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- STJ revoga habeas corpus de Oruam e restabelece prisão preventiva
Reprodução O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou, nesta segunda-feira (2), a liminar que garantia a liberdade do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, restabelecendo a prisão preventiva do artista. A decisão foi tomada após a constatação de que o rapper descumpriu repetidamente as medidas cautelares impostas, especialmente falhas no uso da tornozeleira eletrônica. O ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, ressaltou que a volta da prisão não tem caráter de antecipação de pena, mas é necessária para assegurar a efetividade do processo penal e preservar a credibilidade das decisões judiciais. Oruam tinha obtido o direito de responder ao processo em liberdade, mas relatórios de fiscalização apontaram 28 interrupções no sinal da tornozeleira eletrônica por falta de bateria em um intervalo de 43 dias, com episódios ocorrendo com maior frequência durante a noite e nos finais de semana, o que dificultava a fiscalização do recolhimento domiciliar. A defesa do artista alegou que as falhas foram causadas por problemas técnicos e lapsos no carregamento da bateria, sem intenção de fuga. No entanto, o ministro Paciornik considerou que a quantidade de ocorrências “extrapola, em muito, um mero problema de carregamento”, indicando falta de comprometimento com as determinações judiciais e risco à aplicação da lei penal. O processo criminal contra Oruam tem origem em fatos que ocorreram em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, o cantor e outras pessoas teriam praticado duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão na residência dele. Policiais relataram que foram alvo de pedras arremessadas do andar superior da casa do artista. O tribunal de origem também destacou que Oruam teria usado redes sociais para desafiar as autoridades e incitar a população contra operações de segurança pública. Com a revogação do habeas corpus, a ordem de prisão preventiva deve ser cumprida imediatamente, permitindo que o cantor seja novamente detido pelas autoridades.
- TCU recomenda suspender verba da Embratur para escola que homenageia Lula
Divulgação Auditor do TCU recomenda suspensão de repasse da Embratur a escola que homenageia Lula no Carnaval. Legenda: Parecer aponta possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos destinados a desfile no Grupo Especial do Rio de Janeiro. Um parecer técnico encaminhado ao ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), recomenda a suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Embratur a uma escola de samba que irá desfilar no domingo de Carnaval, na Marquês de Sapucaí. O recurso federal seria destinado à escola Acadêmicos de Niterói, que faz sua estreia no Grupo Especial e apresenta um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi elaborado pelo auditor Gregório Siliveira de Faria, da área de Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do TCU. Segundo ele, o repasse pode ferir o interesse público ao utilizar recursos do erário para a promoção de autoridade pública. No parecer, o auditor afirma que a iniciativa viola princípios constitucionais. “Fere os princípios da impessoalidade, da moralidade e da indisponibilidade do interesse público utilizar recursos do erário, em desvio de finalidade, para a promoção de autoridades ou servidores públicos”, escreveu. O técnico do TCU destaca ainda que o repasse “pode ensejar a nulidade total ou parcial do contrato, a obrigação de ressarcimento ao erário, entre outras consequências”. Ele ressalta a relevância do caso diante da possibilidade de promoção pessoal de uma autoridade pública que deve disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A controvérsia envolve um termo de colaboração firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que prevê o repasse de R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Segundo o acordo, os recursos têm como finalidade “potencializar a visibilidade internacional do Brasil como destino turístico, utilizando o Rio Carnaval como plataforma estratégica de promoção cultural, turística e institucional”. A representação no TCU foi apresentada por parlamentares do partido Novo, que também defenderam que a escola fosse impedida de desfilar. Essa sugestão, no entanto, não foi acolhida pelo auditor, que avaliou que tal medida poderia configurar violação à liberdade de expressão. Sem data para decisão De acordo com o TCU, ainda não há data definida para que o ministro Aroldo Cedraz se manifeste no processo, nem previsão de que o caso seja levado ao plenário da Corte. No parecer, o auditor também sugere a abertura de um prazo de 15 dias para que a Embratur, a Acadêmicos de Niterói e a Liesa apresentem manifestações formais nos autos. Caso o prazo seja concedido, pelo calendário, as respostas só devem ser apresentadas após o Carnaval. Fonte: Globo
- PF instaura investigação sobre supostas irregularidades no BRB após operações com o Banco Master
Reprodução A Polícia Federal instaurou um inquérito criminal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília BRB, em mais um desdobramento das investigações que envolvem o Banco Master e suas relações com a instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal GDF. A abertura do procedimento investigativo ocorre em meio a apurações mais amplas sobre operações financeiras suspeitas que marcaram a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB no ano passado. Em setembro de 2025, o Banco Central barrou a proposta de compra alegando preocupações com irregularidades nas transações e o risco ao patrimônio do banco público. Segundo informações levantadas pela Polícia Federal, parte das operações que estão sendo examinadas envolvem aportes bilionários que somam cerca de R$ 16,7 bilhões entre 2024 e 2025, especialmente relacionados à compra de carteiras de crédito consideradas problemáticas do Master. Esse movimento financeiro é um dos pontos centrais da investigação que busca verificar possíveis falhas nos processos internos de análise aprovação e governança adotados pelo BRB. A Polícia Federal também investiga eventuais discrepâncias na transparência de operações e na participação acionária de determinados grupos além de possíveis indícios de manipulação contábil e fiscal. O inquérito foi instaurado formalmente no fim de janeiro e segue em sigilo judicial com comunicação ao ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal STF. O caso se insere no contexto das apurações desencadeadas a partir da Operação Compliance Zero que começou a investigar fraudes no Banco Master e envolveu buscas afastamentos e outras diligências realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público no ano passado. A liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central em novembro de 2025 e a prisão temporária de executivos ligados à instituição também integram esse desdobramento de investigações. Até o momento a Polícia Federal não divulgou pedido de depoimentos ou convocação oficial no âmbito desse novo inquérito. As investigações prosseguem com a análise de documentos balancetes e contratos à medida que a apuração busca esclarecer eventuais práticas que possam ter violado normas legais e regulatórias no âmbito da gestão do banco público.
- Caravana da Biometria atende eleitores em Elói Mendes e São João do Paraíso
Divulgação Ônibus da Justiça Eleitoral fará atendimento ao público entre os dias 5 e 13 e de 18 a 22, com serviços completos ao eleitor. A Caravana da Biometria, iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), estará em Elói Mendes, no Sul de Minas, e em São João do Paraíso, no Norte do Estado, ao longo do mês de fevereiro. O atendimento nas duas cidades ocorre nos períodos de 5 a 13 e de 18 a 22 de fevereiro, sem funcionamento durante o feriado de carnaval. Durante a ação, os ônibus do TRE-MG oferecerão atendimento direto à população, permitindo que eleitoras e eleitores regularizem sua situação eleitoral sem a necessidade de deslocamento para outros municípios. 📍 Elói Mendes – Rota 1 Período: 5 a 13/02 e 18 a 22/02 Local: Secretaria de Obras – Rua Quirino Pizza, nº 412, Centro Horários: Segunda a sexta-feira: das 10h às 17h Sábados e domingos: das 9h às 17h 📍 São João do Paraíso – Rota 2 Período: 5 a 13/02 e 18 a 22/02 Local: Praça da Matriz Horários: Segunda a sexta-feira: das 10h às 17h Sábados e domingos: das 9h às 17h Para ser atendido, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto ou certidão de nascimento ou casamento, além de comprovante de endereço. Homens que completam 19 anos em 2026 também precisam levar o comprovante de quitação do serviço militar. Nos ônibus da Caravana, estão disponíveis todos os serviços da Justiça Eleitoral, como alistamento eleitoral (primeiro título), cadastramento biométrico, regularização, atualização e transferência do título, emissão da segunda via e certidões eleitorais. Em caso de dúvidas, o atendimento pode ser feito pelo Disque-Eleitor, pelo telefone 148 (ligação gratuita dentro de Minas Gerais) ou pelo número (31) 2116-3600. Projeto Caravana da Biometria A Caravana da Biometria integra um plano do TRE-MG para ampliar o cadastramento biométrico em Minas Gerais. Entre 31 de julho e 19 de dezembro de 2025, um ônibus percorreu dez cidades sem cartório eleitoral, atendendo mais de 28 mil pessoas. Em 2026, o projeto foi ampliado, com dois ônibus percorrendo 12 municípios mineiros até o dia 21 de abril, reforçando o acesso da população aos serviços eleitorais. Situação da biometria em Minas Atualmente, Minas Gerais conta com 16.103.015 eleitores aptos, dos quais 11.785.777 já realizaram o cadastramento biométrico, o que representa 73,19% do eleitorado. Em Elói Mendes, são 19.233 eleitores aptos, com 9.358 (48,66%) ainda sem biometria cadastrada. Já em São João do Paraíso, dos 17.485 eleitores, 9.281 (53,08%) ainda não realizaram o procedimento. Fonte: TRE
- Governo de Minas lança plataforma “Contrata MG” para aproximar empresas e trabalhadores no estado
Reprodução O Governo de Minas Gerais lançou na terça-feira (3 de fevereiro de 2026) uma nova plataforma digital denominada Contrata MG, projetada para facilitar a conexão entre empresas que têm vagas abertas e trabalhadores que buscam oportunidades de emprego em todo o estado. A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG) e está disponível para consulta pelo endereço contratamg.empregare.com. A plataforma reúne, em um único ambiente digital, vagas de emprego e informações sobre processos seletivos, permitindo que empregadores e candidatos se encontrem sem burocracia e com poucos cliques. O sistema foi pensado para ser simples e acessível, atendendo a usuários tanto em grandes centros quanto em municípios menores de Minas Gerais. A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, afirmou que o Contrata MG é parte de uma política pública focada na modernização dos serviços e na redução de barreiras de acesso ao mercado de trabalho. Segundo ela, "O Contrata MG é resultado do compromisso do Governo de Minas com a desburocratização. É um serviço pensado para facilitar a vida do cidadão e do empregador. Nosso objetivo é ampliar o acesso ao mercado de trabalho, gerando mais oportunidades para os mineiros, sem burocracia". Empresas de todos os portes podem fazer cadastro gratuito diretamente na plataforma, por meio do menu destinado a empregadores. Após o registro, é possível divulgar vagas disponíveis, receber e visualizar currículos, além de acompanhar o andamento das etapas de seleção. A ferramenta também possui recursos que permitem aos usuários obter indicadores sobre o mercado de trabalho, como número de vagas abertas, candidaturas recebidas e processos seletivos em andamento, o que contribui para mais transparência e eficiência no recrutamento. Para os trabalhadores, o Contrata MG disponibiliza a consulta de vagas em diferentes municípios e setores, com a possibilidade de candidatura diretamente pelo site, usando apenas um computador ou celular. O sistema visa ampliar a autonomia dos candidatos e facilitar o acesso às oportunidades profissionais. O subsecretário de Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda da Sedese-MG, Arthur Campos, destacou que a plataforma chega em um momento favorável ao mercado de trabalho no estado. Conforme informações oficiais, Minas Gerais já ultrapassou a marca de mais de 1 milhão de empregos formais criados desde 2019, e o Contrata MG se soma a esse contexto de crescimento, atendendo a uma demanda real tanto do setor produtivo quanto de quem busca colocação profissional.
