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- Operação Carne Fria prende três suspeitos de furto e abate clandestino de boi em Itacarambi
Divulgação O combate a crimes patrimoniais no meio rural resultou, nesta sexta-feira (6/3), na prisão de três suspeitos durante a operação Carne Fria, deflagrada em Itacarambi, no Norte de Minas. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em conjunto com a Polícia Militar (PMMG) e investiga o furto e abate clandestino de um boi de alto valor genético ocorrido em dezembro do ano passado. Segundo as apurações, o animal da raça P.O. (Puro de Origem) teria sido abatido e esquartejado na propriedade rural, às margens da BR-135, sendo parte da carne levada pelos investigados. O valor do bovino era estimado em aproximadamente R$ 200 mil. Investigações indicaram que os suspeitos planejaram previamente o crime e utilizaram ferramentas emprestadas de moradores locais. Parte da carne foi levada para a região conhecida como Ilha do Retiro, e alguns suspeitos foram encontrados escondidos em área de mata próxima. Testemunhas também relataram episódios de ameaças atribuídas aos investigados, reforçando a necessidade das prisões. Além do furto, os suspeitos respondem por organização criminosa, extorsão e tráfico de drogas. Dos cinco investigados identificados, três foram presos nesta sexta-feira. Os outros dois permanecem foragidos, e as forças de segurança seguem nas buscas. A delegada Natália Moura destacou que a operação representa um avanço importante nas investigações, possibilitando a coleta de novos elementos de prova e a responsabilização dos envolvidos. Fonte: PCMG
- Polícia Penal de Minas Gerais realiza campanha solidária para vítimas das chuvas
Divulgação A Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) lançou uma campanha solidária de arrecadação de itens essenciais destinados aos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Cataguases, fortemente atingidos pelas chuvas. A iniciativa, de caráter voluntário, conta com apoio logístico do Servas (Serviço Social Autônomo), responsável pelo transporte e encaminhamento das doações. A campanha prioriza materiais de limpeza, como panos de chão, luvas, pás, rodos e vassouras, além de cobertores, água potável, fraldas infantis e geriátricas, roupas para bebês e crianças, absorventes, sabonetes, itens de higiene pessoal, toalhas e roupas íntimas masculinas e femininas. Não serão recebidos valores em dinheiro. A iniciativa começou com a direção regional da 18ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), em Poços de Caldas, no dia 27 de fevereiro, e agora envolve todo o sistema prisional de Minas Gerais. Até o momento, dez toneladas de doações foram arrecadadas e enviadas para Juiz de Fora. Todas as unidades prisionais do estado receberão os donativos, que serão armazenados de forma segura até o recolhimento e transporte para a Zona da Mata. Fonte: AgMinas
- Homem é preso por tráfico de drogas e cumprimento de mandado de prisão em Guapé
Divulgação A Polícia Militar prendeu um homem de 27 anos, na noite desta quinta-feira (05/03/2026), na Comunidade São José, em Guapé, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. A prisão ocorreu após denúncia recebida pela corporação, que acionou equipes para diligências na região. Durante o rastreamento na zona rural, o suspeito foi abordado e submetido à busca pessoal. Na mochila dele, os policiais encontraram um tablete médio e duas buchas de substância análoga à maconha, dois frascos e três papelotes de substância semelhante à cocaína, seis pedras de crack e um aparelho celular. Ao consultar o sistema informatizado, foi verificado que o homem possuía um mandado de prisão ativo, expedido pela Comarca de Cristais. O suspeito foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia de Boa Esperança, onde permanece à disposição da Justiça. Fonte: AgMinas
- Alunos do Sul de Minas integram equipe mineira que conquistou 37 medalhas em olimpíada internacional
Divulgação Estudantes da rede estadual de ensino de Minas Gerais tiveram desempenho de destaque na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras – International Talent Mathematics Contest 2026, realizada em Bangkok. Ao todo, os participantes conquistaram 37 medalhas entre ouro, prata e bronze, além de 10 menções honrosas. O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), destinou R$ 1,7 milhão para garantir a participação dos estudantes mineiros na competição internacional. “Este resultado mostra o comprometimento dos estudantes com o aprendizado da matemática e a proficiência nos conteúdos curriculares. A SEE/MG e o Governo de Minas celebram este sucesso, que reflete o investimento realizado para participação dos estudantes. Esperamos que as escolas continuem a alcançar resultados tão expressivos”, afirmou a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Senra. Entre as escolas participantes, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais (CTPM) liderou o quadro de medalhas. A instituição conquistou duas medalhas de ouro, três de prata e nove de bronze, além de uma menção honrosa. Participaram estudantes das unidades de Belo Horizonte (Argentino Madeira e Minascaixa), Araguari, Passos e São João del-Rei. O medalhista de ouro Guilherme Frade, de 15 anos, estudante do segundo ano do ensino médio do CTPM em Belo Horizonte, celebrou o resultado. “Eu me sinto muito feliz com a medalha de ouro em mãos. É muito gratificante saber que todo o meu esforço foi recompensado. Tenho muito a agradecer ao Estado por ter nos proporcionado essa experiência incrível na Tailândia, aos meus professores e ao CTPM”, afirmou. Outro destaque foi João Vitor Lima, de 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio da mesma instituição. “Esta medalha significa muito para mim, é uma grande oportunidade que eu nunca pensei ser possível. Fruto de muito esforço e significa, principalmente, a conclusão de tudo aquilo que sonhei durante a preparação”, pontuou. Desempenho mineiro em evidência Outras escolas estaduais também obtiveram resultados expressivos. A Escola Estadual Teófilo Pires, localizada em Luislândia, conquistou nove medalhas — duas de prata e sete de bronze — além de uma menção honrosa. Já a Escola Estadual Júlio Brandão, em Jacutinga, somou sete medalhas — duas de prata e cinco de bronze — além de três menções honrosas. A Escola Estadual Presidente Bernardes, de Pouso Alegre , garantiu sete medalhas, sendo uma de prata e seis de bronze, além de cinco menções honrosas. Somadas, as quatro instituições estaduais alcançaram 37 medalhas e 10 menções honrosas, consolidando o protagonismo da rede pública mineira na competição internacional. Avanço nos resultados O desempenho deste ano representa um avanço significativo em relação à edição anterior da competição. Em 2025, os estudantes da rede estadual mineira haviam conquistado 18 medalhas — uma de prata e 17 de bronze — além de 20 menções honrosas. Em 2026, o número de medalhas mais que dobrou, chegando a 37 premiações, incluindo duas de ouro. O resultado evidencia o fortalecimento do trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas estaduais e o amadurecimento da preparação dos estudantes para competições internacionais de alto nível. Fonte: AgMinas
- Investigado é preso em flagrante em ação da PF contra crimes virtuais envolvendo crianças
Divulgação PF prende investigado em flagrante durante operação contra abuso sexual infantojuvenil em Cataguases. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6), uma operação para combater crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual na cidade de Cataguases. Durante a ação, um investigado foi autuado em flagrante e conduzido para a delegacia. A operação cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito de investigação que apura a aquisição, produção e compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. De acordo com as investigações, o suspeito utilizava a internet para compartilhar fotos e vídeos com esse tipo de conteúdo por meio de plataformas que permitem a troca direta de arquivos entre usuários, sem a necessidade de um servidor centralizado. Durante o cumprimento do mandado, os policiais federais apreenderam um smartphone, um computador e dispositivos de armazenamento digital. Todo o material será encaminhado para perícia técnica, que deverá aprofundar as investigações. Ainda durante a operação, foram localizados diversos arquivos relacionados a crimes de abuso sexual infantojuvenil, o que levou à prisão em flagrante do investigado. Ele foi conduzido para a Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, onde permanece à disposição da Justiça. Nomenclatura e alerta Embora o termo “pornografia” ainda apareça na legislação brasileira — como no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente — para definir situações que envolvam crianças ou adolescentes em atividades sexuais explícitas, especialistas e organismos internacionais recomendam o uso das expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”. Segundo a Polícia Federal, essa nomenclatura contribui para evidenciar a gravidade e o impacto desse tipo de crime nas vítimas. A Polícia Federal também reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar crianças e adolescentes no ambiente virtual. Conversas abertas sobre os riscos da internet, o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além do monitoramento das atividades on-line, são medidas consideradas essenciais para prevenir esse tipo de crime. Outro ponto destacado é a atenção a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo no uso de celulares e computadores, que podem indicar situações de risco. Ensinar crianças e adolescentes a identificar contatos inadequados e buscar ajuda de adultos de confiança também é uma medida fundamental para garantir a proteção. Fonte: PF
