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  • Segurança viária: 38 frentes de obras começam em rodovias de Minas

    Divulgação EPR Vias do Café intensifica obras de manutenção em seis rodovias da região. A EPR Vias do Café programou 38 frentes de trabalho para ampliar a segurança viária em seis rodovias regionais de Minas Gerais. As ações incluem recuperação do pavimento, reforço na sinalização, recomposição de taludes e outros serviços voltados à melhoria das condições de tráfego. Até a próxima sexta-feira (20), as equipes estarão atuando nas rodovias BR-146, BR-265, MGC-369, MGC-491, LMG-863 e MG-167, abrangendo municípios como Alfenas, Areado, Arceburgo, Boa Esperança, Campos Gerais, Coqueiral, Elói Mendes, Fama, Guaranésia, Guaxupé, Itamogi, Lavras, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nepomuceno, Paraguaçu, Santana da Vargem, São Sebastião do Paraíso, Três Corações, Três Pontas e Varginha. Os serviços serão realizados das 7h às 17h, podendo ocorrer interdições temporárias com sistema Pare e Siga e presença de trabalhadores próximos à pista. O tráfego será liberado diariamente após o término das atividades. Durante a execução das obras, a velocidade máxima será reduzida para 40 km/h, e as rodovias estarão devidamente sinalizadas para orientar os motoristas, garantindo maior segurança e prevenção de acidentes. Cronograma desta semana BR-146 Segunda-feira (16/02): Km 505,290 ao 532,230 – monitoração de sinalização horizontal, Guaxupé. Quarta a sexta-feira (18/02 a 20/02): Km 505,290 ao 532,230 – monitoração de sinalização horizontal, Guaxupé. Quinta-feira (19/02): Km 529,165 – reparo localizado, Guaxupé. BR-265 Segunda-feira (16/02): Km 338,400 ao 403,080 – monitoração de sinalização horizontal, Lavras, Nepomuceno, Coqueiral, Santana da Vargem e Boa Esperança. Quarta a sexta-feira (18/02 a 20/02): Km 338,400 ao 403,080 – monitoração de sinalização horizontal, Lavras, Nepomuceno, Coqueiral, Santana da Vargem e Boa Esperança. Quarta e quinta-feira (18 e 19/02): Km 355,230 – recomposição de talude, Nepomuceno. Sexta-feira (20/02): reparos localizados nos Kms 347,784; 349,871; 366,950; 368,332 – Nepomuceno; Kms 376,256 e 376,834 – Santana da Vargem. MGC-369 Segunda-feira (16/02) e quarta a sexta-feira (18 a 20/02): Km 124,400 ao 188,150 – monitoração de sinalização horizontal, Boa Esperança, Campos Gerais e Alfenas. Quarta-feira (18/02): reparos localizados nos Kms 130,675 – Boa Esperança; 165,305; 165,307; 165,410; 175,601; 175,604 – Alfenas. MGC-491 Segunda-feira (16/02) e quarta a sexta-feira (18 a 20/02): Km 4,700 ao 259,600 – monitoração de sinalização horizontal, abrangendo 15 municípios da região. Quarta-feira (18/02) e quinta-feira (19/02): reparos localizados em Monte Belo, Arceburgo, Areado e Alfenas. LMG-863 Segunda-feira (16/02) e quarta a sexta-feira (18 a 20/02): Km 0,000 ao 5,000 – monitoração de sinalização horizontal, Boa Esperança. MG-167 Segunda-feira (16/02) e quarta a sexta-feira (18 a 20/02): Km 0,000 ao 43,700 – monitoração de sinalização horizontal, Santana da Vargem, Três Pontas e Varginha. As obras visam a melhoria da segurança, a prevenção de acidentes e a preservação da vida de motoristas e pedestres, com atenção especial à sinalização e organização do tráfego durante os serviços. Fonte: EPR

  • Banrisul registra lucro histórico de R$ 1,6 bilhão e projeta futuro com foco em inovação

