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  • Estado amplia ajuda humanitária e antecipa recursos para municípios afetados pelas chuvas na Zona da Mata

    Reprodução O Governo de Minas Gerais anunciou nesta última sexta-feira (6/3) um conjunto de novas ações voltadas ao apoio dos municípios que enfrentam prejuízos provocados pelas fortes chuvas registradas nas últimas semanas. As iniciativas têm foco especial na região da Zona da Mata, uma das áreas mais afetadas pelos temporais. Entre as medidas apresentadas está a proposta de criação do chamado “Kit Recomeço”, destinado a famílias que perderam seus bens materiais em decorrência das enchentes. O conjunto prevê a entrega de itens essenciais para a retomada da rotina doméstica, incluindo geladeira, fogão, máquina de lavar roupa e cama de casal com colchão. A iniciativa busca oferecer suporte imediato às famílias atingidas, contribuindo para a reconstrução das condições básicas de moradia após os danos causados pelas chuvas. Outra frente de atuação envolve o fortalecimento das ações da Defesa Civil Estadual. O governo também anunciou a destinação de novos recursos para a aquisição de materiais de ajuda humanitária, como cestas básicas, lonas e telhas, que são distribuídos conforme as demandas emergenciais dos municípios. Durante o período chuvoso 2025/2026, já foram distribuídos 9.817 itens de assistência, sendo que 54% desse total foram destinados à região da Zona da Mata, beneficiando cerca de 15 mil pessoas atingidas pelas chuvas. O financiamento dessas ações será realizado com recursos do Fundo de Erradicação da Miséria (FEM), após aprovação do grupo coordenador do fundo em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira. Outro anúncio feito pelo governo estadual diz respeito à antecipação de repasses financeiros aos municípios. Por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), serão antecipadas três das seis parcelas do Piso Mineiro de Assistência Social, além do envio de três parcelas extras do benefício para as cidades atingidas pelas chuvas na região da Zona da Mata nesta semana. O reforço financeiro tem como objetivo garantir maior rapidez na aplicação dos recursos em situações de calamidade pública, contribuindo para fortalecer a rede de proteção social nos municípios. Em cenários de crise, como enchentes e desastres naturais, esses recursos são fundamentais para viabilizar ações de acolhimento às famílias afetadas, pagamento de benefícios eventuais, apoio psicossocial e organização de abrigos provisórios. Além do suporte financeiro, o Governo de Minas mantém equipes técnicas atuando diretamente nas regiões atingidas, oferecendo orientação e apoio aos municípios no atendimento às famílias impactadas pelos temporais.

  • Mulher é agredida por homem em via pública e recebe atendimento da Guarda Civil em Varginha

    Divulgação Vítima de 52 anos foi atingida por pedra durante caminhada e encaminhada à UPA para atendimento médico. A Guarda Civil Municipal de Varginha atendeu, na manhã desta segunda-feira (9), uma ocorrência de agressão contra uma transeunte na Avenida José Adélio de Resende, no bairro Alto da Vila Paiva. Segundo a corporação, uma mulher de 52 anos caminhava normalmente quando foi surpreendida por um homem, aparentemente em situação de rua, que arremessou uma pedra em sua direção. O impacto atingiu o abdômen da vítima, causando lesão e dificultando temporariamente sua locomoção. A vítima relatou ainda que o agressor tentou investir novamente contra ela, mas foi afastado pelos gritos de socorro. Pessoas próximas prestaram auxílio, enquanto o suspeito fugia do local em direção ignorada. A equipe da GCM realizou o primeiro atendimento e encaminhou a mulher à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu cuidados médicos, acompanhada do esposo. Com base nas características fornecidas pela vítima, equipes realizaram buscas nas imediações, mas o suspeito não foi localizado até o meio da tarde. A ocorrência foi registrada e encaminhada à autoridade policial para as providências cabíveis. Fonte: CBMG

  • Colisão entre carro e moto mobiliza Corpo de Bombeiros em Alfenas

    Divulgação Motociclista de 30 anos foi socorrido com escoriações e dores nas costas; condutor do carro não se feriu. O Corpo de Bombeiros de Alfenas atendeu, na manhã desta segunda-feira (09/03), uma ocorrência de colisão entre um carro e uma motocicleta, no cruzamento das ruas Afonso Pena e Leão de Faria, no município. As equipes de resgate foram acionadas rapidamente e, ao chegarem ao local, prestaram os primeiros socorros, garantindo a segurança da cena. O condutor do automóvel não sofreu ferimentos. Já o motociclista, um homem de 30 anos, estava consciente e orientado pelos bombeiros. Durante a avaliação, apresentava escoriações no braço esquerdo e no pé esquerdo, além de queixas de dores nas costas. Após os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, a vítima foi imobilizada, estabilizada e encaminhada ao Hospital Alzira Velano para avaliação médica detalhada. Fonte: CBMG

  • Casos de Mpox mais que dobram em 20 dias e chegam a 129 confirmações no Brasil

    Reprodução O Brasil registrou 129 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde. O número mais que dobrou em cerca de 20 dias, entre a segunda metade de fevereiro e o início de março, indicando aumento recente das notificações da doença no país. Além das confirmações, o país tem 570 casos suspeitos em investigação e 7 classificados como prováveis. Apesar do crescimento recente, nenhuma morte pela doença foi registrada no Brasil em 2026. O estado de São Paulo concentra a maior parte das infecções, com 86 casos, cerca de 66% do total nacional. Depois aparecem Rio de Janeiro (19), Roraima (10) e Minas Gerais (7). Outros registros foram identificados em estados como Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e Distrito Federal, com um caso cada. De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento das notificações não configura uma crise sanitária. O sistema público de saúde mantém vigilância epidemiológica, diagnóstico e monitoramento dos pacientes, além de rastreamento de contatos para evitar a expansão da transmissão. A Mpox é uma infecção viral causada por um vírus da família da varíola. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele, que podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés ou na região genital.