- Assédio a adolescente em bloco de Carnaval termina com condenação na Justiça
Divulgação Justiça condena homem por importunação sexual, agressão e resistência à prisão durante bloco de Carnaval em Belo Horizonte. Homem é condenado por importunação sexual e agressões durante bloco de Carnaval em BH. Um homem foi condenado pela Justiça por importunação sexual, lesão corporal e resistência à prisão após crimes cometidos durante um bloco de rua do Carnaval de 2020, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A sentença foi proferida pela 2ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da comarca da capital mineira, com pena fixada em um ano e cinco meses de reclusão, a ser cumprida em regime aberto. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o réu teria se aproveitado da aglomeração durante o bloco carnavalesco para se aproximar de uma adolescente de 15 anos. De acordo com a acusação, ele segurou o braço da jovem e tocou em suas partes íntimas sem consentimento. Diante da situação, o pai da adolescente interveio para proteger a filha, mas acabou sendo agredido com socos e chutes pelo acusado e por um amigo. Guardas municipais que estavam nas proximidades foram acionados e conseguiram conter o tumulto, imobilizando o suspeito. Durante a abordagem, o homem reagiu à prisão e chegou a desferir um soco contra um dos agentes. Na revista pessoal realizada pelos guardas, foram encontrados na mochila do suspeito três fragmentos de LSD, além de cinco invólucros e dez comprimidos de MDMA. Durante o processo, o acusado negou ter cometido importunação sexual e tráfico de drogas. Em depoimento, afirmou que teria sido abordado por um “casal nervoso” e que apenas tentou se defender das agressões. Em relação às drogas apreendidas, alegou que seriam destinadas ao consumo próprio e de amigos. A juíza Genole Santos de Moura rejeitou a versão apresentada pela defesa no que se refere ao crime de importunação sexual. Na decisão, a magistrada ressaltou que, em casos de crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui relevância especial, sobretudo quando corroborada por outros elementos de prova e testemunhos. “O conjunto probatório é seguro no sentido de que houve a prática de ato libidinoso sem consentimento contra a vítima. No caso concreto, a palavra da vítima encontra amparo nos demais elementos de prova, especialmente pelo próprio contexto fático, considerando a firme afirmação das testemunhas”, destacou a juíza na sentença. Em relação às drogas apreendidas, a Justiça acolheu parcialmente o argumento da defesa e desclassificou a acusação de tráfico para porte para consumo pessoal. Considerando a quantidade encontrada e o contexto do caso, foi declarada a extinção da punibilidade para essa infração. Fonte: TJMG
- Bombeiros combatem incêndio em caminhão por mais de 1 hora na BR-381
Divulgação Incêndio destruiu o cavalo mecânico de caminhão e atingiu parte da carga de bebidas na BR-381, em Itapeva. Um caminhão carregado com bebidas não alcoólicas foi atingido por um incêndio na noite desta quinta-feira (5), na BR-381, na altura do km 929, no município de Itapeva, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ocorrência foi atendida por militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio do pelotão sediado em Extrema. De acordo com os bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 20h11. Ao chegarem ao local, as equipes constataram que o cavalo mecânico do caminhão estava completamente tomado pelas chamas. O fogo também já havia atingido parte da carga, composta por sucos em caixa e energéticos armazenados em 12 paletes. Os militares iniciaram imediatamente o combate ao incêndio utilizando técnicas e equipamentos específicos para ocorrências envolvendo veículos de carga. A operação durou cerca de uma hora e meia até que o fogo fosse totalmente controlado e extinto, garantindo a segurança da área e evitando o risco de reignição. Durante a atuação das equipes, o motorista do caminhão não foi localizado no local da ocorrência. Não há informações sobre feridos. Após o controle das chamas e a estabilização da área, a rodovia permaneceu sob responsabilidade da concessionária Arteris e da Polícia Rodoviária Federal, que ficaram encarregadas das demais providências e da segurança viária no trecho. Fonte: CBMG
- Inmetro alerta para cuidados na compra de ovos de Páscoa e pescados
Divulgação Inmetro orienta consumidores sobre cuidados com peso, certificação e segurança de produtos típicos da Páscoa. Com a proximidade da Páscoa, aumenta a procura por ovos de chocolate, pescados e outros produtos típicos da data. Para evitar prejuízos e garantir a segurança do consumidor, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) reforça orientações importantes relacionadas ao peso dos produtos, à rotulagem e à certificação de brinquedos que acompanham ovos de chocolate. Entre as principais recomendações está a verificação da certificação obrigatória dos brinquedos incluídos nos ovos de Páscoa, além da conferência do peso líquido de mercadorias pré-embaladas, como ovos de chocolate e pescados congelados. A medida busca assegurar que o peso informado nas embalagens corresponda ao conteúdo real do produto, desconsiderando o peso da embalagem e eventuais camadas de gelo. O instituto destaca que produtos pré-medidos devem apresentar informações corretas e cumprir todas as exigências legais. Segundo o presidente do Inmetro, Márcio André Brito, o consumidor pode verificar o peso do produto no próprio estabelecimento. “A indicação do peso deve ser igual ou superior ao declarado na embalagem. Caso o consumidor perceba divergências, pode pesar o item em uma balança verificada pelo Inmetro no próprio local”, afirmou. Atenção aos ovos com brinquedos Os ovos de Páscoa que trazem brinquedos exigem atenção especial. Esses itens precisam ser certificados pelo Inmetro e adequados à faixa etária da criança. A embalagem deve apresentar obrigatoriamente a seguinte frase: “ATENÇÃO: Contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade”. O selo do Inmetro indica que o brinquedo foi testado e atende aos padrões de segurança. Também é recomendado evitar produtos com peças pequenas que possam causar sufocamento. Cuidados com embalagens Outro ponto destacado pelo órgão envolve materiais presentes nas embalagens, como arames, grampos, tiras metálicas ou barbantes. Esses itens podem representar risco de acidentes, especialmente para crianças pequenas. Caso ocorra algum incidente, o consumidor pode registrar a ocorrência no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac). Dicas do Inmetro para uma Páscoa segura Verifique o peso real dos produtosDesconfie caso o produto pareça leve demais. O peso informado deve excluir brindes e a própria embalagem. Confira a rotulagem obrigatóriaAs embalagens precisam apresentar informações claras, como peso líquido, ingredientes, data de validade, nome, CNPJ e endereço do fabricante ou importador. Atenção aos pescados congeladosO peso do produto deve desconsiderar a camada de gelo. Excesso de glaciamento pode indicar irregularidade. Exija o selo do InmetroProdutos com certificação obrigatória, como brinquedos, devem apresentar o selo de conformidade do instituto. Produtos importados também seguem regras brasileirasMesmo produtos vindos do exterior devem cumprir as normas nacionais, incluindo rotulagem em português. Como denunciar irregularidades Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem registrar denúncia na Ouvidoria do Inmetro pelo site oficial ou pelo telefone 0800 285 1818, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. Fonte: Inmetro
- SUS inicia novo tratamento contra malária para crianças no Brasil