    Reprodução O banco regional Banrisul divulgou na noite de quarta-feira (11) o seu balanço de resultados referentes ao ano de 2025, apresentado em evento com a imprensa realizado na sede da Sogipa, em Porto Alegre (RS). O principal destaque foi o lucro líquido histórico de R$ 1,6 bilhão, que representa a maior cifra já registrada pela instituição financeira. Segundo o presidente do banco, Fernando Lemos, a atuação da instituição está alicerçada em três pilares: a consolidação como banco de capital aberto, a evolução para um modelo cada vez mais inteligente por meio de investimentos em tecnologia e eficiência e a perspectiva de longo prazo de “rumo a mais 100 anos” de atuação. Durante a apresentação, foram divulgados indicadores financeiros que reforçam o desempenho do banco em 2025. A concessão de crédito alcançou volume recorde de R$ 54 bilhões no ano, enquanto os recursos administrados somaram mais de R$ 21 bilhões. No mesmo período, o banco recolheu R$ 3,2 bilhões em impostos e contribuições, o que ressalta sua relevância para as finanças públicas. Lemos também destacou mudanças estruturais implementadas nos últimos anos, como a reestruturação do plano de carreira e a redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias sem prejuízo nos benefícios dos colaboradores, como parte do processo de modernização e valorização do quadro funcional. O vice-governador Gabriel Souza participou do evento e ressaltou o papel estratégico do Banrisul para o Estado do Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso do governo estadual com a manutenção da instituição como um ativo importante e o seu papel na geração de dividendos e no fortalecimento das receitas públicas. O resultado recorde divulgado pelo banco demonstra um crescimento substancial quando comparado ao desempenho em anos anteriores, refletindo a eficácia das estratégias adotadas, incluindo o foco em tecnologia, eficiência operacional e expansão de serviços financeiros.

  • Pesquisadores identificam nova espécie de anfíbio no noroeste de Minas Gerais

    Divulgação Descoberta inédita: nova espécie de perereca é registrada no Cerrado de Minas Gerais. Pesquisadores identificaram uma nova espécie de perereca endêmica do Cerrado do noroeste mineiro, batizada de Ololygon paracatu. A espécie apresenta distribuição extremamente restrita, registrada apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu. A descoberta reforça alertas ambientais sobre a conservação dos córregos e riachos da região. O estudo envolveu instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado foi publicado na revista científica Zootaxa. A pesquisa combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações, utilizando coleções biológicas como base essencial. De pequeno porte, os machos da espécie medem entre 20,4 e 28,2 mm, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 mm. Assim como outras espécies do gênero Ololygon, a perereca habita matas de galeria associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leitos rochosos. Ololygon paracatu é a oitava espécie do gênero descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma. Homenagem e alerta ambiental O nome da espécie faz referência ao Rio Paracatu, principal afluente do Rio São Francisco, e carrega um alerta sobre a conservação hídrica. Durante o trabalho de campo, foram observados sinais de degradação em riachos da região, como assoreamento. “A conservação dos c órregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, destacou Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo. Ela acrescentou: “Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola esta importante bacia hidrográfica e ameaça não apenas os anfíbios, mas toda a sociedade”. Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário, reforçou: “A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”. Fonte: AgBrasil

  • Justiça obriga plano a custear tratamento para Alzheimer fora do rol da ANS

    Divulgação Um plano de saúde foi intimado a custear um tratamento inovador para Alzheimer, mesmo fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A decisão é do juiz Raul de Aguiar Ribeiro Filho, da 3ª Vara Cível de Barueri (SP). A medida se baseia em entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que admite a cobertura de procedimentos não previstos no rol da ANS quando preenchidos requisitos específicos. O caso A beneficiária do plano foi diagnosticada com mal de Alzheimer em estágio inicial. O médico especialista prescreveu o medicamento Kisunla, terapia moderna que busca modificar o curso da doença, e não apenas aliviar sintomas. A operadora negou a cobertura sob o argumento de que o tratamento não consta no rol da ANS. Diante da negativa, a paciente ingressou na Justiça pedindo que o plano custeasse o medicamento e reembolsasse valores já desembolsados. Na ação, a defesa sustentou que o rol da ANS representa cobertura mínima obrigatória e que, havendo prescrição fundamentada, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comprovação científica de eficácia, a operadora deve garantir o tratamento. Requisitos do STF Em decisão proferida em setembro do ano passado, o STF estabeleceu que tratamentos fora do rol podem ser obrigatórios quando houver: prescrição por médico especialista; inexistência de alternativa terapêutica equivalente prevista no rol; comprovação científica de eficácia; registro regular do medicamento na Anvisa. Para o magistrado, o medicamento indicado à paciente preenche todos esses requisitos. Risco de dano irreparável O juiz também destacou a urgência do caso. O Alzheimer é doença progressiva e o tratamento só apresenta eficácia nas fases iniciais. A espera pelo fim do processo poderia inviabilizar os efeitos do medicamento, causando perda irreversível da chance terapêutica. A operadora foi intimada a custear o tratamento no prazo de cinco dias, sob pena de multa. Na decisão, o magistrado afirmou que a negativa de cobertura de tratamento essencial, prescrito por especialista e com respaldo científico, viola a boa-fé objetiva e a função social do contrato de plano de saúde, estando configurado o perigo de dano de forma inequívoca e urgente. Fonte: Conjur