  • Bernardo Mucida se filia ao Avante e pode disputar eleições pela legenda em Minas

    Reprodução O ex-deputado estadual Bernardo Mucida anunciou sua filiação ao Avante e passa a integrar o projeto de fortalecimento do partido em Minas Gerais. A movimentação também abre caminho para uma possível candidatura pela legenda nas próximas eleições. Natural de Itabira e com atuação política na região do Médio Piracicaba, Mucida é advogado e cientista político. Ele é formado em Direito e tem mestrado em Ciências Políticas pela UFMG, além de ter atuado como professor universitário de Direito Constitucional na Funcesi, em Itabira. Sua trajetória política começou nas urnas em 2010, quando disputou a eleição para deputado federal e obteve cerca de 10 mil votos. Em 2012 foi eleito vereador em Itabira, exercendo mandato entre 2013 e 2016. No mesmo ano, disputou a Prefeitura do município. Posteriormente, foi eleito deputado estadual em Minas Gerais, assumindo o mandato em fevereiro de 2021. Na eleição de 2022, recebeu 40.815 votos para deputado estadual, ficando na suplência. A chegada de Bernardo Mucida ao Avante ocorre em meio ao processo de fortalecimento da sigla no estado. O partido é presidido em Minas Gerais por Igor Eto, que tem conduzido um trabalho de ampliação dos quadros políticos da legenda em diversas regiões, preparando o Avante para os próximos pleitos. Com a filiação, Mucida passa a integrar esse movimento de crescimento do partido e reforça a presença da legenda em Itabira e no Médio Piracicaba.

  • Inscrições abertas para concurso da SES-MG com vagas em Varginha

    Divulgação A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por meio da SEPLAG, abriu as inscrições para o concurso público destinado ao cargo de Especialista em Políticas e Gestão da Saúde (EPGS). O certame oferece oportunidades para diferentes áreas de formação, conforme detalhado no edital oficial, sendo fundamental que os candidatos fiquem atentos aos prazos e às etapas obrigatórias. O período de inscrições vai de 4 de março a 2 de abril de 2026. As informações sobre jornada de trabalho, regime e remuneração estão disponíveis no edital: a carga horária é de 40 horas semanais, em regime estatutário, e a remuneração inicial para o Nível I, Grau A é de R$ 4.287,02, composta pelo vencimento básico de R$ 2.858,01 e GAGES de R$ 1.429,01. Além disso, o concurso oferece ajuda de custo para alimentação, sendo R$ 50,00 fixos e R$ 25,00 variáveis por dia útil trabalhado. Para a Superintendência Regional de Saúde de Varginha, são oferecidas seis vagas mais Cadastro Reserva (CR), com aplicação da prova prevista para a própria cidade. A distribuição das vagas é a seguinte: três para candidatos com graduação na área da saúde, uma para enfermagem e duas para qualquer graduação superior. Os interessados podem acessar o edital completo e realizar a inscrição pelo site: www.novo.ibgpconcursos.com.br . Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

  • River Plate anuncia Eduardo Coudet, ex-Inter e Atlético-MG, como novo treinador

    Reprodução O River Plate anunciou a contratação do técnico argentino Eduardo “Chacho” Coudet como novo treinador da equipe. O comandante, que já teve passagens pelo futebol brasileiro à frente de Internacional e Atlético-MG, assume o cargo após deixar o Alavés, da Espanha, com quem rescindiu contrato em comum acordo. A chegada de Coudet ocorre após a saída de Marcelo Gallardo, treinador mais vitorioso da história recente do clube. Gallardo deixou o comando da equipe após uma sequência de resultados considerados abaixo do esperado durante sua segunda passagem pelo River Plate. O novo treinador tem 51 anos e retorna ao futebol argentino depois de vários anos trabalhando no exterior. Antes de assumir o Alavés, ele acumulou experiências em clubes da Argentina, México, Espanha e Brasil, incluindo trabalhos por Rosario Central, Racing, Celta de Vigo, Internacional e Atlético Mineiro. Coudet também possui ligação histórica com o River Plate. Durante sua carreira como jogador, atuou pelo clube entre 2000 e 2004 como volante e conquistou cinco títulos do Campeonato Argentino com a camisa do time de Buenos Aires. Ao assumir o comando técnico, o treinador terá a missão de reorganizar a equipe e melhorar o desempenho no Campeonato Argentino. No momento do anúncio, o River Plate ocupava posição intermediária na tabela do torneio nacional, o que aumentou a pressão por resultados mais consistentes. Além do desafio esportivo, Coudet também enfrenta a tarefa de substituir um técnico extremamente identificado com o clube. Marcelo Gallardo construiu uma trajetória marcada por títulos e grande prestígio entre torcedores, o que torna a transição no comando técnico um momento importante para o futuro da equipe.