- Varginha recebe Desafio 4 Estações para promover saúde e bem-estar
Divulgação Projeto incentiva hábitos saudáveis por meio de atividades físicas orientadas e gratuitas para a população. A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) está com inscrições abertas para o Desafio 4 Estações, iniciativa voltada à promoção da saúde, qualidade de vida e bem-estar da população de Varginha por meio da prática regular de atividades físicas orientadas e acessíveis. O projeto terá início com a etapa de avaliação física, que será realizada nos dias 19 e 20 deste mês, a partir das 18h, no Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), localizado na Avenida Zoroastro Franco de Carvalho, no bairro Santa Maria. A abertura oficial do Desafio acontece no dia 21, às 7h, com uma caminhada rural, marcando o início da fase denominada “15 dias de Verão”, que seguirá até o dia 7 de março. De acordo com a SEMEL, durante esse período os participantes terão acesso a aulas e atividades diversificadas, cuidadosamente planejadas para estimular hábitos saudáveis, promover a integração social e contribuir para o bem-estar físico e mental. “O Desafio 4 Estações reforça a importância da prática regular de atividade física e convida a população a participar”, destacou a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Fonte: PMV
- Após liberação de milhões de páginas sobre Epstein, Trump sugere que Justiça dos EUA mude foco
Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (2/2) que o Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA deveria concentrar seus esforços em outros assuntos em vez de se dedicar ao caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein, após a divulgação de um grande volume de documentos relacionados ao escândalo. Segundo Trump, o órgão já publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos sobre a investigação de Epstein e seu círculo de associados, e deveria agora focar em outros temas. Em declarações a repórteres, o presidente declarou: “Se você observar o Departamento de Justiça, eles anunciaram a divulgação de três milhões de páginas. Parece que é só isso que eles deveriam estar fazendo. E, francamente, acho que o Departamento de Justiça deveria simplesmente dizer que tem outras coisas para fazer”. A divulgação desses documentos ocorre em um momento de grande atenção pública ao caso Epstein, que envolveu acusações de abuso sexual de menores e tráfico sexual de dezenas de meninas e mulheres. Os chamados “arquivos de Epstein” incluem milhares de registros, vídeos, fotografias e outros materiais recolhidos durante as investigações do FBI sobre o magnata financeiro, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento federal. O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, afirmou que o Departamento de Justiça considera concluída sua análise do material divulgado, e que a Casa Branca não exerceu qualquer supervisão sobre esse processo de liberação dos arquivos. A decisão de Trump de sugerir que o caso seja “deixado de lado” ocorre em meio a intensas discussões políticas e judiciais nos Estados Unidos sobre transparência, divulgação dos registros completos e o tratamento dado pelo governo federal ao escândalo Epstein — temas que têm gerado debates tanto entre legisladores quanto na sociedade civil. Contexto do caso Epstein Jeffrey Epstein foi um financista americano condenado por crimes sexuais envolvendo menores e acusado de operar uma rede de tráfico sexual de meninas e jovens. As investigações das autoridades federais dos EUA reuniram um enorme volume de documentos — conhecidos como “Arquivos de Epstein” — que foram gradualmente tornados públicos pela Justiça americana, incluindo registros de entrevistas, relatórios e outros materiais relacionados às apurações.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2/2) que o Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA deveria concentrar seus esforços em outros assuntos em vez de se dedicar ao caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein, após a divulgação de um grande volume de documentos relacionados ao escândalo. Segundo Trump, o órgão já publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos sobre a investigação de Epstein e seu círculo de associados, e deveria agora focar em outros temas. Em declarações a repórteres, o presidente declarou: “Se você observar o Departamento de Justiça, eles anunciaram a divulgação de três milhões de páginas. Parece que é só isso que eles deveriam estar fazendo. E, francamente, acho que o Departamento de Justiça deveria simplesmente dizer que tem outras coisas para fazer”. A divulgação desses documentos ocorre em um momento de grande atenção pública ao caso Epstein, que envolveu acusações de abuso sexual de menores e tráfico sexual de dezenas de meninas e mulheres. Os chamados “arquivos de Epstein” incluem milhares de registros, vídeos, fotografias e outros materiais recolhidos durante as investigações do FBI sobre o magnata financeiro, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento federal. O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, afirmou que o Departamento de Justiça considera concluída sua análise do material divulgado, e que a Casa Branca não exerceu qualquer supervisão sobre esse processo de liberação dos arquivos. A decisão de Trump de sugerir que o caso seja “deixado de lado” ocorre em meio a intensas discussões políticas e judiciais nos Estados Unidos sobre transparência, divulgação dos registros completos e o tratamento dado pelo governo federal ao escândalo Epstein — temas que têm gerado debates tanto entre legisladores quanto na sociedade civil. Contexto do caso Epstein Jeffrey Epstein foi um financista americano condenado por crimes sexuais envolvendo menores e acusado de operar uma rede de tráfico sexual de meninas e jovens. As investigações das autoridades federais dos EUA reuniram um enorme volume de documentos — conhecidos como “Arquivos de Epstein” — que foram gradualmente tornados públicos pela Justiça americana, incluindo registros de entrevistas, relatórios e outros materiais relacionados às apurações.