  • Acessos irregulares a dados do STF são alvo de operação da PF

    Divulgação Receita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e familiares. A Receita Federal do Brasil confirmou nesta terça-feira (17) que foram identificados acessos irregulares a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares. A admissão ocorreu após operação da Polícia Federal que investiga o vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Não houve prisões, mas a Justiça determinou medidas cautelares como afastamento de função pública, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e cancelamento de passaportes. Auditoria interna Em nota, a Receita afirmou que não tolera desvios de conduta, especialmente aqueles relacionados ao sigilo fiscal, considerado pilar do sistema tributário nacional. Segundo o órgão, em 12 de janeiro o STF solicitou auditoria para verificar possíveis acessos indevidos a dados de ministros, familiares e outras autoridades nos últimos três anos. A Receita informou que a Corregedoria já havia instaurado investigação interna um dia antes, após a divulgação de reportagens sobre o caso. A apuração, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, segue em andamento, e as irregularidades já identificadas foram comunicadas ao relator. O caso tramita no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, o Fisco esclareceu que não foram encontrados acessos aos dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nem de seus familiares. O órgão ressaltou que o pedido de auditoria foi amplo, mas isso não significa que todos os citados tiveram informações consultadas. Controles reforçados A Receita destacou que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso aos sistemas, com restrição de perfis e reforço de alertas de segurança. No período, sete processos administrativos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões e aplicação de sanções aos demais envolvidos. O órgão informou que manterá rigor na apuração e poderá divulgar novas informações conforme o avanço das investigações. Fonte: AgBrasil

  • Liquidação do Banco Pleno reacende investigações envolvendo o Master

    Divulgação Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno. O Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18), em Brasília. De acordo com o BC, o conglomerado prudencial Pleno é classificado como instituição de pequeno porte, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial. O grupo representa 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional. Motivos da liquidação Em nota oficial, o Banco Central informou que a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas que regem sua atividade e descumprimento de determinações da autoridade monetária. O órgão destacou ainda que poderá adotar novas medidas para apurar responsabilidades. Caso sejam confirmadas irregularidades, poderão ser aplicadas sanções administrativas e realizadas comunicações aos órgãos competentes. Entre as medidas previstas está a indisponibilidade de bens de controladores e administradores do conglomerado. Histórico e ligação com o Banco Master Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno integrou até meados de 2025 o conglomerado financeiro do Banco Master. A instituição é comandada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, cujo controlador é o banqueiro Daniel Vorcaro. O Banco Master é investigado na Operação Compliance Zero, que apura a suposta concessão de créditos fraudulentos, incluindo a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Segundo as investigações, os valores envolvidos podem chegar a R$ 17 bilhões. Fonte: AgBrasil

  • Motociclista é preso com cocaína, crack e ecstasy na BR-381

    Divulgação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu grande quantidade de drogas na manhã de terça-feira (17/02), durante fiscalização no km 446 da BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação ocorreu durante operação de combate ao crime na rodovia. Segundo a PRF, o condutor de uma motocicleta desobedeceu à ordem de parada e tentou fugir da abordagem. Acompanhamento tático Após acompanhamento tático, os policiais conseguiram interceptar o veículo. Durante a vistoria, foi localizada uma caixa de papelão contendo 1.214 pinos de cocaína, 495 pedras de crack e 200 comprimidos de ecstasy. O veículo era conduzido por um homem de 46 anos, que afirmou trabalhar como motociclista de aplicativo. Origem e destino De acordo com o suspeito, a caixa foi recebida no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte, e seria entregue no bairro Bom Destino, em Sabará. Ele alegou não saber o que havia no interior da embalagem. O homem foi detido e encaminhado, juntamente com as drogas apreendidas, para a Delegacia de Polícia Civil de Sabará, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. Fonte: PRF

