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  • Homem morre durante abordagem policial na Pavuna, na Zona Norte do Rio

    Reprodução Um homem morreu durante uma abordagem policial na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso ocorreu enquanto policiais militares realizavam uma ação na região. A vítima estava dentro de um veículo quando foi atingida pelos disparos. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) abordaram o carro e efetuaram disparos durante a ação. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A corporação informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) também assumiu a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para esclarecer o que aconteceu durante a abordagem policial. O episódio aconteceu na Pavuna, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, e mobilizou equipes de segurança e investigação. As autoridades buscam reunir informações que permitam entender a dinâmica da ação e a conduta dos envolvidos. A Polícia Militar não detalhou, até o momento, as circunstâncias que levaram aos disparos durante a abordagem. O procedimento interno aberto pela corporação tem o objetivo de analisar a atuação dos policiais na ocorrência. Enquanto isso, a investigação conduzida pela Polícia Civil segue em andamento, com a coleta de informações e depoimentos para esclarecer o caso.

  • Minha Casa, Minha Vida amplia limites e facilita financiamento para classe média

    Divulgação Caixa e Banco do Brasil começam a financiar imóveis com novas regras do Minha Casa, Minha Vida. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciaram, nesta quarta-feira (22/4), a concessão de crédito imobiliário com as novas regras do programa Minha Casa Minha Vida. As mudanças ampliam o alcance do programa, permitindo financiar imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. A atualização eleva os limites de renda e o valor dos imóveis em todas as faixas, facilitando o acesso a moradias maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado. A expectativa do governo federal é beneficiar ao menos 87,5 mil famílias em todo o país. Novas faixas de renda Os limites foram ampliados da seguinte forma: Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000 Com isso, famílias que antes estavam fora ou em faixas com juros mais altos passam a ter acesso a condições melhores. Um exemplo é o de quem ganha entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil: antes enquadrado na faixa 3, com juros de cerca de 8,16% ao ano, agora passa para a faixa 2, com taxas em torno de 7% ao ano. Valor dos imóveis também sobe O teto para financiamento dos imóveis também foi reajustado: Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil até R$ 275 mil (dependendo da localidade) Faixa 3: de R$ 350 mil para até R$ 400 mil Faixa 4: de R$ 500 mil para até R$ 600 mil Na prática, isso significa que, com a mesma renda, o comprador pode adquirir um imóvel de melhor padrão ou reduzir o valor da entrada, tornando o crédito mais acessível. Impacto das mudanças A ampliação das faixas deve incluir cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 e outras 8,2 mil na faixa 4. A medida ocorre em um contexto de juros elevados no país, com a taxa Selic ainda em patamares altos — após ter atingido 15% e atualmente em torno de 14,75%. Antes das mudanças, muitas famílias da classe média ficavam fora do programa e precisavam recorrer a financiamentos com taxas mais elevadas. Agora, com o novo teto de renda — que subiu de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano —, esse público passa a ser contemplado. A Faixa 4, criada em 2025 para rendas de até R$ 12 mil, também foi ampliada, consolidando a estratégia do governo de incluir a classe média no programa habitacional. Fonte: CorreioBraziliense

  • Flávio Bolsonaro é orientado a reforçar compromisso com a democracia em pré-campanha

    O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem sido orientado por aliados a assumir um compromisso mais explícito com a estabilidade democrática durante sua pré-campanha. A sugestão, defendida por dirigentes ligados à direita, é incluir no programa de governo uma posição clara em defesa do regime democrático e do respeito ao resultado das urnas. A estratégia busca funcionar como uma espécie de “vacina eleitoral”, além de responder às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem associado o senador a posições mais radicais. Outro objetivo da proposta é reduzir o impacto de acusações relacionadas à possibilidade de novos episódios semelhantes aos atos de 8 de janeiro de 2023. Desde o início da pré-campanha, Flávio Bolsonaro tem adotado um discurso considerado mais moderado, tentando se diferenciar da imagem política do pai e ampliar diálogo com eleitores de centro. Durante viagem à Europa, Lula voltou a reforçar o discurso sobre o avanço da chamada “extrema direita” no cenário internacional, posicionando-se como defensor do diálogo e da soberania. Nos bastidores, também é defendido que Flávio Bolsonaro inclua em seu programa de governo um aceno ao diálogo com o Supremo Tribunal Federal (STF), como forma de reduzir tensões institucionais. Além disso, há a sugestão de propostas voltadas a grupos como mulheres e negros, ampliando o alcance de suas propostas políticas.

  • ALMG lança guia com direitos e serviços para pessoas com deficiência em MG

    Divulgação ALMG lança guia prático com direitos e serviços para pessoas com deficiência em Minas Gerais. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais lançou a primeira edição do “Guia Prático – Direitos, Benefícios e Serviços para Pessoa com Deficiência”, uma publicação voltada a ampliar o acesso à informação e fortalecer o exercício da cidadania em todo o estado. O material reúne, de forma clara e acessível, orientações sobre direitos garantidos por lei, benefícios sociais e caminhos para acesso a serviços públicos, com foco na promoção da autonomia, inclusão e igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência. Conteúdo e orientações Elaborado com base em legislações federais e estaduais e seguindo os princípios da linguagem simples, o guia aborda temas fundamentais como: Acessibilidade Educação Saúde Trabalho e emprego Assistência social Transporte Acesso à Justiça Organizado por áreas temáticas, o documento funciona como um material de referência não apenas para pessoas com deficiência, mas também para familiares, cuidadores e profissionais que atuam diretamente com esse público. A proposta é sistematizar informações e indicar, de forma prática, os caminhos para acessar direitos, benefícios e serviços disponíveis. Apoio institucional A Defensoria Pública de Minas Gerais, por meio da Defensoria Especializada em Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, integra o guia como uma das instituições de referência na defesa e garantia dos direitos desse público. A iniciativa reforça a importância da informação como ferramenta essencial para a inclusão social e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência em Minas Gerais. Fonte:DPMG

  • Navios são atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo agência marítima

    Reprodução Pelo menos dois navios foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo informações da organização United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). O incidente ocorreu em meio à tensão na região, considerada uma das principais rotas marítimas do mundo, especialmente para o transporte de petróleo. De acordo com a agência, uma das embarcações sofreu danos graves na ponte de comando após ser alvejada. O ataque teria sido realizado por uma lancha ligada à Guarda Revolucionária do Irã, conforme relato divulgado. Os disparos ocorreram após o anúncio de extensão do cessar-fogo pelos Estados Unidos, contexto em que a região ainda enfrenta instabilidade. A ocorrência reforça o cenário de insegurança para a navegação no estreito, que já vinha sendo afetado por episódios recentes envolvendo embarcações comerciais. Segundo a UKMTO, os ataques envolveram navios porta-contêineres, atingidos enquanto transitavam pela área. A organização acompanha incidentes marítimos e emite alertas para navegação, especialmente em zonas de risco elevado. O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica e tem sido foco de episódios recentes relacionados ao conflito na região. A intensificação de ataques e ações militares tem impactado o fluxo de embarcações, elevando a preocupação de autoridades e operadores do setor marítimo. As informações sobre os disparos foram divulgadas por agências internacionais e reforçam o clima de instabilidade, mesmo após tentativas de cessar-fogo. O episódio se soma a outros registros recentes de ataques e incidentes envolvendo navios na área.

