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  • Enem PPL 2025 tem recorde de inscritos em Minas: mais de 8,8 mil custodiados participarão do exame

    Fotos: Tiago Ciccarini/Divulgação Ascom SejusP MG O número é o maior desde 2017 e reflete o fortalecimento das ações de educação e ressocialização no sistema prisional mineiro. O Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) 2025 contará com 8.807 presos inscritos em Minas Gerais, o maior número registrado desde 2017. O crescimento é de mais de 30% em relação a 2024, quando foram registradas 6.597 inscrições. Dos participantes deste ano, 6.580 estão em unidades prisionais administradas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), 2.202 em Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), e 25 em outras unidades prisionais e socioeducativas. O exame é coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e funciona como uma porta de acesso ao Ensino Superior para pessoas privadas de liberdade, contribuindo diretamente para a reintegração social dos participantes. Educação como instrumento de transformação De acordo com Karol Amorim, diretora de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, o aumento das inscrições reflete o fortalecimento da política estadual de valorização da educação no sistema prisional. “O Enem PPL representa a efetivação do direito à educação para pessoas em situação de prisão. Mais do que um exame, ele é uma oportunidade concreta de transformação social e pessoal, permitindo que essas pessoas retomem seus projetos de vida por meio do estudo”, destacou. O Enem PPL tem a mesma estrutura e nível de dificuldade do exame regular, com 180 questões objetivas e uma redação, aplicadas em dois dias. No primeiro dia, são realizadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias; no segundo, as provas de Ciências da Natureza e Matemática e suas Tecnologias. As inscrições foram realizadas entre 6 e 24 de outubro, e as provas ocorrerão nos dias 16 e 17 de dezembro dentro das unidades prisionais e socioeducativas. O gabarito oficial será divulgado no dia 29 de dezembro, e os resultados poderão ser utilizados para acesso ao ensino superior (via Sisu, Prouni e Fies) ou para certificação do Ensino Médio, conforme o perfil do participante. Educação como pilar da reintegração Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o aumento expressivo nas inscrições reforça a importância da educação na política de reintegração social. “O crescimento das inscrições demonstra o esforço conjunto da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e do Depen-MG para fortalecer a cidadania dentro das unidades prisionais mineiras”, afirmou. Karol Amorim reforça o impacto humano dessa política pública: “Cada inscrição no Enem PPL representa um passo em direção à dignidade, à autonomia e à reconstrução de trajetórias interrompidas. A educação é uma das ferramentas mais poderosas de ressocialização e reafirma o compromisso do Estado com a humanização do sistema prisional”, concluiu. Fonte: AgMinas

  • Governo de Minas inaugura novo Presídio de Frutal com estrutura moderna e foco na ressocialização

    Divulgação Fotos : Tiago Ciccarini A unidade, que oferece 388 vagas ao sistema prisional mineiro, reforça o compromisso do Estado com a dignidade e a segurança no cumprimento da pena. O Governo de Minas Gerais inaugurou, nesta segunda-feira (10), o novo Presídio de Frutal, localizado na Estrada da Pirajuba, próximo à APAC do município. A obra representa um investimento de R$ 34,6 milhões e foi executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), com recursos estaduais e federais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A solenidade contou com a presença do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, além de outras autoridades estaduais e municipais. Estrutura moderna e segura Com dois pavilhões e 48 celas com quatro beliches cada, o novo presídio conta ainda com seis celas adaptadas para pessoas com deficiência, pátios de banho de sol, áreas de visitação, espaço para visita íntima, parlatórios para atendimento jurídico e ala médica equipada para atendimentos de saúde. Um dos destaques da unidade é a ala de educação e profissionalização, que dispõe de dois galpões de trabalho, três salas de aula e uma sala de informática. O projeto arquitetônico foi desenvolvido para garantir maior segurança operacional, com uma passarela superior que permite aos policiais penais ampla visão dos alojamentos e áreas de convivência, sem necessidade de contato físico direto com os custodiados. Avanços no sistema prisional mineiro Durante o evento, o secretário Rogério Greco destacou o avanço na política de segurança e ampliação de vagas no sistema penitenciário do estado. “Com a inauguração da unidade em Frutal, completamos cerca de 6 mil novas vagas desde 2019. Nossa meta é chegar a 11 mil até o ano que vem. Aos poucos, estamos transformando o Sistema Penitenciário Mineiro para que seja referência no país”, afirmou o secretário. O diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, e a subsecretária de Edificações da Seinfra, Débora Dias do Carmo, também reforçaram o compromisso do governo com a dignidade no cumprimento da pena e a valorização dos servidores. Após a cerimônia, as autoridades visitaram as instalações do presídio, conduzidas pelo diretor da unidade, Rodrigo Inácio. Presenças Participaram ainda da inauguração o prefeito de Frutal, Bruno Augusto de Jesus Ferreira, o deputado estadual Bosco, além de representantes do Judiciário e das forças de segurança pública. A inauguração do Presídio de Frutal marca mais um passo na reestruturação do sistema prisional mineiro, ampliando a capacidade do Estado e reforçando a política de segurança pública e ressocialização. Fonte: AgMinas