- Polícia Federal apura bilhões em câmbio e cripto entre Banco Master e empresa suspeita de conexões com PCC e Hezbollah
Reprodução A Polícia Federal está investigando operações de câmbio e aquisição de criptoativos que somam cerca de R$ 2,8 bilhões envolvendo o Banco Master e a empresa One World Services (OWS), que está sob apuração por supostas ligações com lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e para o grupo terrorista Hezbollah. De acordo com o relatório policial, as remessas foram enviadas entre dezembro de 2018 e abril de 2021, período em que a instituição financeira ainda operava com o nome de Banco Máxima. Esse montante foi justificado na época como parte do aumento de capital de uma offshore da OWS sediada em Miami. Segundo a investigação, a OWS, que atua na venda direta de criptoativos sem intermediação de plataformas tradicionais, teria utilizado contas no Banco Master para adquirir bitcoins em nome de pessoas condenadas por lavagem de dinheiro, sem apresentar a documentação exigida pelo Banco Central à época. A Polícia Federal identificou que foram feitas 331 operações justificadas como aumento de capital da offshore, mas apenas 15 atas societárias foram apresentadas aos órgãos reguladores, o que indica descumprimento das normas de controle e tributação. Ainda de acordo com o relatório, algumas atas apresentadas mostraram sinais de fraude, como documentos gerados no mesmo dia ou com poucos minutos de diferença. A apuração revelou que diversas instituições financeiras, incluindo o Banco Master, “de forma deliberada fecharam os olhos para a realidade de seus clientes”, segundo o relatório da PF. A investigação faz parte de desdobramentos que começaram com a Operação Colossus, deflagrada em 2022, cujos monitoramentos já atingiram movimentações de cerca de R$ 60 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões são referentes a operações de câmbio. Após receber informações da PF, o Banco Central abriu uma investigação própria sobre essas transações. Em nota ao jornal Folha de S.Paulo, o Banco Master afirmou que “as apurações sobre esse tema foram objeto de acordo firmado com o BC, que encerrou o caso no âmbito administrativo, sem reconhecimento de irregularidade”. O valor da eventual multa aplicada não foi divulgado. A investigação também aponta que a OWS operou para companhias ligadas a pessoas envolvidas em tráfico internacional de drogas e financiamento de atividades ilícitas. Entre os envolvidos aparece o corretor de criptoativos Dante Felipini, conhecido como “criptoboy”, que foi condenado em 2025 a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa. A PF identificou que Felipini enviou mais de R$ 700 milhões à OWS e que parte dessas operações teria sido feita em nome de um “laranja intencional” ligado a uma liderança do PCC. Interceptações de mensagens feitas pela Polícia Federal mostraram que a empresa Makes Exchange, associada a Felipini, transferiu valores para carteiras de criptomoedas que estavam na lista de sanções de Israel por vínculos com o Hezbollah. A defesa de Felipini declarou que a Justiça chegou a derrubar a acusação de financiamento ao terrorismo e que outros pontos da sentença ainda estão em análise. Felipini foi preso em janeiro de 2024 quando tentava embarcar para Dubai, onde residia desde 2022 e mantinha uma offshore autorizada a negociar criptoativos. A Polícia Federal identificou pelo menos sete outras empresas suspeitas que movimentaram valores milionários com a OWS. Do ponto de vista judicial, o juiz federal Diego Paes Moreira rejeitou pedidos de prisão e bloqueio de bens contra José Eduardo Froes Junior, controladora da OWS, alegando falta de provas de que ele tinha conhecimento sobre a origem ilícita dos recursos recebidos.
- Lula mira zerar tarifas dos EUA em encontro com Trump, diz vice-presidente Alckmin
Reprodução O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta terça-feira (3/2) que a próxima viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos pode resultar na eliminação das tarifas que ainda incidem sobre produtos brasileiros no mercado norte-americano. A visita, prevista para o início de março, deve ter um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, embora a data exata ainda esteja sendo definida pelos ministérios das Relações Exteriores de ambos os países. Alckmin destacou que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos tem melhorado, mas ainda há uma parcela de exportações brasileiras afetada pela chamada “tarifaço” imposta pelo governo americano. Segundo ele, "a expectativa é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou", observando que, anteriormente, 37% da pauta exportadora brasileira estava agravada por sobretaxas americanas, percentual que hoje caiu para cerca de 22%. A meta, conforme o vice-presidente, é “zerar” essas tarifas. Ao comentar a pauta comercial que deve ser tratada na reunião bilateral, Alckmin afirmou: "Não há razão para ter um tarifaço", reforçando a intenção de avançar nas negociações para eliminar totalmente as barreiras tarifárias remanescentes. Segundo ele, medidas iniciais já levaram à retirada de sobretaxas de diversos produtos, como itens agrícolas (café, frutas, suco de laranja) e segmentos industriais, mas ainda há setores, especialmente industriais, que continuam sujeitos a taxas elevadas — algumas chegando a 50%. Além da questão tarifária, a agenda do encontro entre Lula e Trump deve abordar outros temas de interesse bilateral, incluindo cooperação no combate ao crime organizado e discussões sobre a situação política e econômica na América Latina. Contexto sobre tarifas e comércio Brasil–EUA As tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — frequentemente apelidadas de tarifaço — foram introduzidas nos últimos anos e impactaram uma parcela relevante das exportações brasileiras para aquele país. Após negociações diplomáticas e acordos parciais, parte dessas sobretaxas foi reduzida ou retirada, mas ainda restam tarifas elevadas que afetam setores industriais e agrícolas. Para o governo brasileiro, a eliminação completa dessas taxas pode fortalecer o comércio bilateral e ampliar as exportações nacionais aos EUA. A expectativa é que o encontro entre os presidentes Lula e Trump em março possa contribuir para avançar nas negociações e resolver pontos pendentes dessa disputa tarifária.
- Haddad diz que Lula ainda não decidiu indicações para diretoria do Banco Central
Reprodução O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou qualquer decisão sobre as indicações para a diretoria do Banco Central (BC), apesar de já ter recebido sugestões de nomes. Segundo Haddad, até o momento, nenhum convite formal foi feito pelo presidente. — Eu posso atestar que o presidente não convidou ninguém ainda — afirmou o ministro em entrevista à BandNews. Haddad explicou que apresentou ao presidente os nomes do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, e do economista Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge e da FGV-SP. De acordo com o ministro, a sugestão ocorreu há cerca de três meses e foi baseada em conversas prévias com ambos, além da avaliação de que os dois poderiam ser bem recebidos tanto pelo presidente da República quanto pela atual direção do Banco Central. O ministro relatou ainda que, há algumas semanas, Lula informou que convocaria uma reunião com ele e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do tema, mas o encontro ainda não aconteceu. — Quando eu imaginei que o presidente poderia encaminhar para o senado as indicações eu levei a ele dois nomes que me parecem muito interessantes. Um deles é o Tiago Cavalcanti, e outro é meu secretário de Politica Econômica. E três semanas atrás, ele (Lula) disse para mim e para o Galípolo que ia nos chamar para conversar, mas ele não tomou a decisão — completou Haddad. Desde então, segundo o ministro, o assunto deixou de avançar em razão de outras crises enfrentadas pelo governo federal, como os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e questões relacionadas ao crédito imobiliário. Haddad também comentou as críticas públicas feitas por ex-diretores do Banco Central à possibilidade de escolha de nomes com ligação ao governo. Para ele, a reação foi “orquestrada” e “deselegante”, além de exagerar o risco de interferência política na instituição. O ministro criticou ainda a atuação de ex-dirigentes do BC, mencionando decisões tomadas no passado que, segundo sua avaliação, contribuíram para a desvalorização do câmbio e para o cenário econômico que antecedeu as últimas eleições. Judiciário, arcabouço fiscal e Banco Master Durante a entrevista, Haddad também fez críticas a decisões do Poder Judiciário que autorizam a exclusão de receitas próprias do Judiciário e do Ministério Público do cálculo das regras do novo arcabouço fiscal. Para o ministro, a medida compromete a lógica do regime fiscal recém-aprovado. — Conceitualmente, do ponto de vista econômico, é uma decisão que não é boa para o arcabouço — afirmou. Segundo ele, esse tipo de decisão acaba driblando o objetivo central do novo modelo, que busca limitar o crescimento das despesas públicas de acordo com a evolução das receitas. O ministro revelou ainda que discussões no Congresso Nacional sobre a proposta de autonomia financeira do Banco Central acenderam um alerta na equipe econômica em relação à situação do Banco Master. De acordo com Haddad, a tentativa de ampliar o valor das garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sinalizou possíveis dificuldades no funcionamento da instituição. — Quando começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do BC e queriam aumentar o valor da garantia do FGC, aquilo me chamou a atenção. Colocamos o radar ligado na Fazenda, porque uma quebra de banco pode ter implicações tributárias severas — disse. Por fim, Haddad afirmou que não sabe se houve falha de fiscalização por parte do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e declarou que nunca tratou diretamente do tema com ele.
- Justiça aceita denúncia e torna ré médica acusada de mandar matar farmacêutica para ficar com a filha da vítima em Uberlândia
Reprodução A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou ré a médica Cláudia Soares Alves acusada de mandar matar uma farmacêutica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para ficar com a filha da vítima. Com a decisão, ela será julgada pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado. O homem apontado como executor do crime, que é vizinho da médica, também teve a denúncia aceita e responderá por homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo. A decisão foi proferida no final da última semana pelo juiz Dimas Borges de Paula, da 5ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia. O juiz entendeu que a denúncia preenche os requisitos legais e que há provas da materialidade do crime, além de indícios suficientes de autoria. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos dois acusados, presos desde 5 de novembro do ano passado, ao considerar que permanecem os fundamentos que justificam a medida, como a gravidade do crime e o risco à ordem pública. De acordo com a investigação, a médica teria planejado a morte da farmacêutica para ficar com a filha da vítima. Conforme apurado pela Polícia Civil, a acusada mantinha um relacionamento com o ex-companheiro da farmacêutica e desejava ter a criança sob seus cuidados. A apuração indica que a vítima teria restringido o contato da filha com o pai quando ele estava acompanhado da médica, o que teria intensificado os conflitos. O inquérito aponta ainda que, antes do homicídio, a médica enviou um pênis de borracha e uma carta escrita à mão para a farmacêutica, objetos entregues pelo executor antes do crime. O objetivo seria “manchar” a imagem da farmacêutica diante da família. Durante a prisão da médica em novembro, os policiais encontraram um quarto preparado para bebê, com berço, enxoval e uma boneca do tipo “bebê reborn”. Ao ser presa, ela ainda cantou a música "Take on Me" de “a-ha” enquanto aguardava para prestar depoimento. Cláudia Soares ficou conhecida após raptar uma bebê recém-nascida no Hospital das Clínicas de Uberlândia. O episódio do rapto é tratado em procedimento distinto, mas integra o contexto analisado pela Justiça na avaliação da conduta da acusada. Na decisão que recebeu a denúncia, o juiz destacou que a investigação revelou um esquema articulado, com divisão de tarefas, e que a acusação envolve crime hediondo. No caso do executor, além do homicídio, pesa a acusação de adulteração do veículo usado na ação criminosa. O magistrado afirmou ainda que não há comprovação de residência fixa nem de ocupação lícita dos acusados, o que reforçou a manutenção da prisão preventiva. Com o recebimento da denúncia, os réus foram citados para apresentar defesa por escrito. O processo segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas e oitivas, antes de ser encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri.