  • Ex-noiva de Daniel Vorcaro afirma que tomará medidas legais após vazamento de mensagens

    Reprodução A empresária Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou que pretende adotar medidas legais após o vazamento de mensagens trocadas entre os dois. Em nota divulgada por meio de seu advogado, ela declarou estar “consternada” com a exposição de conversas pessoais que vieram a público. Segundo o comunicado, a defesa da empresária classifica a divulgação das mensagens como uma violação grave da intimidade. O texto afirma que as conversas foram expostas de forma fragmentada e retiradas de um ambiente privado de relacionamento, o que teria causado danos à esfera pessoal da empresária. A nota também ressalta que Martha Graeff não mantém mais relacionamento com Vorcaro há alguns meses e afirma que ela nunca esteve envolvida em qualquer prática de crime. A defesa busca afastar qualquer associação entre a empresária e as investigações que envolvem o banqueiro. De acordo com os advogados, a divulgação das mensagens não teria utilidade para eventuais investigações e representaria uma exposição indevida da vida privada. O comunicado afirma que o episódio atinge valores ligados à proteção da intimidade e às garantias constitucionais relacionadas à privacidade. No texto, a defesa também argumenta que a difusão das conversas expõe a vida privada da empresária de forma desproporcional. O documento afirma que a situação representa uma invasão da esfera pessoal e critica a divulgação de conteúdos ligados à intimidade de uma mulher. Ao final da nota, a empresária informa que tomará todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para proteger seus direitos e sua privacidade. A defesa afirma que não hesitará em agir legalmente contra quem considerar responsável por eventuais violações de sua integridade ou intimidade. O caso ocorre após o vazamento de diversas mensagens relacionadas ao celular de Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem da divulgação desses dados.

  • Fernando Haddad deixará Ministério da Fazenda para disputar eleições; destino provável é o governo de São Paulo

    Reprodução O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o comando da pasta ainda nesta semana para se preparar para disputar as próximas eleições. A expectativa dentro do governo é que ele seja candidato ao governo do estado de São Paulo, considerado o cenário eleitoral mais provável para o ministro. A saída de Haddad ocorre após meses de discussões internas no governo e no Partido dos Trabalhadores sobre seu futuro político. Segundo interlocutores citados na reportagem, a decisão faz parte da preparação para a disputa eleitoral, já que ministros que pretendem concorrer precisam deixar seus cargos dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral. O movimento também abre uma discussão dentro do governo federal sobre quem poderá assumir o Ministério da Fazenda após a saída de Haddad. A pasta é considerada uma das mais estratégicas da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ser responsável pela condução da política econômica do país. Dentro do PT e do governo, o nome de Haddad é visto como um dos principais quadros do partido para disputar cargos majoritários. Ele já foi prefeito da capital paulista e também concorreu à Presidência da República em 2018, além de ter ocupado anteriormente o cargo de ministro da Educação. A eventual candidatura ao governo paulista é considerada estratégica para o partido, que busca retomar protagonismo no maior colégio eleitoral do país. O estado de São Paulo possui grande peso político e econômico, o que torna a disputa pelo governo estadual uma das mais importantes do calendário eleitoral. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a saída do ministro poderá provocar ajustes na equipe econômica e exigir articulações políticas para garantir continuidade nas políticas fiscais e econômicas conduzidas pela Fazenda. A definição sobre o substituto e a formalização da candidatura devem ocorrer nas próximas semanas.

  • Mauro Vieira conversa com Marco Rubio sobre visita de Lula a Washington e tenta evitar classificação de facções como terroristas

    Reprodução O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para tratar da agenda bilateral entre os dois países. Entre os temas discutidos esteve a possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, onde o chefe do Executivo brasileiro pretende se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump. A viagem chegou a ser planejada para março, mas ainda não tem data confirmada devido a questões de agenda entre os governos. Durante a conversa diplomática, outro assunto considerado sensível pelo governo brasileiro também foi abordado: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas do Brasil como organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro tenta evitar que grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam incluídos nessa lista. Autoridades brasileiras demonstram preocupação com os impactos políticos e jurídicos dessa eventual classificação. Nos bastidores da diplomacia, existe receio de que a medida amplie o alcance das políticas de segurança dos Estados Unidos na região e permita ações mais diretas contra organizações consideradas ligadas ao narcotráfico. Pela legislação norte-americana, quando um grupo é designado como Organização Terrorista Estrangeira, passam a valer diversas sanções e restrições. Entre as consequências estão bloqueio de ativos financeiros, criminalização de qualquer apoio material às organizações e restrições migratórias para pessoas associadas a esses grupos. Além das sanções financeiras e jurídicas, a classificação também pode ampliar a possibilidade de operações de inteligência ou ações de segurança por parte dos Estados Unidos sob o argumento de combate ao terrorismo ou ao narcotráfico. Esse cenário é visto com cautela pelo governo brasileiro, que busca tratar o tema por meio do diálogo diplomático. A proposta de classificar facções latino-americanas como organizações terroristas vem sendo discutida dentro do governo norte-americano e tem apoio de autoridades como Marco Rubio. Segundo fontes citadas pela reportagem, a ideia pode avançar nas próximas etapas do processo político nos Estados Unidos, incluindo eventual análise pelo Congresso. Diante desse cenário, o governo brasileiro tenta atuar preventivamente para impedir que a proposta avance, ao mesmo tempo em que mantém negociações diplomáticas com Washington e prepara uma possível reunião entre Lula e Trump para discutir temas da relação bilateral entre os dois países.

  • Pesquisa Datafolha indica que candidato do partido Missão alcança até 10% entre eleitores da geração Z