  • Varginha lidera exportações e Minas mantém maior superávit do país

    Divulgação Minas Gerais amplia exportações e registra superávit de US$ 21,9 bilhões em 2025. Com o aumento do número de parceiros comerciais e o bom desempenho de produtos como café, ouro e veículos, Minas Gerais encerrou os dez primeiros meses de 2025 com US$ 37,3 bilhões em exportações, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O estado foi responsável por 12,9% das exportações nacionais, consolidando-se como o terceiro maior exportador do Brasil. No mesmo período, a balança comercial mineira registrou superávit de US$ 21,9 bilhões. As importações somaram US$ 15,4 bilhões, alta de 9,1% frente a 2024, mantendo Minas como o quinto principal importador brasileiro. Com isso, o fluxo total de comércio exterior mineiro chegou a US$ 52,7 bilhões, avanço de 6,4% em comparação ao ano anterior. “Os resultados reforçam que estamos no caminho certo para encerrar 2025 com números maiores que os de 2024. Isso reflete o fortalecimento de Minas como ator importante no comércio exterior, resultado do apoio do Governo do Estado aos empreendedores mineiros”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa. Café, ouro e veículos impulsionam o comércio exterior mineiro Entre os principais produtos exportados, o café liderou o desempenho, com alta de 44,6%, somando US$ 2,7 bilhões. O ouro registrou crescimento de 72,6% (US$ 1,2 bilhão), seguido pelos veículos, com aumento expressivo de 89,6% (US$ 248,6 milhões). Minas ampliou também sua presença internacional, exportando para dez países a mais do que em 2024. Ao todo, houve crescimento nas exportações para 105 mercados. O Canadá foi o principal destaque, com aumento de 66,8% (US$ 582 milhões), seguido por Argentina, Reino Unido, Japão e Itália. Minas mantém o maior superávit do Brasil Somente em outubro, o estado exportou US$ 4,2 bilhões, alta de 12,5% em relação ao mesmo mês de 2024, garantindo o segundo lugar entre os maiores exportadores do país. Pelo segundo mês consecutivo, Minas Gerais registrou o maior superávit do Brasil, com US$ 2,5 bilhões. Os produtos mais exportados no período foram café (28,4%), minério de ferro (26,2%), ouro (7,2%), açúcar (4,9%) e ferro-ligas (4,8%). O estado também liderou as exportações brasileiras de carboneto de silício, peças cerâmicas, medicamentos e queijos e requeijão. Entre os municípios, Varginha foi o principal exportador em outubro, com 8,2% das vendas externas de Minas, seguida por Guaxupé (7,2%), Nova Lima (5,3%), Paracatu (5,3%) e Araxá (4,9%). Automotivo e insumos agrícolas lideram importações As importações mineiras totalizaram US$ 1,7 bilhão em outubro. Os produtos mais comprados foram automóveis de passageiros (5,7%), adubos azotados (4,1%), hulhas (3,6%) e partes de tratores e veículos especiais (3,3%). Entre os municípios importadores, Betim liderou com 17,2% das compras internacionais, seguida por Extrema (12,8%), Uberaba (12,0%), Pouso Alegre (5,7%) e Belo Horizonte (5,1%). Fonte: AgMinas

  • Falência da Oi não afeta serviços de telecomunicações, afirma Anatel

    Divulgação Falência da Oi não compromete serviços de telecomunicações, assegura Anatel. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a decretação da falência do Grupo Oi, determinada pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, não compromete a continuidade dos serviços de telecomunicações prestados pela empresa. Segundo a decisão judicial, os serviços da companhia serão mantidos em processo de transição e liquidação ordenada, garantindo que usuários e entes públicos não sejam prejudicados. O magistrado reconheceu que, mesmo diante do estado de insolvência, é possível assegurar a manutenção integral e eficiente das operações, sob gestão judicial supervisionada. Entre os serviços que devem ser preservados durante o processo estão: Telefones públicos em cerca de 7.500 localidades; Serviços tridígitos de utilidade pública e emergência; Interconexões e contratos firmados com órgãos públicos federais, estaduais e municipais, além de clientes privados. A decisão também autoriza a possibilidade de venda das operações da Oi a outros grupos interessados, desde que estes garantam a continuidade do conjunto de contratos e serviços atualmente prestados. A Anatel informou que continuará acompanhando de forma permanente a execução das medidas determinadas pela Justiça, com o objetivo de garantir a qualidade e a estabilidade dos serviços de telecomunicações em todo o país. “A Agência seguirá atuando para assegurar que a população não sofra interrupções e que o processo ocorra de maneira ordenada, preservando o interesse público”, destacou o órgão em nota oficial. Fonte: Anatel

  • Anatel garante comunicações seguras durante o GP de São Paulo de Fórmula 1

    Divulgação Anatel garante comunicações sem falhas durante o GP de São Paulo de Fórmula 1. Entre os dias 7 e 9 de novembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou uma operação especial de fiscalização durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos. A ação assegurou o funcionamento seguro das redes de comunicação e evitou interferências em rádios, TVs e sistemas de áudio e vídeo durante o evento, que reuniu cerca de 300 mil pessoas. A equipe da Anatel monitorou o uso do espectro de radiofrequências, verificou o uso correto das faixas autorizadas e realizou diligências para localizar sinais indevidos, como rádios clandestinos que interferiam nas comunicações de prova, incluindo a Porsche Cup. Durante os três dias, os técnicos também solucionaram ocorrências em enlaces de TV, redes Wi-Fi e faixas do Serviço Móvel Pessoal (SMP), garantindo transmissões estáveis e comunicações seguras entre as equipes, organizadores e radiodifusores. “A atuação da Anatel em eventos de grande porte como o GP de São Paulo é fundamental para garantir que o público e as equipes tenham uma experiência segura e sem falhas de comunicação”, afirmou o presidente da Agência, Carlos Manuel Baigorri. A superintendente de Fiscalização, Gesiléa Teles, destacou o planejamento técnico envolvido: “Uma operação como a do GP exige conhecimento profundo do espectro e resposta rápida. Nossa equipe atuou de forma coordenada e preventiva para que nenhum serviço essencial fosse impactado.” Tradição em grandes eventos Há mais de 15 anos, a Anatel realiza operações semelhantes em eventos esportivos e culturais de grande porte. Em 2025, além da Fórmula 1, a Agência esteve presente no Carnaval, no Festival de Parintins e nas festas juninas do Nordeste, sempre com o objetivo de garantir comunicações seguras e livres de interferências. “O GP envolve dezenas de prestadores de serviço e um grande volume de equipamentos. Nosso papel é garantir que tudo opere dentro das normas e sem riscos de interferência”, explicou o gerente regional da Anatel em São Paulo, Marcelo Augusto Scacabarozi. Com essa atuação, a Anatel reafirma seu compromisso com a qualidade e a confiabilidade das comunicações no país, assegurando que grandes eventos ocorram com excelência técnica e segurança operacional. Fonte: Anatel