- Ataques dos EUA levam à prisão de Nicolás Maduro e provocam reviravolta política e econômica na Venezuela
Reprodução Na madrugada de 3 de janeiro, moradores de Caracas e de cidades próximas à capital venezuelana foram acordados por bombardeios coordenados. Ataques simultâneos atingiram pontos estratégicos do país, incluindo instalações militares consideradas centrais para o regime chavista, como o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota. As ações tiveram início por volta das duas horas da manhã, no horário local. Poucas horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que se tratava de uma operação militar de grande escala e anunciou a captura de Nicolás Maduro, então líder do regime venezuelano. Maduro foi preso juntamente com sua esposa, Cilia Flores, e retirado do país. Ambos foram levados a Nova York, onde compareceram ao tribunal dois dias depois, acusados de narcoterrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas e conspiração. O casal se declarou inocente das acusações. A ofensiva americana marcou o início de uma rápida transformação no cenário político e econômico da Venezuela. No mesmo dia em que Maduro foi apresentado à Justiça dos Estados Unidos, Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente, assumiu a Presidência interina do país. Nos dias seguintes, Trump fez uma série de declarações públicas sugerindo que os Estados Unidos exerciam influência direta sobre o governo venezuelano e sobre o setor petrolífero do país. Paralelamente, Caracas retomou o envio de petróleo para os EUA e anunciou mudanças na Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de ampliar a participação de empresas estrangeiras na exploração de petróleo. Até então, a legislação exigia que companhias internacionais atuassem por meio de joint ventures com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), que precisava manter participação majoritária e controle sobre a produção, comercialização e divisão dos lucros. Com a reforma, empresas estrangeiras passam a poder operar no país por conta própria, assumindo os riscos da atividade. Do lado diplomático, a Casa Branca informou que pretende reabrir sua embaixada em Caracas, fechada desde 2019, quando houve a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países. O governo norte-americano também anunciou a nomeação de uma nova representante dos Estados Unidos para a Venezuela, Laura Dogu. Em meados de janeiro, Delcy Rodríguez recebeu, em Caracas, o diretor da CIA, John Ratcliffe. Já nesta segunda-feira (2), a presidente interina se reuniu com Laura Dogu, dando continuidade às tratativas com o governo americano. Outro desdobramento relevante foi a libertação de presos por motivos políticos. A partir de 8 de janeiro, centenas de detentos começaram a ser soltos. Segundo a organização Foro Penal, 344 presos políticos foram libertados desde então. O chavismo afirma que o número ultrapassa 600, mas não divulgou a lista dos beneficiados. Na semana passada, Delcy Rodríguez solicitou ao Legislativo a aprovação de uma lei de anistia geral para presos políticos. Ainda de acordo com o Foro Penal, 678 pessoas continuam detidas por razões políticas na Venezuela, incluindo 58 estrangeiros. Linha do tempo após a captura de Nicolás Maduro 3 de janeiro – Trump confirma ataques simultâneos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O presidente dos EUA divulga uma imagem de Maduro com olhos e ouvidos cobertos, aparentemente algemado. 5 de janeiro – Maduro e Cilia Flores são apresentados a um tribunal em Nova York. No mesmo dia, Delcy Rodríguez assume como presidente interina. 6 de janeiro – Após Trump afirmar à NBC News que controla a Venezuela, Rodríguez declara que “nenhum agente externo” governa o país. 7 de janeiro – Casa Branca afirma que decisões do governo interino serão ditadas pelos EUA e anuncia o início da comercialização de petróleo venezuelano, com controle da receita. 8 de janeiro – Jorge Rodríguez anuncia libertação de um número significativo de presos. 9 de janeiro – Trump diz ter cancelado um segundo ataque após “cooperação” local e afirma que decidirá quais empresas poderão explorar petróleo. Venezuela inicia processo para restabelecer relações diplomáticas com os EUA. 11 de janeiro – Trump publica imagem afirmando ser o presidente interino da Venezuela. 12 de janeiro – Delcy Rodríguez reafirma que seu governo comanda o país. 13 de janeiro – Foro Penal contabiliza 57 presos libertados. 14 de janeiro – Pelo menos 15 jornalistas são soltos. 15 de janeiro – Rodríguez propõe reforma da Lei de Hidrocarbonetos e se reúne com o diretor da CIA em Caracas. 17 de janeiro – Foro Penal registra 139 libertações. 19 de janeiro – Diosdado Cabello nega contatos secretos com os EUA antes da captura de Maduro. 20 de janeiro – Trump afirma querer María Corina Machado envolvida no processo de transição. 22 de janeiro – EUA nomeiam Laura Dogu como nova representante diplomática. 23 de janeiro – Trump anuncia que os EUA começarão a perfurar petróleo na Venezuela “em breve”. 26 de janeiro – Rodríguez volta a afirmar que a Venezuela não está subordinada aos EUA. 29 de janeiro – EUA reabrem espaço aéreo venezuelano para voos comerciais. Legislativo aprova reforma do setor petrolífero. 30 de janeiro – Anúncio de lei de anistia geral e fechamento do presídio El Helicoide. 2 de fevereiro – Rodríguez se reúne com Laura Dogu. Foro Penal contabiliza 344 presos políticos libertados e 687 ainda detidos. Fonte: CNN
- Grupo Unis oferece MBA em Gestão de Projetos e Métodos Ágeis com duração de quatro meses
Reprodução Em um cenário empresarial cada vez mais dinâmico, marcado por mudanças rápidas, inovação constante e alta competitividade, saber gerenciar projetos com eficiência e flexibilidade tornou-se uma exigência do mercado. Atento a essa realidade, o Grupo Unis oferece o MBA em Gestão de Projetos e Métodos Ágeis, uma pós-graduação voltada à formação de líderes preparados para conduzir projetos estratégicos com foco em resultados, inovação e capacidade de adaptação. Com duração de apenas quatro meses, o curso foi estruturado para profissionais que desejam evoluir rapidamente na carreira, sem abrir mão de uma formação sólida, atual e alinhada às demandas do chamado Mercado 4.0. A proposta é desenvolver competências essenciais nas etapas de planejamento, execução, monitoramento e entrega de projetos, integrando práticas tradicionais de gestão às metodologias ágeis, amplamente adotadas por empresas de tecnologia, startups, indústrias e consultorias. Ao longo da formação, o aluno é capacitado para tomar decisões mais assertivas, liderar equipes multidisciplinares e responder com agilidade às transformações do ambiente organizacional. O curso também estimula uma visão estratégica do negócio, permitindo compreender como os projetos impactam diretamente os resultados das organizações e como a inovação pode ser aplicada de forma prática no dia a dia profissional. O MBA é indicado para gerentes de projetos, líderes de equipe, empreendedores e profissionais que desejam assumir posições estratégicas ou aprimorar sua atuação em ambientes dinâmicos. É especialmente relevante para quem atua ou pretende atuar nas áreas de tecnologia, desenvolvimento de software, startups, indústria e serviços, setores nos quais rapidez, flexibilidade e inovação são fatores decisivos para o sucesso. A matriz curricular reúne conteúdos que integram gestão, liderança, inovação e tecnologia, contemplando disciplinas como Gestão Estratégica, Liderança e Motivação, Mercado 4.0: Inovação e Criatividade, Business Intelligence, Gestão de Projetos, Gente e Gestão, Gestão da Inovação e Ferramentas Avançadas para Gestão de Projetos. Essa combinação garante uma formação completa, que alia desenvolvimento técnico e competências comportamentais, cada vez mais valorizadas pelas organizações. A procura por profissionais especializados em gestão de projetos e métodos ágeis cresce de forma consistente. Empresas de diferentes segmentos reconhecem que projetos bem gerenciados significam menos riscos, maior produtividade, inovação contínua e vantagem competitiva. Nesse contexto, o MBA em Gestão de Projetos e Métodos Ágeis do Grupo Unis se apresenta como uma escolha estratégica para quem deseja se atualizar, se diferenciar e assumir papel de protagonismo nas organizações, acompanhando as transformações do mercado e contribuindo diretamente para o sucesso dos negócios. Fonte: Unis
- Rússia realiza maior ataque com mísseis e drones de 2026 contra a Ucrânia e atinge infraestrutura energética