  • Queda de cinco metros deixa engenheiro paraplégico e gera indenização milionária

    Divulgação Locadora deve indenizar engenheiro que ficou paraplégico após queda de plataforma em Uberaba. A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que uma empresa de locação de máquinas deverá indenizar um engenheiro civil que ficou paraplégico após cair de uma plataforma elevatória durante o trabalho, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A decisão reformou parcialmente a sentença da 6ª Vara Cível da Comarca de Uberaba para afastar a responsabilidade da fabricante do equipamento, reconhecendo que a causa do acidente foi a falta de manutenção preventiva por parte da locadora. O acidente O caso ocorreu em dezembro de 2018. O engenheiro havia alugado uma plataforma hidráulica para realizar a pintura da fachada de uma loja, a cerca de cinco metros de altura. Durante o serviço, as soldas da base da plataforma se romperam e o cesto onde o profissional estava despencou. Com a queda, ele sofreu fraturas graves que resultaram em paraplegia e outras sequelas permanentes. Após o acidente, o engenheiro ingressou com ação judicial contra a fabricante e a empresa responsável pela locação do equipamento. Perícia técnica A perícia constatou que não houve defeito de fabricação nas soldas, como alegava a locadora. O laudo apontou falha na manutenção e ausência de revisão periódica do equipamento. Segundo os peritos, o sistema de desligamento automático não funcionou corretamente. Com isso, o motor forçou as mangueiras do sistema hidráulico além do limite suportado, provocando o colapso da estrutura. A relatora do caso, desembargadora Mônica Libânio Rocha Bretas, destacou que o acidente não decorreu de vício de fabricação, mas de deficiência na conservação do equipamento. Responsabilidade e indenizações Com o entendimento de que a falha foi exclusiva da locadora, o Tribunal manteve a condenação da empresa ao pagamento de: R$ 40 mil por danos morais; R$ 40 mil por danos estéticos; Pensão mensal vitalícia equivalente a dois salários mínimos, valor correspondente à renda da vítima à época do acidente. A pensão deverá ser paga de uma só vez, calculada com base na expectativa de vida do engenheiro até os 75 anos, com aplicação de deságio de 30% pelo pagamento antecipado. Também foi determinado o reembolso das despesas médicas, farmacêuticas e demais tratamentos comprovadamente realizados. O recurso apresentado pela locadora não foi analisado pelo Tribunal porque as custas processuais foram pagas fora do prazo legal, o que manteve válidos os termos da sentença contra a empresa. Fonte: TJMG

  • Município deve pagar pensão à família de servidor contaminado no trabalho

    Divulgação A Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou sentença da Comarca de Patrocínio, no Alto Paranaíba, que condenou o Município de Guimarânia a indenizar a viúva e os filhos de um servidor público que morreu após contrair hantavirose durante o trabalho. A decisão, proferida pela 6ª Câmara Cível, reconheceu que a contaminação ocorreu no exercício das funções e foi causada pela ausência de equipamentos de proteção e treinamento adequado. Além da indenização por danos morais, foi determinado o pagamento de pensão mensal com base no salário do trabalhador. O caso O servidor, contratado como operador de máquinas, participou da demolição de uma casa abandonada sob responsabilidade do município. Segundo o processo, o imóvel estava infestado de ratos, principais transmissores do hantavírus. A perícia apontou que as condições de trabalho eram inadequadas e que o servidor não recebeu Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) apropriados, como máscaras, óculos e luvas. Conforme o laudo técnico, a inalação de poeira contaminada e o contato com fezes e urina de roedores provocaram a infecção. Testemunhas relataram que o trabalhador gozava de boa saúde antes da execução da tarefa e que não recebeu orientação ou treinamento específico de segurança. Contaminação comprovada Condenado em 1ª Instância, o município recorreu sob o argumento de que não havia provas de que a contaminação tivesse ocorrido no ambiente de trabalho, sugerindo ainda que a vítima poderia já estar doente. O relator do caso, desembargador Leopoldo Mameluque, rejeitou os argumentos da defesa. Ele destacou que o nexo causal entre a exposição ao risco na obra e a morte do servidor ficou devidamente comprovado. Segundo o magistrado, ficou demonstrado que o trabalhador foi exposto a ambiente com grande presença de roedores durante a demolição, sem a devida proteção, o que ocasionou o contágio. Valores definidos A Câmara manteve a indenização por danos morais fixada em R$ 50 mil. Também acolheu o pedido da família para ampliar a pensão mensal de dois terços do salário mínimo para dois terços do salário efetivamente recebido pelo servidor, até a data em que ele completaria 73 anos. Além disso, foi determinado o ressarcimento de R$ 2,7 mil referentes às despesas com o funeral. Fonte: TJMG