  • Anvisa proíbe venda de suplementos e produtos de limpeza sem licenciamento sanitário

    Divulgação Anvisa determina recolhimento de suplementos irregulares e soda cáustica sem registro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (10/11), o recolhimento de suplementos alimentares irregulares e de uma soda cáustica sem registro. A ação foi motivada pela falta de regularização e de licenciamento sanitário das empresas envolvidas. Suplementos da marca Proteus/Whey Isolate Protein Mix A decisão afeta os suplementos de proteína em pó da marca Proteus/Whey Isolate Protein Mix, comercializados pela empresa Unlimited Alimentos e Suplementos SLU Ltda. Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro sanitário, não indicam fabricante ou importador nacional e vêm sendo vendidos em plataformas on-line, como Shopee e Mercado Livre. Com isso, estão suspensas a fabricação, a importação, a distribuição, a divulgação e o consumo desses produtos. Produtos da marca Bugroon também são suspensos A Anvisa também determinou o recolhimento dos suplementos e óleos produzidos pela empresa Bugroon Raízes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda.A fabricante não possui licenciamento sanitário para produzir suplementos ou óleos vegetais, mesmo comercializando os produtos em seu site oficial. Os seguintes itens, de todos os lotes, devem ser retirados do mercado: Óleo de Menta Piperita Bugroon Óleo de Sucupira Bugroon Óleo de Copaíba Bugroon Suplementos em cápsulas: Ginkocen, Calmom, Catux, Unaro Moringa, Neuralfocus e Contradô Soda cáustica da Guaraflex é proibida A Anvisa ainda determinou o recolhimento da Soda Cáustica em Escamas Limpinha 99%, fabricada pela Guaraflex Produtos de Limpeza Ltda. O produto não possui registro como saneante e está proibido de ser comercializado, distribuído, fabricado, divulgado ou utilizado em todo o território nacional. Fonte: Anvisa

  • PRF apreende pistola de uso restrito em caminhão e prende motorista na BR-381, em Perdões

    Divulgação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde desta segunda-feira (10/11), uma pistola calibre 9mm e prendeu um caminhoneiro por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, durante fiscalização no km 679 da BR-381, em Perdões (MG). De acordo com a PRF, a arma foi encontrada no assoalho da cabine de uma carreta conduzida por um homem de 37 anos, que seguia sentido São Paulo (SP). O armamento estava carregado e em perfeitas condições de uso, contendo um carregador com 18 munições. Durante a abordagem, os policiais realizavam os procedimentos de verificação dos elementos de identificação do veículo quando localizaram a pistola. Questionado, o motorista admitiu não possuir porte de arma, motivo pelo qual recebeu voz de prisão em flagrante. O homem e o armamento foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Perdões, onde o flagrante foi ratificado. A carreta também foi recolhida ao pátio credenciado da PRF por apresentar pendências administrativas. Fonte: PRF

  • Pop rock, reggae e brasilidade marcam o show de Léo Mozar no 5ª da Boa Música

    Divulgação Léo Mozar & Banda se apresentam no 5ª da Boa Música nesta quinta (13), na Estação Ferroviária de Varginha. O projeto 5ª da Boa Música recebe, nesta quinta-feira (13 de novembro), o cantor e compositor varginhense Léo Mozar, que se apresenta pela primeira vez no palco da Estação Ferroviária de Varginha. O show acontece das 20h às 22h, na plataforma de embarque da antiga estação, com entrada gratuita. Léo Mozar estará acompanhado pelos músicos Alessandro Rato (guitarra e vocais), Max (bateria) e Claudinei (contrabaixo). O público pode esperar uma noite vibrante, com um repertório que mistura pop rock, reggae, ska e música brasileira. O setlist traz releituras de grandes nomes da música, como Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Skank, Bob Marley, Tim Maia, Engenheiros do Hawaii, Armandinho, Barão Vermelho e Legião Urbana, além de canções autorais que fazem parte do álbum “Canções Sobre o Tempo – Vol. I”, disponível em todas as plataformas digitais. Com uma proposta autêntica e energia contagiante, Léo Mozar promete um show dinâmico, marcado pela identidade da música independente e pela valorização da cena local. O 5ª da Boa Música é uma realização da Prefeitura de Varginha, por meio da Fundação Cultural, com apoio da Guarda Civil Municipal. O projeto busca incentivar artistas locais e regionais, aproximando a comunidade da música ao vivo e fortalecendo o cenário cultural da cidade. Fonte: PMV

  • TRT-MG mantém justa causa por racismo: trabalhadora chamou colega de ‘Medusa’ por penteado afro