    Reprodução Uma pesquisa do instituto Datafolha apontou que o pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, registrou desempenho relevante entre os eleitores mais jovens do país. De acordo com o levantamento, ele alcançou entre 6% e 10% das intenções de voto no grupo de eleitores de 16 a 24 anos, faixa etária que corresponde à chamada geração Z. O resultado chama atenção porque o desempenho entre os jovens é superior ao registrado no conjunto da população. No cenário geral da pesquisa, o pré-candidato marcou 3% das intenções de voto, indicando que seu apoio é mais concentrado no eleitorado jovem do que em outras faixas etárias. Renan Santos é ligado ao movimento político Missão, grupo surgido a partir do ambiente do ativismo político e digital. A candidatura busca disputar espaço em um cenário eleitoral já dominado por nomes mais conhecidos da política nacional e por lideranças que aparecem com maior peso nas pesquisas presidenciais. O levantamento do Datafolha integra uma série de análises sobre a corrida presidencial e o comportamento de diferentes segmentos do eleitorado. A sondagem também avalia o desempenho de pré-candidatos tradicionais e mede tendências de voto entre grupos específicos da população. Dentro desse contexto, o desempenho do candidato do Missão entre os jovens é visto como um indicativo de que novos atores políticos podem encontrar espaço em nichos eleitorais específicos. A geração Z, composta por eleitores que cresceram em meio ao ambiente digital e às redes sociais, tem sido considerada estratégica por campanhas políticas. A pesquisa também reforça a importância desse público no cenário eleitoral. Jovens de 16 a 24 anos representam uma parcela relevante dos eleitores e podem influenciar debates políticos, especialmente em temas ligados a redes sociais, economia e participação política.

  • Dólar abre em alta no Brasil com escalada da guerra no Oriente Médio

    Reprodução O dólar iniciou o pregão desta segunda-feira em alta no Brasil, refletindo a forte aversão ao risco nos mercados internacionais provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio. A valorização da moeda norte-americana ocorre em meio à busca de investidores por ativos considerados mais seguros diante da instabilidade geopolítica. O movimento acompanha a reação global dos mercados financeiros ao aumento das tensões na região. A guerra envolvendo o Irã e aliados ocidentais elevou o nível de incerteza no cenário internacional, levando investidores a reduzir exposição a ativos considerados mais arriscados, como moedas e ações de países emergentes. Nesse ambiente, o dólar tende a se fortalecer em relação a diversas moedas, incluindo o real. A moeda americana costuma se valorizar em períodos de turbulência global por ser considerada um dos principais ativos de proteção em momentos de crise econômica ou geopolítica. O avanço da divisa também ocorre em meio a mudanças no mercado de commodities energéticas. O preço do petróleo registrou forte alta diante do risco de interrupções no fornecimento de energia no Oriente Médio, fator que contribui para aumentar a volatilidade nos mercados financeiros. A escalada do conflito tem impacto direto no comércio global de energia, especialmente devido às ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O temor de restrições ao fluxo de petróleo elevou os preços da commodity e reforçou a procura por moedas consideradas seguras, como o dólar. Diante desse cenário, investidores seguem atentos à evolução do conflito e aos seus reflexos na economia mundial. A continuidade das tensões no Oriente Médio pode manter o dólar valorizado e ampliar a volatilidade nos mercados financeiros nos próximos dias.

  • Vale e Petrobras podem sustentar o Ibovespa, mas cenário global indica sessão difícil para a bolsa

    Reprodução O mercado financeiro iniciou a semana com atenção voltada principalmente para as ações de Vale e Petrobras, duas das empresas com maior peso no Ibovespa. Apesar de fatores globais que favorecem essas companhias, analistas apontam que o cenário geral pode dificultar um desempenho positivo da bolsa brasileira no pregão. Entre os fatores externos, o destaque é a forte movimentação nas commodities. Os contratos futuros do petróleo ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022, movimento que tende a beneficiar empresas do setor de energia, como a Petrobras. Ao mesmo tempo, o minério de ferro registrou valorização de 2,28% nos contratos negociados em Dalian, na China, o que favorece a Vale. Mesmo com esse cenário positivo para commodities, a expectativa para o desempenho da bolsa brasileira permanece cautelosa. O principal ETF que replica o mercado brasileiro no exterior, o EWZ, apresentava queda superior a 1% no pré-mercado, sinalizando um início de sessão negativo para os ativos locais. Além disso, investidores acompanham a evolução de outros indicadores globais. O dólar avançava para o nível mais alto desde janeiro, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) também subiam. Esses movimentos costumam aumentar a aversão ao risco e pressionar mercados emergentes, incluindo o Brasil. Outro ponto relevante para os próximos dias são os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões de política monetária. No cenário atual, parte do mercado aposta que o Banco Central brasileiro poderá realizar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião deste mês. Nesse contexto, Vale e Petrobras podem ajudar a reduzir perdas do Ibovespa caso continuem sendo impulsionadas pela valorização das commodities. Ainda assim, analistas consideram improvável que apenas esses papéis consigam compensar eventuais quedas generalizadas de outras ações da bolsa.

  • Irã ameaça confiscar bens de cidadãos que vivem no exterior e apoiem países considerados hostis

    Reprodução O governo do Irã anunciou que poderá confiscar bens de cidadãos iranianos que vivem no exterior caso sejam considerados apoiadores de governos classificados como “hostis” pelo regime. A medida foi divulgada pelo gabinete do procurador-geral iraniano e ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e às tensões com Estados Unidos e Israel. De acordo com autoridades iranianas, a decisão mira pessoas que, mesmo vivendo fora do país, manifestem apoio político ou colaboração com adversários do regime. Segundo a declaração oficial, qualquer forma de cooperação, apoio ou simpatia a governos considerados inimigos poderá resultar em sanções legais e confisco de propriedades no Irã. A medida ocorre após manifestações de membros da diáspora iraniana em diversos países. Em cidades da Europa e dos Estados Unidos, grupos de iranianos foram às ruas demonstrar oposição ao regime de Teerã e apoio a ações militares contra o país. Essas manifestações provocaram reação das autoridades iranianas. Segundo o governo, cidadãos no exterior que apoiem ou colaborem com adversários do país poderão sofrer punições previstas na legislação iraniana. Entre as possíveis penalidades estão o confisco de bens e outras sanções judiciais, dependendo da avaliação das autoridades sobre o comportamento do indivíduo. O anúncio também ocorre em um momento de intensificação do conflito regional e de mudanças políticas dentro do próprio Irã. A escalada das tensões tem levado o governo a adotar medidas mais rígidas contra opositores e contra pessoas consideradas colaboradoras de governos estrangeiros. Autoridades iranianas afirmaram que a decisão busca proteger a segurança nacional e impedir que cidadãos no exterior apoiem ações militares ou políticas contra o país. Ao mesmo tempo, a medida amplia a pressão do regime sobre membros da diáspora, que somam milhões de pessoas espalhadas por diferentes regiões do mundo.