  • Incêndio em depósito mobiliza equipes e termina com resgate emocionante

    Divulgação Em um ato de bravura e técnica operacional, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais resgatou uma cadela durante incêndio de grandes proporções em um depósito de materiais automotivos às margens de rodovia, na cidade de Pouso Alegre. A corporação foi acionada via 193 por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira (18/02) para combater as chamas em uma oficina/depósito. Ao chegarem ao local, os militares constataram que o incêndio já havia tomado grandes proporções e iniciaram imediatamente o combate, solicitando apoio devido à gravidade da ocorrência. Durante a atuação, o proprietário informou que havia uma cadela no interior do imóvel. Diante da situação, a guarnição adotou estratégia específica para viabilizar o salvamento do animal com segurança. Os bombeiros concentraram esforços na criação de uma rota segura de acesso ao interior da edificação, realizando o controle do fogo e a redução da temperatura em pontos estratégicos. Também foram feitas aberturas no telhado para liberação de calor e fumaça, melhorando as condições internas e aumentando a segurança da operação. Com a área parcialmente estabilizada e identificada uma zona viável para entrada, o chefe da guarnição, utilizando equipamentos de proteção individual adequados, adentrou o imóvel pela rota previamente criada e localizou a cadela no interior de um banheiro. O animal foi retirado em segurança e entregue ao proprietário, sem ferimentos aparentes. Com o apoio de equipes adicionais e de caminhão-pipa disponibilizado por empresa parceira, o incêndio foi completamente extinto. Na sequência, foi realizado o trabalho de rescaldo para eliminação de possíveis focos remanescentes. A ocorrência foi encerrada sem registro de vítimas humanas. O Corpo de Bombeiros destacou que a atuação coordenada da equipe — especialmente a criação de rota segura de acesso em ambiente com fogo ativo — foi fundamental para o êxito do salvamento e para a segurança dos militares envolvidos. Fonte: CBMG

  • Califórnia registra avalanche que deixa desaparecidos e gera operações de busca e resgate

    Reprodução Uma avalanche registrada no condado de Placer, no estado da Califórnia (Estados Unidos), deixou ao menos três pessoas desaparecidas e mobilizou operações de busca e resgate da equipe de emergência local na tarde desta quarta-feira (18). De acordo com autoridades, o deslizamento de neve ocorreu em uma área montanhosa frequentada por praticantes de esportes de inverno e montanhismo, o que motivou o acionamento de equipes do corpo de bombeiros, da polícia local e de unidades especializadas para tentar localizar os desaparecidos. As autoridades informaram que as condições climáticas e as características do terreno dificultam as operações de resgate, e que os esforços estão sendo intensificados com o uso de equipamentos específicos para áreas alagadas por neve e possível instabilidade do solo. Moradores da região e testemunhas relataram ter ouvido o estrondo da avalanche e visualizaram a grande massa de neve descendo em alta velocidade, soterrando parte de uma trilha próxima a um centro de esportes de inverno da área. O chefe do corpo de bombeiros da região afirmou, em comunicado oficial, que as equipes estão trabalhando de forma coordenada para tentar localizar as pessoas desaparecidas com segurança, mas que “as condições continuam desafiadoras e a previsão do tempo pode influenciar as operações”. Até o momento da publicação, não houve confirmação oficial sobre o resgate bem-sucedido de qualquer uma das pessoas desaparecidas, e a autoridade local recomendou que a população evite se aproximar da área afetada, por conta do risco de novas avalanches ou deslocamentos de neve. As equipes de resgate devem permanecer na região enquanto as condições do clima permitirem a continuidade dos esforços, e atualizações oficiais podem ser divulgadas pelas autoridades nas próximas horas.