    Divulgação TRT-MG mantém justa causa de trabalhadora que chamou colega negra de “Medusa” em referência a penteado afro. O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) manteve a dispensa por justa causa de uma trabalhadora que ofendeu uma colega negra com apelidos de cunho racista, chamando-a de “Medusa” em alusão ao penteado com tranças afro/dreadlocks. A decisão foi proferida pela Sexta Turma do TRT-MG, sob relatoria do desembargador Anemar Pereira Amaral, e confirmou a sentença da 6ª Vara do Trabalho de Uberlândia. Ofensa racista motivou a demissão De acordo com o processo, o episódio ocorreu durante o expediente, no setor onde ambas trabalhavam. A empregada dispensada teria zombado do cabelo da colega negra, comparando-o às serpentes da figura mitológica Medusa, o que gerou risos entre outras funcionárias. A vítima ficou abalada, chorou e precisou de atendimento da técnica de segurança do trabalho, que confirmou o seu estado emocional. A empresa comprovou que oferece treinamentos sobre respeito, assédio e discriminação, e que todas as envolvidas participaram dessas ações. Outras funcionárias que participaram da ofensa também receberam a mesma penalidade disciplinar. Racismo e justa causa O relator destacou que a justa causa exige prova da falta grave e quebra da confiança entre as partes. Para o magistrado, ficou demonstrado que a trabalhadora praticou ato racista, configurando ofensa à honra da colega e possível crime de injúria racial, previsto na Lei nº 7.716/1989, com redação atualizada pela Lei nº 14.532/2023. “Demonstrado nos autos que a reclamante proferiu palavras de cunho racista dirigidas à colega de trabalho, caracterizado está o ato lesivo da honra previsto no art. 482, ‘j’, da CLT, que autoriza a dispensa por justa causa”, afirmou o desembargador. Ele ressaltou ainda que “os atos de racismo, dentro ou fora do ambiente laboral, são repugnantes e devem ser combatidos”. Perspectiva racial no Judiciário Na decisão, o magistrado também mencionou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, lançado em 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento orienta juízes e juízas a analisarem casos levando em conta o contexto histórico e social do racismo no Brasil, para garantir decisões mais justas e igualitárias. Segundo o protocolo, magistrados devem observar como o racismo estrutural afeta as relações de trabalho, as oportunidades e o acesso à Justiça, promovendo uma postura mais consciente e reparadora no julgamento de casos como este. Decisão reafirma combate ao racismo nas relações de trabalho Com base nas provas apresentadas, o colegiado concluiu que a dispensa foi legítima, proporcional e coerente com a gravidade da conduta. O tribunal negou o pedido de indenização por danos morais feito pela trabalhadora e reforçou que o combate a atitudes racistas é essencial para a proteção da dignidade e da igualdade no ambiente de trabalho. Fonte: TRT

  • Justiça pune influenciador por evento que causou depredação na Praça do Papa, em BH

    Divulgação Influenciador é condenado por “caça ao tesouro” que causou danos à Praça do Papa, em Belo Horizonte. O influenciador digital responsável por organizar uma “caça ao tesouro” na Praça do Papa, em Belo Horizonte, foi condenado a pagar R$ 37 mil por danos materiais e R$ 100 mil por danos morais coletivos. A sentença foi publicada nesta segunda-feira (10/11) pelo juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca da Capital. Segundo a decisão, o valor referente aos danos morais coletivos deverá ser revertido ao Fundo Municipal de Cultura, que financia ações de preservação do patrimônio cultural e ambiental da capital mineira. De acordo com o processo, o influenciador — que possui mais de 250 mil seguidores — promoveu o evento por meio das redes sociais, prometendo uma motocicleta à pessoa que encontrasse uma chave escondida na praça. A ação, realizada em maio de 2024, atraiu centenas de pessoas e resultou em vandalismo e depredação de estruturas públicas. A Justiça também proibiu o réu de realizar eventos em espaços públicos de Belo Horizonte sem a autorização prévia dos órgãos municipais competentes, sob pena de multa de R$ 30 mil por cada nova infração. Decisão destaca desrespeito e autopromoção Na sentença, o juiz Danilo Bicalho destacou que o influenciador demonstrou “flagrante desconsideração pelo bem jurídico tutelado”, ao promover um evento de caráter comercial e autopromocional em um bem tombado, sem autorização. “O réu criou o risco, incitou o comportamento desordenado da multidão em um bem tombado e, portanto, deve suportar as consequências econômicas da degradação”, escreveu o magistrado. Ele citou ainda o princípio do poluidor-pagador, que busca responsabilizar economicamente quem causa dano ao meio ambiente e ao patrimônio público. O juiz também ressaltou a reprovabilidade da conduta, mencionando que o influenciador chegou a zombar da decisão judicial e ameaçar repetir o ato em publicações posteriores, demonstrando “desprezo pelas autoridades e pela integridade do patrimônio público”. Danos à Praça do Papa A ação civil pública foi movida pelo Município de Belo Horizonte, que apontou danos à infraestrutura e ao paisagismo da Praça do Papa. Entre os prejuízos listados estão a depredação do letreiro luminoso “Belo Horizonte”, tampas de caixas elétricas, grades de iluminação, piso cerâmico, plantas ornamentais e até ninhos do pássaro João-de-barro, destruídos durante a aglomeração desordenada. Fonte: TJMG