  • Advogado de Daniel Vorcaro pede ao STF que visita ao banqueiro não seja gravada em presídio federa

    Reprodução A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que a primeira conversa entre advogados e o investigado na prisão não seja gravada. O pedido foi direcionado ao ministro André Mendonça, relator do caso no tribunal. Segundo os advogados, desde que Vorcaro foi preso preventivamente eles ainda não conseguiram ter um contato reservado com o cliente. A solicitação busca permitir que a equipe jurídica tenha uma conversa inicial para discutir a estratégia de defesa e os próximos passos da investigação. O problema é que, no sistema penitenciário federal, todas as conversas entre presos e advogados costumam ser gravadas em áudio e vídeo como parte do protocolo de segurança. Por isso, para que o encontro ocorra sem gravação, é necessária autorização judicial específica. Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, uma unidade de segurança máxima destinada a detentos considerados de alta periculosidade ou envolvidos em investigações complexas. Nessas unidades, o monitoramento é constante e inclui vigilância por câmeras, controle rígido de visitas e protocolos de segurança mais restritivos. A defesa argumenta que a ausência de comunicação reservada pode prejudicar a elaboração da estratégia jurídica do investigado. Os advogados afirmam que a possibilidade de conversar de forma privada com o cliente é necessária para tratar de temas relacionados à investigação e à própria defesa. O pedido ocorre no contexto das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, que apuram suspeitas envolvendo operações financeiras e possíveis irregularidades. O banqueiro foi preso em uma operação da Polícia Federal e posteriormente transferido para o sistema penitenciário federal por decisão do STF. Até o momento da publicação da reportagem, o ministro responsável pelo processo ainda não havia se manifestado sobre o pedido da defesa. A decisão sobre permitir ou não a conversa sem gravação depende da avaliação do relator no Supremo.

  • Brasil ficará com 42,5% da cota de exportação de carne bovina no acordo Mercosul–União Europeia

    Reprodução O Brasil deverá concentrar a maior parcela da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Pelo arranjo estabelecido entre entidades do setor agropecuário e da indústria de carnes dos países do bloco sul-americano, o país ficará com 42,5% do volume destinado ao Mercosul dentro do tratado comercial. A divisão da cota entre os países do Mercosul prevê que a Argentina receberá 29,5%, seguida por Uruguai com 21% e Paraguai com 7% do total disponível para o bloco. Esse entendimento foi definido a partir de um acordo entre associações representativas da cadeia da carne e do setor agropecuário dos quatro países. O modelo de distribuição não foi estabelecido durante as negociações do tratado comercial propriamente dito. Segundo a reportagem, a divisão foi definida anteriormente, em um acordo empresarial firmado em 2004, antes mesmo da conclusão das negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Entre as entidades envolvidas no entendimento estão organizações representativas do setor de carnes e do agronegócio dos países do bloco. No caso brasileiro, participaram instituições como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB). O acordo comercial prevê uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina destinada ao Mercosul com condições tarifárias mais favoráveis para exportação ao mercado europeu. Desse total, 55 mil toneladas correspondem a carne fresca ou refrigerada e 44 mil toneladas a carne congelada. Dentro dessa cota, a carne exportada pagará tarifa de importação de 7,5%, valor inferior às tarifas normalmente aplicadas pela União Europeia para importações fora do limite estabelecido. A implementação do volume, porém, não ocorrerá de forma imediata. De acordo com as regras do tratado, a introdução da cota será gradual ao longo de seis anos, até atingir o limite total previsto. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia têm variado nos últimos anos, geralmente entre 3 mil e 7 mil toneladas por mês, com picos recentes acima desse nível.

  • Produtores de arroz no Rio Grande do Sul interrompem colheita por falta de diesel

    Reprodução Produtores de arroz do Rio Grande do Sul interromperam a colheita do grão devido à falta de diesel nas propriedades rurais. O combustível é essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras, utilizadas no processo de colheita. Sem o abastecimento adequado, muitos agricultores ficaram impossibilitados de continuar as operações no campo. Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o problema começou a ser percebido nos primeiros dias de março, quando produtores deixaram de receber as entregas regulares de diesel em suas fazendas. O estado é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, e a interrupção ocorre justamente no período mais intenso da colheita. O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que muitos agricultores tentaram recorrer a postos de combustível para abastecer suas máquinas. No entanto, o volume adquirido nesses locais costuma ser suficiente apenas para um dia de trabalho, o que torna inviável manter o ritmo da colheita por esse meio. De acordo com o dirigente, produtores geralmente mantêm estoques de diesel suficientes para quatro dias a uma semana de trabalho. Caso o fornecimento não seja normalizado rapidamente, há risco de prejuízos significativos. Ele alertou que atrasos superiores a alguns dias podem comprometer parte da produção, já que o arroz precisa ser colhido dentro de um período específico. As causas da interrupção no fornecimento ainda não estão totalmente esclarecidas. Transportadores responsáveis pela entrega do combustível informaram aos agricultores que as distribuidoras reduziram os volumes enviados recentemente. O cenário gerou um impasse entre diferentes elos da cadeia de abastecimento, com cada setor atribuindo responsabilidade a outro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha a situação e afirmou que o estado possui estoques suficientes para garantir o abastecimento. Segundo o órgão regulador, a produção e a entrega de diesel seguem ocorrendo normalmente na refinaria responsável por atender a região. O problema ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo, que registrou aumento recente nos preços após tensões geopolíticas no Oriente Médio. A alta no valor do barril de petróleo contribuiu para pressões sobre o mercado de combustíveis e pode ter influenciado a dinâmica de distribuição do diesel no país.