  • PF mira suspeitos de vazarem dados sigilosos de ministros do STF e parentes em investigação federal

    Reprodução A Polícia Federal (PF) está investigando suspeitos de terem acessado e vazado dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares desses magistrados em sistemas da Receita Federal do Brasil, com foco em atribuir responsabilidades e identificar se houve motivação política ou criminal por trás das ações. A apuração faz parte de uma investigação mais ampla que envolve quebras de sigilo em órgãos públicos. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em diferentes estados e concentram as diligências em servidores públicos e pessoas suspeitas de terem acessado indevidamente informações fiscais protegidas por lei. A própria Receita Federal identificou irregularidades por meio de auditorias internas e comunicou o Supremo Tribunal Federal sobre acessos atípicos a dados protegidos por sigilo. Contudo, segundo o órgão, as informações obtidas até agora “ainda não são suficientes para esclarecer a motivação do acesso” aos sistemas. Entre os alvos da investigação estão servidores do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedidos à Receita Federal, que teriam acessado dados da esposa de um ministro do STF. A investigação envolve a apuração sobre o uso indevido desses acessos e o possível compartilhamento ou vazamento das informações fora dos meios oficiais. A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito de um inquérito que apura possíveis acessos e transmissões irregulares de informações de órgãos públicos com potencial violação de sigilo de dados. O caso tramita dentro de um procedimento que tem sua origem em investigações mais amplas sobre ataques e ameaças contra o STF e seus membros. Até o momento da publicação, não houve divulgação oficial de prisões ou de responsabilizações definitivas, e a PF segue coletando evidências, ouvindo depoimentos e aprofundando a análise dos dados obtidos nas diligências para esclarecer as circunstâncias em que os acessos ocorreram e se houve motivação política, criminosa ou outra natureza.

  • Congressistas peruanos destituem presidente José Jeri após quatro meses no cargo

    Reprodução O Congresso do Peru aprovou na terça-feira (17) uma moção de censura que resultou na destituição do presidente José Jeri após apenas quatro meses à frente do Executivo do país andino — um novo episódio de rotatividade política em meio a um ambiente de turbulência institucional. A votação no Legislativo peruano terminou com 75 votos a favor da censura, 24 contrários e três abstenções, alcançando a maioria simples necessária para declarar a vacância do cargo de presidente da República. A moção de censura foi aprovada em razão de um escândalo relacionado a encontros não divulgados com um empresário chinês, o que desencadeou acusações de tráfico de influência. Fernando Rospigliosi, então presidente interino do Congresso, anunciou que com a decisão “a mesa diretiva declara a vaga do cargo de presidente do Congresso da República e, em consequência, encontra-se vago o cargo de presidente da República”. José Jeri, de 39 anos, havia assumido a presidência em outubro de 2025, após a destituição da então presidente Dina Boluarte, que foi afastada do cargo em meio a investigações judiciais e críticas generalizadas à sua gestão. Com a saída de Jeri, o país terá um novo presidente interino escolhido pelos parlamentares, que deverá exercer a função até a posse do vencedor das eleições gerais previstas para 12 de abril de 2026, com a transição oficial programada para 28 de julho. O caso de José Jeri representa mais um capítulo na crise política crônica do Peru, que tem visto sucessivas mudanças no comando do Estado nos últimos anos, refletindo instabilidade e pressões do Congresso sobre o Executivo em um contexto de acusações e divisões políticas internas.