Divulgação Novo medicamento em dose única começa a ser distribuído pelo SUS para ampliar o controle da malária entre crianças no país. O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a oferta de um novo tratamento contra a malária destinado a crianças menores de 16 anos. A estratégia utiliza o medicamento tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pacientes com peso entre 10 kg e 35 kg. Segundo o Ministério da Saúde, o público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença registrados no país. Até então, o medicamento era disponibilizado apenas para jovens e adultos com mais de 16 anos. A distribuição da medicação ocorre de forma gradual, com prioridade para áreas da Amazônia, onde está concentrada a maior parte dos casos da doença. Com a iniciativa, o Brasil torna-se o primeiro país do mundo a oferecer esse tipo de tratamento pediátrico contra a malária. Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença no território nacional. O medicamento é indicado para pacientes diagnosticados com malária causada pelo parasita Plasmodium vivax, desde que tenham peso superior a 10 kg e não estejam grávidas ou em período de amamentação. Uma das principais vantagens do novo tratamento é a dose única. Antes, o esquema terapêutico exigia o uso de medicamentos por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”. Para viabilizar a iniciativa, o governo federal investiu R$ 970 mil na aquisição do medicamento. Até o momento, 64.800 doses já foram recebidas e serão destinadas a regiões com maior incidência da doença, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos. O primeiro local contemplado foi o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos. Dados do ministério indicam que, entre 2023 e 2025, no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença. Em todo o país, 2025 registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com 120.659 ocorrências — uma redução de 15% em relação a 2024. Também houve queda de 16% nos registros em áreas indígenas. A região amazônica concentra 99% dos casos da doença no Brasil. Somente no ano passado foram contabilizados 117.879 casos. Fonte: AgBrasil
- Serviços de limpeza urbana e reparos no asfalto movimentam bairros de Varginha
Divulgação Prefeitura divulga serviços de limpeza urbana e manutenção asfáltica em Varginha. A Prefeitura de Varginha informou que equipes de limpeza urbana realizaram nesta sexta-feira (6) serviços de capina em diferentes regiões da cidade. As frentes de trabalho atuaram nos bairros Treviso, Santana, Novo Horizonte, Corceti, Bouganville, Pinheiros, Vila Mendes, Três Bicas e Parque Ozanam, além do Centro, do Centro Social do bairro Santana, do Cemitério, da Praça Sion e da Imaculada. Durante a execução dos serviços, a orientação é para que motoristas e pedestres redobrem a atenção ao circularem pelos locais onde as equipes estão atuando. De acordo com a administração municipal, a Secretaria Municipal de Obras de Varginha segue monitorando os pontos considerados mais críticos para atender solicitações de capina em vias públicas e praças da cidade. Já a manutenção asfáltica em bairros do município. As intervenções ocorrem nas regiões da Cidade Nova, Santa Terezinha e Vila Floresta. A prefeitura reforça que motoristas que passarem por essas áreas devem manter atenção redobrada devido à presença de trabalhadores e equipamentos nas vias. Fonte: PMV
- Mensagens obtidas pela CPMI citam políticos e autoridades mencionados por Daniel Vorcaro
Reprodução Mensagens de WhatsApp extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mencionam políticos e autoridades de alto escalão dos três Poderes da República. O material foi obtido pela Polícia Federal a partir da quebra do sigilo telemático do empresário e encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os registros incluem conversas de Vorcaro com sua namorada, a modelo Martha Graeff, nas quais o empresário relata encontros, reuniões, viagens e interações com figuras públicas. As mensagens analisadas abrangem o período entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Entre os nomes citados nas conversas aparecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-governador de São Paulo João Doria, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) e o presidente do União Brasil Antônio Rueda. O fato de essas autoridades serem mencionadas nas mensagens não significa que elas estejam sendo investigadas pela Polícia Federal ou pela CPMI. Vorcaro é quem figura como investigado nas apurações. As conversas vieram à tona após a quebra de sigilo autorizada pela Justiça no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. A CPMI solicitou acesso ao material para verificar se contratos de crédito consignado foram utilizados em fraudes relacionadas à instituição financeira. Ciro Nogueira O senador Ciro Nogueira aparece com frequência nas conversas e é descrito por Vorcaro como alguém próximo. Em uma mensagem, o banqueiro afirma que pretende se reunir com o parlamentar e o apresenta à namorada como “um senador” e “um dos meus grandes amigos de vida”. Em diálogo datado de 13 de agosto de 2024, Vorcaro comenta uma proposta legislativa apresentada por Nogueira relacionada ao aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Na mensagem enviada à namorada, o banqueiro escreve: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco.” Em nota, o senador afirmou que troca mensagens com centenas de pessoas e declarou que isso não o torna próximo de alguém apenas por eventualmente interagir com essa pessoa. Nogueira também disse que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em investigação. Jair Bolsonaro Em mensagens de 13 de julho de 2024, Vorcaro reclama de uma publicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na rede social X sobre uma notícia envolvendo o Banco Master e a Caixa Econômica Federal. Segundo o empresário, a postagem ampliou a repercussão do caso nas redes sociais. No diálogo com a namorada, ele escreve: “O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado. Recebi mais de mil msgs Instagram.” Em seguida, critica o ex-presidente com as expressões: “Idiota” “Cara é um beócio” Alexandre de Moraes O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes também aparece citado nas mensagens. Em um diálogo de 19 de abril de 2025, Vorcaro afirma que iria encontrá-lo. “To indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”, escreveu o banqueiro. Em outro trecho, datado de 20 de março de 2025, ele relata que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira teriam chegado para conversar com alguém identificado apenas como Alexandre. O Supremo Tribunal Federal e o gabinete de Moraes não se manifestaram sobre as mensagens mencionadas. Luiz Inácio Lula da Silva Em mensagens de 4 de dezembro de 2024, Vorcaro relata um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Segundo ele, a reunião também contou com ministros e com Gabriel Galípolo, então indicado para assumir a presidência do Banco Central. O trecho enviado à namorada diz: “Bom dia amor. Foi ótimo. Muito forte. Ele chamou presidente do Banco Central que vai entrar. 3 ministros.” O presidente Lula confirmou que recebeu Vorcaro em Brasília a pedido, em um encontro sem registro na agenda oficial do Palácio do Planalto. De acordo com o presidente, o ex-ministro Guido Mantega foi quem levou o banqueiro para a reunião. Lula afirmou ainda que, durante a conversa, disse ao empresário que não haveria interferência política no caso envolvendo o Banco Master. “não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, relatou. Outros políticos mencionados As mensagens também fazem referência a outros políticos e autoridades. Entre eles estão o deputado Aécio Neves, citado em conversa sobre um encontro em que o empresário Álvaro Garnero teria mencionado que o parlamentar havia namorado Martha Graeff no passado, situação que teria causado desconforto em Vorcaro. O ex-governador João Doria aparece em mensagens nas quais demonstra preocupação com o banqueiro e sugere que ele reaja a situações adversas envolvendo o banco. O presidente da Câmara, Hugo Motta, é citado em um diálogo de março de 2025 relacionado a uma reunião, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aparece em mensagens sobre um encontro ocorrido na residência oficial do parlamentar. Também surgem nas conversas o deputado Fausto Pinato e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, associados a contatos e possíveis reuniões com Vorcaro. Contexto da investigação As mensagens foram extraídas no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master, instituição financeira controlada por Vorcaro e que se tornou alvo de apurações sobre possíveis fraudes financeiras e irregularidades no sistema financeiro. O conteúdo foi encaminhado à CPMI do INSS para auxiliar os parlamentares a analisar se operações envolvendo crédito consignado tiveram relação com eventuais fraudes investigadas. As investigações continuam em andamento e o fato de autoridades serem mencionadas nas mensagens não implica, por si só, envolvimento em irregularidades ou participação nas práticas investigadas.
