de agosto. Santana da Vargem: monitoramento da sinalização horizontal entre os km 0 e 3, em 21 de agosto. BR-146 Guaxupé e Muzambinho: refilamento e conformação da faixa de domínio entre os km 505 e 532, de 17 a 21 de agosto. Guaxupé: tratamento superficial duplo entre os km 521 e 515, de 17 a 21 de agosto. Guaxupé e Muzambinho: supressão vegetal entre os km 505 e 532, de 19 a 23 de agosto. Muzambinho: reparo localizado entre os km 523 e 525, de 20 a 22 de agosto. MGC-369 Boa Esperança e Campos Gerais: serviços de drenagem e refilamento entre os km 125 e 150, nos dias 20 e 21 de agosto. Boa Esperança, Campos Gerais e Alfenas: microfresagem entre os km 124 e 184, de 17 a 21 de agosto. O cronograma poderá sofrer alterações devido às condições climáticas ou necessidades operacionais. A concessionária reforça a importância de respeitar a sinalização nos trechos em obras, manter distância segura do veículo à frente e reduzir a velocidade ao se aproximar das equipes de trabalho. Fonte: EPR

  • Varginha é único município de Minas Gerais a conquistar o Selo Ouro Crescer Juntos em 2026

    Reprodução Varginha conquistou a categoria máxima do “Selo Ouro Crescer Juntos: Município que Transforma o Futuro – 2026”, concedido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A solenidade de premiação foi realizada na quinta-feira (13), em Belo Horizonte. O município foi o único entre os 158 participantes de todo o estado a alcançar a categoria Ouro. Outros 23 municípios receberam as classificações Prata e Bronze durante a premiação. O reconhecimento foi concedido pelas medidas voltadas à ampliação do acesso às creches para crianças de 0 a 3 anos, fortalecendo as ações relacionadas à Educação Infantil e à Primeira Infância. A conquista colocou Varginha em destaque entre os municípios participantes da iniciativa e reconheceu as ações desenvolvidas para ampliar o atendimento às crianças nessa faixa etária. O Selo Ouro Crescer Juntos também representou um reconhecimento ao trabalho realizado na ampliação do acesso às creches e no fortalecimento das políticas voltadas à primeira infância. A premiação ocorreu durante o mês dedicado à Primeira Infância, período marcado por ações voltadas ao desenvolvimento e à garantia de direitos das crianças nos primeiros anos de vida. Com o resultado, Varginha tornou-se o único município entre os 158 participantes de Minas Gerais a receber a classificação máxima do programa em 2026. O reconhecimento destacou os avanços relacionados à oferta de vagas em creches e às medidas direcionadas à Educação Infantil.

  • ACIV alerta para impacto das apostas on-line no comércio e no orçamento das famílias de Varginha

    Reprodução O crescimento das apostas on-line no Brasil passou a chamar a atenção do setor comercial diante da possibilidade de parte da renda destinada ao consumo, à contratação de serviços e ao pagamento de dívidas estar sendo direcionada às chamadas bets. A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV) alertou para os possíveis efeitos desse comportamento sobre o orçamento familiar e, consequentemente, sobre a economia e o comércio local. Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em abril de 2026, estimou que cerca de R$ 143 bilhões deixaram de circular no varejo brasileiro entre janeiro de 2023 e março de 2026 em razão das apostas on-line. O valor é próximo ao volume movimentado pelo comércio brasileiro nos Natais de 2024 e 2025 somados. A CNC também estimou que os gastos dos brasileiros com plataformas de apostas ultrapassaram R$ 30 bilhões por mês. Segundo a entidade, o comprometimento da renda com jogos poderia ter contribuído para levar aproximadamente 270 mil famílias à inadimplência severa. Para o presidente da ACIV, André Yuki, o impacto também precisa ser analisado do ponto de vista econômico. “Quando uma pessoa compromete uma parte cada vez maior da sua renda com apostas, naturalmente sobra menos dinheiro para outras despesas. É um recurso que poderia ser usado no supermercado, em uma loja, em um restaurante, na contratação de um serviço ou mesmo para colocar as contas em dia. Quando isso acontece em grande escala, o comércio também sente”, afirmou. O Banco Central também já havia identificado o peso das apostas no orçamento dos brasileiros. Em estudo divulgado em 2024, a instituição estimou que aproximadamente 24 milhões de pessoas realizaram ao menos uma transferência via Pix para empresas de jogos e apostas durante o período analisado. Na época, o volume mensal dessas transferências ficou entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Na avaliação da ACIV, quando parte da renda é comprometida com apostas, o consumidor pode adiar compras, reduzir gastos ou ter mais dificuldade para manter compromissos financeiros. A entidade defende que o tema seja tratado principalmente sob a perspectiva da educação financeira e do consumo consciente. Desde janeiro de 2025, o mercado de apostas de quota fixa funciona de forma regulamentada no Brasil. Mesmo assim, o crescimento do setor e o volume movimentado pelas plataformas ampliaram a discussão sobre seus possíveis impactos sociais e econômicos. “Apostar precisa ser entendido como entretenimento, e não como investimento ou uma maneira de complementar a renda. Quando a aposta começa a comprometer o dinheiro necessário para as despesas da família, deixa de ser apenas uma questão individual e passa a ter reflexos econômicos e sociais”, completou André Yuki. Os números da CNC são estimativas baseadas em modelos econômicos e tiveram a metodologia questionada por representantes do setor de apostas, que argumentaram que o endividamento das famílias possui diversas causas. Ainda assim, os valores movimentados pelas bets mostram a relevância do segmento e mantêm em debate seus efeitos sobre o consumo e a economia.