  • Confira os trechos com obras e interdições nas rodovias do Sul de Minas

    Divulgação EPR Vias do Café realiza obras em 11 municípios do Sul de Minas nesta semana. A EPR Vias do Café programou uma série de obras de manutenção e melhorias para reforçar a segurança viária em 11 municípios do Sul de Minas ao longo desta semana. Os trabalhos incluem reparos localizados, fresagem e serviços de sinalização em rodovias sob concessão da empresa, com o objetivo de garantir mais fluidez no trânsito, prevenir acidentes e preservar vidas. Até o próximo sábado (15), as equipes atuarão em diferentes trechos das rodovias MGC-491, BR-146, BR-265, LMG-863 e MG-167, contemplando os municípios de Lavras, Nepomuceno, Coqueiral, Santana da Vargem, Boa Esperança, Paraguaçu, Elói Mendes, Três Corações, Varginha, Alfenas e Muzambinho. Os serviços acontecem diariamente, das 7h às 18h30, podendo haver interdições parciais e operação Pare e Siga. A concessionária informa que o tráfego será liberado ao final de cada jornada, e que o cronograma depende das condições climáticas. Durante as intervenções, o limite de velocidade nas vias será reduzido para 40 km/h, e os trechos estarão devidamente sinalizados com placas de advertência e orientação de desvios. Cronograma das principais obras BR-265 11 a 12/11: Sinalização horizontal do km 339 ao 403 (Lavras, Nepomuceno, Coqueiral, Santana da Vargem e Boa Esperança). 10 a 12/11: Implantação de balizadores no km 350 (Nepomuceno). 13 a 14/11: Instalação de tachas do km 339 ao 368 (Lavras e Nepomuceno). MG-167 11/11: Microfresagem e microrevestimento no km 40 (Varginha). MGC-491 10 a 14/11: Recuperação de OAE no km 246 (Varginha). 11/11: Reparo localizado do km 143 ao 145 (Areado). 12 a 14/11: Reparo localizado no km 190 (Fama). 11/11: Fresagem e recomposição no km 234 (Varginha). 12/11: Fresagem e recomposição no km 182 (Alfenas). 13 a 14/11: Fresagem e recomposição do km 175 ao 193 (Alfenas e Fama). 11/11: Microfresagem e microrevestimento do km 234 ao 235 (Varginha). 12/11: Microfresagem e microrevestimento do km 237 ao 238 (Varginha). 13 a 14/11: Microfresagem e microrevestimento no km 251 (Três Corações). 15/11: Microfresagem e microrevestimento do km 241 ao 248 (Varginha). Fonte: EPR

  • Prefeitura intensifica obras de asfaltamento e limpeza urbana em vários bairros de Varginha

    Divulgação Prefeitura de Varginha segue com obras de asfaltamento e limpeza urbana nesta terça-feira (11). A Prefeitura de Varginha segue intensificando os trabalhos de manutenção em diversos pontos da cidade. Nesta terça-feira (11), as equipes de manutenção asfáltica continuam atuando nos bairros Sion e Bela Vista, além da Avenida dos Tachos, onde estão sendo realizados serviços de recuperação do pavimento. Paralelamente, o setor de limpeza urbana mantém ações de capina e varrição nos bairros Cidade Nova, Canaã, Santa Maria, Sion, Imaculada e Centro. As equipes também estão realizando capina nas avenidas dos Tachos e Otávio Marques. A administração municipal reforça que os serviços de capina têm o objetivo de manter a cidade limpa e segura, mas não incluem o recolhimento de materiais inservíveis, como móveis velhos e entulhos. Fonte:PMV

  • Governo lança cartilha com orientações para prevenir o tráfico de pessoas e garantir segurança de brasileiros no exterior

    Divulgação Com o objetivo de prevenir o tráfico de pessoas e proteger brasileiros que desejam trabalhar fora do país, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência da ONU para Migrações (OIM), lançou a cartilha “Tráfico de Pessoas e Orientações para o Trabalho no Exterior”. O material reúne informações sobre direitos e serviços disponíveis aos brasileiros no exterior, além de recomendações práticas para uma viagem segura. A cartilha também explica as principais formas de exploração identificadas no exterior, orienta como agir em situações suspeitas de tráfico de pessoas, esclarece procedimentos de repatriação e traz dicas para quem pretende buscar oportunidades de trabalho fora do país. Fonte: PCMG

  • O Ministério Público de Minas Gerais recomendou a vacinação obrigatória de um bebê de três meses em Pedra Azul após recusa injustificada dos pais.

    Divulgação MPMG recomenda vacinação obrigatória de bebê após recusa dos pais em Pedra Azul. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes de Pedra Azul, expediu uma Recomendação para assegurar o direito à saúde de um bebê de três meses de idade, cuja vacinação obrigatória foi indevidamente recusada pelos pais. A medida foi adotada após análise de um atestado médico apresentado pelos responsáveis, que não indicava qualquer condição clínica específica capaz de justificar a não aplicação das vacinas. O documento contrariava as diretrizes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), além de carecer de embasamento científico. Segundo o MPMG, a recusa injustificada à vacinação representa risco concreto à saúde da criança e da coletividade, podendo configurar negligência e resultar em responsabilização civil, administrativa e criminal. O Conselho Tutelar de Pedra Azul já havia tentado orientar os pais, inclusive aplicando medida de advertência, que foi recusada. Diante da situação, o MPMG recomendou que os pais realizem a vacinação completa da criança, conforme o Calendário Nacional de Imunizações, apresentem o cartão de vacinação atualizado à Promotoria e mantenham o acompanhamento vacinal regular. Também foram orientados a buscar esclarecimentos junto à rede pública de saúde e, em casos de real contraindicação médica, apresentar documentação clínica detalhada. O promotor de Justiça Denis William Rodrigues Ribeiro ressaltou, no documento, a prevalência do princípio do melhor interesse da criança sobre convicções pessoais dos pais, bem como a obrigatoriedade legal da vacinação. O texto também aborda os limites da autonomia familiar quando em conflito com os direitos fundamentais da criança, além de destacar as consequências jurídicas da recusa injustificada, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Fonte: MPMG