- Por unanimidade, Primeira Turma do STF rejeita pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro
Reprodução A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade negar o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele cumpra pena em prisão domiciliar. A decisão foi tomada na quinta-feira (5) e confirmou o entendimento do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. O colegiado analisou um recurso apresentado pelos advogados de Bolsonaro contra a decisão individual de Moraes que, na segunda-feira (2), já havia rejeitado a conversão do regime para prisão domiciliar. Com o julgamento, os ministros da Primeira Turma decidiram manter o ex-presidente preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na ala conhecida como “Papudinha”. Durante a análise do pedido, Moraes afirmou que não estão presentes os requisitos excepcionais necessários para autorizar a prisão domiciliar. O ministro também considerou que a unidade prisional onde Bolsonaro está custodiado dispõe de estrutura adequada para garantir atendimento médico ao ex-presidente. A decisão de Moraes foi submetida ao referendo da Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros, procedimento comum quando há decisões monocráticas em processos dessa natureza. Na votação realizada no plenário virtual, os demais integrantes acompanharam o relator, resultando na rejeição unânime do pedido da defesa. Os advogados do ex-presidente haviam solicitado a mudança do regime de cumprimento da pena para prisão domiciliar alegando questões relacionadas ao estado de saúde de Bolsonaro. Segundo a defesa, o pedido tinha caráter humanitário e buscava permitir acompanhamento médico mais adequado. Ao avaliar o caso, Moraes citou informações médicas e registros de rotina para sustentar que Bolsonaro tem recebido atendimento adequado no local onde está preso. Para o ministro, não existem elementos que justifiquem a concessão da medida excepcional solicitada pelos advogados. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação relacionada a crimes contra a democracia e à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, segundo decisões judiciais que levaram ao encarceramento do ex-presidente. Com a decisão da Primeira Turma, permanece válida a determinação de que o ex-presidente continue cumprindo a pena na unidade prisional em Brasília. O caso segue sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo processo.
- Polícia Federal deflagra operação para investigar investimentos suspeitos na previdência do Amazonas
Reprodução A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), uma operação destinada a investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do regime de previdência dos servidores públicos do estado do Amazonas. A ação ocorre no âmbito de uma apuração sobre investimentos considerados suspeitos envolvendo valores que chegam a aproximadamente R$ 390 milhões. A investigação concentra-se em operações financeiras realizadas entre junho e setembro de 2024, período em que, segundo os investigadores, recursos do sistema previdenciário estadual teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas. Conforme apurado até o momento, essas aplicações teriam ocorrido em desacordo com normas de governança e com as regras federais que regulam investimentos de recursos previdenciários. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, também foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos relacionados à gestão desses investimentos. Além disso, os investigadores apontaram a existência de movimentações financeiras classificadas como atípicas, o que motivou o aprofundamento das apurações. A operação conta com o apoio do Ministério da Previdência Social e busca reunir elementos que esclareçam a legalidade das aplicações realizadas com os recursos destinados ao regime próprio de previdência do estado. O objetivo das diligências é verificar se houve violação de regras administrativas e financeiras que regem a aplicação de recursos públicos voltados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores. Durante a ofensiva policial, agentes federais cumprem sete mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais também determinaram o afastamento de servidores públicos de suas funções, medida adotada para evitar interferências na investigação e preservar eventuais provas relacionadas ao caso. Segundo a Polícia Federal, o inquérito instaurado busca esclarecer possíveis práticas criminosas relacionadas à gestão dos recursos previdenciários. Entre os delitos investigados estão gestão temerária e corrupção, embora as apurações ainda estejam em andamento e não haja conclusão definitiva sobre responsabilidades individuais. As diligências realizadas nesta sexta-feira fazem parte da fase inicial da operação, cujo objetivo é coletar documentos, registros financeiros e outros elementos que possam contribuir para a análise detalhada das operações realizadas com os recursos do sistema previdenciário estadual. A investigação segue em curso e novas etapas podem ocorrer conforme o avanço das apurações conduzidas pelas autoridades. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número de pessoas investigadas nem detalhou possíveis responsabilizações individuais. O caso permanece sob análise das autoridades responsáveis pela condução do inquérito.
- Operação da PF leva fundador do Banco Master a presídio federal e bloqueio bilionário de bens
Divulgação Fundador do Banco Master será transferido para presídio federal em Brasília após decisão do STF. O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, deve ser transferido nesta sexta-feira (6) de São Paulo para a Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal. A transferência foi autorizada na quinta-feira (5) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal. A unidade federal possui 208 celas individuais de cerca de seis metros quadrados, distribuídas em quatro blocos. Antes de ocupar uma dessas celas, Vorcaro passará por um período de adaptação de 20 dias em uma cela de aproximadamente nove metros quadrados, conforme o protocolo do Sistema Penitenciário Federal. Durante esse período inicial de triagem, os presos permanecem isolados, sem contato com outros detentos ou visitas familiares. O banho de sol ocorre de forma individual. Após a adaptação, o detento é transferido para a cela definitiva, equipada com cama, mesa, pia, vaso sanitário e chuveiro com funcionamento em horários definidos. Não há tomadas nem autorização para uso de equipamentos eletrônicos. Regras rígidas no presídio federal Na penitenciária, todas as movimentações dos detentos são acompanhadas por câmeras e submetidas a rigorosas revistas. Sempre que entram ou saem das celas, os presos passam por scanners corporais e detectores de metais. No deslocamento até os pátios para banho de sol, são conduzidos algemados. As visitas também seguem regras restritivas. Os visitantes não podem levar alimentos ou objetos aos presos, e as refeições são entregues por meio de uma portinhola nas portas das celas. Prisão durante operação da PF Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Operação Compliance Zero. No dia seguinte, ele foi levado para a Penitenciária 2 de Potim, no interior paulista, onde permaneceu em isolamento. O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também foi preso e encaminhado para a mesma unidade. De acordo com a Polícia Federal, a transferência para um presídio federal foi solicitada por causa da “potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na condução das investigações ou no cumprimento de determinações judiciais”. Investigação aponta intimidação e acesso indevido a sistemas Segundo a representação da PF, que embasou a decisão do ministro André Mendonça, o empresário coordenava um núcleo especializado em monitorar e intimidar adversários. Conversas encontradas no celular de Vorcaro indicariam que ele teria solicitado a simulação de um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim, afirmando: “Quero dar um pau nele”. O ministro destacou que há indícios de crimes contra a integridade física e moral de pessoas, incluindo jornalistas e autoridades públicas. Também foram citados possíveis acessos indevidos a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como a Interpol. Outras prisões e medidas judiciais Além de Vorcaro e Zettel, foram presos preventivamente Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como integrante de um grupo responsável por monitoramento e obtenção de informações estratégicas. A decisão do STF também autorizou buscas em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais, além do sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. O ministro determinou ainda o afastamento de servidores do Banco Central do Brasil citados na investigação, entre eles Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que passaram a usar tornozeleira eletrônica, tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de manter contato com outros investigados. Entre os auxiliares mencionados nas investigações estão Leonardo Augusto Furtado Palhares, apontado como responsável por formalizar documentos de contratação, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, que teria atuado na movimentação financeira do grupo. Segundo a decisão judicial, também foram suspensas por tempo indeterminado empresas ligadas ao empresário, diante de indícios de lavagem de dinheiro. Fonte: Informações