  • MPMG cobra concurso público em Carmo do Rio Claro diante de mais de 500 contratos temporários

    Reprodução O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro, ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência para que o município realize concurso público destinado ao preenchimento de cargos efetivos atualmente ocupados por trabalhadores contratados temporariamente. Segundo o MPMG, a ação foi apresentada após uma investigação apontar o uso contínuo de contratos temporários para funções consideradas permanentes na administração municipal. Conforme o Ministério Público, a situação estaria em desacordo com a exigência constitucional de concurso público para o preenchimento de cargos efetivos. Durante a apuração, o município informou inicialmente possuir cerca de 200 servidores efetivos concursados e mais de 490 contratados temporariamente. Posteriormente, a administração declarou que existem 1.110 cargos efetivos criados por lei, mas pouco mais de 200 estariam ocupados por servidores concursados. Também foi informado que 529 trabalhadores não efetivos estariam exercendo atividades correspondentes a cargos que permanecem vagos. De acordo com o MPMG, os contratos temporários abrangem áreas como educação, saúde, assistência social, obras e serviços urbanos. Entre as funções citadas estão professores, motoristas, operadores de máquinas, enfermeiros, agentes administrativos, monitores escolares, garis e operários. Segundo o Ministério Público, a situação indicaria a utilização de vínculos temporários para atender necessidades permanentes da administração. Outro ponto destacado na ação é que, segundo o MPMG, o município não realiza concurso público para preenchimento de cargos efetivos desde 2009. Antes de recorrer à Justiça, o Ministério Público informou que buscou uma solução extrajudicial para regularizar a situação e viabilizar a realização de um concurso público. No entanto, segundo o órgão, não houve acordo para solucionar as irregularidades identificadas durante a investigação. Diante disso, o MPMG ajuizou a Ação Civil Pública e solicitou, entre outras medidas, que o município seja impedido de abrir novos processos seletivos simplificados, realizar novas contratações temporárias ou prorrogar contratos existentes sem autorização judicial prévia. O Ministério Público também pediu que a administração apresente informações detalhadas sobre os cargos efetivos existentes, as vagas disponíveis e os vínculos temporários atualmente mantidos. Ao final do processo, o MPMG solicita que o município seja obrigado a realizar concurso público para preencher os cargos efetivos vagos que correspondam a necessidades permanentes da administração. A ação também pede a substituição gradual dos contratos temporários considerados irregulares por candidatos aprovados no concurso público.

  • Estudo aponta possível impacto de medicamentos para emagrecimento na vida profissional e afetiva das mulheres

    Reprodução Um estudo realizado nos Estados Unidos identificou uma possível associação entre o uso de medicamentos para emagrecimento e a inserção de mulheres no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, mulheres que utilizaram medicamentos agonistas do receptor GLP-1 apresentaram uma probabilidade 27 pontos percentuais maior de ingressar no mercado de trabalho em comparação com mulheres com características semelhantes que tinham interesse em utilizar os medicamentos, mas ainda não haviam iniciado o tratamento. O estudo acadêmico foi divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) em junho de 2026 e ainda não passou por revisão por pares. A pesquisa utilizou dados do Understanding America Study, painel representativo da população dos Estados Unidos mantido pela Universidade do Sul da Califórnia. Para analisar os possíveis efeitos associados ao tratamento, os pesquisadores compararam mulheres entre 25 e 61 anos com características semelhantes em aspectos como renda, situação socioeconômica e histórico de saúde. Entre as participantes que estavam desempregadas ou fora da força de trabalho no início do acompanhamento, aquelas que começaram a utilizar os medicamentos apresentaram, após aproximadamente um ano e meio, uma probabilidade 27 pontos percentuais maior de estarem inseridas profissionalmente em relação às mulheres que não iniciaram o tratamento. Os resultados levantaram uma discussão sobre a possível influência da aparência e do peso corporal nas oportunidades oferecidas às mulheres no mercado de trabalho. A pesquisa, no entanto, não estabelece que a perda de peso causada pelos medicamentos tenha sido diretamente responsável pela obtenção de empregos. O estudo também identificou possíveis mudanças na vida afetiva das participantes. Entre as mulheres que estavam solteiras no início do acompanhamento, aquelas que iniciaram o tratamento apresentaram, após cerca de um ano e meio, uma probabilidade 29 pontos percentuais maior de se casarem ou passarem a morar com um parceiro. Os pesquisadores também chamaram atenção para uma possível relação entre o acesso aos medicamentos e as desigualdades sociais. Como os tratamentos podem apresentar custos elevados, pessoas com maior renda tendem a ter mais facilidade para utilizá-los. Dessa forma, eventuais efeitos sociais ou profissionais associados à perda de peso poderiam ser distribuídos de maneira desigual entre diferentes grupos da população. Os autores ressaltam que os resultados identificaram uma associação entre o uso dos medicamentos e os indicadores analisados. Portanto, os dados não significam que o uso de medicamentos para emagrecimento garanta emprego, casamento ou qualquer outra mudança na vida pessoal ou profissional das mulheres.

  • Prefeitura de Varginha aprova Plano Municipal da Primeira Infância e estabelece ações para crianças de 0 a 6 anos até 2035

    Reprodução Varginha aprovou a Lei nº 7.602/2026, que instituiu o Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI), com vigência até 2035. A medida estabeleceu diretrizes e ações voltadas ao desenvolvimento integral de crianças de 0 a 6 anos e fortaleceu o planejamento das políticas públicas destinadas à primeira infância no município. Mais do que estabelecer normas, o PMPI passou a representar um planejamento de longo prazo para a atenção às crianças e suas famílias. O documento reúne iniciativas e estratégias que envolvem diferentes áreas da administração pública, como Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura e Esporte, buscando uma atuação integrada na garantia de direitos, oportunidades e qualidade de vida. A proposta considera a primeira infância uma etapa fundamental para o desenvolvimento humano e, por isso, estabeleceu diretrizes para ampliar a atenção às necessidades das crianças durante os primeiros anos de vida. A integração entre diferentes setores passou a fazer parte da estratégia prevista no plano para fortalecer as ações destinadas a essa faixa etária. Com a aprovação da Lei nº 7.602/2026, o município passou a contar com um instrumento específico de planejamento para orientar as políticas públicas relacionadas às crianças de 0 a 6 anos. A vigência do plano foi estabelecida até 2035, permitindo que as diretrizes previstas sejam consideradas nas ações municipais ao longo dos próximos anos. O PMPI também reúne estratégias que envolvem diferentes áreas e reforça a necessidade de articulação entre os setores responsáveis pelas políticas públicas. Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura e Esporte estão entre as áreas contempladas pelo planejamento, que busca integrar iniciativas voltadas ao desenvolvimento infantil. A proposta também considera a importância da participação das famílias nesse processo, estabelecendo uma perspectiva de atenção que não se limita às crianças, mas contempla igualmente as necessidades relacionadas ao ambiente familiar e às condições necessárias para garantir qualidade de vida durante os primeiros anos. A criação do plano representa, portanto, a formalização de um planejamento de longo prazo para a primeira infância em Varginha. Com vigência até 2035, a legislação passou a estabelecer diretrizes para orientar as ações municipais e fortalecer a integração das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento das crianças. A aprovação do PMPI reforçou a importância de manter uma atuação articulada entre diferentes áreas da administração pública, com foco nas necessidades das crianças de 0 a 6 anos. O planejamento busca garantir que as ações destinadas à primeira infância sejam desenvolvidas de maneira integrada e tenham continuidade ao longo dos anos. Dessa forma, a Lei nº 7.602/2026 estabeleceu uma referência para o planejamento municipal relacionado à primeira infância, reunindo diretrizes que deverão orientar as políticas públicas até 2035 e ampliando a atenção destinada a uma das fases consideradas fundamentais para o desenvolvimento humano.