  • Abastecimento com motor ligado provoca incêndio em Kombi em Boa Esperança

    Kombi pega fogo durante abastecimento em posto de combustíveis em Boa Esperança. Um incêndio em veículo mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais na madrugada. De acordo com os bombeiros do Posto Avançado da cidade, a ocorrência foi registrada por volta das 5h32, na Avenida Dr. Olavo Freire da Silva, em frente ao Posto de Combustível Beira Lago. Ao chegarem ao local, os militares encontraram uma VW Kombi completamente tomada pelas chamas. Utilizando técnicas de combate a incêndio, a equipe conseguiu controlar o fogo e realizar o trabalho de rescaldo para evitar reignição. Segundo informações apuradas, o incêndio teve início no momento em que o veículo era abastecido com o motor ainda em funcionamento, situação considerada de risco em postos de combustíveis. Uma equipe da Polícia Militar também esteve no local para apoio à ocorrência. Apesar da gravidade do incêndio, não houve vítimas. Fonte: CBMG

  • Master propôs ao BRB oferta de crédito com base em benefícios sociais

    Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou irregularidades em operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, após a descoberta de fraudes em carteiras de crédito adquiridas pela instituição pública. De acordo com o documento, o Banco Master apresentou, como alternativa, ativos vinculados a beneficiários de auxílio emergencial, empresas com baixo capital social e até um consórcio gestor de cemitérios em São Paulo. Essas informações foram encaminhadas pelo BRB ao Coaf em novembro do ano passado. No mesmo período, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, que era administrado por Daniel Vorcaro. Relatório aponta problemas em créditos bilionários O relatório de inteligência financeira, com 33 páginas, detalha inconsistências nos ativos apresentados e destaca irregularidades em direitos creditórios que somam R$ 6,6 bilhões. Além disso, a investigação da Polícia Federal indica que o Banco Master estruturou carteiras de crédito consignado e posteriormente vendeu esses ativos ao BRB por R$ 12,2 bilhões. Após questionamentos do Banco Central, o BRB recebeu autorização para substituir as carteiras consideradas problemáticas. No entanto, a medida não resolveu completamente as inconsistências identificadas. Banco Central exigiu provisão bilionária No início deste ano, o Banco Central determinou que o BRB realizasse provisão de pelo menos R$ 5 bilhões para cobrir possíveis prejuízos relacionados à operação. Segundo o órgão regulador, esse valor pode ser ainda maior, dependendo da qualidade dos ativos envolvidos na negociação. Acordo prevê transferência de ativos Na segunda-feira (20), o BRB confirmou um acordo para transferir R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master para um fundo gerido pela Quadra Capital. A operação envolve, principalmente, créditos vinculados ao programa Credcesta, voltado a servidores públicos. Carteiras envolvem beneficiários de auxílio De acordo com o Coaf, quatro carteiras de crédito apresentadas ao BRB tiveram origem em empresas cujos sócios ou administradores receberam auxílio emergencial durante a pandemia. Juntas, essas operações somam cerca de R$ 768,3 milhões. Essas carteiras foram estruturadas por empresas que adquiriram créditos e posteriormente os revenderam ao Banco Master, antes de integrarem a proposta de substituição dos ativos. Casos específicos levantam suspeitas Em três situações analisadas, aparece como beneficiário do auxílio Everton Mendonça Pereira, ligado a empresas como Gran Viver Urbanismo, RMEX Construtora e SEJ Consultoria. Essas companhias são responsáveis por créditos que totalizam R$ 588 milhões. Além disso, Everton recebeu R$ 7,2 mil em auxílio emergencial entre abril de 2020 e janeiro de 2022, conforme dados do Portal da Transparência. Outro nome citado é o de Natan Aparecido Barros, que também recebeu auxílio em 2020 e figura como presidente da Gran Viver Urbanismo. Já Everton aparece como diretor da empresa. Empresa contesta apontamentos Em nota, a Gran Viver afirmou que considera “imprecisas” as associações entre pessoas físicas e operações empresariais. A empresa também destacou que atua no setor imobiliário há mais de 45 anos. O caso segue sob análise dos órgãos de controle e investigação, enquanto as autoridades avaliam os desdobramentos das operações financeiras. Fonte: Revista Oeste

  • Limpeza e obras no asfalto movimentam bairros de Varginha nesta quarta

    Divulgação Limpeza urbana e manutenção asfáltica mobilizam equipes nesta quarta (22) em Varginha. A Prefeitura de Varginha realiza nesta quarta-feira (22) serviços de limpeza urbana e manutenção asfáltica em diferentes regiões da cidade, com atuação de equipes ao longo do dia. Limpeza urbana As ações de capina estão sendo realizadas em diversos pontos do município, incluindo: Avenida Celina Ferreira Ottoni Bairro Santa Maria Bairro Santa Terezinha Nova Varginha Bairro Resende Região Central Mina, no bairro Campos Elíseos Manutenção asfáltica Também nesta quarta-feira (22), equipes executam serviços de manutenção asfáltica nos bairros: Bela Vista Imaculada A administração municipal orienta motoristas e pedestres a redobrarem a atenção ao transitarem pelas áreas que recebem os serviços, devido à presença de trabalhadores e possíveis intervenções no tráfego. Fonte: PMV

  • Acidente devastador mata família inteira e mobiliza resgate em rodovia mineira

    Divulgação Seis pessoas da mesma família morrem em grave acidente na BR-251, no Norte de Minas. Um grave acidente registrado na madrugada desta terça-feira (21), por volta das 3h20, resultou na morte de seis pessoas de uma mesma família na BR-251, na altura do km 263, na região de Salinas, no Norte de Minas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, houve uma colisão frontal entre uma carreta e um automóvel Fiat Palio. Todas as vítimas estavam no carro, incluindo um cachorro que também morreu no local. O veículo de passeio seguia de São Paulo com destino a Nova Canaã. Já a carreta fazia o trajeto entre Lauro de Freitas e Imbituba, transportando produtos diversos de uma empresa de vendas on-line. O motorista da carreta, de 36 anos, não sofreu ferimentos. Segundo a PRF, morreram no local um homem de 49 anos, que conduzia o veículo, uma mulher de 39 anos, três filhos do casal — de 3, 10 e 15 anos — e a avó materna das crianças, de 59 anos. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atuaram no resgate. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Taiobeira. A perícia da Polícia Civil, junto à PRF, investiga as causas do acidente. A rodovia foi totalmente liberada por volta das 8h30. Outro acidente na BR-116 deixa uma vítima na Zona da Mata Outro acidente grave foi registrado na tarde de segunda-feira (20) na BR-116, no município de Divino, na Zona da Mata mineira. O servidor público Robson Rodrigues de Lima morreu após a ambulância que conduzia colidir com uma carreta. Ele estava sozinho no veículo no momento do acidente. Em nota, a prefeitura lamentou a morte do servidor e destacou sua dedicação ao serviço público: "Profissional dedicado, Robson construiu uma trajetória marcada pelo compromisso, responsabilidade e cuidado com a população, sendo reconhecido pelo importante serviço prestado ao município." As circunstâncias do acidente também serão apuradas. Fonte: AgBrasil

  • Anvisa impõe alerta obrigatório e limita dose de cúrcuma em suplementos após risco raro ao fígado