  • Polícia Civil apreende mais de 23 mil pares de calçados falsificados em Nova Serrana

    Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desmontou pontos de produção, armazenamento e distribuição de produtos falsificados em Nova Serrana, na região Centro-Oeste do estado. A ação resultou na apreensão de 23.308 pares de calçados contrafeitos, além de 256 sacos de insumos usados na fabricação irregular — como solas, palmilhas, cabedais, tiras e matrizes de borracha — e 3.250 embalagens com logotipos de marcas conhecidas. Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Todo o material recolhido ficou sob responsabilidade dos representantes legais das marcas vítimas, para guarda e destinação adequada, garantindo a integridade das provas e o respeito aos direitos de propriedade industrial. As investigações, conduzidas pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes, apontam a existência de um esquema estruturado de fabricação e comercialização ilegal de calçados e acessórios com uso indevido de marcas registradas. Cerca de 30 policiais civis do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes (Deccof) e do 7º Departamento de Polícia Civil participaram da ação. As apurações continuam. Fonte: PCMG

  • Chuva forte arranca telhados, derruba árvores e causa apagão no Sul de Minas

    Reprodução As fortes chuvas que atingiram o Sul de Minas neste fim de semana deixaram um rastro de estragos em diversas cidades da região. A Defesa Civil Nacional mantém alerta de perigo para tempestades, com ventos intensos e possibilidade de granizo, atingindo todo o território sul-mineiro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há risco de rajadas de vento acima de 100 km/h. No município de Fama, um forte temporal ocorrido na noite de sexta-feira (7) causou danos significativos. A Defesa Civil municipal contabilizou cerca de 50 casas com os telhados danificados. A Marina Fama Club foi um dos locais mais atingidos: uma casa flutuante virou dentro da represa, o telhado e o portão de um galpão foram arrancados, vidros se quebraram e a área de convivência sofreu sérios prejuízos. O espaço foi fechado neste sábado (8) para reparos emergenciais. A força dos ventos também derrubou várias árvores, algumas arrancadas com raiz, provocando danos em imóveis e vias públicas. O sistema elétrico foi afetado: postes caíram e o bairro São Pedro ficou sem energia durante toda a madrugada, com o fornecimento restabelecido apenas por volta das 9h da manhã. Já no bairro Lago Azul, parte dos moradores continuava sem luz até a tarde de sábado, devido à queda de árvores sobre a fiação elétrica. Em Lavras, por volta das 14h de sábado (8), uma forte chuva acompanhada de ventania também causou transtornos. A Prefeitura informou danos na rede elétrica, quedas de árvores e destelhamento de residências. O Corpo de Bombeiros registrou pelo menos nove ocorrências de quedas de árvores, sendo a mais grave na Praça Doutor Augusto Silva, onde uma árvore atingiu um carro. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. Equipes da Defesa Civil, Secretaria Municipal de Obras e outros órgãos da administração atuam no levantamento dos danos e na liberação das vias obstruídas. Até o momento, não há registro de vítimas, nem de desabrigados ou desalojados nas cidades atingidas.

  • Endividamento no agronegócio mineiro acende sinal vermelho na ALMG

    Reprodução O crescente endividamento de produtores rurais e empresas do setor agropecuário em Minas Gerais foi tema de uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (10/11), às 15h, no Auditório SE da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A iniciativa foi proposta pelos deputados Antonio Carlos Arantes (PL) e Raul Belém (Cidadania), presidente da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Casa. De acordo com os parlamentares, a situação atingiu um nível preocupante. A crise financeira do setor ameaça a viabilidade de milhares de produtores e impacta diretamente a segurança alimentar, a economia de várias regiões e a arrecadação do estado. A reunião debateu medidas práticas para garantir a sobrevivência do setor e buscou propor soluções viáveis diante do cenário atual. O problema, no entanto, não é exclusivo de Minas. Mesmo com previsão de safra recorde de grãos para 2025/2026, a rentabilidade dos produtores vem caindo. Dados recentes apontam para um aumento expressivo nos pedidos de recuperação judicial no setor rural: foram 2.273 solicitações em 2024, um salto de 61,8% em relação a 2023. Apenas nos dois primeiros trimestres de 2025, já haviam sido registrados 565 novos pedidos, revelando a gravidade da crise. Minas tem um caso emblemático que ajuda a dimensionar o problema: o Grupo Patense, sediado em Patos de Minas, entrou com recuperação judicial em fevereiro de 2025, acumulando uma dívida superior a R$ 2 bilhões. A empresa é a segunda maior do agronegócio nacional em volume de débitos, atrás apenas da Agrogalaxy, de Goiás, que soma quase R$ 5 bilhões. Apesar do cenário de dificuldades, o agronegócio mineiro ainda apresentou crescimento. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor teve um aumento nominal de R$ 20,5 bilhões em relação ao ano anterior, alcançando R$ 235 bilhões. Especialistas apontam como causas da crise o alto custo dos insumos dolarizados, o aumento da taxa Selic, que encareceu os financiamentos, e a dificuldade de acesso a crédito. Segundo o advogado Ermiro Ferreira Neto, o momento exige medidas de alívio financeiro para os produtores que estão à beira da insolvência.