  • PF investiga se houve motivação política em acesso irregular a dados fiscais de esposa de ministro do STF

    Reprodução A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para esclarecer se houve motivação política ou financeira no acesso irregular e possível vazamento de informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de parentes nos sistemas da Receita Federal do Brasil. A apuração ganhou novo impulso depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Nesta terça-feira (17), agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia contra servidores da Receita que são suspeitos de vasculhar e vazar informações protegidas por sigilo fiscal. Entre os alvos está um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedido à Receita Federal no Rio de Janeiro, que teria acessado dados de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. A própria Receita Federal informou ter detectado irregularidades no acesso aos sistemas durante uma auditoria interna e comunicou o STF sobre esses desvios. Segundo o órgão, não há, até o momento, indicações claras de caráter político na motivação do acesso, mas as informações disponíveis não seriam suficientes para esclarecer a motivação do vazamento e há limitações institucionais para aprofundar a investigação sem o auxílio da PF. Em nota, a Receita destacou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal, considerado um dos pilares do sistema tributário, e informou que já havia procedimento investigatório em curso em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados posteriormente. Além das buscas, o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra os suspeitos investigados, como o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de deixar o país. Essas providências foram solicitadas pela Procuradoria‑Geral da República (PGR). O caso tramita no âmbito de uma investigação aberta em janeiro, no contexto do chamado inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que designou Moraes como relator. A nova investigação específica visa verificar se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal teriam promovido, de forma irregular, a quebra de sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte e de seus familiares. Até o momento, não houve manifestação pública de Viviane Barci de Moraes sobre o caso, e o espaço para contato segue aberto, segundo a reportagem original.

  • Irã anuncia exercícios militares com Rússia e China em meio a negociações nucleares e tensões com os EUA

    Reprodução O Irã anunciou nesta quarta-feira (18) a realização de exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China, em um contexto de tensões crescentes com os Estados Unidos e negociações em andamento sobre seu programa nuclear. Segundo informações oficiais, os exercícios serão realizados no Irã e fazem parte de um esforço de cooperação de defesa entre os três países, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre a data exata, a duração ou a escala das operações. A declaração do Irã ocorre em um momento em que o país enfrenta pressões internacionais relacionadas às negociações sobre seu programa nuclear, que envolve a retomada de discussões entre Teerã e potências mundiais com o objetivo de controlar o desenvolvimento de sua capacidade nuclear. Autoridades iranianas disseram que a condução desses exercícios militares conjuntos com Rússia e China faz parte de uma política externa que busca reforçar parcerias estratégicas, especialmente diante de relações consideradas tensas com os Estados Unidos — país que tem criticado abertamente as atividades nucleares do Irã. Fontes oficiais do Irã qualificaram a iniciativa como um passo no fortalecimento de laços militares com aliados geopolíticos, em um momento em que Washington continua a exercer pressão diplomática e econômica sobre o programa nuclear iraniano. Até o momento, representantes dos governos da Rússia, da China e dos Estados Unidos não se pronunciaram oficialmente sobre o anúncio dos exercícios. O Irã, por sua vez, reafirmou que pretende manter negociações nucleares ativas, mas indicou que essas conversas ocorrem de forma paralela à execução ou preparação de operações militares conjuntas. A realização de manobras militares envolvendo Irã, Rússia e China em um cenário de fricções com os Estados Unidos marca um novo episódio nas relações entre potências no cenário internacional, combinando questões de segurança, cooperação militar e diplomacia nuclear.

  • Ocorrências graves em Minas Gerais durante o Carnaval incluem morte de criança, investigação de professor da UFMG e assassinato de gari