    Reprodução A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas medidas para medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, incluindo a obrigatoriedade de alertas nos rótulos e a limitação de doses da substância. A decisão foi tomada após a identificação de casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos, especialmente em cápsulas e extratos concentrados. Segundo a agência, o alerta tem como base investigações internacionais que identificaram suspeitas de intoxicação hepática em pessoas que consumiram produtos com cúrcuma ou curcuminóides. O risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam a absorção da curcumina pelo organismo, fazendo com que os níveis da substância sejam muito superiores aos obtidos na alimentação. Autoridades sanitárias de países como Itália, Austrália, Canadá e França já haviam emitido comunicados semelhantes após registrarem casos de danos ao fígado associados ao consumo desses suplementos. Em alguns locais, houve proibição de produtos e exigência de avisos de segurança. Na França, foram identificados diversos relatos de efeitos adversos, incluindo episódios de hepatite, no sistema de monitoramento de segurança alimentar. Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização das bulas de medicamentos que contêm cúrcuma, com inclusão de avisos de segurança. Para os suplementos alimentares, a agência iniciou um processo de reavaliação do uso da substância e passou a exigir a presença de advertências obrigatórias nos rótulos sobre a possibilidade de efeitos adversos. A agência também orienta consumidores e profissionais de saúde sobre sinais que podem indicar problemas no fígado, como pele ou olhos amarelados, urina escura, cansaço excessivo sem explicação, náuseas e dores abdominais. Em caso de sintomas, a recomendação é interromper o uso do produto e procurar atendimento médico, além de registrar possíveis reações adversas nos sistemas de monitoramento. A Anvisa reforça que o alerta não se aplica ao uso da cúrcuma como alimento no dia a dia. O pó utilizado na culinária é considerado seguro, pois não há evidências de risco associado ao consumo alimentar da substância. A diferença está na concentração e na forma de absorção presentes em medicamentos e suplementos, que podem levar a níveis mais elevados no organismo.

  • Justiça condena médico por falha após cirurgia de vesícula em MG

    Divulgação Paciente deve ser indenizada após falha em acompanhamento pós-cirurgia da vesícula em MG. A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um médico ao pagamento de indenização a uma paciente que sofreu complicações graves após uma cirurgia na vesícula. A decisão foi proferida pela 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu negligência no acompanhamento pós-operatório e fixou os danos morais em R$ 40 mil. O julgamento confirmou sentença da Comarca de Ferros, na região Central do estado, apontando que o profissional não adotou as medidas necessárias para investigar e tratar corretamente o quadro clínico da paciente após o procedimento. Cirurgia e agravamento do quadro De acordo com o processo, a paciente foi internada em dezembro de 2008 com queixas de dores e, após diagnóstico de problema na vesícula, foi submetida à cirurgia. Durante o procedimento, houve uma lesão que não foi identificada ainda no período de internação. Após receber alta, a mulher passou a apresentar sintomas como icterícia (pele amarelada) e acúmulo de líquidos no organismo, sinais compatíveis com vazamento de bile. Mesmo diante do agravamento, o médico optou por um tratamento conservador, com uso de medicamentos comuns, sem solicitar exames complementares. Diante da piora, a paciente buscou atendimento em outro hospital, em janeiro de 2009, quando foi internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A nova equipe médica constatou o vazamento de bile no abdômen, decorrente da lesão sofrida na cirurgia anterior. Ela precisou passar por drenagem, além de duas cirurgias reparadoras. A internação durou cerca de um mês em Belo Horizonte, período em que também tratou uma infecção hospitalar. Após a alta, ainda permaneceu por meses utilizando drenos. Sequelas e decisão judicial Com base em laudos periciais, a Justiça entendeu que, embora a lesão possa ser considerada um risco inerente ao procedimento, houve falha no acompanhamento posterior. A conduta do médico foi considerada determinante para o agravamento do estado de saúde da paciente. Segundo a decisão, a negligência resultou em complicações severas, exigindo múltiplas intervenções e deixando sequelas permanentes, incluindo comprometimento significativo do aparelho digestivo e perda parcial da capacidade de trabalho. O médico recorreu, alegando que não houve erro durante a cirurgia e que a paciente teria contribuído para o agravamento ao interromper o acompanhamento médico. No entanto, o relator do caso, desembargador Gilson Soares Lemes, manteve a condenação. Ele destacou que a perícia afastou falha no ato cirúrgico, mas confirmou negligência no pós-operatório, especialmente pela ausência de investigação adequada dos sintomas apresentados. A decisão também considerou o conceito jurídico de “perda de uma chance”, ao entender que a paciente teve reduzidas as possibilidades de recuperação plena em razão da conduta adotada. Fonte:TJ

  • Flávio Roscoe se consolida como nome ao governo de Minas e passa a ser cotado também em chapa nacional