  • Jornal Gazeta de Varginha Edição 12.015

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  • Banda Irados leva clássicos do rock nacional e internacional à 5ª da Boa Música em Varginha

    Reprodução A programação cultural de Varginha terá, nesta semana, uma apresentação dedicada aos clássicos do rock nacional e internacional. A Banda Irados será a atração da próxima edição do projeto 5ª da Boa Música, marcada para quinta-feira (20), das 20h às 22h, na antiga Estação Rodoviária, no Centro da cidade. A entrada será gratuita. Formada em fevereiro de 2022, durante o período de flexibilização das atividades após a pandemia, a Banda Irados reúne Giba, nos vocais e bateria, Douglas Rosa, nas guitarras, e Douglas Souza, nos vocais e baixo. No início da trajetória, o grupo tinha como proposta realizar um tributo à banda Ira!, uma das principais referências do rock brasileiro. Nesse formato, os músicos se apresentaram em diferentes cidades da região, participando de festivais e eventos particulares. Com o passar do tempo, a banda ampliou sua identidade musical e passou a trabalhar com um repertório mais abrangente, valorizando o rock nacional e incorporando também referências importantes do cenário internacional. Para a apresentação em Varginha, o público poderá acompanhar uma viagem musical por diferentes décadas do rock, com destaque para sucessos que marcaram os anos 1980 e também para produções mais recentes do gênero. O repertório preparado para o show contará com clássicos de grupos que marcaram a história do rock brasileiro, entre eles Ira!, Engenheiros do Hawaii, Titãs e Barão Vermelho, além de outros nomes conhecidos por diferentes gerações de fãs da música. A apresentação da Banda Irados fará parte da programação semanal da 5ª da Boa Música e será realizada gratuitamente na antiga Estação Rodoviária, oferecendo ao público uma oportunidade de acompanhar ao vivo sucessos do rock nacional e internacional.

  • Grupo Unis amplia oferta e disponibiliza 117 cursos livres em diferentes áreas neste semestre

    Reprodução O Grupo Unis ampliou, neste semestre, as oportunidades de formação com a oferta de 117 cursos livres em diferentes áreas do conhecimento. A iniciativa permite que estudantes, profissionais e integrantes da comunidade desenvolvam novas habilidades, aprofundem conhecimentos e se preparem para desafios acadêmicos e profissionais. Os cursos estão disponíveis em áreas como Educação, Exatas, Saúde e Sociais Aplicadas, com conteúdos que abrangem tecnologia, inteligência artificial, programação, gestão, marketing, saúde, gastronomia, educação e desenvolvimento pessoal. As formações possuem cargas horárias e valores variados, com opções de 5, 20, 40, 60 e 80 horas. Os preços variam de R$ 29,90 a R$ 99,90, permitindo que cada interessado escolha uma formação de acordo com seus objetivos e disponibilidade. Para estudantes do Grupo Unis, os cursos livres podem ser utilizados como horas complementares, contribuindo para a formação acadêmica. A oferta também está aberta a professores e à comunidade. Entre as opções de tecnologia estão Testes de Software, Programação com Python, Programação com PHP, Machine Learning e suas Técnicas, Fundamentos de Data Science, Business Intelligence, Cloud Computing, UX Design, Ferramentas de IA, Explorando a Inteligência Artificial e Inteligência Artificial na Educação. Na área profissional, estão disponíveis cursos como Gestão de Projetos, Gestão Comercial, Gestão de Vendas, Liderança e Motivação, Recursos Humanos, Atendimento ao Cliente, Comunicação Assertiva, Comunicação e Persuasão, Marketing Digital, Analista de Marketing e Analista de Marketing Digital. A área da saúde reúne opções como Farmácia Hospitalar, Farmacologia Aplicada à Enfermagem, Assistência Farmacêutica, Atendente de Farmácia, Auxiliar de Análises Clínicas, Microbiologia, Cuidados Paliativos em Oncologia, Gestão em Enfermagem na Atenção Básica, Nutrição Funcional, Nutrição na Prática Esportiva, Reabilitação Esportiva, Drenagem Linfática e Massoterapia Estética e Relaxante. Também fazem parte da oferta cursos relacionados à educação e ao desenvolvimento humano, como Educação Inclusiva, Educação e Tecnologias Digitais, Neuroeducação e Transtornos de Aprendizagem, Metodologias Ativas, Libras, Saúde Mental no Trabalho, Fundamentos da Inteligência Emocional e Planejamento de Carreira e Desenvolvimento Pessoal. Há ainda formações nas áreas de criatividade, beleza, estética, comunicação, gastronomia e empreendedorismo, incluindo Produção Audiovisual, Técnicas de Maquiagem, Design de Sobrancelhas, Panificação, Gastronomia Brasileira, Influenciadores Digitais, Storytelling e Marketing, Perfil Empreendedor e Mídias Digitais. Os interessados podem consultar os 117 cursos e as informações sobre cada formação pelo site cursoslivres.unis.edu.br/explore ou pelo WhatsApp (35) 9.9738-7488.