  • Incêndio de grandes proporções atinge galpão na Zona Norte do Rio e espalha fumaça pela Avenida Brasil

    Reprodução Um incêndio de grandes proporções atingiu um imóvel comercial na manhã desta segunda-feira (9) no bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As chamas começaram em um galpão e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, que foram acionadas para conter o fogo e evitar que ele se espalhasse para áreas próximas. A densa coluna de fumaça preta formada pelo incêndio podia ser vista de vários pontos da região pouco antes das 7h. A fumaça se espalhou pelas proximidades da Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade, prejudicando a visibilidade de motoristas que trafegavam pelo local. Devido à baixa visibilidade causada pela fumaça, o Centro de Operações Rio (COR) emitiu alerta orientando condutores a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho afetado. Em alguns casos, motoristas que estavam em um viaduto próximo chegaram a retornar na contramão para evitar atravessar a área encoberta pela fumaça. O incêndio ocorreu em um galpão onde funciona a empresa Motocriss, que atua no comércio de peças e componentes para motocicletas. No local eram armazenados produtos automotivos e materiais inflamáveis, fator que pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas e para a grande quantidade de fumaça gerada. Por volta das 7h20, o fogo ainda estava fora de controle e já havia atingido um prédio vizinho. Durante o combate às chamas, parte da estrutura do imóvel afetado foi comprometida e a fachada de um prédio chegou a desabar. Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, não havia pessoas dentro do galpão no momento em que o incêndio começou. Até o momento, não há registro de feridos relacionados ao incidente. As equipes de emergência continuaram atuando ao longo da manhã para controlar o incêndio e impedir que o fogo atingisse outros imóveis da região. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas pelas autoridades.

  • Guerra dos EUA contra o Irã eleva preço da gasolina e Casa Branca diz que impacto será temporário

    Reprodução A guerra iniciada pelos Estados Unidos contra o Irã provocou forte impacto no mercado de energia, elevando o preço da gasolina no território norte-americano. A alta ocorreu após o início das operações militares e a escalada das tensões no Oriente Médio, região estratégica para a produção e o transporte global de petróleo. A elevação do combustível gerou preocupação entre consumidores e analistas, já que os preços afetam diretamente o custo de vida e a inflação. De acordo com dados citados na reportagem, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu significativamente poucos dias após o início do conflito. O aumento ocorreu em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, que reagiu às ameaças de interrupção no fornecimento de energia provenientes da região do Golfo Pérsico, importante corredor para o transporte de petróleo. Apesar da alta, autoridades da Casa Branca minimizaram o impacto imediato. A porta-voz do governo afirmou que a elevação dos combustíveis deve ser interpretada como uma “perturbação temporária” no mercado energético, defendendo que os efeitos negativos de curto prazo seriam compensados por benefícios estratégicos no futuro. Segundo o governo norte-americano, a ofensiva militar contra o Irã teria como objetivo reduzir ameaças geopolíticas e garantir maior estabilidade energética a longo prazo. Na avaliação da administração de Donald Trump, enfraquecer o regime iraniano poderia contribuir para a segurança do fluxo de petróleo no Oriente Médio e reduzir riscos para o abastecimento global no futuro. Autoridades também argumentam que o aumento atual nos preços decorre principalmente da incerteza e da reação dos mercados ao conflito. O governo acredita que, com o avanço das operações militares e a estabilização da situação regional, os valores da energia tenderão a recuar nas próximas semanas ou meses. Enquanto isso, a alta nos combustíveis tornou-se um tema sensível na política interna dos Estados Unidos. O aumento dos preços da gasolina é historicamente um fator de pressão sobre governos, especialmente em períodos eleitorais, já que impacta diretamente o orçamento das famílias e o desempenho da economia. Analistas alertam que a continuidade do conflito pode prolongar a volatilidade no mercado energético global. Caso as tensões no Oriente Médio afetem rotas estratégicas de transporte de petróleo ou instalações de produção, os preços do petróleo e dos combustíveis podem permanecer elevados por mais tempo, ampliando os efeitos econômicos da guerra.

  • Decisão de Flávio Dino que suspende quebra de sigilo de filho de Lula gera reação na CPMI do INSS

    A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou a tensão entre integrantes da CPMI do INSS e a Corte. A comissão parlamentar deve apresentar um recurso contra a medida e também discute a possibilidade de convidar o ministro para prestar esclarecimentos. Dino determinou a suspensão dos efeitos de uma votação simbólica realizada pela CPMI que autorizava a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de outras pessoas citadas nas investigações. Com a decisão, as medidas aprovadas pelo colegiado ficaram temporariamente sem efeito. A previsão é que a cúpula da comissão se reúna ainda hoje com a Advocacia do Senado para discutir os detalhes do recurso que será apresentado. A decisão do ministro também deverá ser analisada pelo plenário do STF em julgamento virtual previsto para começar no dia 13 de março. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), criticou a decisão e afirmou que ela interfere na atuação do Congresso Nacional. “Dino extrapola a autonomia entre os Poderes, e para quê? Para blindar o filho do presidente da República e outras figuras que precisam se explicar sobre seu envolvimento com a fraude no INSS”, declarou após a determinação do ministro. Além do recurso preparado com apoio da área jurídica do Senado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que apresentará um requerimento para convidar Flávio Dino a comparecer à comissão e explicar os fundamentos da decisão. O pedido ainda deverá ser analisado pelos integrantes da CPMI, que têm uma reunião com votações prevista para a próxima quinta-feira (12). Como se trata de um convite e não de convocação formal, o ministro não é obrigado a comparecer caso o requerimento seja aprovado. “Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o Parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram”, afirmou o senador Carlos Viana ao justificar a iniciativa.