    Nome de Flávio Roscoe avança no debate sobre 2026 em Minas, com apoio de setores sociais e produtivos e passa a ser citado também em articulações nacionais do PL O nome de Flávio Roscoe vem ganhando espaço no cenário político mineiro como uma das alternativas em discussão para a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. Em paralelo ao avanço no debate estadual, o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também passou a ser citado em articulações nacionais do Partido Liberal (PL), inclusive como possível integrante de uma composição majoritária em nível federal, em cenários que cogitam uma chapa presidencial com Flávio Bolsonaro na cabeça e Flávio Roscoe como possível vice. Em entrevista à rádio Itatiaia, o senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos articuladores políticos do partido, afirmou que Roscoe é um “quadro de nível nacional”, com potencial para participar tanto de disputas regionais quanto de composições em âmbito federal. Segundo o parlamentar, sua eventual participação dependerá de construção política e alinhamento partidário, podendo ocorrer em Minas Gerais ou em uma composição mais ampla. A filiação de Flávio Roscoe foi acompanhada por lideranças do partido, como o presidente Valdemar Costa Neto, o deputado federal Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado por Minas, o senador Rogério Marinho e o líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Em poucas semanas desde que colocou seu nome à disposição do PL e das diretrizes nacionais da legenda, Roscoe passou a reunir manifestações de apoio não apenas do setor produtivo, onde já exerce liderança reconhecida desde 2018, mas também de representantes da educação, da infraestrutura, do meio ambiente, da saúde, da segurança pública e de lideranças municipais em diferentes regiões do estado. A percepção predominante entre interlocutores ouvidos pela reportagem é a de que Roscoe chega ao centro do debate político com um diferencial específico: o de um gestor cuja trajetória pública e institucional se construiu menos no campo da retórica partidária e mais na formulação de propostas, na articulação de soluções e na condução de resultados concretos. Nesse contexto, a discussão sobre seu eventual projeto político tem sido acompanhada de uma leitura mais ampla sobre o papel da gestão pública na transformação social. A avaliação recorrente é a de que, em Minas Gerais, a eficiência administrativa deixou de ser apenas uma bandeira técnica para se tornar também um tema social. Em outras palavras, governar bem já não significa apenas equilibrar contas ou desburocratizar processos: significa criar condições para que crianças aprendam mais, jovens tenham acesso à formação técnica, trabalhadores encontrem oportunidades, empresas invistam, cidades se desenvolvam e serviços públicos funcionem com maior qualidade. Apoio extrapola a indústria e alcança setores sociais O apoio à presença de Roscoe no cenário político partiu, como era esperado, do meio industrial, mas não ficou restrito a ele. A reportagem ouviu representantes de sindicatos patronais, lideranças comunitárias, prefeitos, vereadores e interlocutores de áreas ligadas à educação, cultura, segurança, saúde e infraestrutura. O diagnóstico predominante foi o de que sua entrada no palco central da política mineira foi bem recebida por diferentes segmentos. Na educação, por exemplo, a gestão de Roscoe na FIEMG é frequentemente associada à expansão da rede SESI e SENAI em Minas Gerais. Lideranças da área apontam que o crescimento das escolas da rede, a ampliação de vagas e o fortalecimento da formação profissional produziram uma inflexão importante no debate sobre qualificação, inclusão e empregabilidade. A leitura é a de que o industrial demonstrou, nesse campo, uma visão que conecta produtividade e desenvolvimento humano, com forte dimensão social. Essa correlação entre gestão e impacto social tem sido um dos argumentos centrais apresentados por seus apoiadores. Para esse grupo, a boa administração não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como instrumento de transformação da vida cotidiana. Uma escola melhor gerida reduz evasão e amplia horizontes; um sistema tributário mais racional atrai investimentos e gera emprego; uma política energética moderna reduz custos e favorece competitividade; um ambiente regulatório mais eficiente destrava obras, amplia arrecadação e acelera entregas à população. Pacto por Minas: base técnica de um projeto de Estado Embora Roscoe ainda não esteja em campanha e, portanto, não tenha apresentado formalmente um plano de governo, parte relevante das ideias hoje associadas ao seu nome já aparece em documentos, seminários e estudos elaborados sob sua liderança na FIEMG. O principal deles é o Pacto por Minas, uma agenda de desenvolvimento estadual construída com apoio de corpo técnico especializado nas áreas de economia, engenharia, gestão, infraestrutura, educação e ambiente de negócios. O conjunto de propostas foi concebido não como plataforma eleitoral, mas como contribuição estruturada ao desenvolvimento de Minas Gerais. Ainda assim, a densidade técnica do material e sua repercussão junto ao governo estadual, ao setor produtivo e à sociedade civil fizeram do Pacto por Minas uma referência importante do modo de pensar a gestão defendido por Roscoe. Um dos aspectos mais destacados dessa agenda é seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Isso reforça a visão de que desenvolvimento econômico e responsabilidade social não são agendas opostas, mas dimensões complementares de uma administração pública moderna. Educação: produtividade, inclusão e futuro Na área educacional, o Pacto por Minas apresenta um conjunto robusto de medidas que dialogam diretamente com os ODS 4 (Educação de Qualidade), 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). Entre os principais pontos estão a ampliação da oferta de cursos profissionalizantes, a alfabetização na idade certa, o fortalecimento da gestão escolar, programas de recomposição das aprendizagens, integração entre ensino médio e formação técnica, valorização das escolas com melhores indicadores e apoio às unidades com maiores dificuldades. A lógica por trás dessas propostas é clara: educação de qualidade não se limita à sala de aula; ela repercute no mercado de trabalho, na renda das famílias, na produtividade das empresas e na redução das desigualdades regionais. Ao defender a expansão do ensino técnico e da formação profissional, Roscoe insere a educação no centro de uma estratégia de desenvolvimento que combina inclusão social e competitividade econômica. Essa visão já se refletiu na própria trajetória da FIEMG sob sua gestão. A expansão da rede SESI e SENAI, frequentemente citada por lideranças do setor, é interpretada como evidência prática de que investir em capital humano gera resultados amplos: qualifica trabalhadores, atende demandas da indústria, amplia a empregabilidade e melhora a capacidade de inserção social da população. Eixo trabalhista: emprego, dignidade e inclusão produtiva No campo trabalhista, as propostas associadas ao Pacto por Minas se conectam especialmente aos ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 10 (Redução das Desigualdades) e 1 (Erradicação da Pobreza). Entre as iniciativas destacadas estão a criação de um cadastro estadual de trabalhadores desempregados com mais de 50 anos e a formação de um banco de trabalhadores com deficiência. Ambas são medidas que dialogam com um problema concreto do mercado de trabalho: a dificuldade de inserção de grupos que, embora tenham experiência ou capacidade produtiva, enfrentam barreiras estruturais de contratação. A defesa dessas ações reforça um traço frequentemente atribuído a Roscoe por seus interlocutores: a tentativa de aproximar crescimento econômico e inclusão social. Na prática, isso significa compreender que uma política de emprego eficiente não deve olhar apenas para números agregados, mas para a qualidade da inserção profissional e para os grupos que permanecem mais vulneráveis no acesso ao trabalho. Nesse ponto, a boa gestão produz impacto direto sobre a vida das pessoas. Ao facilitar a conexão entre empresas e trabalhadores, ao organizar dados, ao promover qualificação e ao aproximar os sistemas de oferta e demanda, o Estado pode reduzir o desemprego, ampliar a renda e fortalecer a autonomia das famílias. Energia: competitividade, sustentabilidade e transição tecnológica Na área de energia, as propostas relacionadas à política estadual de incentivo à cadeia produtiva de minerais críticos e estratégicos e aos sistemas de armazenamento de energia dialogam com os ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). O tema é estratégico para Minas Gerais. O estado reúne potencial mineral, capacidade industrial e posição relevante no debate sobre transição energética. Ao defender uma política orientada à cadeia de minerais críticos e soluções de armazenamento, Flávio associa a agenda econômica mineira a um setor de futuro, capaz de gerar valor agregado, atrair investimentos e inserir o estado em mercados mais sofisticados tecnologicamente. Além do aspecto produtivo, a pauta energética possui forte dimensão social. Sistemas mais modernos, eficientes e integrados reduzem custos sistêmicos, favorecem a competitividade das empresas e, no médio prazo, podem ampliar a capacidade de investimento em outras áreas. Energia mais estável e menos onerosa impacta diretamente a indústria, os serviços, o comércio e, por consequência, o emprego e a renda. Meio ambiente: segurança jurídica e desenvolvimento sustentável No eixo ambiental, a proposta de adequar a legislação, revisar atos normativos e atualizar termos de referência relaciona-se diretamente aos ODS 13 (Ação Climática), 15 (Vida Terrestre) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). A abordagem aqui não é de flexibilização descontrolada, mas de modernização regulatória com maior clareza, previsibilidade e eficiência. A leitura defendida pelos setores produtivos próximos a Roscoe é a de que insegurança jurídica e excesso de sobreposição normativa geram atrasos, travam investimentos e prejudicam tanto a economia quanto a efetividade da proteção ambiental. Nesse sentido, uma legislação ambiental mais clara e tecnicamente consistente pode beneficiar simultaneamente desenvolvimento e preservação. Boa gestão ambiental é aquela que reduz conflitos, melhora processos, acelera análises sem abrir mão do rigor técnico e fortalece a capacidade do Estado de fiscalizar, licenciar e planejar. Quando isso ocorre, o resultado social aparece em forma de mais investimentos, mais empregos, menor judicialização e maior equilíbrio entre crescimento e proteção de recursos naturais. Segurança pública e ambiente institucional Embora o texto-base destaque menos detalhadamente as propostas para segurança pública, a atuação de Flávio Roscoe em palestras e fóruns sobre o tema insere esse eixo na lógica mais ampla dos ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes) e 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). A premissa central é que desenvolvimento econômico e segurança caminham juntos. Não há ambiente de negócios sólido sem estabilidade institucional, previsibilidade e proteção à atividade produtiva. Da mesma forma, cidades mais seguras tendem a atrair investimentos, preservar empregos e melhorar a qualidade de vida. Ao trazer segurança para o centro do debate sobre eficiência do Estado, Roscoe se aproxima de uma visão mais integrada de gestão: o poder público não deve atuar em compartimentos isolados, mas conectar desenvolvimento, prevenção, urbanismo, educação, infraestrutura e presença institucional. Boa gestão, nesse caso, significa também capacidade de coordenação entre áreas que historicamente caminharam de forma dispersa. Tributário: destravar a economia para melhorar a vida real No campo tributário, as propostas de rever a política de substituição tributária, flexibilizar o uso de créditos acumulados de ICMS, reduzir prazos para regimes especiais, aplicar diferimento em matérias-primas importadas e criar uma página atualizável sobre o IBS se relacionam aos ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e 16 (Instituições Eficazes). Embora o tema pareça técnico, seu efeito é profundamente social. Um sistema tributário mais racional reduz custos, melhora o fluxo de caixa das empresas, amplia competitividade e favorece investimentos. Em linguagem mais direta: quando a burocracia tributária sufoca a produção, o efeito chega à ponta em forma de menos empregos, menor renda e preços maiores. Ao insistir na desburocratização e na racionalização fiscal, a agenda liderada por Flávio Roscoe parte do princípio de que eficiência administrativa é política pública de impacto social. Isso porque o ganho de produtividade do setor produtivo tende a se converter em expansão da atividade econômica, contratação de trabalhadores, ampliação de arrecadação e fortalecimento da capacidade do próprio Estado de investir em serviços essenciais. Boa gestão como política social A consolidação do nome de Flávio Roscoe no cenário de 2026 parece, portanto, estar associada a um discurso mais amplo do que o de simples eficiência econômica. O que emerge de sua trajetória, das propostas do Pacto por Minas e da receptividade encontrada em diferentes setores é a ideia de que boa gestão é, também, política social. Esse ponto é decisivo para compreender a natureza de seu crescimento político. Ao articular educação, formação técnica, inclusão no mercado de trabalho, modernização energética, revisão regulatória, racionalidade tributária e melhoria do ambiente de negócios, Flávio não apresenta apenas uma agenda empresarial. Apresenta um modelo de administração que parte da economia para alcançar o social. Essa visão tem sido bem recebida em um estado que convive, ao mesmo tempo, com potencial produtivo expressivo e desigualdades regionais persistentes. Para seus apoiadores, Minas precisa menos de promessas grandiosas e mais de gestão consistente, capaz de transformar planejamento em resultados concretos. Um nome técnico em um cenário ainda aberto Politicamente, a definição sobre candidatura ainda depende do PL e de suas articulações nacionais e estaduais. Flávio Roscoe permanece em fase de disponibilização de seu nome ao partido, sem formalização de campanha e sem anúncio oficial de projeto eleitoral. Ainda assim, sua presença no debate já alterou o eixo da discussão em Minas. Em vez de girar apenas em torno de alianças e nomes tradicionais, o cenário passou a incorporar com mais força a pauta da gestão resolutiva, da produtividade, da educação técnica, da desburocratização e da capacidade de execução. É nesse espaço que Flávio Roscoe vai se consolidando: como um nome que reúne apoio do setor produtivo, crescente aceitação em outros segmentos e uma narrativa pública baseada na ideia de que governar bem impacta diretamente o social, melhora a vida das pessoas e amplia as perspectivas de futuro de Minas Gerais. Politicamente, a definição sobre candidatura ainda depende do PL e de suas articulações nacionais e estaduais. Flávio Roscoe permanece em fase de disponibilização de seu nome ao partido, sem formalização de campanha e sem anúncio oficial de projeto eleitoral. Ao mesmo tempo, declarações recentes de lideranças nacionais da legenda indicam que seu nome também passou a ser considerado em estratégias mais amplas, incluindo possíveis composições fora do estado. Segundo Rogério Marinho, o partido avalia diferentes cenários para Minas Gerais e para a eleição nacional, em diálogo com lideranças como Domingos Sávio e o deputado federal Nikolas Ferreira. A definição, de acordo com o senador, deve ocorrer nas próximas semanas e pode ter repercussão no desenho dos palanques no estado. Em vez de girar apenas em torno de alianças e nomes tradicionais, o cenário passou a incorporar com mais força a pauta da gestão resolutiva, da produtividade, da educação técnica, da desburocratização e da capacidade de execução. É nesse espaço que Flávio Roscoe vai se consolidando: como um nome que reúne apoio do setor produtivo, crescente aceitação em outros segmentos e uma narrativa pública baseada na ideia de que governar bem impacta diretamente o social, melhora a vida das pessoas e amplia as perspectivas de futuro de Minas Gerais. Fonte: SINDJORI