  • Varginha terá técnico e atleta na primeira Seleção Brasileira de Capoeira em competição internacional

    Reprodução O esporte de Varginha conquistou um feito histórico com a convocação de um técnico e um atleta do município para integrar a primeira Seleção Brasileira de Capoeira. Os dois representarão o Brasil no Campeonato Pan-Americano de Capoeira Competitiva, que será realizado em Lima, no Peru, entre os dias 11 e 13 de dezembro de 2026. A convocação foi emitida pela World Capoeira e pela Confederação de Capoeira do Brasil (CCB), marcando a primeira formação oficial de uma seleção nacional brasileira para uma competição pan-americana da modalidade. A delegação, denominada Missão Brasil Lima 2026, contará com cerca de 70 atletas selecionados de diferentes regiões do país. Entre os representantes de Varginha está o Mestre Osvaldo “Pé de Vento” Henrique Mendonça Teófilo, coordenador da Casa da Capoeira, convocado para integrar a comissão técnica como treinador. Também foi convocado o atleta varginhense João Augusto de Oliveira Neto, conhecido como Red Bull, que defenderá as cores do Brasil na competição internacional. A convocação coloca Varginha em evidência no cenário da capoeira competitiva e reconhece o trabalho desenvolvido pela Casa da Capoeira, instituição sem fins lucrativos que atua no esporte de alto rendimento e em projetos de transformação social. A associação desenvolve atividades voltadas à inclusão social, educação e cultura por meio da capoeira. Em uma competição realizada recentemente em Cambuí, no Sul de Minas, a jovem Rayane, conhecida como Brilhante, conquistou o primeiro lugar em sua categoria, enquanto o atleta João, conhecido como Chumbo, terminou na segunda colocação. Os resultados refletem o trabalho comunitário desenvolvido pela instituição, que mantém atividades esportivas e de formação por meio da capoeira. Atualmente, a associação conta com o apoio da comunidade e de parcerias para manter suas ações. O projeto também recebe recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA), além de emendas parlamentares e incentivos destinados às atividades esportivas e culturais. Com a convocação de Mestre Osvaldo “Pé de Vento” e do atleta João Augusto “Red Bull”, Varginha ganha projeção internacional na modalidade. A participação no Campeonato Pan-Americano, em dezembro, representará a presença de dois integrantes do município em uma competição internacional de capoeira competitiva.

  • Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 18/08/2026

    Luiz Fernando Alfredo O mundo está brincando com fogo. E o Brasil não pode escolher o lado errado Há momentos na História em que as nações precisam parar de discutir quem está certo e começar a perguntar quem pagará a conta se todos estiverem errados. Guerras maiores convivem com dezenas de conflitos menores. Ucrânia, Oriente Médio, Israel, Irã, Estados Unidos e seus aliados formam apenas parte de uma engrenagem que ultrapassou as fronteiras dos países envolvidos. O que começa como guerra regional rapidamente alcança o preço do petróleo, o transporte marítimo, os alimentos, os fertilizantes, as moedas e as cadeias de produção. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã é a demonstração mais evidente. O problema deixou de ser apenas militar. A instabilidade no Estreito de Ormuz já produz consequências sobre o mercado mundial de energia, enquanto o petróleo se aproxima novamente de patamares elevados. E guerra moderna não precisa necessariamente transformar-se numa Terceira Guerra Mundial para produzir efeitos semelhantes aos de uma catástrofe global. Basta que o petróleo falte ou fique proibitivo. Basta que os fertilizantes encareçam. Basta que navios deixem de circular por determinadas rotas. Basta que países pobres não consigam mais comprar alimentos ou energia. A fome não precisa nascer da falta de comida. Pode nascer da falta de dinheiro para comprá-la. A água será outro problema. A energia, outro. A migração em massa, outro. E cada crise poderá alimentar a seguinte. Nesse cenário, os países ricos possuem reservas, tecnologia, moeda forte e capacidade militar para resistir durante muito mais tempo. Os países pobres não. E o Brasil? O Brasil deveria compreender que sua maior vantagem histórica é justamente não precisar ser satélite de ninguém. Temos território, alimentos, água, energia, petróleo, biodiversidade, mercado interno e uma posição geográfica privilegiada. Temos condições de dialogar com Estados Unidos, Europa, China, Rússia, Oriente Médio e demais mercados sem transformar relações comerciais em compromissos ideológicos. Mas é exatamente aí que mora o perigo. O Brasil não pode confundir independência diplomática com antagonismo automático às grandes potências. Nem Washington é nosso inimigo por ser Washington, nem Pequim é nosso amigo simplesmente porque compra nossas commodities. Tampouco Moscou, Teerã ou qualquer outro país deve receber nossa simpatia por oposição aos Estados Unidos. Países não têm amigos permanentes. Têm interesses permanentes. E o primeiro interesse permanente do Brasil deveria ser o povo brasileiro. É preocupante, portanto, quando a política externa passa a ser percebida como extensão da polarização política interna. O mundo está se reorganizando diante dos nossos olhos, e o Brasil não pode entrar nessa reorganização carregando velhas paixões ideológicas. O BRICS, por exemplo, tornou-se uma importante plataforma internacional, mas seus próprios integrantes estão divididos diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Isso deveria servir de advertência. Nem o Ocidente é um bloco perfeito, nem o chamado Sul Global é um bloco de virtudes. Há democracias e regimes autoritários de ambos os lados. Há interesses econômicos, militares e estratégicos de todos os lados. O Brasil precisa ter inteligência suficiente para conversar com todos. Não é sensato comprar briga com quem pode comprar nossos produtos, fornecer tecnologia, investir em nossa economia ou participar de nossa segurança energética. Também não é inteligente romper pontes com países que são importantes para nosso comércio. Diplomacia não é torcida organizada. Enquanto as grandes potências disputam poder, o Brasil deveria estar disputando prosperidade. Enquanto outros países aumentam seus arsenais, deveríamos aumentar nossa produtividade. Enquanto eles discutem hegemonia, deveríamos discutir educação, infraestrutura, indústria, segurança, tecnologia e competitividade. Porque existe uma terrível ironia na história: um país pode estar militarmente distante de uma guerra e economicamente dentro dela. Uma explosão no Oriente Médio pode aumentar o preço do diesel no Brasil. Um bloqueio marítimo pode encarecer o fertilizante. Uma crise cambial pode aumentar a inflação. Uma recessão mundial pode reduzir nossas exportações. E uma sucessão de erros internos pode transformar uma crise externa em desastre doméstico. O Brasil não precisa escolher entre Estados Unidos e China. Precisa escolher entre desenvolvimento e atraso. Não precisa escolher entre Oriente e Ocidente. Precisa escolher entre interesse nacional e ideologia. Não precisa participar das guerras dos outros. Precisa evitar que as guerras dos outros destruam aquilo que ainda estamos tentando construir dentro de casa. O mundo está perigosamente polarizado. As grandes potências testam seus limites, os pequenos países procuram proteção e as populações começam a pagar uma conta que não decidiram. E talvez a pergunta mais importante seja esta: Quando os grandes países começarem a disputar o poder, quem protegerá os pequenos? A resposta deveria ser: cada país precisa estar forte o suficiente para proteger seus próprios interesses. Por isso, o Brasil não pode entrar na contramão da História. Não pode transformar sua política externa em instrumento de uma guerra ideológica que não é sua. Não pode escolher inimigos onde precisa construir mercados. O país precisa de uma diplomacia adulta: independente, pragmática, respeitada e, sobretudo, brasileira. Porque se o mundo continuar brincando com fogo, não serão apenas os grandes que sofrerão as consequências. E quando a fumaça chegar ao Brasil, talvez já seja tarde demais para descobrir que a neutralidade inteligente teria sido muito mais barata do que uma guerra escolhida por paixão. E olha que, neste ano de eleições, enfrentamos duas “guerras” internas: uma é fazer com que a direita e o centro ganhem as eleições, ponham ordem no país; e a outra, tirar do poder este sacripanta chamado Lula e seus séquitos, ávidos por benesses, enganando os pobres, dando com uma mão e tirando com a outra, tudo em nome da “democracia”.