  • Microtorrefação cresce em Minas e movimenta setor de cafés especiais

    Reprodução O mercado de microtorrefação está em expansão em Minas Gerais, impulsionado pela crescente demanda por cafés especiais e pela valorização da origem dos grãos. Entre janeiro e agosto de 2025, o estado registrou quase 50 novas empresas voltadas à torrefação e moagem de café, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Receita Federal. Atualmente, Minas já concentra 863 negócios ativos neste segmento, sendo 728 microempresas e 135 empresas de pequeno porte. A tendência reflete não apenas o protagonismo do estado na produção cafeeira nacional, mas também um movimento global de consumidores mais exigentes, que buscam rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade sensorial. A microtorrefação consiste na torra artesanal de café em pequena escala, geralmente em microlotes de até 30 sacas. O produto é envasado em pacotes de 200g a 3kg, em grão ou moído, o que permite maior controle sobre o processo e realce das características sensoriais. Mais que técnica, o modelo também favorece o surgimento de marcas próprias e fortalece a conexão direta entre produtor e consumidor. “Hoje o café não é mais uma commodity. Ele tem uma história, tem identidade. E na microtorrefação, esse storytelling é muito forte”, explica Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Segundo ele, o modelo ajuda a valorizar as Indicações Geográficas (IGs), que reconhecem o terroir de cada região produtora. O público que consome cafés de microtorrefações está atento à procedência do grão, ao processo de torra e à proposta sensorial. Por isso, o nível técnico também precisa ser alto. “O empreendedor precisa dominar o processo de torra, entender o maquinário e ter um paladar bem apurado. A capacitação é indispensável”, pontua Inácio. Em sintonia com o movimento mundial por cafés de origem controlada e produção sustentável, Minas Gerais se firma como referência nacional também na etapa final da cadeia: a torra de excelência.

  • Cesta básica tem queda de 2,52% no início de novembro em Varginha

    Reprodução O valor da cesta básica apresentou redução no início de novembro em Varginha. Segundo levantamento do Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), realizado pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) com apoio do Departamento de Pesquisa do Unis e do GEESUL, o recuo foi de 2,52% em relação ao mesmo período de outubro. De acordo com o estudo, os produtos que registraram as maiores altas foram a batata e o óleo de soja, enquanto as principais quedas ocorreram nos preços da banana, farinha de trigo, leite integral, tomate e arroz. Mesmo com a redução neste início de mês, o levantamento aponta que, em comparação com novembro de 2024, o valor da cesta básica acumula uma alta anual de 3,84%. Na primeira semana de novembro, o preço médio da cesta básica nacional de alimentos necessária para o sustento de uma pessoa adulta em Varginha era de R$ 640,10, conforme dados do GESEc. Quer que eu acrescente uma observação de contexto sobre o impacto dessa variação no poder de compra local (por exemplo, relação com o salário mínimo)?

  • GCM apreende bicicletas motorizadas conduzidas por menores em Varginha

    Reprodução Três bicicletas motorizadas foram apreendidas pela Guarda Civil Municipal (GCM) na tarde deste último sábado (08/11), em Varginha. De acordo com a corporação, os veículos, montados de forma artesanal, eram conduzidos por menores de idade, o que reforça a gravidade da situação e o risco envolvido na utilização desse tipo de equipamento sem a devida regulamentação. As apreensões ocorreram em diferentes pontos da cidade, incluindo a Praça Melo Viana, na região central, e o bairro Porto Príncipe. Conforme informado pela GCM, os menores, com idades entre 13 e 15 anos, foram abordados e orientados sobre a proibição da circulação de bicicletas motorizadas irregulares em vias públicas. A corporação destacou que o uso desse tipo de veículo, além de não possuir autorização para trafegar, representa perigo tanto para os condutores quanto para pedestres e demais motoristas. Durante as abordagens, os agentes constataram que as bicicletas apresentavam diversas irregularidades e ausência de itens básicos de segurança, como retrovisores, setas, luz de freio e lanternas. Além disso, os componentes estruturais — como o quadro, o sistema de freios e os pneus — eram incompatíveis com a potência do motor instalado, de 80 cilindradas (80cc), o que agrava o risco de acidentes e coloca os veículos em desacordo com a legislação vigente. Após as verificações, as bicicletas foram apreendidas e encaminhadas para o pátio credenciado, conforme os procedimentos legais. A Guarda Civil Municipal reforçou que continuará realizando fiscalizações e ações preventivas para coibir o uso de veículos irregulares nas ruas de Varginha, visando garantir a segurança e o cumprimento das normas de trânsito.

  • Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.823

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  • Prefeito Leonardo Ciacci se reúne com direção da Cemig e vereadores para avançar na aplicação da Lei Municipal 6.718/2020 sobre retirada de fios em desuso

    Reprodução Na manhã desta última segunda-feira, 10 de novembro, o prefeito Leonardo Ciacci reuniu-se com a direção da Cemig, os vereadores Dudu Ottoni e Alexandre Prado, representando a Câmara Municipal, o secretário de Planejamento, Ronaldo Lima, e o diretor de Geoprocessamento e Iluminação Pública, Pedro Gazola, para um encontro de alinhamento e definição de ações em continuidade às tratativas já em andamento com a concessionária. A reunião teve como foco a implementação da Lei Municipal nº 6.718/2020, que trata da retirada e do alinhamento de fios em desuso ou instalados de forma desordenada nos postes das vias públicas de Varginha. A Lei Municipal nº 6.718/2020, de autoria do vereador Dudu Ottoni, determina que as empresas responsáveis por redes aéreas organizem os fios em uso e retirem cabos inutilizados dos postes, garantindo descarte ambientalmente correto. A medida busca reduzir riscos à segurança e melhorar a aparência urbana de Varginha. O prefeito Leonardo Ciacci ressaltou que essa parceria busca não apenas cumprir a lei, mas entregar um “resultado visível para a comunidade” garantindo um ambiente urbano mais organizado. Os vereadores destacaram que a lei representa um avanço significativo para a modernização urbana e para a segurança da população. Segundo eles, o objetivo é “eliminar os chamados fios fantasmas — cabos abandonados ou desordenados que comprometem a estética da cidade, dificultam a manutenção e colocam em risco pedestres e trabalhadores”. Ressaltaram ainda que a reunião simboliza um passo concreto para transformar a legislação em ações efetivas, “garantindo uma cidade mais limpa, organizada e segura para todos”. Por sua vez, a Cemig se comprometeu a realizar levantamento conjunto com a municipalidade e a articular com as empresas parceiras para dar início às ações de remoção e reorganização dos cabos, além de disponibilizar dados técnicos à Diretoria de iluminação pública. O encontro reforça o compromisso da Administração Municipal em trabalhar de forma integrada com o Legislativo e as concessionárias, buscando soluções que garantam mais segurança, eficiência e qualidade visual ao espaço urbano. A Prefeitur a de Varginha seguirá acompanhando de perto a execução das medidas, assegurando que a Lei Municipal 6.718/2020 seja plenamente cumprida em benefício da população. Fonte: PMV