  • Padaria é condenada por agressão de funcionária a cliente

    Divulgação Padaria é condenada a indenizar cliente agredida por funcionária em Belo Horizonte. A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de uma padaria da capital por agredir uma cliente dentro do estabelecimento. A decisão foi proferida pela 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reforçou a responsabilidade do estabelecimento pelos atos de seus funcionários com base no Código de Defesa do Consumidor. A sentença de primeira instância foi confirmada integralmente, fixando indenização por danos morais em R$ 8 mil e danos materiais de R$ 350, referentes ao conserto dos óculos da vítima. Confusão começou por talheres sujos De acordo com o processo, o episódio teve início após a cliente consumir uma fatia de bolo e deixar os talheres na pia. A funcionária informou que não faria a lavagem dos utensílios, o que gerou uma discussão. A cliente respondeu que a limpeza seria parte do serviço oferecido pelo estabelecimento. Na sequência, a atendente desferiu um tapa no rosto da consumidora, causando um corte no nariz e danos aos óculos. A vítima relatou ainda que, ao tentar se afastar, escorregou em uma poça d’água próxima a um freezer e caiu. Mesmo no chão, continuou sendo agredida com socos e puxões de cabelo. Defesa e recurso A padaria alegou que a funcionária teria sido ofendida verbalmente pela cliente, destacando ainda que a atendente estava grávida no momento da ocorrência. Ao recorrer da decisão, o estabelecimento argumentou cerceamento de defesa, sustentando que não houve audiência para ouvir testemunhas, além de pedir a redução do valor da indenização. Provas e responsabilidade Relator do caso, o desembargador José Marcos Rodrigues Vieira rejeitou o pedido de anulação do processo. Segundo ele, o exame de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) foi suficiente para comprovar as lesões sofridas pela cliente, tornando desnecessária a produção de novas provas. O magistrado destacou que ambientes comerciais devem garantir a segurança dos consumidores e que a agressão física representa grave violação à integridade e dignidade da vítima. Com base no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), foi reafirmado que a empresa responde pelos atos de seus funcionários, independentemente de culpa. O valor da indenização foi considerado adequado tanto para compensar o dano sofrido quanto para prevenir novas ocorrências. Fonte: TJ

  • Falta de segurança custa caro: prefeitura é condenada após acidente grave com pintor