  • Advogado sequestrado pelo PCC pediu socorro a cliente durante tribunal do crime, mas não recebeu ajuda

    Reprodução O advogado criminalista Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, contou que chegou a pedir socorro a um de seus próprios clientes enquanto era mantido sequestrado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Cubatão, na Baixada Santista. Segundo o relato, o homem foi até o local onde o advogado estava sendo submetido a um chamado “tribunal do crime”, mas se recusou a interceder para impedir o sequestro. O caso aconteceu em 11 de junho, quando Rafaell foi atraído para uma comunidade na Vila Esperança sob o pretexto de prestar um serviço jurídico. Ao chegar ao endereço, ele percebeu que havia caído em uma armadilha e foi levado para um barraco, onde permaneceu sob o domínio dos criminosos por cerca de seis horas. No local, o advogado foi submetido a uma sessão do chamado “tribunal do crime”, com a participação de aproximadamente 30 pessoas presencialmente e outras por videochamada. Os criminosos queriam que ele abandonasse uma ação judicial e fornecesse o endereço de um cliente. Diante da recusa em entregar a informação, Rafaell passou a sofrer ameaças e tortura psicológica. Durante o período em que esteve no cativeiro, o advogado conseguiu entrar em contato com o cliente José Armerindo Santos de Carvalho, conhecido como Boqueta, para pedir ajuda. Segundo Rafaell, o homem foi até o local, mas não interveio para impedir que ele permanecesse sob o poder dos criminosos. Depois de ser libertado, o advogado decidiu romper a relação profissional e renunciar à defesa de Boqueta. Rafaell havia defendido Boqueta em processos relacionados a porte ilegal de arma e em ações contra o Estado. O advogado também explicou que a situação que levou ao sequestro começou com uma disputa judicial envolvendo uma empresa de pesca no Guarujá. A ação havia sido apresentada em defesa de clientes que afirmavam ter sido retirados da sociedade por um homem apontado pelas investigações como integrante do PCC. Os criminosos queriam que Rafaell desistisse do processo e entregasse informações sobre seu cliente. Durante o cárcere, eles também tomaram o celular do advogado e o obrigaram a desbloquear o aparelho, passando a acessar seu conteúdo. Após horas de ameaças e pressão psicológica, Rafaell concordou em abandonar a ação para conseguir sair vivo do local. Depois de ser libertado, porém, o advogado denunciou o caso ao Ministério Público. A denúncia deu origem à Operação Patrocínio Fiel, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Militar. A operação foi realizada em 12 de agosto e teve como objetivo investigar os envolvidos no sequestro, além de preservar a integridade do advogado e reunir provas sobre os crimes. Foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades da Baixada Santista e também em Florianópolis, em Santa Catarina. Boqueta estava entre os alvos da operação e morreu durante um confronto com policiais militares em São Vicente. Segundo a Polícia Militar, ele resistiu à prisão e uma pistola calibre 9 mm foi apreendida. Outros suspeitos foram presos durante a ação, enquanto as investigações sobre a atuação do grupo criminoso continuam sob sigilo.

  • Professores podem ganhar até R$ 864 por dia para trabalhar no Enem 2026

    Reprodução Professores das redes públicas e servidores públicos podem atuar como certificadores na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 e receber R$ 510 por dia de trabalho. Em situações que exigem deslocamento superior a 150 quilômetros, o valor pode chegar a R$ 864 por dia. A seleção é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por meio da Rede Nacional de Certificadores (RNC). Os profissionais selecionados acompanham e fiscalizam procedimentos relacionados à segurança, à logística e à aplicação das provas. A atuação também pode envolver outros exames organizados pelo instituto. Podem participar servidores públicos do Poder Executivo Federal em efetivo exercício e professores concursados das redes públicas estaduais e municipais. Entre os requisitos estão ter, no mínimo, ensino médio completo e possuir smartphone ou tablet com acesso à internet móvel. Também é necessário realizar a capacitação on-line e alcançar o aproveitamento mínimo exigido. Pessoas inscritas como participantes do Enem 2026 não podem atuar na aplicação do exame. A restrição também alcança situações de parentesco previstas no edital e profissionais que tenham vínculo com atividades de logística, impressão, distribuição, correção ou aplicação das provas. As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores ocorreram entre 8 e 28 de junho de 2026. O cronograma divulgado prevê a realização do Enem em novembro. A remuneração de R$ 510 corresponde à diária regular de atuação. Quando houver necessidade de deslocamento superior a 150 quilômetros para atender locais com necessidade de certificadores, o pagamento poderá alcançar R$ 864 por dia. A participação como certificador não corresponde à função de professor em sala de aula durante o exame. O profissional selecionado atua na fiscalização e certificação dos procedimentos de aplicação definidos pelo Inep. Fonte: G1

  • Laboratórios clandestinos e redes sociais eram usados para distribuir anabolizantes falsificados