  • Escritório de esposa de Alexandre de Moraes produziu 36 pareceres jurídicos para o Banco Master

    Reprodução O escritório de advocacia da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master. As informações foram divulgadas pelo próprio escritório em nota pública, na qual detalha a prestação de serviços realizada para a instituição financeira. Segundo o comunicado, a banca Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi contratada pelo banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Durante esse período, o escritório prestou consultoria jurídica ampla à instituição financeira, pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro. O trabalho envolveu a produção de pareceres técnicos e outras análises jurídicas voltadas às demandas do banco. As atividades foram conduzidas por uma equipe composta por quinze advogados vinculados ao escritório, responsáveis por desenvolver os estudos e orientações jurídicas solicitadas pela instituição. Além da elaboração dos pareceres, a atuação também incluiu reuniões com representantes da instituição financeira. De acordo com a nota divulgada, foram realizadas 79 reuniões semipresenciais na sede do Banco Master, além de dois encontros realizados por videoconferência. O comunicado ainda afirma que o escritório coordenou a atuação de outros três escritórios especializados em consultoria jurídica durante o período do contrato. Essas bancas teriam sido contratadas para auxiliar nas atividades de assessoria prestadas ao banco. Na nota, o escritório também ressaltou que não atuou em processos envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Segundo a banca, nenhum caso relacionado à instituição financeira foi conduzido no âmbito da corte. A advogada Viviane Barci também negou que uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro no dia de sua prisão tenha sido direcionada a ela. De acordo com informações publicadas anteriormente pelo jornal O Globo, o recado teria sido destinado ao ministro Alexandre de Moraes, o que também foi negado pelo magistrado.

  • André Mendonça defende preservação da confiança pública durante evento jurídico na Alemanha

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que agentes públicos precisam agir com responsabilidade para preservar a relação de confiança estabelecida com a sociedade. A declaração foi feita na quinta-feira (5), durante o encerramento de um congresso de direito realizado em Frankfurt, na Alemanha, do qual o magistrado participou. Em áudio obtido pela imprensa, Mendonça destacou que a credibilidade das instituições depende diretamente da postura adotada por quem ocupa cargos públicos. Segundo ele, é fundamental que autoridades evitem atitudes que possam comprometer essa relação com a população. “Cabe a nós, no nosso dia a dia, não agirmos de forma a romper essa relação de confiança que a sociedade deposita em nós”, afirmou o ministro durante o evento. Mendonça acrescentou que a confiança do público se estabelece, principalmente, na atuação dos agentes e que a ruptura desse vínculo pode gerar consequências negativas para a própria dinâmica social. Para ele, quando essa confiança é quebrada, devem existir mecanismos capazes de prevenir irregularidades ou atuar de forma repressiva. “Eu sou agente — um agente público, como muitos que estão aqui também. E esse povo confia nos seus agentes e nas suas instituições. Quando essa relação de confiança é quebrada, ou diante da possibilidade de quebra, é preciso ter mecanismos de prevenção ou, se ela for quebrada, mecanismos de operação”, disse. A fala ocorreu em um momento em que vieram a público mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que indicariam proximidade do empresário com parlamentares e também com o ministro do STF Alexandre de Moraes. O episódio ganhou repercussão após a divulgação de que a esposa de Moraes teria firmado um contrato de R$ 129 milhões com o banqueiro. Nos bastidores, entretanto, Mendonça afirmou a interlocutores que sua declaração não foi direcionada a qualquer pessoa específica. Segundo o ministro, o conteúdo apresentado no congresso reflete uma síntese de reflexões que ele costuma abordar em aulas sobre boa governança e responsabilidade institucional em cursos de mestrado e doutorado. De acordo com Mendonça, o objetivo foi reforçar a importância da responsabilidade individual de cada agente público na preservação da confiança da sociedade nas instituições. Durante a palestra, o ministro também mencionou a possibilidade de aplicar ao setor público mecanismos inspirados em práticas de compliance utilizadas na iniciativa privada. Ele citou programas de integridade e sistemas de proteção a acionistas como exemplos de instrumentos que ajudam a evitar irregularidades e fortalecer a governança. “Estão aí os programas de compliance, na prevenção; estão aí os mecanismos de proteção aos minoritários, de proteção aos acionistas. Essa teoria pode ser transportada para o direito público”, afirmou. Segundo Mendonça, no âmbito do direito público o principal elemento é a confiança do cidadão nos agentes responsáveis pela condução do Estado. Para ele, quando essa relação se deteriora de forma sistemática, a sociedade passa a questionar a própria utilidade de seguir regras. “Quando o agente, ou um sistema de agentes, quebra de forma rotineira e sistemática essa relação de confiança, isso gera uma inação coletiva”, disse. Na avaliação do ministro, esse cenário pode provocar um efeito negativo em cadeia, no qual cidadãos passam a questionar por que deveriam agir corretamente se percebem irregularidades no comportamento de autoridades. “Se todo mundo faz errado, o povo pergunta: ‘Por que eu vou fazer o certo?’ E aí se gera um problema de ação coletiva”, afirmou. Para Mendonça, a solução passa pela valorização da ética e da responsabilidade tanto no setor público quanto no privado. Ele defendeu que dirigentes empresariais e servidores públicos devem ter em comum o compromisso de manter a confiança daqueles que dependem de suas decisões. “Precisamos nos preocupar com a relação de confiança que um dirigente de empresa recebe de seus acionistas e com a confiança que nós, servidores públicos, recebemos da população. Se todos buscarmos fazer o certo, isso vai valer a pena”, concluiu.