  • Polícia Civil de Minas investiga sumiço de 220 armas sob custódia em delegacia de BH

    Reprodução A Polícia Civil de Minas Gerais está no centro de uma grave crise institucional após a descoberta do desaparecimento de cerca de 220 armas de fogo que estavam sob a guarda da corporação. A investigação, conduzida pela Corregedoria da própria instituição, aponta para a 1ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte, como o possível epicentro de um esquema de desvio envolvendo servidores da unidade. O caso veio à tona depois que um suspeito foi flagrado com uma arma que, segundo registros, já havia sido apreendida anteriormente e deveria estar sob custódia. A ocorrência, registrada em Contagem, acendeu o alerta. Ao rastrear a origem do armamento, os investigadores perceberam que ele pertencia ao acervo da delegacia do Barreiro, situada no bairro Jardinópolis. A partir daí, uma checagem mais ampla revelou o sumiço de outras dezenas de armas, elevando o número para aproximadamente 220 unidades desaparecidas. Segundo a Polícia Civil, os armamentos são, em sua maioria, de baixo calibre e considerados obsoletos, mas o fato de estarem sendo reutilizados em crimes levanta sérias preocupações sobre a segurança no armazenamento e controle de apreensões. A Corregedoria já avançou nas investigações e trabalha com a hipótese de participação de servidores públicos no esquema de desvio. O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais apontou uma falha estrutural grave: a ausência das Centrais de Cadeia de Custódia — unidades previstas no Pacote Anticrime de 2019 e que deveriam centralizar o armazenamento de provas e materiais apreendidos pelas forças de segurança. Sem essas centrais, o risco de extravios e manipulação indevida de armas e evidências aumenta consideravelmente. Apesar da gravidade do caso, nem a direção da Polícia Civil nem o governo de Minas se manifestaram sobre as críticas do sindicato ou sobre o andamento interno da apuração. Já o delegado-geral da corporação divulgou nota reafirmando o compromisso da instituição com a transparência e a apuração rigorosa dos fatos. O sumiço das armas da delegacia do Barreiro representa não só uma falha administrativa, mas também uma ameaça direta à segurança pública. O caso expõe vulnerabilidades no sistema de custódia da Polícia Civil e levanta questionamentos sobre possíveis omissões e conivência de servidores públicos. A sociedade agora aguarda respostas claras, punições exemplares e medidas urgentes para evitar que crimes como esse se repitam dentro das instituições que deveriam garantir a legalidade.

  • Violência contra pessoas em situação de rua cresce quase 50% em Minas Gerais em 2025

    Reprodução O número de homicídios contra pessoas em situação de rua aumentou de forma alarmante em Minas Gerais neste ano. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, entre janeiro e setembro de 2025, 40 pessoas foram assassinadas no estado, o que representa um crescimento de quase 50% em comparação com o mesmo período de 2024. Na capital, Belo Horizonte, o cenário também é grave. A quantidade de homicídios envolvendo esse público cresceu 43%. Mas a violência não se limita aos assassinatos. A cidade registrou ainda 56 casos de agressão e 155 de lesão corporal contra pessoas em situação de rua no mesmo período, reforçando um panorama de violência recorrente e sistemática. No cenário nacional, o canal Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, contabilizou 724 denúncias envolvendo pessoas em situação de rua entre janeiro e setembro de 2025. Destas, 218 vítimas foram registradas apenas em Belo Horizonte, com relatos que incluem agressões físicas, negligência e outras formas de violência. Para o pesquisador Cristiano Silva, do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG), esse crescimento está diretamente relacionado à falta de compreensão sobre a vulnerabilidade desse grupo. “Há muitos casos de violência, inclusive praticada por agentes públicos. Isso mostra como ainda não se reconhece que essas pessoas estão em uma condição extrema de vulnerabilidade”, destacou. Diante da escalada da violência, o governo de Minas Gerais afirmou, por meio de nota, que vem intensificando ações de apoio à população em situação de rua. Entre as medidas estão capacitação de municípios e repasses financeiros por meio do Piso Mineiro de Assistência Social. Somente em 2025, os repasses chegaram a quase R$ 131 milhões, valor destinado à manutenção de estruturas como Centros Pop, abrigos, casas de passagem e repúblicas, que oferecem atendimento e acolhimento à população em situação de rua. Ainda assim, os dados mostram que o desafio vai além da assistência social: é necessário também combater a violência e promover políticas públicas que garantam proteção, dignidade e cidadania a esse grupo.

Gazeta de Varginha

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