    Divulgação Pintor que sofreu choque elétrico deve ser indenizado por prefeitura em MG. A Justiça de Minas Gerais determinou o aumento da indenização a um trabalhador que sofreu um grave acidente enquanto prestava serviço para a prefeitura de São João Nepomuceno, na Zona da Mata. A decisão foi proferida pela 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu a falta de equipamentos de proteção adequados e elevou o valor dos danos morais de R$ 10 mil para R$ 20 mil. O caso ocorreu em agosto de 2016, quando o pintor realizava a pintura da fachada da policlínica municipal. Durante o trabalho, ele acabou tocando acidentalmente na rede elétrica, sofreu uma descarga e caiu de uma altura de aproximadamente oito metros. Com a queda, o trabalhador teve fratura no fêmur esquerdo, além de queimaduras nas mãos e diversas escoriações pelo corpo. Após o acidente, o pintor acionou a Justiça contra o município, alegando não ter recebido equipamentos de proteção individual adequados para a execução do serviço. Ele também incluiu no processo a concessionária de energia Energisa, argumentando que não havia sinalização indicando que a rede elétrica estava energizada. Decisão judicial Em primeira instância, a concessionária foi isentada de responsabilidade, enquanto o município foi condenado a pagar R$ 259,98 por danos materiais, referentes a despesas médicas emergenciais, além de R$ 10 mil por danos morais. A prefeitura recorreu, sustentando que o acidente teria ocorrido por imprudência do próprio trabalhador. Já o pintor pediu a revisão da decisão para aumentar a indenização e responsabilizar também a empresa de energia. Ao analisar o caso, o relator, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, manteve a exclusão da responsabilidade da concessionária. Segundo ele, não houve falha na prestação do serviço nem descumprimento das normas do setor elétrico. O magistrado destacou ainda que, por se tratar de instalação com transformador para equipamento de raio-x, era previsível a presença de energia elétrica no local. Falta de equipamentos de proteção Em relação ao município, a condenação foi mantida, com aumento da indenização por danos morais para R$ 20 mil. Ficou comprovado, por meio de testemunhas, que a prefeitura não fornecia os equipamentos de proteção necessários para atividades em altura, limitando-se à entrega de botas. O relator ressaltou que a conduta do município violou normas de segurança do trabalho, como a NR-35, que exige o uso de equipamentos como cinto de segurança tipo paraquedista e sistemas de proteção contra quedas. A decisão reforça a responsabilidade dos empregadores em garantir condições seguras de trabalho, especialmente em atividades que envolvem risco elevado, como serviços em altura e proximidade com rede elétrica. Fonte: TJMG

  • Dono não pode agir por conta própria: decisão do TJMG pune retirada forçada de inquilino

    Divulgação Proprietária é condenada por trancar imóvel e descartar bens de inquilino em Belo Horizonte. A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de uma proprietária de imóvel comercial por ter impedido o acesso de um inquilino ao local e descartado parte dos bens que estavam no interior do estabelecimento. A decisão foi proferida pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reforçou que a inadimplência não autoriza a retomada forçada do imóvel sem ordem judicial. O caso teve origem em um contrato de locação firmado em maio de 2017, quando o imóvel foi alugado para o funcionamento de um bistrô de massas. De acordo com o processo, em maio de 2019, o locatário foi surpreendido por uma mensagem via WhatsApp informando que não poderia mais acessar o local. Ao chegar, encontrou o imóvel com as fechaduras trocadas. Sem conseguir entrar no estabelecimento, o comerciante ficou impossibilitado de retirar equipamentos, vinhos, documentos e até dinheiro. Os bens foram avaliados em cerca de R$ 54 mil. Na defesa, a proprietária alegou que o inquilino estava inadimplente e que os bens teriam sido oferecidos verbalmente como garantia da dívida. Descarte de bens e ilegalidade Em primeira instância, ficou reconhecido que houve ilegalidade na conduta da proprietária, que retirou o inquilino do imóvel, trocou as fechaduras e descartou parte dos itens que estavam no local. Relator do caso, o desembargador Amorim Siqueira destacou que a legislação brasileira proíbe a chamada autotutela, ou seja, a resolução de conflitos por conta própria, sem o devido processo judicial. Segundo ele, situações de inadimplência devem ser resolvidas por meio de ações judiciais adequadas, como despejo ou cobrança. O magistrado apontou que ficou comprovado o esbulho possessório, caracterizado pela retirada indevida da posse do imóvel, além da remoção de móveis, equipamentos e produtos que estavam no estabelecimento. A conduta da proprietária foi classificada como “dolosa e desleal”, especialmente por ela ter admitido o descarte de parte dos bens e se recusado a informar o paradeiro dos itens restantes ao oficial de Justiça. “Ainda que se admita a existência de tratativas informais entre as partes para a quitação de débitos locatícios, a mera inadimplência contratual não autoriza a retomada unilateral da posse pela locadora”, destacou o relator. Os desembargadores Leonardo de Faria Beraldo e Pedro Bernardes de Oliveira acompanharam o voto. Indenização por danos materiais Com a decisão, a proprietária foi condenada a indenizar o inquilino pelos danos materiais referentes aos bens não devolvidos ou destruídos. Os valores serão definidos posteriormente, na fase de liquidação da sentença. Os magistrados reforçaram que a inadimplência, por si só, não permite que o proprietário retome o imóvel de forma forçada, sendo indispensável a autorização judicial para esse tipo de medida. Fonte: TJMG

  • Incêndio de grandes proporções destrói pátio de recicláveis e mobiliza bombeiros em Nova Resende

    Divulgação Um incêndio de grandes proporções mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio do 2º Pelotão sediado em Guaxupé, na tarde desta terça-feira (21), na zona rural de Nova Resende, no Sul de Minas. O fogo atingiu um pátio de materiais recicláveis localizado nas proximidades do pesqueiro Recanto Caipira. O acionamento ocorreu por volta das 15h, após solicitação da Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que as chamas estavam concentradas na área externa da edificação, consumindo grande quantidade de materiais acumulados ao ar livre, como plásticos e outros resíduos recicláveis. Diante do risco de propagação para a vegetação próxima, os militares adotaram uma estratégia de combate mista. Durante a operação, foram utilizados cerca de 8 mil litros de água e aproximadamente 4 mil litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), substância específica para o controle de incêndios em materiais de difícil extinção, como derivados de plástico. A ação contou ainda com o apoio de um trator da própria empresa, que auxiliou na remoção e no revolvimento dos materiais atingidos. A medida foi essencial para permitir que a água e a espuma alcançassem focos de calor em camadas mais profundas, evitando reignições. Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de vítimas. No entanto, os prejuízos materiais foram significativos, com a estimativa de que cerca de 38 toneladas de recicláveis tenham sido destruídas pelas chamas. Além do Corpo de Bombeiros, a ocorrência contou com o apoio da Polícia Militar, da Defesa Civil de Nova Resende e de funcionários da empresa. A Polícia Civil foi acionada e deverá realizar a perícia técnica para investigar as causas do incêndio. Fonte:CBMG

  • Homem fica preso em carro após falha nos freios e é resgatado pelos bombeiros em Maria da Fé

    Divulgação O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado para atender uma ocorrência de salvamento no bairro Vila Isabel, em Maria da Fé, no Sul de Minas, após um homem de 52 anos perder o controle do veículo ao descer uma ladeira. Segundo as informações, o acidente teria sido provocado por uma falha nos freios, fazendo com que o carro saísse da pista e caísse em um barranco. Quando os militares chegaram ao local, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar já realizavam os primeiros atendimentos à vítima. O homem ficou preso no interior do veículo, sendo necessário o uso de equipamentos específicos de desencarceramento. Os bombeiros realizaram a retirada de uma das portas do automóvel para garantir acesso seguro à vítima e permitir o início dos procedimentos de resgate. Após a retirada, a vítima foi devidamente imobilizada. Em seguida, os militares utilizaram técnicas de salvamento em altura para retirá-la do barranco, com o auxílio de maca especial e sistemas de segurança apropriados. Após o resgate, o homem foi encaminhado para atendimento médico pela equipe do SAMU. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde da vítima. O Corpo de Bombeiros reforça a importância da manutenção preventiva dos veículos, especialmente dos sistemas de freio, além da necessidade de atenção redobrada ao trafegar por vias com declives acentuados, comuns em regiões montanhosas como Maria da Fé. Fonte: CBMG