    Reprodução Um esquema de produção e comercialização de anabolizantes falsificados, investigado pela polícia, abastecia diferentes regiões do Brasil por meio de uma estrutura que envolvia laboratórios clandestinos, venda pela internet e divulgação nas redes sociais. As informações foram exibidas pelo Fantástico, da TV Globo. Um dos principais investigados é Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraya. Ele foi preso no dia 12 de agosto, em Ciudad del Este, no Paraguai. Segundo a investigação, o homem é apontado como um dos responsáveis pela fabricação e distribuição dos produtos. As apurações identificaram estruturas clandestinas em Brasília, João Pessoa e São Paulo. A investigação começou a avançar após a apreensão de um celular em fevereiro de 2025, em um apartamento de Taguatinga, no Distrito Federal. No imóvel, policiais encontraram uma estrutura improvisada usada para a produção dos anabolizantes e prenderam Carlos Henrique Rodrigues de Abreu. Conversas recuperadas no aparelho ajudaram os investigadores a identificar a atuação do grupo. Segundo a polícia, os produtos eram preparados em condições precárias, sem a estrutura adequada para a fabricação de medicamentos. As autoridades também apontaram riscos relacionados à manipulação dos produtos e à possibilidade de contaminação. A investigação identificou ainda que os produtos recebiam embalagens e rótulos que simulavam uma origem internacional, com o objetivo de transmitir uma aparência de maior confiabilidade aos consumidores. A matéria-prima utilizada pelo grupo entrava clandestinamente no Brasil pela fronteira com o Paraguai. Em Foz do Iguaçu, seis pessoas foram presas durante a operação. Entre elas estava a gerente de uma loja apontada como fornecedora dos insumos utilizados pelo grupo. O proprietário do estabelecimento é considerado foragido. De acordo com as investigações, depois de produzidos, os anabolizantes eram comercializados pela internet e também chegavam a lojas de suplementos e clínicas de estética. A divulgação nas redes sociais teria sido uma das estratégias utilizadas para ampliar o alcance das vendas. Influenciadores também aparecem nas investigações. Ana Luiza, apontada pela polícia como influenciadora fitness ligada ao esquema, teria participado da divulgação dos produtos. Segundo o delegado Rodrigo Carbone, conteúdos publicados nas redes sociais associavam os produtos a resultados físicos e estéticos. O esquema também teria movimentado valores elevados. Segundo a investigação, as vendas realizadas pelo grupo chegavam a entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por dia, enquanto em períodos de menor movimento os valores ficavam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. A Justiça determinou inicialmente o bloqueio de R$ 32 milhões em bens relacionados ao grupo. Para o delegado Rodrigo Carbone, o valor pode ser ainda maior diante da dimensão da estrutura investigada. Além dos anabolizantes, a polícia também identificou a comercialização de outros produtos relacionados a emagrecimento e substâncias hormonais. A investigação aponta que consumidores chegaram a apresentar problemas após utilizar produtos vendidos pelo grupo. O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Neuton Dornelas, alertou para os riscos do consumo de produtos cuja composição e procedência não são confiáveis. Segundo ele, a falta de controle sobre o conteúdo das substâncias aumenta os riscos para os consumidores. Os investigados deverão responder por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de produto medicinal. As penas previstas para os crimes atribuídos ao grupo podem ultrapassar 40 anos de prisão. A defesa de Carlos Henrique Rodrigues de Abreu afirmou que ele é empresário do ramo de suplementos alimentares e que pretende esclarecer, durante o processo, a origem e a legalidade de suas atividades empresariais. Fonte: G1

  • Colisão provoca incêndio e explosão na BR-163 e deixa quatro mortos em Bandeirantes

    Reprodução Um grave acidente envolvendo duas carretas e três veículos de passeio deixou quatro pessoas mortas e outras seis feridas neste domingo (16), na BR-163, em Bandeirantes, no Mato Grosso do Sul. A ocorrência foi registrada no km 569 da rodovia, no sentido norte, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande. A colisão aconteceu por volta das 15h20 e provocou um incêndio seguido de uma explosão. Uma das carretas envolvidas transportava produto perigoso, mas a carga não havia sido informada oficialmente pelas autoridades até a atualização das informações. Após a batida entre os veículos de carga, o fogo atingiu os automóveis que estavam envolvidos na ocorrência e também se espalhou pela vegetação às margens da rodovia. As chamas provocaram uma grande coluna de fumaça, que pôde ser vista à distância. Entre as seis pessoas feridas, três estavam em estado grave e foram encaminhadas para atendimento hospitalar em São Gabriel do Oeste. Uma vítima apresentava ferimentos moderados e outras duas tiveram ferimentos considerados leves. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas pelas autoridades. Equipes da Motiva Pantanal, concessionária responsável pelo trecho da BR-163, foram acionadas às 15h24. A operação contou ainda com a participação do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Para o atendimento da ocorrência, a concessionária mobilizou três viaturas de resgate, dois guinchos leves, um guincho pesado e um veículo de inspeção de tráfego. Os bombeiros atuaram no combate ao incêndio, enquanto as demais equipes auxiliaram no atendimento às vítimas, na sinalização e no controle do trânsito. A BR-163 precisou ser interditada nos dois sentidos durante os trabalhos de atendimento e combate às chamas. O bloqueio provocou congestionamento na região, com filas que chegaram a vários quilômetros nos dois sentidos. Fonte: G1

  • Autoridade do governo Trump acusa Brasil de censura após X alterar algoritmo para eleições de 2026

    Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, acusou o Brasil de impor “censura” depois que a rede social X anunciou alterações em seu sistema de recomendações para cumprir a legislação eleitoral brasileira de 2026. A declaração foi feita no domingo (16), após a plataforma divulgar mudanças no código responsável pelo funcionamento de seu feed. Rogers comentou uma publicação do X sobre a atualização do sistema e afirmou que a transparência algorítmica apresentada pela plataforma também evidenciaria, segundo ela, uma forma de censura determinada pelo Brasil. A representante do governo Donald Trump criticou especificamente a regra eleitoral que levou a rede social a modificar a maneira como conteúdos relacionados a candidatos são distribuídos aos usuários. A alteração anunciada pelo X inclui um filtro específico para as eleições brasileiras de 2026. Segundo a plataforma, o mecanismo foi criado para atender às exigências da legislação eleitoral do país e recebeu o nome de “Brazil2026ElectionFilter”. A ferramenta atua no feed “Para Você”, responsável por recomendar conteúdos aos usuários. Com a mudança, publicações feitas por contas oficiais de candidatos registradas na Justiça Eleitoral deixam de ser recomendadas pelo sistema a usuários que não seguem esses perfis. As contas, porém, não são suspensas, e as publicações continuam disponíveis nos respectivos perfis. Dessa forma, o conteúdo permanece acessível para quem procurar diretamente pelas contas ou já as acompanhar. O X afirmou que a mudança foi implementada em “estrito cumprimento” da legislação eleitoral brasileira. A plataforma também informou que a regra deverá afetar a visibilidade e o alcance dos perfis de candidatos e das publicações feitas por essas contas, já que o material deixa de ser distribuído automaticamente pelas recomendações para pessoas que não seguem os candidatos. A medida está relacionada à Resolução TSE nº 23.610/2019, que estabelece regras para a propaganda eleitoral e prevê restrições à recomendação automatizada de perfis oficiais de candidaturas e conteúdos publicados por eles, ressalvadas as hipóteses previstas para impulsionamento pago. A alteração anunciada pelo X foi apresentada pela empresa como uma adequação às exigências aplicáveis às eleições brasileiras. A manifestação de Sarah B. Rogers ocorre em um período de atritos entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. As relações entre os dois países vêm sendo marcadas por divergências comerciais e por críticas de autoridades americanas a decisões brasileiras relacionadas à liberdade de expressão e à regulamentação das plataformas digitais. A acusação da autoridade americana, portanto, está diretamente relacionada à mudança feita pelo X para cumprir as regras eleitorais brasileiras. A plataforma mantém os conteúdos publicados pelos candidatos disponíveis em seus perfis, mas restringe sua distribuição automática para usuários que não seguem essas contas.

  • Anvisa suspende suplementos após identificar substâncias não declaradas e falhas de fabricação

    Reprodução A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a venda e o uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e SharkPro. As medidas foram decididas na sexta-feira (14) e publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União. No caso dos produtos Newfit, uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou sibutramina, fluoxetina e furosemida, substâncias que não apareciam na composição informada nas embalagens. A Anvisa classificou a presença desses componentes não declarados como indício de adulteração. A agência determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, exportação, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos da Newfit. A marca é de responsabilidade da empresa RBB Top New. Já no caso da SharkPro, pertencente à empresa RCA Labs, a Anvisa encontrou uma série de problemas relacionados ao processo de produção. Entre as irregularidades apontadas estão a ausência de controle de qualidade, armazenamento inadequado de matérias-primas, falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos e ausência de estudos de estabilidade dos suplementos. Também foram identificadas falhas de regularização e de rotulagem nos produtos da SharkPro. A resolução cita, entre outros problemas, a ausência de informações sobre alergênicos e a falta de declaração sobre a possibilidade de contaminação cruzada em determinados produtos. Por causa das irregularidades, a Anvisa determinou a suspensão e o recolhimento dos suplementos da marca, além da proibição de fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso. A Anvisa mantém uma relação de produtos alimentares irregulares e orienta consumidores a consultar a situação de suplementos antes de utilizá-los. Entre as irregularidades que podem levar à ação da agência estão o uso de ingredientes não autorizados, problemas de qualidade e falhas relacionadas à fabricação e à rotulagem. Fonte: G1

  • Treinamentos nos EUA incluem inteligência, operações cibernéticas, Ranger e atiradores de elite

    Divulgação/O Exército Brasileiro enviará 59 militares aos Estados Unidos para participar de 40 cursos oferecidos pelo Exército norte-americano. O pacote custou US$ 400 mil, cerca de R$ 2,09 milhões, e inclui treinamentos em áreas como inteligência, operações cibernéticas, Ranger, paraquedismo e formação de atiradores de elite. Exército envia 59 militares aos EUA para 40 cursos que custaram US$ 400 mil. O Exército Brasileiro enviará 59 militares aos Estados Unidos para participar de 40 cursos oferecidos pelo Exército norte-americano. O pacote de treinamento custou US$ 400 mil, pagos antecipadamente. Considerando a cotação de R$ 5,2358 utilizada pela própria Força, o valor corresponde a R$ 2,09 milhões, com custo médio de aproximadamente R$ 35,5 mil por militar. As informações foram obtidas pelo ICL Notícias por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e mostram que a cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos continua ativa, mesmo durante períodos de tensão política entre os dois países. O pagamento foi realizado na conta BR-B-OBU, vinculada ao Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelo governo norte-americano para fornecer equipamentos, serviços e treinamento militar a países parceiros. A programação inclui cursos administrativos, mas também treinamentos relacionados a áreas estratégicas da atividade militar. Inteligência, Ranger e operações cibernéticas estão entre os cursos A relação dos treinamentos inclui Liderança Estratégica de Inteligência, Operações de Informação, Forças Especiais, explosivos e destruições, formação de atiradores de elite, Operações Conjuntas Interagências, reconhecimento e vigilância, Ranger, paraquedismo e Mestre de Salto. Dois militares brasileiros participarão do Curso Componente Terrestre da Força Combinada/Conjunta, enquanto outros dois serão treinados em Planejamento de Operações Cibernéticas em Coalizão. Também estão previstos cursos relacionados a cirurgia de emergência em situações de guerra, atendimento a feridos em combate, planejamento e orçamento, relações públicas, recursos humanos e tratamento de água. O conjunto dos treinamentos envolve diferentes áreas de atuação das forças terrestres, incluindo inteligência, operações de informação, liderança, comando e capacidades relacionadas à guerra cibernética. Quinze militares serão preparados para formar outros profissionais Entre as 59 vagas, 15 serão destinadas a cursos voltados à formação de instrutores e líderes de pequenas unidades. Dez militares participarão do Drill Sergeant Course, denominado pelo Exército Brasileiro como Curso de Instrutor de Corpo de Tropa. Outros cinco farão o Curso de Líder de Pequenas Frações. A formação desses profissionais pode ampliar o alcance do intercâmbio quando os militares retornarem ao Brasil, já que instrutores e líderes podem posteriormente compartilhar os conhecimentos adquiridos com outros integrantes das organizações militares. Exército não divulgou íntegra do contrato Embora tenha confirmado o pagamento dos US$ 400 mil, o Exército não forneceu a íntegra da Letter of Offer and Acceptance (LOA), documento que estabelece as condições do acordo. Segundo a justificativa apresentada pela Força, o documento também pertence à instituição norte-americana e não haveria autorização dos Estados Unidos para sua divulgação integral. Também não foram disponibilizados os pareceres, estudos e notas técnicas utilizados para justificar o pagamento antecipado. A documentação menciona normas gerais, entre elas a Orientação Normativa nº 37 da Advocacia-Geral da União (AGU), que prevê condições específicas para pagamentos antecipados, como caráter excepcional, justificativa, demonstração de interesse público e adoção de garantias. A reportagem também aponta que não foi esclarecido se os US$ 400 mil incluem despesas como passagens, hospedagem e diárias dos militares brasileiros. Sem acesso à íntegra da LOA, permanece limitada a avaliação do custo total da participação brasileira nos treinamentos. Cooperação militar continuou durante período de tensão O pacote de cursos faz parte de uma relação de cooperação militar que inclui exercícios conjuntos, intercâmbios e reuniões entre Brasil e Estados Unidos. Em julho e agosto de 2025, integrantes da Guarda Aérea Nacional de Nova York participaram da Operação Tápio, em Campo Grande, ao lado da Força Aérea Brasileira. Apesar de episódios de tensão na relação política entre os dois países, os canais de cooperação militar continuaram funcionando. Em setembro de 2025, a Marinha do Brasil enviou a fragata Independência para a UNITAS 2025. Em novembro, o comando do Exército autorizou o aporte de US$ 400 mil na conta BR-B-OBU. No mês seguinte, foi criada a BR-B-OBY, destinada a financiar exercícios de tropas brasileiras em centros de treinamento de combate nos Estados Unidos. Já em março de 2026, oficiais brasileiros participaram, no Texas, do planejamento da CORE 26. Também foram realizados intercâmbios relacionados a comunicações militares, neutralização de explosivos e à 42ª Conferência Bilateral de Estado-Maior. Generais brasileiros participaram de exercício a bordo do USS Nimitz Em maio, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e o comandante da Marinha, almirante Marcos Olsen, embarcaram no porta-aviões nuclear USS Nimitz durante um exercício conjunto. No mês seguinte, representantes das Marinhas dos dois países se reuniram em Nova Orleans, enquanto outro pagamento antecipado de US$ 400 mil foi realizado. Entre junho e julho, militares brasileiros também participaram da FLEETEX 250, do Cyber Shield 2026 e do exercício multinacional Salitre, com atividades relacionadas a guerra cibernética, combate aéreo e uma célula espacial coordenada pela Força Espacial dos Estados Unidos. Segundo o levantamento citado pelo ICL Notícias, pelo menos US$ 800 mil foram autorizados para atividades desse tipo no período analisado. Cooperação internacional e autonomia estratégica A cooperação militar entre países envolve, entre outras iniciativas, intercâmbio de conhecimentos, formação profissional e participação em exercícios conjuntos. No caso brasileiro, o envio de militares para cursos no exterior envolve áreas como inteligência, operações especiais, liderança, comando e guerra cibernética. O acompanhamento da execução dos 40 cursos, do embarque dos 59 militares e de eventuais novas informações sobre a Letter of Offer and Acceptance poderá esclarecer quais atividades serão realizadas e quais despesas estão incluídas nos US$ 400 mil já pagos. Fonte: SociedadeMilitar