- “Agonorexia”: especialistas alertam para perda extrema de apetite causada por canetas emagrecedoras
Reprodução A popularização das chamadas canetas emagrecedoras tem levado profissionais de saúde no Brasil a identificar, na prática clínica, um quadro emergente descrito como agonorexia. O termo, importado dos Estados Unidos, refere-se a um padrão de perda de apetite intenso semelhante ao observado na anorexia, porém provocado pelo uso de medicamentos que reduzem a fome. Embora a expressão esteja sendo discutida entre especialistas, ela ainda não constitui um diagnóstico oficial. Mesmo assim, médicos afirmam que a situação desperta preocupação devido aos possíveis efeitos adversos quando esses medicamentos são utilizados sem prescrição ou acompanhamento médico adequado. As chamadas canetas emagrecedoras são dispositivos injetáveis previamente preenchidos com medicamentos utilizados no tratamento de doenças como obesidade e diabetes. Entre os princípios ativos mais conhecidos estão a semaglutida, comercializada com nomes como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, e a tirzepatida, vendida como Mounjaro. Essas substâncias atuam imitando hormônios liberados pelo intestino, influenciando o cérebro para diminuir o apetite e aumentar a sensação de saciedade, o que pode favorecer a perda de peso quando empregadas com indicação médica. Na prática clínica, entretanto, médicos têm observado situações em que a redução do apetite ultrapassa o efeito terapêutico esperado e passa a representar um problema potencialmente perigoso para a saúde. O endocrinologista Clayton Macedo, integrante do corpo clínico do Einstein Hospital Israelita e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica que o conceito ainda está em discussão. Segundo ele, “A agonorexia ainda não é entidade clínica estabelecida, não há critérios diagnósticos bem definidos. Não é um distúrbio mental clássico, mas já dá para dizer que é um efeito farmacológico extremo”. Macedo foi um dos especialistas que trouxeram o termo para o debate no Brasil após observar discussões e alertas que surgiram nos Estados Unidos. Para o endocrinologista, a questão central está no contexto em que as canetas emagrecedoras são utilizadas. Ele ressalta que esses medicamentos possuem finalidade terapêutica clara. “Elas são medicamentos para tratar doenças como obesidade e diabetes". O médico afirma ainda que, quando prescritos corretamente, os fármacos integram um tratamento que envolve acompanhamento médico e abordagem multidisciplinar. Entretanto, alerta que o uso sem indicação clínica ou em doses elevadas desde o início pode resultar em danos importantes. “Usados corretamente, fazem parte de um tratamento multidisciplinar. Usados sem indicação ou em doses altas desde o início [o ideal é iniciar com doses menores e aumentar aos poucos], podem provocar danos graves". Outro ponto de preocupação envolve produtos manipulados ou contrabandeados. Segundo Macedo, essas versões podem representar riscos adicionais à saúde por não passarem por processos regulatórios adequados ou por não terem sido testadas de forma apropriada em termos de segurança. Ele cita ainda pesquisas que apontam possíveis problemas relacionados à concentração do princípio ativo em medicamentos manipulados. De acordo com o especialista, alguns estudos indicam níveis superiores ao esperado. “Estudos mostram que alguns manipulados têm concentração acima do esperado, o que aumenta efeitos adversos”. O endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, reforça que esses medicamentos atuam corrigindo desequilíbrios biológicos ligados à fome e à saciedade. No entanto, a situação se torna preocupante quando a redução do apetite é excessiva e leva a ingestão muito baixa de calorias. Zilli afirma que o uso seguro dessas substâncias depende da chamada titulação de dose, processo em que o tratamento é iniciado com quantidades menores do medicamento e gradualmente ajustado até alcançar a dose adequada ou a resposta clínica desejada, sempre considerando a tolerância do paciente. Embora a agonorexia não esteja listada como diagnóstico oficial no DSM-5, manual da Associação Americana de Psiquiatria que estabelece critérios para transtornos mentais, médicos já identificam sinais clínicos que merecem atenção durante o acompanhamento de pacientes que utilizam essas medicações. Entre os sintomas relatados estão perda de peso acelerada, náuseas persistentes, fraqueza extrema, isolamento social e aumento compulsivo da atividade física. A psiquiatra Tâmara Kenski, professora da Faculdade de Medicina Santa Marcelina e especialista em emagrecimento, compulsão alimentar e fome emocional, afirma que certos comportamentos podem indicar risco. Segundo ela, “É um sinal de alerta vermelho quando o paciente valoriza excessivamente a diminuição do apetite ou demonstra ansiedade intensa para manter a medicação”. Entre os riscos clínicos associados ao uso inadequado das canetas emagrecedoras está a formação de cálculos biliares decorrente da perda de peso rápida. Esses cálculos podem migrar e desencadear quadros de pancreatite. Em situações mais graves, a pancreatite necrotizante pode levar à morte. Outro efeito observado por especialistas é a perda de massa magra. Mesmo quando a redução de peso ocorre principalmente pela diminuição da gordura corporal, parte da massa muscular também pode ser afetada. Macedo alerta que, sem acompanhamento nutricional adequado e sem a prática de exercícios de resistência para preservar a musculatura, o paciente pode enfrentar risco futuro de sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular. Segundo o endocrinologista, esse cenário pode ter consequências a longo prazo. Ele afirma: “Estamos criando uma geração que talvez, no futuro, tenha uma perda muscular importante. Estão perdendo um patrimônio, porque, para o envelhecimento, o músculo é o que vai determinar se o indivíduo será um idoso frágil ou não.” Diante desse quadro, especialistas defendem que o uso dessas medicações seja realizado apenas com prescrição médica e acompanhamento adequado. Entre as recomendações estão o acompanhamento por profissional qualificado — preferencialmente endocrinologista —, ajuste gradual das doses, orientação nutricional e prática de exercícios físicos voltados à preservação da musculatura. Além disso, quando há indícios de comportamento de risco ou de relação problemática com a alimentação, também é indicada avaliação psicológica. A psiquiatra Tâmara Kenski ressalta que as decisões sobre manter, reduzir ou interromper o tratamento devem ser tomadas com base em abordagem multidisciplinar. “A decisão de continuar, reduzir ou interromper a medicação deve ser multidisciplinar”. Macedo também faz críticas à comercialização dessas terapias em ambientes com foco estritamente estético. Segundo ele, existem clínicas que oferecem protocolos caros envolvendo soro, implantes e pacotes de tratamento. “Há clínicas que vendem protocolos caros com soro, implantes e pacotes; o foco precisa ser saúde, não lucro”, afirma. O especialista orienta pacientes a desconfiar de promessas de resultados rápidos e buscar informações em sociedades científicas reconhecidas. Ao final, ele resume o ponto central do debate sobre esses medicamentos: “A caneta — quando bem utilizada — não é perigosa. O problema é o uso indevido.”