  • Corpo de idosa desaparecida é encontrado em córrego na zona rural de Campestre

    Divulgação O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), com sede em Poços de Caldas, localizou na manhã desta terça-feira (21) o corpo da mulher de 74 anos que estava desaparecida na zona rural de Campestre, no Sul de Minas. As buscas foram retomadas nas primeiras horas do dia, com os militares concentrando esforços na coleta de informações junto a moradores e trabalhadores da região. A estratégia incluiu varreduras por terra e também o uso de drone, ampliando o alcance da operação em áreas de difícil acesso. Durante os trabalhos, ao chegarem nas proximidades de onde o veículo da vítima havia sido localizado anteriormente, a equipe foi abordada por um trabalhador de um cafezal. Ele informou ter encontrado os sapatos e a bolsa da idosa, o que ajudou a direcionar as buscas. De posse dessas informações, os bombeiros seguiram até o ponto indicado, situado a cerca de 500 metros acima do local onde o carro estava. No local, foi realizada uma nova varredura minuciosa nas imediações. O corpo da vítima foi localizado em um córrego, já sem sinais vitais. Imediatamente, a área foi isolada e preservada para a realização dos trabalhos periciais. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a ocorrência, assim como o serviço funerário, responsável pelos procedimentos de remoção do corpo. As circunstâncias do caso ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. Fonte: CBMG

  • Unis inova ao oferecer disciplinas sem custo para profissionais formados em Psicologia

    Reprodução O curso de Psicologia do Grupo Unis consolidou seu compromisso com a formação continuada e a responsabilidade social ao anunciar uma iniciativa estratégica voltada para seus egressos. A partir de agora, profissionais formados pela instituição têm a oportunidade exclusiva de cursar disciplinas extras da grade acadêmica sem qualquer custo financeiro, fortalecendo o vínculo entre a academia e o mercado de trabalho. O projeto estabelece uma relação de benefício mútuo: enquanto o profissional se mantém atualizado com as mais recentes teorias e práticas da psicologia, a instituição amplia sua capacidade de atendimento à população. Como contrapartida pela disciplina cursada, o egresso dedica horas de atendimento clínico social na Clínica-Escola de Psicologia do Unis, auxiliando diretamente na redução da fila de espera da unidade. Essas horas são registradas como atividades de extensão, agregando valor ao currículo do participante. Segundo o coordenador do curso, professor Ernani de Souza Guimarães Júnior, o mercado da saúde exige uma renovação constante de conhecimentos. Ele destaca que oferecer esse espaço de retorno ao ambiente acadêmico garante que o egresso permaneça como um profissional de vanguarda, capaz de transformar a realidade da comunidade por meio de um serviço de alta qualidade. Essa política de portas abertas posiciona o Grupo Unis como uma instituição que valoriza seu corpo discente em todas as etapas da carreira, tratando o ex-aluno como um parceiro estratégico. Além das disciplinas gratuitas, a instituição também oferece aos recém-formados, durante o primeiro ano após a colação de grau, a possibilidade de utilizar o espaço físico da Clínica-Escola para seus atendimentos particulares, mantendo sempre o modelo de contrapartida social. Para as egressas Eliana Zati e Sheila Oliveira, a iniciativa representa um acolhimento raro no meio educacional, demonstrando uma preocupação genuína com a trajetória profissional de quem passou pela casa. Com o reforço desses profissionais já graduados e registrados, a expectativa é que o impacto social seja imediato, garantindo mais saúde e bem-estar para a população com um tempo de espera significativamente menor.

  • Representantes do Grupo Unis participam de celebração do Dia do Exército no Sul de Minas

    Reprodução Representado pelo seu Chefe de Gabinete e professor, Rodrigo Braga Faria, o Grupo Unis reafirmou a importância das relações institucionais e do compromisso cívico no Sul de Minas ao participar da solenidade comemorativa do Dia do Exército. O evento ocorreu no dia 14 de abril, na histórica Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações, consolidando o entendimento de que a relevância de um ecossistema educacional é medida tanto pelo que ocorre em sala de aula quanto pela solidez de seus vínculos com as grandes instituições do país. Além de Rodrigo Faria, a comitiva contou com a presença do Prof. Dr. Evandro Marcelo dos Santos, docente do curso de Direito e Procurador-Geral do município de Varginha. A participação dessas lideranças na cerimônia sublinha o respeito mútuo e a parceria estratégica entre o meio acadêmico e as Forças Armadas, unindo esforços na formação de cidadãos conscientes e na promoção do desenvolvimento regional. Para Rodrigo Faria, estar presente na ESA — reconhecida como o maior centro de formação de sargentos combatentes do Brasil — é um reflexo direto do posicionamento institucional do Grupo Unis. Ele ressalta que a educação e o civismo são indissociáveis e que prestigiar o Exército Brasileiro é uma forma de reafirmar valores fundamentais como disciplina, liderança e serviço à sociedade, princípios que a instituição busca transmitir diariamente aos seus alunos. A visão do Grupo Unis transcende os limites físicos da universidade, compreendendo que o papel do ensino superior envolve o estreitamento de laços com instituições que prezam pela ordem e pela ética na construção de um país mais sólido. Ao marcar presença em um evento de tamanha magnitude, a instituição demonstra uma visão ampla de sociedade e se consolida como uma das entidades mais influentes e articuladas de toda a região. Fonte: Unis

  • Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 21/04/2026

    Entre o silêncio e o ruído, a gestão sob pressão Nos bastidores da administração municipal, o que antes parecia um conjunto de divergências pontuais começa a adquirir contornos mais amplos. Sem confirmações oficiais, relatos que circulam indicam que o ambiente interno já não se limita a discordâncias administrativas, sugerindo um cenário de tensão que atravessa diferentes setores do governo. Há menções, por exemplo, a um estilo de condução considerado por alguns como mais reativo do que o habitual em determinadas áreas estratégicas. Comentários de corredores apontam para episódios interpretados como excessivamente duros, embora não haja posicionamentos públicos que confirmem tais percepções. Ainda assim, a permanência de determinadas figuras-chave em seus cargos tem alimentado questionamentos - sempre no campo das hipóteses - sobre os fatores que sustentam essa estabilidade em meio ao desgaste. Em outra frente, decisões recentes atribuídas à área administrativa também são alvo de conversas reservadas. Entre servidores, teriam repercutido medidas que geraram desconforto, incluindo situações relatadas de constrangimento relacionadas a benefícios e expectativas frustradas em processos oficiais. Soma-se a isso a contratação de serviços técnicos com valores considerados elevados por observadores atentos, o que, embora dentro dos trâmites formais, não deixou de suscitar dúvidas informais. Como costuma ocorrer em cenários de incerteza, a disputa por versões ganha espaço. Um agente externo, já conhecido no ambiente local, passou a ser citado como peça relevante na circulação de narrativas. Nos bastidores, versões distintas - e por vezes contraditórias - tentam explicar sua atuação, levantando suspeitas sobre possíveis interesses por trás da difusão de determinadas informações. Nada disso, porém, aparece de forma documentada, permanecendo no terreno das conjecturas. Diante desse quadro, a postura pública do chefe do Executivo tem sido marcada pela discrição. Sem declarações diretas sobre os episódios mencionados, abre-se espaço para diferentes interpretações: estratégia deliberada, cautela diante de um ambiente sensível ou simplesmente a complexidade de um cenário ainda em formação. Há, no entanto, um princípio que se impõe em qualquer contexto republicano: o de que agentes públicos, pela natureza de suas funções, devem atuar sob transparência e estar sujeitos ao escrutínio permanente da sociedade. Isso inclui a convivência com a crítica e com a liberdade de expressão exercida por veículos de comunicação e atores independentes - um direito que não deve ser confundido com ofensa deliberada, desde que não ultrapasse os limites legais definidos por práticas como injúria, calúnia ou difamação. O que se observa, de maneira geral, é que, na ausência de definições claras, cresce a percepção de instabilidade. Não por um fato isolado e comprovado, mas pela soma de indícios, rumores e leituras que, juntos, alimentam a sensação de que há mais em jogo do que se vê. Na política, muitas vezes, não é apenas o que acontece que importa - mas o que parece estar acontecendo. Semanalmente, temos alertado a população sobre riscos reais de prejuízo ao erário municipal, especialmente quando se trata de contratações por dispensa ou inexigibilidade sem a devida fundamentação técnica e sem um estudo sério das reais necessidades da Administração. E a pergunta é inevitável: por que terceirizar tanto, quando a Prefeitura de Varginha possui técnicos experientes, qualificados e plenamente capazes de executar grande parte desses serviços? Já apontamos problemas em contratações anteriores: empresas de concursos públicos, consultorias com suposta renúncia de receitas, alterações no estatuto dos servidores, planos de carreira, auditorias da folha de pagamento e até falhas operacionais no ticket alimentação. Agora, surge mais uma situação preocupante: a contratação de um instituto de consultoria para negociar a gestão da folha de pagamento com bancos - uma função que, até pouco tempo atrás, era exercida diretamente pelo Prefeito e pelo Secretário de Finanças, salvo engano. Estamos falando do Contrato nº 087/2025, que estabelece pagamento de R$ 0,19 para cada R$ 1,00 obtido. Isso levanta questões sérias: essa contratação é realmente necessária? É econômica? Atende ao interesse público? A Constituição Federal é clara, em seu art. 37: a Administração Pública deve obedecer aos princípios da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A Lei nº 14.133/2021 também exige justificativa robusta para contratações diretas. Quando se terceiriza o que poderia ser feito internamente, o mínimo que se espera é transparência, justificativa técnica sólida e demonstração inequívoca de vantagem para o Município. Sem isso, o que se vê é o risco concreto de desperdício de recursos públicos. Varginha precisa estar atenta! Correto, senhores Vereadores? Estamos assistindo barulhos nas mídias sem nada propositivo, quase sempre, a maioria na contra mão da fiscalização. É tão fácil fiscalizar, basta pedir os documentos e conferir se está correto, ou essa atitude fere o companheirismo político? Isso ajuda o Prefeito, sem dúvidas, e já dissemos, no serviço público, a maioria das pessoas entram no cargo, mas não, na reponsabilidade da função. “Status” infla o ego daqueles que escolheram não fazer, por isso grudam no cargo como carrapatos, chupando o sangue dos outros que fazem. Acorda, Varginha - antes que seja tarde demais!

  • Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.932

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  • Fogo e destruição: Supermercado em Pouso Alegre fica em ruínas após grave incêndio na madrugada

    Reprodução Na madrugada da última segunda-feira, dia 20, a cidade de Pouso Alegre, situada no Sul de Minas Gerais, foi palco de um incidente de severas proporções que resultou na destruição de um supermercado estabelecido na Avenida Vicente Simões. O episódio carrega um histórico desolador para o comércio local, uma vez que esta é a segunda ocasião em que a mesma unidade é consumida por um incêndio, revivendo o trauma de um primeiro registro ocorrido no ano de 2019. A mobilização do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais teve início por volta das 2h45, momento em que as equipes foram acionadas para conter o desastre. Ao alcançarem o endereço indicado, os militares se depararam com um cenário crítico, onde uma parcela considerável da edificação já havia sido completamente dominada pelo fogo. A estratégia de combate foi instaurada de imediato, concentrando os esforços iniciais na contenção do perímetro para impedir que as labaredas avançassem sobre setores ainda preservados ou imóveis adjacentes. A magnitude da operação demandou o emprego de aproximadamente 40 mil litros de água. Apesar do intenso trabalho das guarnições, a força do incêndio provocou danos estruturais de extrema gravidade, levando o telhado a ceder e causando o colapso generalizado de alvenarias e armações metálicas. Tais danos elevaram a complexidade da intervenção, exigindo que os bombeiros atuassem com cautela redobrada durante a fase de rescaldo, etapa essencial para extinguir focos ocultos e garantir que não houvesse a reignição das chamas. O atendimento à ocorrência exigiu uma atuação coordenada entre diversos órgãos, contando com o suporte da Polícia Militar, da Defesa Civil e da concessionária de energia elétrica, além do acompanhamento de representantes do estabelecimento. Embora a destruição material tenha sido vasta, não houve o registro de vítimas até a última atualização dos fatos. No momento, a origem do fogo permanece desconhecida, restando às autoridades competentes a condução das investigações que deverão apurar as causas reais do incidente. Fonte: Sul Minas Tv

  • Grupo Unis e Tiro de Guerra de Varginha unem Disciplina Militar e Cuidado com a Saúde Mental

    Reprodução A iniciativa do Grupo Unis no Tiro de Guerra de Varginha representa um movimento significativo de aproximação entre o rigor da vida militar e a sensibilidade do cuidado com a saúde mental. Por meio da atuação direta de estudantes e egressos do curso de Psicologia, a instituição promoveu uma série de diálogos voltados ao autoconhecimento, inserindo reflexões profundas em um ambiente tradicionalmente pautado pela disciplina rígida e pela rotina exaustiva. Esse ciclo de palestras buscou oferecer aos atiradores uma base emocional mais sólida, permitindo que o desenvolvimento pessoal caminhasse lado a lado com as obrigações da formação militar. No primeiro momento desse ciclo, ocorrido em 7 de abril, a egressa e mestranda Eliana Zati conduziu a palestra intitulada “Explorando você: Um passeio pelo seu universo”. Com uma abordagem voltada à pausa e à contemplação interna, Eliana convidou os jovens a desacelerarem diante do ritmo frenético das demandas contemporâneas. A proposta central foi estimular os participantes a compreenderem como processam o mundo ao seu redor e como se posicionam diante das pressões externas. Por meio de uma condução sensível e objetiva, a atividade abriu espaço para que cada atirador pudesse reconhecer suas próprias emoções, identificando angústias e descobrindo formas mais saudáveis de enfrentamento para os desafios cotidianos. Dando sequência às atividades no dia 9 de abril, o estudante Breno Megale apresentou o tema “Observar, Compreender e Executar: a elaboração de um sentido de vida no cumprimento de rotinas exigentes”. Sua análise focou no perigo do comportamento automático, que muitas vezes domina o indivíduo em contextos de alta exigência e pensamentos pouco questionados. Breno argumentou que o comportamento humano não é determinado apenas pelas situações vividas, mas principalmente pela interpretação que se dá a elas. Para romper com essa mecanização, ele detalhou a importância de observar os próprios padrões, compreender a necessidade de reorganizar os pensamentos e, finalmente, executar ações intencionais que levem em conta tanto os estados emocionais quanto os objetivos de vida de cada um. Essas formações evidenciam o valor da integração entre o saber acadêmico e as práticas institucionais, demonstrando que o suporte psicológico é um aliado essencial no fortalecimento da disciplina e do equilíbrio emocional. Ao proporcionar esses momentos de aprendizado, o Grupo Unis reafirma seu papel social de empoderar cidadãos para que se tornem agentes de transformação em suas realidades locais. O projeto seguirá com a participação de outros acadêmicos e profissionais, consolidando um esforço contínuo para promover o desenvolvimento integral dos jovens que servem à comunidade.

Gazeta de Varginha

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