Reprodução A Rússia realizou, na terça-feira (3), o maior ataque do ano com mísseis e drones contra a Ucrânia, conforme relataram autoridades ucranianas. A ofensiva deixou milhares de pessoas sem aquecimento em meio a uma queda acentuada das temperaturas. O ataque ocorreu poucos dias após o presidente russo, Vladimir Putin, ter concordado em interromper ofensivas contra grandes centros urbanos ucranianos e contra a infraestrutura energética até domingo (1°). A decisão, segundo o Kremlin, atendeu a um “pedido pessoal” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa trégua temporária foi resultado de negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e EUA realizadas em Abu Dhabi — as primeiras desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022. De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a ofensiva russa atingiu instalações energéticas em ao menos seis regiões do país. Ele afirmou que foram utilizados 70 mísseis e 450 drones, número que, segundo um levantamento da CNN, caracteriza o maior ataque registrado neste ano até agora. “Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia”, declarou Zelensky nesta terça-feira. Na capital Kiev, quase 1.200 prédios residenciais em dois distritos ficaram sem aquecimento, segundo informou o prefeito Vitaliy Klitschko. Além disso, um jardim de infância sofreu danos, conforme relatado por Tymur Tkachenko, chefe da administração militar da cidade, em publicação no Telegram. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia confirmou que pelo menos três pessoas ficaram feridas durante o ataque à capital. Um vídeo divulgado pelo órgão mostra um prédio em chamas e equipes de resgate atuando durante a noite sob condições de frio extremo. Em Odessa, no sul do país, a administração militar regional informou que mais de 50 mil moradores ficaram sem fornecimento de energia elétrica. Já em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, ataques com mísseis e drones atingiram a infraestrutura energética local, deixando ao menos 820 prédios altos sem aquecimento. A informação foi divulgada pelo prefeito Ihor Terekhov no Telegram. “O objetivo é óbvio: causar o máximo de danos e deixar a cidade sem aquecimento em meio a uma forte geada”, afirmou Terekhov. No leste do país, a cidade de Dnipro foi atingida por mísseis balísticos, segundo a Força Aérea Ucraniana. Em Kiev, a população permaneceu sob alerta aéreo por cerca de sete horas, enquanto o ataque acontecia em um dos períodos mais frios do inverno. Na manhã desta terça-feira, os termômetros marcavam -20 °C na capital ucraniana e -25 °C em Kharkiv. Moradores de Kiev foram vistos buscando abrigo no metrô, protegidos com casacos pesados, gorros, cobertores e sacos de dormir. Segundo autoridades ucranianas, esta foi a primeira vez desde a última quinta-feira (29) que ataques atingiram grandes cidades e instalações de energia. Ainda assim, durante o período de trégua, a Rússia manteve ofensivas contra rotas logísticas e infraestrutura de transporte, com consequências fatais. “No frio congelante, os russos decidiram lançar outro ataque massivo contra Kiev”, afirmou Tkachenko após os bombardeios registrados na madrugada desta terça. Ataques a termelétricas e impacto no sistema energético A DTEK, maior empresa privada de energia da Ucrânia, informou que os ataques da madrugada desta terça-feira (3) atingiram usinas termelétricas, provocando danos a infraestruturas e equipamentos energéticos considerados críticos “num momento em que o aquecimento e a eletricidade são essenciais”. O CEO da empresa relatou à CNN que a DTEK opera atualmente cinco usinas termelétricas no país, sendo que duas estão fora de operação e as outras três funcionam com capacidade reduzida. Maxim Timchenko concedeu entrevista na segunda-feira (2), em Dnipro, e afirmou que as próximas semanas serão decisivas, já que a Ucrânia enfrenta temperaturas em “queda livre” e vive a “pior condição do nosso sistema energético na história moderna”. Segundo ele, embora a empresa esteja empenhada em reparar os danos provocados pelos ataques russos repetidos, as condições climáticas de congelamento frequentemente impedem os trabalhos. A expectativa agora é que o cessar-fogo energético anunciado na semana passada — que teria garantido cinco dias sem ataques às usinas da DTEK — seja estendido durante as negociações em Abu Dhabi. No domingo (1°), a empresa informou que Moscou realizou um “ataque em grande escala” contra suas minas de carvão, atingindo um ônibus que transportava mineiros ao fim do turno. Pelo menos 12 pessoas morreram na ação. Novas negociações diplomáticas Antes das negociações em Abu Dhabi, a Rússia havia intensificado os ataques à infraestrutura energética ucraniana, deixando extensas regiões do país enfrentando apagões e escassez de energia em pleno inverno. O Kremlin confirmou que uma nova rodada de negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, com o objetivo de buscar o fim do conflito, está marcada para esta quarta-feira (4) e quinta-feira (5), também em Abu Dhabi. Fonte: CNN
- Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 03/02/2026
Por Luiz Fernando Alfredo A Ilusão da Polarização e a Realidade da Corrupção no Brasil Vivemos uma ilusão coletiva: a narrativa de que o Brasil estaria dividido entre “direita” e “esquerda”, entre “bons” e “maus”. Mas a verdade é que o que existe de fato é uma casta de políticos corruptos, que se vendem ao melhor lance, e um sistema que perpetua essa sujeira sob o rótulo de polarização. Desde Collor, o “caçador de marajás”, o cenário nunca foi de uma luta limpa contra a corrupção. Collor, apoiado por uma Globo que o criou, foi expurgado por ousar desafiar o sistema, voltou ao Senado, se corrompeu novamente e hoje vive de mordomias carcerárias. FHC, por sua vez, governou com estabilidade, mas apoiou Lula, antes de se afastar do cenário, demonstrando que, na prática, o que se busca é sempre o mesmo: interesses de uma elite que se protege. Lula, símbolo da esperança para muitos e em especial para a Ministra Carmem Lúcia, é o que mais carrega peso de escândalos. O Mensalão e a Lava Jato expuseram uma teia de corrupção de partidos e empresários, com condenados que, muitas vezes, tiveram suas punições contestadas ou anuladas por questões processuais. Dilma, Temer, - todos tiveram suas maracutaias, e a narrativa de “perseguição política” serve apenas de escudo para quem quer esconder a lama. Hoje, Lula de volta no poder, as denúncias continuam. Fraudes envolvendo aposentados, irregularidades bancárias, ministros ligados a casos de corrupção - tudo alimenta a sensação de que o sistema está podre de vez, gastanças sem limites sob sigilo. E a esperança de uma reforma verdadeira se perde na disputa de interesses, na venda de espaços ao Centrão, que se vende para quem pagar mais, deixando o Brasil à mercê de negociatas e interesses menores. Quem são os verdadeiros vilões? Os políticos que entregam suas almas por vantagens pessoais, ou o sistema que os protege? O Brasil não é polarizado - é dominado por uma casta de corruptos, que usam a polarização como cortina de fumaça para esconder suas falcatruas. A proposta de uma mudança real passa pelo fim do Centrão, por julgamentos sérios e por um compromisso de verdade com o povo. Enquanto isso, seguimos presos na mentira de que o Brasil é um país dividido. Na verdade, estamos divididos entre quem quer mudar e quem quer se manter no poder, a qualquer custo. E enquanto esses interesses se sobrepõem à esperança de um país melhor, a corrupção continua a reinar, e a democracia, cada vez mais, se esconde atrás de um clichê vazio. Agora vamos falar do que parece ficção jurídica e persecutória, digna de filme de mártir, sim, do grande líder Jair Bolsonaro, meio estouvado, ele mesmo, aquele que está preso por ter enfrentado o sistema e falado a verdade que não queriam ouvir; está tiranizado num presídio, cheio de restrições que criminosos não sofreram; impedido de dar entrevistas, longe da família que poderia estar cuidando de suas comorbidades. Jair Bolsonaro não cometeu nenhum crime, a não ser nas cabeças malignas daqueles que têm medo de sua extraordinária liderança, jamais vista na história da República - um homem sozinho que sonhou em mudar o Brasil, discursando para plenários vazios, um indivíduo considerado radioativo por suas ideias de Deus, pátria, família e liberdade, inocentemente preso pela insanidade humana, enquanto nosso exército permanece quieto, observando o capitão que eles deixaram para trás - um herói brasileiro. Será que nossos generais aprenderam com o Mourão, o grande traidor? Até têm muitos Militares corajosos, que enfrentaram, alguns foram presos ilegalmente. enquanto o alto escalão das Forças Armadas calou vergonhosamente. Estão agindo errado, na base da força, por isso não entendemos, se os fardados usarem a força, estariam errados e se tivessem, será que iriam presos? Por qual força? Nós sempre prensamos que a cadeia de comando era mais racional. O artigo 142 da CF diz: "As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem." Corretíssimo, mas no Brasil de hoje, a autoridade suprema que é o presidente da república se juntou a um dos poderes (STF). Como fazer? Faltou um parágrafo no artigo 142, com certeza. Só o voto nos patriotas verdadeiros e conservadores convictos, vai nos salvar dessa quadrilha que comanda o Brasil. Será difícil, pois teremos que vencer o sistema: banqueiros, políticos corruptos, velha mídia e servidores públicos de altos salários. O poder emana do povo! É mesmo? Não, emana das urnas! Fora Lula e leve seus corruptos para Cuba!