- Crise internacional pode elevar preço do diesel e da gasolina já na próxima semana
Divulgação Conflito no Médio Oriente deve provocar aumento histórico no preço dos combustíveis. Os efeitos da escalada militar no Médio Oriente já começam a impactar diretamente o mercado de energia e o bolso dos consumidores. A expectativa é de que os preços dos combustíveis registrem uma forte alta a partir da próxima segunda-feira, 9 de março de 2026. Segundo previsões do setor energético, o aumento será impulsionado pela valorização do petróleo Brent crude oil nos mercados internacionais, movimento provocado principalmente pelas tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. As estimativas apontam para reajustes significativos nos combustíveis: Gasóleo: aumento que pode chegar a até 20 cêntimos por litro. Gasolina: subida prevista de cerca de 6 cêntimos por litro. Pressão geopolítica sobre o petróleo Um dos principais fatores por trás da alta é o risco de interrupção em rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do consumo mundial de petróleo. Qualquer ameaça de bloqueio nessa região gera forte reação imediata nos preços internacionais. Além disso, a instabilidade no Golfo Pérsico também pressiona os custos logísticos e de refinação, já que parte significativa da produção e do transporte global de petróleo depende da segurança nessa área. Mercado global em alerta Os mercados financeiros e as negociações de petróleo iniciaram a semana sob tensão após ataques atribuídos aos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, seguidos por uma retaliação de Teerã. A escalada do conflito aumenta a incerteza global e gera receio de interrupções no fornecimento energético. Analistas indicam que, caso o conflito se intensifique, novas altas no preço do petróleo podem ocorrer nas próximas semanas, ampliando ainda mais os impactos para consumidores e economias dependentes da importação de combustíveis. Fonte: Informações O Globo
- Trump indica senador Markwayne Mullin para comandar o Departamento de Segurança Interna dos EUA
Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (5) que o senador republicano Markwayne Mullin, representante do estado de Oklahoma, foi escolhido para assumir o cargo de secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). A indicação ocorre para substituir Kristi Noem, que deixará o comando da pasta ao final deste mês. O anúncio foi feito pelo próprio Trump por meio de sua rede social Truth Social. Segundo o presidente, Mullin deverá assumir a liderança do departamento em 31 de março de 2026, embora sua nomeação ainda dependa da confirmação pelo Senado norte-americano, conforme determina o processo institucional para cargos do gabinete presidencial. Kristi Noem havia sido escolhida por Trump para liderar o Departamento de Segurança Interna no início de seu governo. A pasta é responsável por coordenar políticas de segurança interna, incluindo o controle de fronteiras e a atuação de agências federais ligadas à imigração e à proteção do território dos Estados Unidos. Nos últimos dias, Noem vinha enfrentando crescente pressão política relacionada à sua atuação à frente do departamento. Críticas à sua gestão foram levantadas após audiências no Congresso e também por questionamentos envolvendo decisões administrativas e a condução de políticas da área. Entre os pontos que geraram controvérsia estavam a distribuição de recursos do órgão — especialmente a utilização de verbas para uma campanha publicitária que destacava a secretária — além de relatos contraditórios envolvendo mortes relacionadas a operações de agentes federais de imigração. Também houve críticas internas e externas sobre decisões administrativas tomadas durante sua gestão. Um exemplo citado foi a suspensão inesperada do programa TSA PreCheck em um momento de cortes orçamentários na agência responsável, medida que acabou sendo revertida poucas horas depois. De acordo com informações divulgadas pelo próprio Trump, Kristi Noem não deixará completamente a estrutura do governo. Ela passará a atuar como “enviada especial para o Escudo das Américas”, uma iniciativa de segurança voltada ao hemisfério ocidental que deverá ser anunciada em um evento na Flórida no sábado (7). A indicação de Mullin representa uma mudança significativa na composição do gabinete presidencial. Caso seja confirmado pelo Senado e deixe seu mandato, a vaga que ele ocupa no Senado pelos Estados Unidos poderá ser preenchida por nomeação do governador de Oklahoma até que os eleitores escolham um novo representante. Markwayne Mullin atua como senador desde 2023 e anteriormente representou o segundo distrito congressional de Oklahoma na Câmara dos Representantes entre 2013 e 2023. Filiado ao Partido Republicano, ele é considerado um aliado político de Trump e defensor de políticas rígidas relacionadas à segurança de fronteiras e imigração. Enquanto a confirmação pelo Senado não ocorre, a nomeação segue como parte do processo formal para que Mullin assuma o comando do Departamento de Segurança Interna, órgão que supervisiona diversas agências federais, incluindo aquelas responsáveis por segurança de fronteiras, transporte e resposta a desastres.
- Crise no Médio Oriente leva países asiáticos a restringirem consumo de petróleo
Divulgação Crise no Médio Oriente leva países asiáticos a adotar restrições ao consumo de petróleo. O impacto da crise energética provocada pelas tensões no Médio Oriente já começa a ser sentido em vários países da Ásia, que dependem fortemente do petróleo produzido na região e transportado pelo Estreito de Ormuz. Diante do cenário de incerteza e possível encarecimento do combustível, governos asiáticos passaram a adotar medidas para reduzir o consumo e garantir o abastecimento. Entre os países que já implementam estratégias para conter gastos com o chamado “ouro negro” estão Índia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh e Filipinas. Nas Filipinas, onde quase todo o petróleo consumido é importado, o governo orientou a população a reduzir o uso de ar-condicionado e a evitar deslocamentos considerados não essenciais. Outra possibilidade em análise é a adoção de uma semana de trabalho de quatro dias, medida que poderia diminuir o consumo de combustível e energia. Na Índia, a estratégia adotada envolve a ampliação da compra de combustíveis provenientes da Rússia, com isenções e facilidades que permitam garantir o abastecimento interno diante das oscilações no mercado internacional. Já o Japão tem priorizado medidas voltadas à proteção dos consumidores, enquanto a Tailândia busca novos mercados internacionais para adquirir petróleo bruto e gás natural, numa tentativa de reduzir a dependência das rotas e fornecedores tradicionais. As iniciativas refletem a preocupação crescente com os efeitos econômicos da instabilidade no mercado global de energia, especialmente em regiões altamente dependentes das exportações de petróleo do Oriente Médio. Fonte: Informaçoes AgBrasil
- Situação precária do atual mercado de Varginha gera crítica dos feirantes
Reprodução Os feirantes que trabalham no antigo Mercado do Produtor de Varginha continuam enfrentando condições precárias, mesmo após anos de reclamações e promessas de melhorias. O espaço, que se mantém com infiltrações, vazamentos e risco real de desabamento, segue funcionando como se nada estivesse acontecendo. Enquanto isso, o novo prédio construído recentemente para abrigar a feira permanece vazio, sem que haja qualquer previsão de utilização pelos produtores. Agora, a Prefeitura anuncia a construção de uma nova feira no bairro Santana, em um terreno na Avenida dos Expedicionários, ao lado do Centro Social Urbano. O anúncio foi feito aos feirantes no fim de fevereiro, em reunião na qual eles receberam um documento com três opções de local: a Avenida dos Expedicionários, a Estação Ferroviária e a Avenida Miguel Alves, no bairro Santa Maria. Segundo a administração, 37 pessoas escolheram o terreno que será finalmente utilizado. Para a feirante Cássia Pederiva, que não pôde participar da reunião, o essencial é que o novo espaço seja funcional. “Desde que seja bem feito, seja feito pra gente. Não precisa muita coisa. Um barracão com bancas, banheiro, um escritório. Estacionamento seria ótimo”, disse. O atual mercado, no entanto, segue colocando em risco quem trabalha ali. Lucas Pires, feirante há seis anos, descreve a situação como crítica: “O teto já cedeu, já rompeu. Chove em cima dos feirantes, teve gente que precisou ir para casa e perdeu dias de serviço. As pias, os banheiros, os lavatórios estão decadentes. Os bebedouros são insalubres. Está um caos mesmo. A gente está forçando o máximo para vir trabalhar.” Além da insegurança, o movimento caiu, e o medo de um acidente grave é constante. “Estamos à mercê da natureza. A hora que desabar na nossa cabeça, eles veem o que faz”, lamenta. Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Ronaldo Gomes de Lima Júnior, o prédio atual será demolido para dar lugar a uma rotatória com praça. Ele justifica que o investimento em reformas seria inviável diante das exigências do Ministério Público. O novo espaço promete cobertura metálica, áreas arejadas, bancas padronizadas e locais para cultura e crianças, mas não há previsão de início ou conclusão das obras. A decisão de transferir a feira alimenta críticas desde dezembro de 2024, quando o novo prédio foi inaugurado, mas nunca entrou em operação. Em audiência pública realizada em fevereiro, o vereador Cássio Chiodi (Solidariedade) criticou a falta de planejamento: “Os valores gastos, os aditivos, por que está parado, por que os produtores não foram consultados... Houve desperdício de dinheiro público. Lá atrás foi proposto uma coisa e, no meio do caminho, trocaram a ideia.” A Prefeitura justifica que o prédio inativo terá outra função, funcionando paralelamente ao novo mercado, como um espaço voltado a produtos típicos e especiais, em modelo semelhante ao de grandes capitais. Mas, para os feirantes que diariamente arriscam sua segurança no mercado antigo, a sensação é de abandono e descaso, sem prazo concreto para uma solução.