  • Operação Overclean: PF indicia empresários e agentes públicos por suspeitas de desvios

    Foto: Divulgação/Polícia Federal A Polícia Federal indiciou 25 empresários e agentes públicos investigados por suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos no âmbito da Operação Overclean. Entre os indiciados estão o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os empresários Fábio e Alex Parente. Também foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, que já atuaram como coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) na Bahia. A investigação apura suspeitas envolvendo contratos públicos, obras e recursos federais. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a Polícia Federal estima que as operações investigadas tenham movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos considerados fraudulentos e obras com suspeitas de superfaturamento. Entre os crimes apurados estão fraude em licitações, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço à investigação. A Operação Overclean foi deflagrada no fim de 2024 para investigar possíveis irregularidades envolvendo contratos financiados com recursos de órgãos federais, entre eles o Dnocs e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Uma das linhas de investigação aponta para possíveis pagamentos de propina em troca da obtenção de contratos públicos. Os contratos investigados envolvem principalmente serviços de pavimentação e limpeza urbana. De acordo com as suspeitas levantadas pela PF, parte dos recursos destinados aos contratos teria sido desviada após as empresas serem contratadas. A investigação também analisou movimentações financeiras e relações entre empresários e agentes públicos. A operação já teve nove fases desde sua deflagração, mas não registra novas etapas desde o início de 2026. Parte das investigações chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função. O ministro Nunes Marques solicitou à Polícia Federal o envio da documentação relacionada ao caso. Além dos 25 indiciados nesta etapa, quatro deputados federais são investigados em uma frente da Operação Overclean que chegou ao STF. São eles Elmar Nascimento, Félix Mendonça Júnior, Vicentinho Júnior e Dal Barreto. Essa parte da apuração envolve suspeitas relacionadas ao possível desvio de recursos de emendas parlamentares, mas os quatro parlamentares ainda não foram formalmente indiciados pela PF nessa investigação. Reprodução: G1

  • EUA voltam a discutir possíveis sanções contra ministro Alexandre de Moraes

    Divulgação/O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo o Financial Times. A administração de Donald Trump avalia reaplicar medidas previstas na Lei Global Magnitsky, que já atingiram o magistrado em 2025. Governo Trump avalia reaplicar sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal. O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de impor novas sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo jornal Financial Times. Segundo a publicação, a administração do presidente Donald Trump avalia reaplicar ao magistrado as punições previstas na Lei Global Magnitsky, legislação norte-americana utilizada para impor sanções a pessoas acusadas de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção. Não seria a primeira vez que Moraes é incluído nesse tipo de medida. Em julho de 2025, o ministro foi colocado na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. As punições, porém, foram retiradas meses depois, em dezembro do mesmo ano. Na ocasião, a revogação também alcançou a mulher do ministro e uma empresa ligada à família, que haviam sido incluídas nas medidas. Nova discussão ocorre após episódios recentes A possibilidade de novas sanções surge em meio a recentes episódios envolvendo decisões de Moraes. Entre eles está a autorização de operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes. Segundo o Financial Times, a possibilidade de reaplicação das medidas está sendo analisada pelo governo norte-americano. Órgãos dos dois países não comentaram O Departamento de Estado dos Estados Unidos e a Casa Branca foram procurados para comentar a informação, mas não haviam respondido aos pedidos até a publicação da reportagem. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal também não havia se manifestado sobre a possibilidade de novas sanções contra o ministro. Fonte: BPMoney

Gazeta de Varginha

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