- Equipes de limpeza urbana realizam capina em diversas vias de Varginha
Divulgação Equipes de limpeza realizam capina e manutenção em ruas e avenidas da cidade; motoristas e pedestres devem redobrar atenção. Nesta terça-feira (3), as equipes responsáveis pela limpeza urbana de Varginha estão realizando serviços de capina em diversos pontos da cidade. A ação abrange ruas, avenidas, escolas, creches e áreas públicas, visando a manutenção e conservação do espaço urbano. Entre os locais atendidos estão: ruas Minas Gerais, Rio Verde, Imaculada, avenidas Princesa do Sul, Otávio Marques e Celina Ottoni, além de regiões centrais, como o Centro, e bairros como Vila Paiva, Campos Elíseos, Vila Floresta, Novo Tempo, Vale das Palmeiras e o Centro Social (Santana). Também estão sendo atendidas áreas próximas à Escola Santa Luzia e à Creche do Canaã. A Prefeitura de Varginha alerta motoristas, ciclistas e pedestres para redobrarem a atenção ao trafegar pelas localidades em que os serviços estão sendo realizados, garantindo segurança e evitando acidentes durante o período de manutenção. Fonte: PMV
- SEE/MG promove formação on-line para alinhar rede estadual antes do início do ano letivo
Reprodução O Governo de Minas Gerais promoveu, nesta segunda-feira (2/2), uma formação institucional on-line com o objetivo de alinhar a atuação da rede estadual de ensino antes do início do ano letivo, marcado para esta quarta-feira (4/2). A iniciativa foi conduzida pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) e reuniu, de forma remota, cerca de 209 mil servidores da educação. A transmissão teve como foco fortalecer o alinhamento pedagógico da rede estadual, além de apresentar as principais entregas da SEE/MG, novos materiais, diretrizes e orientações gerais que irão orientar o trabalho das escolas ao longo de 2026. A formação foi destinada a gestores escolares, professores, especialistas da educação básica e demais profissionais da rede, com ênfase na organização do trabalho pedagógico e no apoio às unidades escolares para o início das aulas. Durante a transmissão, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, destacou a relevância do planejamento do ano letivo. Ele afirmou: "É um grande prazer estar com vocês participando desse momento tão especial que é o planejamento do início do ano letivo de 2026. Estou muito feliz com os avanços que tivemos na educação". O vice-governador Mateus Simões também participou do encontro e agradeceu o empenho dos profissionais da educação da rede estadual. Ele ressaltou que o alinhamento promovido no início do ano letivo vai além de um rito administrativo. Segundo Simões, "é uma escolha, é estratégia, é respeito com quem está na ponta com vocês. Educação se constrói junto, com diálogo, escuta e responsabilidade, e é assim que o Governo de Minas trata essa pauta, como prioridade". O secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, reforçou o caráter estratégico da formação ao destacar a importância da atuação integrada da rede. De acordo com ele, "ao reunirmos a rede antes do início do ano letivo, a SEE/MG reafirma que uma atuação alinhada, com diretrizes claras e foco na aprendizagem, fortalece o trabalho das escolas e potencializa os resultados educacionais". Diretrizes pedagógicas e organização do ensino Ao longo da formação, foram detalhadas as diretrizes voltadas à recomposição das aprendizagens e à priorização curricular, consideradas centrais para o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem na rede estadual em 2026. A proposta apresentada busca assegurar clareza técnica e pedagógica para gestores, professores e equipes escolares, garantindo uma implementação consistente das orientações da Secretaria de Educação no cotidiano das escolas. Outro destaque da programação foi a apresentação da organização curricular por trimestralidade, que passará a orientar o planejamento pedagógico e os processos avaliativos da rede estadual. No ano letivo de 2026, a avaliação dos estudantes será estruturada em três trimestres, com a seguinte distribuição de pontuação: 30 pontos no primeiro trimestre, 30 pontos no segundo e 40 pontos no terceiro trimestre. A formação também abordou as matrizes curriculares, os planos de curso com foco na priorização curricular — especialmente nas áreas de língua portuguesa e matemática —, as ações de intervenção pedagógica, além dos materiais e ferramentas disponibilizados às escolas. Foram ainda apresentadas as diretrizes para a avaliação educacional em 2026, incluindo alfabetização, testes de fluência, avaliação diagnóstica e avaliação trimestral da rede estadual.
- Hospital e farmacêutica são condenados por falha que levou à morte de paciente
Divulgação TJMG manteve condenação por morte ocorrida após cirurgia de ligadura de trompas realizada em hospital de Santa Luzia. A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de um hospital filantrópico e de uma indústria farmacêutica pela morte de uma paciente que apresentou graves complicações após receber anestesia considerada imprópria para uso. O caso ocorreu em março de 2006, no Hospital São João de Deus, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante procedimento de ligadura de trompas, a paciente passou mal logo após a aplicação do anestésico, apresentando tremores, vômitos e confusão mental, evoluindo rapidamente para o estado de coma. Diante do agravamento do quadro, ela foi transferida para um hospital da capital mineira, onde foi diagnosticada com meningoencefalite química. Após receber alta, a mulher não conseguia respirar sem auxílio de aparelhos, sendo submetida a uma traqueostomia em outra unidade hospitalar. Apesar das intervenções médicas, a paciente faleceu em casa, em junho de 2006. Na mesma época, diante de intoxicações semelhantes registradas em outras pacientes, a Vigilância Sanitária recolheu o medicamento. Laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed) confirmou que a anestesia estava imprópria para uso, apresentando impurezas e contaminação por bactérias. A decisão judicial fixou indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada um dos quatro filhos da vítima, totalizando R$ 400 mil. Também foi determinada a fixação de pensão equivalente a um salário mínimo, a ser paga desde a data do óbito até o momento em que os filhos completarem 21 anos, além de lucros cessantes de R$ 900, referentes aos três meses em que a vítima ficou impossibilitada de trabalhar entre a primeira internação e a morte. Defesas rejeitadas O Hospital São João de Deus alegou que a responsabilidade seria exclusiva da fabricante do medicamento, a Hipolabor Farmacêutica LTDA. Já a empresa sustentou que o óbito teria sido causado por meningite química decorrente de complicações da traqueostomia, e não pela anestesia. Os argumentos não foram acolhidos pelo juízo da 3ª Vara Cível Especial da Comarca de Santa Luzia, que condenou solidariamente o hospital e a indústria farmacêutica. As rés recorreram da decisão, mas tiveram os pedidos negados em segunda instância. Consequências da contaminação Relator do processo, o desembargador Leonardo de Faria Beraldo destacou que a responsabilidade dos hospitais é objetiva, devendo as instituições garantir a qualidade dos insumos utilizados em procedimentos médicos. Segundo o magistrado, o procedimento respiratório foi consequência direta do quadro clínico provocado pelo medicamento contaminado. “Ainda que se considere a obstrução da cânula de traqueostomia como um fator que contribuiu para o falecimento da vítima, vejo que a traqueostomia é consequência direta do tratamento médico imposto pela complicação inicial gerada pela anestesia contaminada”, afirmou. O relator também ressaltou que houve falha na inspeção visual do medicamento, uma vez que a contaminação por partículas era perceptível a olho nu, e manteve os valores fixados na sentença. “Entendo que se trata de fato grave (administração de medicamento contaminado), que acarretou complicações pós-operatórias à vítima e resultou na retirada prematura da senhora do convívio com seus filhos, todos menores de idade à época. Nesse cenário, concluo que a indenização por danos morais fixada na sentença é razoável e se ajusta às particularidades do caso concreto”, declarou o desembargador. Fonte: TJMG
- Sejusp firma parceria para projeto de trabalho e ressocialização no sistema prisional de Minas Gerais
Reprodução Um acordo firmado na segunda-feira (2/2) marcou o início da implementação de um novo projeto voltado à profissionalização e à ressocialização de pessoas privadas de liberdade em Minas Gerais. A iniciativa foi formalizada no Presídio Antônio Dutra Ladeira, localizado em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O Termo de Compromisso foi assinado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pelo Serviço Social Autônomo (Servas) e pela Direcional Engenharia S/A. O projeto prevê a criação gradual de uma central de formas de alumínio dentro da unidade prisional, destinada à prestação de serviços de pré-montagem (mock up), manutenção e limpeza das formas utilizadas nos canteiros de obras da empresa parceira. A Direcional Engenharia S/A será responsável por patrocinar e executar o projeto piloto, que poderá ser ampliado futuramente. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, a iniciativa integra a política de trabalho prisional do Estado. Ele destacou que "a iniciativa fortalece a política de trabalho prisional ao unir qualificação profissional, responsabilidade social e geração de oportunidades reais de ressocialização, contribuindo para a redução da reincidência criminal e para a construção de uma sociedade mais segura". Os presos selecionados para participar do projeto receberão remuneração equivalente a três quartos do salário mínimo, conforme determina a legislação vigente. O valor será distribuído entre ressarcimento ao Estado, repasse direto ao custodiado e depósito em conta pecúlio, além do recolhimento da contribuição previdenciária. Além das atividades laborais, a empresa também realizará melhorias estruturais na unidade piloto. Entre as intervenções previstas estão a revitalização da portaria do complexo prisional e a reforma de celas. O promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto ressaltou que a iniciativa representa um avanço gradual, mas consistente, na transformação do sistema prisional. Segundo ele, "nós não estamos mudando uma realidade secular de forma imediata, mas estamos, sim, avançando em passos muito importantes, com ações concretas que trarão benefícios reais para a sociedade. Isso é motivo de muita alegria e dá ainda mais sentido ao nosso trabalho". O projeto será implantado em duas etapas. Na primeira fase, o investimento previsto é de R$ 1.345.280,20, com custo operacional mensal de R$ 82.670,95, envolvendo 22 presos. Já a segunda fase contará com investimento de R$ 394.961,63, custo mensal de R$ 41.256,35 e participação de dez detentos. Para o CEO da Direcional Engenharia S/A, Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, o trabalho é um elemento central no processo de reintegração social. Ele afirmou que "acreditamos que a ressocialização passa, principalmente, pela oportunidade de trabalho e qualificação profissional. Ao oferecer emprego, damos a essas pessoas a chance real de reconstruir suas trajetórias e retornar à sociedade de forma digna".