  • Confusão generalizada no futebol brasileiro termina com 23 expulsões em partida

    Uma partida de futebol envolvendo clubes brasileiros terminou em um episódio caótico após uma briga generalizada entre jogadores, que resultou na expulsão de 23 atletas pelo árbitro. A confusão começou após uma disputa mais dura em campo e rapidamente se transformou em um confronto entre jogadores das duas equipes. Imagens da briga circularam amplamente nas redes sociais, mostrando empurrões, socos e uma grande aglomeração no gramado. A arbitragem decidiu aplicar cartões vermelhos em massa para controlar a situação, em uma decisão considerada rara no futebol profissional. Especialistas apontam que casos desse tipo evidenciam falhas na gestão disciplinar das partidas e na prevenção de conflitos em campo. A federação responsável pela competição informou que abrirá um processo disciplinar para avaliar punições adicionais aos envolvidos.

  • Chuvas na Zona da Mata: produtores de Ubá contabilizam os prejuízos

    Divulgação Divulgação: SINDJORI Fonte: FAEMG SENAR Luiz Fernando olha com desgosto para a área onde, há dez dias, havia duas mil covas de banana. A chuva da noite de 23 de fevereiro encheu rapidamente o córrego Miragaia, que passa dentro da propriedade, e a força da água derrubou todo o bananal e outras plantações do produtor.  - Encheu tudo, parecia um mar, e vinha forte como uma onda, relembra. A técnica de campo Karina Soares, que atende Luiz Fernando pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar, também não esconde a tristeza ao ver a situação do sítio.  - Luiz Fernando é um produtor muito empenhado. Em oito meses de trabalho conjunto, conseguimos mudar muita coisa. Quando cheguei aqui e vi que toda a adubação que fizemos, o estoque de nutrientes, tanto da banana quanto do quiabo e jiló, foi tudo levado, é desolador. Karina voltou à propriedade nessa quarta-feira (4/3) junto com o gerente do Escritório Regional do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora, Emerson Simão, e o assistente de desenvolvimento rural do Sindicato de Produtores Rurais de Ubá, Everton Gonçalves. Luiz Fernando é um dos produtores rurais de Ubá atingidos pelas consequências da chuva na região. Em poucas horas, segundo a prefeitura municipal, choveu cerca de 91 milímetros. As propriedades às margens dos córregos Miragaia e Alfenas, que formam o rio Ubá, foram as que mais sofreram. A força da água levou plantações, expôs raízes, destruiu pontes de concreto e interditou vias. De acordo com levantamento da prefeitura de Ubá, até quarta-feira, 31 pontes haviam sido danificadas. No total, cerca de 650 quilômetros de estradas deverão ser desobstruídos ou receber nova camada de cascalho. Por causa das interdições, o escoamento da produção que foi possível aproveitar está dificultado. Em uma das pontes levadas pela chuva, moradores da região improvisaram uma pinguela, por onde só é possível passar a pé ou de moto. Os produtores levam a colheita de carro até esse ponto do rio, atravessam com as caixas nas costas e carregam a camionete do outro lado para seguir até a cidade. Messias Leôncio conta que a plantação de abobrinha, pepino, berinjela e pimentão foi totalmente destruída pela água, além de algumas máquinas.  - Graças a Deus, não teve casa destruída, só em duas que a água entrou, e os animais também não foram levados, mas o que tinha de horta foi embora com a chuva. Ele ainda não sabe calcular o prejuízo total, mas estima que havia cerca de quatro hectares plantados. Um dos amigos que ajudavam na travessia dos produtos de Messias era Bruno Romanholi, produtor de leite. Na fazenda dele, a chuva destruiu cercas, o motor de irrigação e causou prejuízos agravados pela falta de energia elétrica. O escoamento dos 450 litros de leite produzidos por dia, que antes era feito por caminhão, agora precisa ser distribuído em tambores transportados por pequenas carretas.  - Ainda não tivemos tempo de calcular as perdas. Meu avô tem 80 anos e disse que nunca viu uma enchente como essa na região, conta. Dificuldade de comercialização Outra dificuldade enfrentada pelos produtores rurais da região de Ubá é a falta de local para comercialização dos produtos. O galpão no centro da cidade onde funcionava a feira livre municipal foi coberto de lama. Refrigeradores e mobiliário foram perdidos, além da dificuldade de acesso. Nessa quarta-feira (4/3), funcionários da prefeitura realizavam a limpeza com um caminhão-pipa, mas ainda não há previsão para a retomada das atividades. Com as aulas nas escolas municipais e estaduais suspensas, as compras realizadas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) também ficaram sem destino. Por isso, a técnica de campo Karina Soares faz um apelo à população.  - Vamos valorizar os produtos da região, dar prioridade para comprar de produtores locais. Apoio institucional aos produtores O gerente regional Emerson Simão informou que o Sistema Faemg Senar e os sindicatos rurais estão atuando na representação dos produtores afetados junto ao poder público e às instituições de crédito.  - Vamos auxiliar aqueles que têm financiamento em aberto para negociar as dívidas da melhor forma e pedir a reconstrução das estruturas das pontes e dos acessos o mais rápido possível. Em um segundo momento, explica Emerson, a intenção é fortalecer os produtores com cursos e com o apoio do ATeG, levando mais técnica e tecnologia para aumentar a produtividade.  -  Isso é primordial para a manutenção dos produtores no campo, conclui.

Gazeta de Varginha

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