- Sargento da PM é executado em Campo Belo; operação policial termina com mortes e prisões
Reprodução Um sargento da Polícia Militar foi executado a tiros na noite desta última quarta-feira (4/3) em Campo Belo, município localizado no sul de Minas Gerais. A vítima, identificada como Rodrigo da Silva Pereira, atuava na 161ª Companhia da PM e tinha carreira consolidada na corporação, sendo conhecido entre colegas pelo profissionalismo e dedicação ao trabalho. O crime ocorreu no momento em que o policial chegava em sua residência, situada no bairro Vila Etna, surpreendendo-o de forma inesperada. Segundo informações da Polícia Militar, Rodrigo foi atacado por criminosos que se aproximaram em uma motocicleta. Imagens de câmeras de segurança registraram o instante em que o sargento estaciona seu veículo e, logo em seguida, os suspeitos se aproximam do lado do motorista, efetuando vários disparos. Familiares que estavam no local tentaram prestar socorro imediatamente, mas, infelizmente, o policial não resistiu aos ferimentos e veio a óbito ainda no local. Após o assassinato, a Polícia Militar rapidamente iniciou uma operação de grande porte com o objetivo de localizar e capturar os responsáveis pelo crime. Equipes da 6ª Região e reforços de Belo Horizonte participaram das buscas, demonstrando a mobilização da corporação para dar uma resposta imediata à violência. Durante a ação, ocorreram duas trocas de tiros entre policiais e suspeitos, evidenciando a gravidade e o risco enfrentado pelas equipes durante a operação. Conforme o balanço divulgado pela PM, dois homens acabaram mortos nos confrontos, enquanto três adultos foram detidos e um adolescente foi apreendido. Além das prisões, as equipes recolheram três armas de fogo, sendo uma pistola calibre 9 mm e dois revólveres, de calibres .32 e .38, que possivelmente foram utilizados no crime. O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, emitiu nota oficial lamentando “profundamente” a morte do sargento Rodrigo da Silva Pereira. No comunicado, ele destacou a dor e indignação da corporação diante do ocorrido e reforçou a solidariedade aos familiares da vítima. “Neste momento de dor e indignação, manifesto minha solidariedade aos familiares”, afirmou o coronel, ressaltando o compromisso da PM em investigar o caso e garantir a punição dos responsáveis. A morte do sargento Rodrigo mobilizou autoridades locais e a corporação, reforçando a importância das operações policiais de prevenção e resposta rápida a crimes de grande gravidade. A PM segue atuando para esclarecer todas as circunstâncias do crime e dar segurança à população da região. Fonte: Metrópoles
- Prefeitura de Juiz de Fora cria comitê de crise após recomendação do MPMG para enfrentar efeitos das chuvas
Divulgação Prefeitura de Juiz de Fora cria comitê para enfrentar impactos das chuvas após recomendação do MPMG. A Prefeitura de Juiz de Fora publicou na tarde desta quinta-feira (5) o Decreto nº 17.708/2026, que institui e regulamenta o Comitê de Enfrentamento das Consequências das Chuvas de Fevereiro de 2026. A medida foi adotada após recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), encaminhada ao município pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo. A recomendação nº 01/2026 foi enviada à prefeita Margarida Salomão no dia 4 de março e apontou a necessidade imediata de formalização de um Posto de Comando ou Sala de Crise, com estrutura organizada, definição de responsabilidades, protocolos operacionais e condições adequadas para atuação em situações de desastres climáticos. No documento, o Ministério Público ressaltou que o município possui obrigação legal de estruturar órgãos e ações de Defesa Civil. O órgão também destacou que cerca de 25% da população de Juiz de Fora vive em áreas classificadas como de risco geológico e hidrológico, conforme levantamento técnico. Com a publicação do decreto, o comitê passa a ter atribuições definidas, composição institucional e regime de funcionamento permanente enquanto estiver em vigor o estado de calamidade pública decretado no município. A estrutura inclui representantes de áreas estratégicas, responsáveis pela coordenação técnica das ações, comunicação com a população, apoio às vítimas, logística, atendimento em saúde, recuperação de vias públicas e articulação com as comunidades afetadas. A recomendação do Ministério Público foi assinada pelos promotores de Justiça Alex Fernandes Santiago, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Juiz de Fora; Leonardo Castro Maia, coordenador-geral do Núcleo de Acompanhamento de Reparações por Desastres (Nucard); Shirley Machado de Oliveira, coordenadora adjunta do Nucard; e Francisco Ângelo Silva Assis, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Velamento de Fundações e Alianças Intersetoriais. Reunião institucional Também nesta quinta-feira, os promotores Alex Fernandes Santiago e Mateus Netto das Flôres Coelho, coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande, participaram de reunião no gabinete da prefeita Margarida Salomão. Durante o encontro, foram apresentados esclarecimentos sobre o funcionamento do Gabinete de Crise, responsável por centralizar informações, integrar procedimentos e coordenar as ações da administração municipal diante dos impactos causados pelas chuvas. Também participaram da reunião a secretária de Desenvolvimento Urbano Cidinha Louzada, o procurador-geral do município Marcus Motta, o capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais Paulo Firme e o sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Adenir, representante do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) do Ministério Público. Na ocasião, a secretária Cidinha Louzada apresentou aos promotores a sala de monitoramento da Defesa Civil Municipal e conduziu uma reunião com representantes de diversos órgãos da prefeitura, com participação do Ministério Público. Os promotores destacaram que o atendimento à recomendação deve contribuir para melhorar a comunicação entre as instituições e fortalecer a coordenação das ações de resposta ao desastre, especialmente diante da existência de áreas de risco e da previsão de novas chuvas intensas na região. Fonte: MPMG
- Tiradentes começa a substituir cavalos por charretes elétricas em passeios turísticos
Divulgação MPMG entrega primeiras charretes elétricas e inicia substituição da tração animal em Tiradentes. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entregou, na manhã desta quinta-feira (5), dez charretes elétricas ao município de Tiradentes, na região do Campo das Vertentes. A iniciativa marca o início da substituição gradual da tração animal por tecnologia elétrica nos tradicionais passeios turísticos da cidade. A medida tem como eixo central o Direito dos Animais e busca preservar a tradição local ao mesmo tempo em que promove inovação, responsabilidade social e proteção aos animais. A previsão é de que outras 20 charretes elétricas sejam entregues ao município por meio do mesmo projeto. A ação faz parte do Projeto Charretour, desenvolvido pelo Instituto Arbo e viabilizado com recursos de medidas compensatórias obtidas pelo MPMG, destinados por meio da Plataforma Semente. O tema é acompanhado pela Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais (Ceda), em apoio à Promotoria de Justiça de São João del-Rei. Segundo a coordenadora da Ceda, a promotora de Justiça Luciana Imaculada de Paula, cada charreteiro deverá entregar o veículo antigo e os dois animais utilizados para a tração, recebendo em troca uma charrete elétrica. Os cavalos serão encaminhados para programas de adoção responsável, conduzidos por entidades de proteção animal com supervisão do Ministério Público. “Depois de passar uma vida puxando veículos em Tiradentes, agora os cavalos terão direito de descansar”, afirmou a promotora. Ela ressaltou ainda que a entrega das novas charretes representa um consenso entre diferentes setores envolvidos no processo, incluindo o movimento de proteção animal, os trabalhadores da atividade turística e o poder público. “Todos entenderam que a transição é necessária. Esse consenso trouxe um desfecho favorável, um sentimento de ganho de todas as partes”, destacou. A expectativa, de acordo com Luciana, é que o modelo implantado em Tiradentes sirva de referência para outras cidades turísticas de Minas Gerais. Municípios como Caxambu, São