- Rússia avalia que fim de tratado nuclear aumenta riscos à segurança global
Reprodução Autoridades russas afirmaram nesta terça-feira (3) que o encerramento do Tratado New START, acordo de controle de armas nucleares firmado com os Estados Unidos, representaria um impacto negativo significativo para a segurança global. Ao mesmo tempo, o governo da Rússia declarou estar preparado para um cenário internacional em que não existam mais limites formais para arsenais nucleares. O New START regula os arsenais das duas maiores potências nucleares do mundo, Rússia e Estados Unidos, países que possuem mais de cinco mil ogivas nucleares cada. O tratado foi assinado em 2010 e está em vigor entre os dois países, mas pode expirar nesta quinta-feira caso não haja um entendimento de última hora — possibilidade considerada improvável diante da ausência de sinais concretos de negociação. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o fim do acordo pode elevar rapidamente os riscos globais. Ele afirmou: "Caso os limites estabelecidos pelo Tratado New START não sejam prorrogados, o mundo poderá se encontrar, já em poucos dias, em uma situação mais perigosa". Peskov confirmou que a Casa Branca não respondeu à proposta apresentada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que sugeriu a prorrogação informal de alguns compromissos do tratado por mais um ano. Apesar disso, a Rússia não pretende enviar um protesto formal aos Estados Unidos pelo encerramento do acordo, segundo declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov. Ryabkov afirmou que Moscou está preparada para um novo cenário global sem limites para armas nucleares e destacou que a tríade nuclear russa — composta por sistemas de lançamento terrestre, aéreo e submarino — se encontra em estágio avançado de modernização. Ao comentar o momento atual, Ryabkov declarou: "Nós calculávamos que isso poderia acontecer, não há nada de inesperado, e tampouco vemos motivos para dramatizar a situação atual. Mas uma coisa é fato: estamos perdendo elementos estabilizadores da antiga arquitetura [mundial]. (...) Este é um novo momento, uma nova realidade — estamos prontos para isso". Apesar disso, o vice-chanceler afirmou que a Rússia não pretende reagir ao que chamou de provocações para iniciar uma corrida armamentista nuclear. Ele alertou, no entanto, que o país poderá ser obrigado a adotar medidas caso os Estados Unidos reforcem de forma significativa seus sistemas de defesa antimísseis na Groenlândia. As declarações de Ryabkov diferem da posição expressa anteriormente pelo presidente Vladimir Putin. Em outubro, o líder russo afirmou que "a corrida armamentista já começou" e declarou que a Rússia estaria disposta a realizar testes nucleares para espelhar seus rivais. A possível expiração do Tratado New START reflete o atual nível de tensão entre Moscou e Washington, que se manteve elevado ao longo de 2025, apesar de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin e das declarações do líder norte-americano afirmando ser amigo do chefe do Kremlin. De acordo com agências de notícias russas, Ryabkov está em Pequim nesta terça-feira para participar de consultas sobre estabilidade estratégica. Nos últimos anos, Rússia e China ampliaram sua cooperação em diversas áreas, em meio à intensificação da retórica dos Estados Unidos contra os dois países. O que é o Tratado New START? O Tratado New START estabelece limites para o número de ogivas nucleares estratégicas que Estados Unidos e Rússia podem manter em seus arsenais ou implantar em mísseis e armamentos militares ativos. O acordo foi assinado em 2010 pelos então presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev e entrou em vigor em 2011. Em 2021, após a posse de Joe Biden, o tratado foi prorrogado por mais cinco anos, com data de expiração prevista para 5 de fevereiro de 2026. Pelo tratado, cada país se compromete a não implantar mais do que 1.550 ogivas nucleares estratégicas e 700 mísseis ou bombardeiros de longo alcance. O acordo também prevê a realização de até 18 inspeções anuais em instalações estratégicas de armas nucleares para garantir o cumprimento dos limites estabelecidos. As inspeções foram suspensas em março de 2020 em razão da pandemia da Covid-19. Negociações para a retomada desse mecanismo estavam previstas para novembro de 2022, no Egito, mas foram adiadas pela Rússia e não tiveram nova data definida. Enfraquecimento do controle internacional de armas O possível fim do New START ocorre em um contexto de desmonte gradual da rede de acordos internacionais criada após a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, com o objetivo de reduzir o risco de uma guerra nuclear. Esse processo se intensificou em meio à guerra na Ucrânia, ao aumento das tensões entre Moscou e o Ocidente e às preocupações dos Estados Unidos com o crescimento do arsenal nuclear da China. Os Estados Unidos sugeriram que Pequim participe das negociações de controle de armamentos, mas o governo chinês não demonstrou interesse. Ryabkov afirmou que a Rússia respeita a posição da China sobre o tema. O ex-presidente norte-americano Barack Obama alertou para os riscos da expiração do tratado. Em publicação na rede social X, ele escreveu: “Se o Congresso não agir, o último tratado de controle de armas nucleares entre os EUA e a Rússia expirará (...) Isso apagaria inutilmente décadas de diplomacia e poderia desencadear outra corrida armamentista, tornando o mundo menos seguro”. Dmitry Medvedev afirmou que o mundo deveria ficar alarmado caso o tratado termine sem qualquer entendimento posterior, alertando que isso poderia acelerar o avanço simbólico do chamado Relógio do Juízo Final.
- Relator da CPMI do INSS pede quebra de sigilo fiscal de Lulinha após mensagens interceptadas
Reprodução O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, protocolou nesta segunda-feira (2) um pedido de quebra do sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação faz parte das investigações conduzidas pela comissão que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos do Instituto Nacional do Seguro Social. Na justificativa apresentada, Alfredo Gaspar afirma que a necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas durante as apurações. Segundo o relator, em uma dessas conversas, Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento no valor de R$ 300 mil direcionado à empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido de forma explícita que o dinheiro seria destinado a “o filho do rapaz”. De acordo com o parlamentar, a Polícia Federal avalia que essa expressão seria uma referência direta a Lulinha. A interpretação dos investigadores é de que Roberta Luchsinger teria atuado como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas, o que levanta suspeitas sobre a participação indireta do filho do presidente nos fatos investigados. O relator também sustenta que há indícios claros de tentativa de obstrução de justiça. Ele menciona mensagens trocadas após a deflagração de fases da operação policial, nas quais Roberta orienta Antônio Camilo a se desfazer de aparelhos telefônicos, afirmando: “Some com esses telefones. Joga fora”. Além disso, ela teria demonstrado preocupação com a apreensão de um envelope que continha o nome de “nosso amigo”, expressão que também passou a ser analisada no contexto da investigação. Sob o ponto de vista político e investigativo, Alfredo Gaspar argumenta que a quebra do sigilo fiscal se justifica pela suspeita de que Fábio Luís Lula da Silva possa ter atuado como um “sócio oculto” de Antônio Camilo em empreendimentos ligados à cannabis medicinal. Esses negócios, segundo a linha de investigação, teriam sido financiados com recursos supostamente desviados do INSS. A expectativa da CPMI é tentar votar e aprovar o requerimento no retorno dos trabalhos, previsto para esta quinta-feira. No entanto, integrantes do colegiado afirmam que o governo está fortemente mobilizado para barrar todos os pedidos que envolvem Lulinha. Além do requerimento de quebra de sigilo, também há solicitações para a convocação do filho do presidente para prestar esclarecimentos à comissão. Em dezembro, a CNN Brasil revelou que a base aliada do governo tem conseguido dificultar o avanço de investigações dentro da CPMI que possam atingir diretamente o Palácio do Planalto. Segundo fontes da comissão, um dos principais fatores para isso é a proximidade de partidos do Centrão com o governo federal, o que tem garantido maioria nas votações. Atualmente, de acordo com essas fontes, o governo conta com cerca de 18 votos favoráveis na comissão para barrar requerimentos desse tipo, enquanto a oposição reúne aproximadamente 12 votos, o que tem sido suficiente para impedir o avanço de medidas mais sensíveis politicamente.