Lourenço e Poços de Caldas já iniciaram processos semelhantes de transição. A diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, a médica-veterinária Vânia Plaza Nunes, informou que será realizada uma triagem para selecionar interessados em adotar os cavalos que antes eram utilizados nas charretes. “Nós montamos um programa para adoção, garantindo que toda essa cadeia de mudança social possa ocorrer com respeito aos trabalhadores, aos animais e aos cidadãos”, afirmou. Interessados devem procurar o Fórum ou o Instituto Arbo. Para o promotor de Justiça de São João del-Rei, Adalberto de Paula Christo Leite, a iniciativa simboliza um avanço em meio a um cenário global marcado por conflitos e violência. “A entrega das charretes é uma construção entre as partes envolvidas, é um sinal de compaixão e amor às criaturas e aos homens”, avaliou. A solenidade também contou com a presença do procurador-geral de Justiça Adjunto Institucional do MPMG, Hugo Barros de Moura Lima. Entre os profissionais beneficiados pela iniciativa está o charreteiro Reginaldo Dantas, que atua na atividade há 28 anos. Ele participou de um treinamento de seis meses com um protótipo do novo veículo. Segundo ele, a charrete elétrica possui capacidade para quatro passageiros com cinto de segurança e deverá circular pelo centro histórico a cerca de 12 km/h, velocidade considerada adequada para que turistas apreciem o trajeto. O veículo, no entanto, pode atingir até 30 km/h com segurança. O projeto das charretes elétricas foi impulsionado por uma Ação Civil Pública proposta pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que resultou em acordo judicial para a substituição gradual da tração animal. A iniciativa foi formalizada por meio de um termo de compromisso firmado entre o MPMG, a Ceda, a Promotoria de Justiça de São João del-Rei, o Instituto Arbo, a Prefeitura de Tiradentes, a Associação de Charreteiros, o Fórum Nacional e o deputado Noraldino Júnior. As novas charretes foram desenvolvidas pela empresa Verth, que produz carruagens com motorização 100% elétrica, combinando tecnologia, sustentabilidade e preservação estética da experiência turística tradicional. Fonte: MPMG
- Procon-MPMG capacita fiscais em curso “Caçadores de Fraudes” para reforçar fiscalização em Minas
Divulgação Procon-MPMG capacita fiscais em curso “Caçadores de Fraudes” para reforçar fiscalização em Minas Gerais. O Procon-MPMG, órgão vinculado ao Ministério Público de Minas Gerais, promoveu entre os dias 3 e 5 de março um curso de capacitação voltado às equipes de fiscalização que atuam em diversas regiões do estado. A iniciativa, intitulada “Caçadores de Fraudes”, teve como objetivo fortalecer o trabalho dos agentes fiscais na identificação de irregularidades no mercado de consumo. Durante a formação, os participantes receberam treinamento para detectar fraudes em bombas de combustíveis, irregularidades na revenda de botijões de gás de cozinha e também a falsificação de medicamentos e de outros produtos, como bebidas, roupas, bolsas e perfumes. No primeiro dia de atividades, o foco foi a cultura da integridade institucional. Os conteúdos abordaram temas como missão institucional, compliance e responsabilidade no âmbito do Ministério Público, além do papel dos agentes fiscais na preservação da ética e da credibilidade da instituição. Na ocasião, o promotor de Justiça e coordenador do Procon Estadual, Luiz Roberto Franca Lima, destacou a importância do trabalho desempenhado pelos fiscais. “Vocês são os olhos do Procon, que percebem o ambiente dos comércios e os sentimentos dos consumidores no dia a dia”, afirmou. Já no segundo dia, as atividades tiveram caráter mais prático, com orientações voltadas à fiscalização em áreas sensíveis das relações de consumo. Entre os temas discutidos estiveram o combate a fraudes eletrônicas, irregularidades na contratação de empréstimos e a proteção de consumidores vulneráveis, especialmente idosos. Também foi realizada atualização do roteiro de fiscalização do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O terceiro e último dia do curso foi dedicado à troca de experiências entre os participantes, à análise prática para identificação de metanol em combustíveis e à realização de um fórum de debates para levantamento de desafios enfrentados nas diferentes regiões do estado e apresentação de propostas para aprimorar as ações fiscalizatórias. De acordo com o coordenador da Divisão de Fiscalização das Relações de Consumo (Difis), Luiz Otávio Teixeira, a capacitação contribui para padronizar e fortalecer o trabalho das equipes. “A capacitação é fundamental para o nivelamento técnico entre as equipes que atuam em diferentes partes de Minas. O encontro também é uma oportunidade para identificar os desafios de cada localidade e melhorar ações futuras. Durante o curso surgiram novas ideias e sugestões que foram registradas para que o conhecimento não se perca”, declarou. O curso foi promovido pela Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC) e realizado na sede do Procon-MPMG, em Belo Horizonte, reunindo cerca de 50 fiscais e especialistas de diferentes áreas, incluindo representantes de órgãos reguladores e instituições parceiras. Entre os participantes esteve o agente fiscal da comarca de Teófilo Otoni, Márcio Mota, que atua há 27 anos no Ministério Público e destacou a importância da formação continuada. “Foram três dias muito produtivos. Eu sempre participo dos cursos, pois isso agrega demais ao meu conhecimento teórico e prático da profissão, principalmente o intercâmbio de experiências entre os servidores.” Fonte: PROCON
- Calamidade em Juiz de Fora: Ministério Público investiga reajustes abusivos de aluguéis
Divulgação MPMG recomenda suspensão de reajustes abusivos de aluguel durante calamidade pública em Juiz de Fora. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou que imobiliárias e representantes do setor comercial de locações de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, não realizem reajustes de aluguéis sem justa causa enquanto estiver em vigor o Decreto Municipal nº 17.693/2026, que declarou estado de calamidade pública no município após as fortes chuvas registradas na última semana. O decreto estabelece situação emergencial pelo período de 180 dias. A recomendação foi expedida nesta terça-feira, 3 de março, pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da cidade, após relatos de aumentos expressivos nos valores de locação, muito acima da média anteriormente praticada no município. Segundo o órgão, o objetivo da medida é evitar práticas abusivas em um momento de grande vulnerabilidade social, provocado pelo desalojamento de milhares de pessoas atingidas por inundações e desabamentos. Diante das denúncias recebidas, o promotor de Justiça Juvenal Martins Folly determinou a instauração de uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades. Como parte do procedimento, imobiliárias da cidade serão notificadas, por amostragem, para apresentar informações sobre reajustes recentes aplicados em contratos de aluguel. O representante do Ministério Público destacou que, embora o órgão não possa interferir diretamente nas relações contratuais entre locadores e locatários — já que as cláusulas são estabelecidas livremente entre as partes — o aumento injustificado de preços em situações de crise coletiva pode configurar crime contra a economia popular. A prática é prevista no artigo 4º, alínea “b”, da Lei nº 1.521/1951, que trata de crimes contra a economia popular e proíbe a elevação de preços sem justa causa em contextos que envolvam necessidade coletiva ou situação emergencial. Com base nesses fundamentos, o MPMG recomendou que imobiliárias e representantes do setor evitem qualquer reajuste injustificado durante o período de calamidade pública. A intenção é impedir que o mercado imobiliário se aproveite da alta demanda por moradias, provocada pela situação de emergência, para impor aumentos desproporcionais à população afetada. A Promotoria de Justiça informou ainda que continuará monitorando a conduta das imobiliárias e do setor de locações durante todo o período emergencial. Caso sejam constatadas práticas abusivas, o Ministério Público poderá adotar medidas administrativas e judiciais para assegurar a proteção dos consumidores e o cumprimento da legislação vigente. Fonte: MPMG


