- Prova do Enem para presos registra alta adesão nas unidades prisionais mineiras
Divulgação Exame para pessoas privadas de liberdade alcançou recorde de inscritos no estado e teve alta adesão nas unidades prisionais mineiras. O Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) 2025 registrou, em Minas Gerais, mais de 75% de presença nos dois dias de aplicação das provas. Com 8.807 inscritos, o estado alcançou o maior número de participantes desde 2017, representando um crescimento de 33,5% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 6.597 inscrições. Do total de inscritos, 6.580 candidatos eram de unidades prisionais administradas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), enquanto 2.227 pertenciam às Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs). Com esses números, os participantes do Enem PPL correspondem a 12,56% da população prisional mineira, estimada em aproximadamente 70 mil pessoas privadas de liberdade. A adesão ao exame foi considerada expressiva. No primeiro dia de aplicação, em 16 de dezembro, 7.014 candidatos realizaram a prova, o que equivale a 79,64% dos inscritos. Já no segundo dia, em 17 de dezembro, 6.672 participantes compareceram, totalizando 75,76% de presença. Segundo a diretora da Diretoria de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, Karol Amorim, os dados demonstram o bom desempenho do Enem PPL no estado. “Um dado bem significativo é a questão do comparecimento; a porcentagem de abstenção do Enem regular foi maior do que do Enem PPL, o que é muito importante. Mostra que o sistema se organizou para a realização da prova, e os custodiados se interessaram em fazer e comparecer”, afirmou. As provas seguiram o mesmo formato do Enem regular, com 180 questões objetivas e uma redação, aplicadas em dois dias. No primeiro dia, foram avaliados os conhecimentos em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No segundo, os candidatos realizaram as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Os resultados do Enem PPL poderão ser utilizados para acesso ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além da possibilidade de certificação de conclusão do Ensino Médio, conforme a necessidade de cada participante. Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o crescimento no número de inscritos reforça a importância da educação como instrumento central das políticas de reintegração social. “O aumento nas inscrições demonstra o esforço contínuo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e do Depen-MG no fortalecimento da cidadania dentro das unidades prisionais, reafirmando o compromisso do Governo de Minas com a ressocialização e a humanização do sistema prisional”, destacou. Fonte: AgMinas
- Parceria entre Sejusp, MPMG e empresa privada fortalece ressocialização no sistema prisional
Divulgação AgMinas Parceria firmada no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, prevê capacitação profissional e melhorias estruturais na unidade. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) firmou, nesta segunda-feira (2), um Termo de Compromisso com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Serviço Social Autônomo (Servas) e a Direcional Engenharia S/A para ampliar ações de trabalho prisional e ressocialização no estado. A assinatura ocorreu no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O acordo marca o início da execução de um projeto voltado à profissionalização, capacitação e ressocialização de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa prevê a implantação progressiva de uma central de formas de alumínio destinada à prestação de serviços de pré-montagem, manutenção e limpeza das estruturas utilizadas nos canteiros de obras da Direcional Engenharia S/A, empresa responsável por patrocinar e executar o projeto piloto, com possibilidade de expansão. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, a iniciativa fortalece a política de trabalho prisional ao integrar qualificação profissional, responsabilidade social e geração de oportunidades concretas de ressocialização. “A iniciativa fortalece a política de trabalho prisional ao unir qualificação profissional, responsabilidade social e geração de oportunidades reais de ressocialização, contribuindo para a redução da reincidência criminal e para a construção de uma sociedade mais segura”, afirmou. Os custodiados selecionados para participar do projeto receberão remuneração equivalente a três quartos do salário mínimo, conforme previsto na legislação vigente. O valor será dividido entre ressarcimento ao Estado, repasse direto ao preso e depósito em conta pecúlio, além do recolhimento de contribuição previdenciária. Além das atividades laborais, a empresa também será responsável por realizar melhorias estruturais na unidade piloto, incluindo a revitalização da portaria do complexo prisional e a reforma de celas. Para o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, o projeto representa avanços concretos no sistema prisional. “Nós não estamos mudando uma realidade secular de forma imediata, mas estamos, sim, avançando em passos muito importantes, com ações concretas que trarão benefícios reais para a sociedade. Isso é motivo de muita alegria e dá ainda mais sentido ao nosso trabalho”, destacou. Na primeira fase do projeto, o investimento previsto é de R$ 1.345.280,20, com custo operacional mensal de R$ 82.670,95, envolvendo 22 presos. Já a segunda etapa contará com investimento de R$ 394.961,63, operação mensal de R$ 41.256,35 e a participação de dez detentos. De acordo com o CEO da Direcional Engenharia S/A, Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, a ressocialização está diretamente ligada à oferta de trabalho e qualificação. “Acreditamos que a ressocialização passa, principalmente, pela oportunidade de trabalho e qualificação profissional. Ao oferecer emprego, damos a essas pessoas a chance real de reconstruir suas trajetórias e retornar à sociedade de forma digna”, afirmou. Fonte: AgMinas
- Nova plataforma conecta empresas e trabalhadores em todo o estado de Minas
Divulgação Nova plataforma digital reúne vagas de emprego e processos seletivos de forma gratuita e sem burocracia em Minas Gerais. Encontrar uma oportunidade de emprego ou contratar profissionais qualificados passou a ser mais simples em Minas Gerais com o lançamento da plataforma Contrata MG, iniciativa do Governo do Estado que conecta empresas e trabalhadores em um ambiente digital prático, gratuito e acessível. A ferramenta pode ser acessada pelo site contratamg.empregare.com. Desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG), a plataforma reúne vagas de emprego de diversas regiões mineiras em um único espaço virtual, permitindo que empregadores e candidatos se encontrem de forma rápida e descomplicada, com poucos cliques e sem burocracia. De acordo com a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, o Contrata MG reflete uma política pública voltada à modernização dos serviços e à ampliação do acesso ao mercado de trabalho. “O Contrata MG é resultado do compromisso do Governo de Minas com a desburocratização. É um serviço pensado para facilitar a vida do cidadão e do empregador. Nosso objetivo é ampliar o acesso ao mercado de trabalho, gerando mais oportunidades para os mineiros, sem burocracia”, afirmou. Simplicidade para contratar Empresas de todos os portes podem se cadastrar gratuitamente na plataforma. Todo o processo é feito de forma on-line, por meio do menu “Sou Empresa”. Após o cadastro, o empregador já pode divulgar vagas e conduzir integralmente os processos seletivos dentro do próprio ambiente digital. Com abrangência estadual, o serviço foi desenvolvido para atender empresas e trabalhadores de todos os municípios de Minas Gerais. A plataforma também permite o acompanhamento de indicadores, como número de vagas ofertadas, candidaturas recebidas, processos seletivos em andamento e contratações realizadas, garantindo mais transparência e aprimoramento contínuo do sistema. Segundo representantes do setor produtivo, a iniciativa traz mais agilidade e praticidade ao recrutamento, ao concentrar em um único espaço a divulgação das vagas, o acesso aos currículos e o acompanhamento das etapas de seleção. Entre os recursos disponíveis estão a divulgação automática das oportunidades, a visualização de currículos, a busca por candidatos e o monitoramento de cada fase do processo seletivo. Mais autonomia para quem busca emprego Para os trabalhadores, o Contrata MG oferece mais autonomia e facilidade na busca por emprego. A plataforma permite consultar vagas abertas em diferentes municípios, acessar informações detalhadas sobre as oportunidades e se candidatar de forma totalmente on-line, utilizando celular ou computador. Por ser integralmente digital, o serviço amplia o acesso às vagas em todas as regiões do estado, beneficiando tanto grandes centros urbanos quanto municípios de menor porte. “O Governo de Minas cria um ambiente mais favorável à geração de emprego, à inclusão produtiva e ao desenvolvimento econômico local, e é assim que levamos cada vez mais a oportunidade aos mineiros e mineiras”, destacou o subsecretário de Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda da Sedese-MG, Arthur Campos. Marca histórica A iniciativa se soma ao cenário positivo do mercado de trabalho mineiro, que já ultrapassou a marca histórica de mais de 1 milhão de empregos gerados desde 2019. O Contrata MG chega para atender uma demanda real do setor produtivo e da população e já conta com mais de 2 mil vagas de emprego disponíveis em todo o estado. Fonte: AgMinas

