    Reprodução Entre sábado (14) e terça-feira (17) de Carnaval, diversas ocorrências graves foram registradas em Belo Horizonte, na Região Metropolitana e em outras áreas de Minas Gerais, mobilizando equipes de segurança pública e repercutindo no estado. O período festivo, além de momentos de folia, também foi marcado por fatos trágicos e situações que estão sendo acompanhadas por autoridades. Um dos casos que ganhou atenção envolveu um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Polícia Civil de Minas Gerais investiga denúncia de discriminação apresentada por uma chef de cozinha de Belo Horizonte após o docente estacionar seu carro sobre a faixa de pedestres, bloqueando o acesso à rampa de acessibilidade da calçada. A chef, Juliana Duarte, relatou que o professor teria respondido com ofensas e, mais tarde, feito comentário sarcástico no restaurante dela. A UFMG informou que apura administrativamente o episódio em observância aos ritos legais. Também nesta terça-feira (17), uma tragédia aconteceu em um condomínio residencial em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estrutura de madeira de um playground desabou sobre um grupo de crianças. Uma menina de 10 anos, identificada como Lorraine Rabelo, sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos, enquanto outras quatro crianças ficaram feridas e foram atendidas pelos serviços de emergência. A Polícia Civil de Minas Gerais e a perícia técnica investigam as circunstâncias do acidente. No domingo (15), um gari de 31 anos foi morto a tiros dentro de um bar no bairro Morro das Pedras, na Região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima foi atingida por 14 disparos. Uma mulher de 49 anos que estava no local também foi ferida na perna; o suspeito fugiu a pé e não foi localizado pela polícia. No bairro São Luiz, na Região da Pampulha, um casal — um homem de 22 anos e uma mulher de 21 — morreu na manhã de segunda-feira (16) depois que a motocicleta em que estavam atingiu um cabo de aço esticado na via, que estava sendo utilizado na retirada de um trio elétrico pela escola de samba do local. Em razão da morte dos dois jovens, o desfile carnavalesco da escola foi cancelado como forma de luto. Outras ocorrências registradas no período incluem um homem investigado por arrastar a ex-namorada por cerca de 400 metros com um carro durante a madrugada de domingo (15), na Região Central de Minas Gerais. A vítima sobreviveu e foi encaminhada a um hospital em Belo Horizonte em estado estável, enquanto o suspeito não foi localizado. Durante a folia carnavalesca, também houve registro de confusão envolvendo um jogador de futebol do Itabirito Futebol Clube, de 33 anos, que foi detido após desacatar policiais militares durante uma briga entre foliões. Ele assinou um termo de compromisso de comparecimento à audiência no Juizado Especial Criminal e foi liberado. Esses eventos, ocorridos no contexto das festividades de Carnaval em Minas Gerais, refletem diferentes situações de violência, acidentes e investigações que foram registradas ao longo dos dias de folia.

  • Inadimplência bilionária de cliente eleva índice de calote no Banco do Brasil e surpreende clientes

    Reprodução No final de 2025, o Banco do Brasil registrou um episódio de inadimplência de grande magnitude após uma empresa do setor atacadista deixar de honrar uma dívida que somou R$ 3,6 bilhões, um valor considerado anormal para uma única contraparte e que acabou refletindo diretamente nos indicadores financeiros do banco. Essa situação acabou elevação significativa do índice de inadimplência do banco, medida que mostra a proporção de crédito em atraso na carteira da instituição. Com o impacto do calote, o índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco do Brasil passou a 5,17%, acima dos 4,51% verificados no trimestre anterior e dos 3,16% registrados no mesmo período de 2024, segundo os dados divulgados pelo banco. Esse salto chamou a atenção de analistas e também de clientes da instituição, para quem um evento dessa escala foi uma surpresa, visto que empresas de grande porte normalmente honram compromissos financeiros substanciais. A análise dos números mostra que, caso o episódio isolado de inadimplência não tivesse ocorrido, o índice de inadimplência geral do banco teria ficado em 4,88%, um nível mais alinhado com as expectativas para o setor naquele momento. A expansão exponencial do índice evidencia o peso desse caso isolado no desempenho da carteira de crédito da instituição. Apesar desse revés, o Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, dentro da faixa projetada pela própria instituição, embora com uma queda de 45,4% em relação a 2024. A redução no lucro foi atribuída principalmente ao aumento da inadimplência e à necessidade de reforçar provisões para devedores considerados duvidosos. Para se preparar para riscos futuros, o banco aumentou suas provisões para devedores duvidosos a R$ 17,9 bilhões, valor que praticamente dobrou em relação ao ano anterior. Essa medida foi considerada essencial por analistas e pela própria instituição financeira para enfrentar desafios relacionados à deterioração de crédito. O Banco do Brasil também traçou projeções para 2026, com expectativas de um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O planejamento inclui estimativas de custo de crédito entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões, o que demonstra o esforço da instituição em ajustar suas estratégias financeiras diante de um cenário de risco e incerteza no mercado de crédito. O episódio do calote bilionário acabou chamando a atenção de clientes e agentes do mercado financeiro, pois evidenciou vulnerabilidades pontuais na carteira de crédito do Banco do Brasil e gerou debates sobre as práticas de concessão e gerenciamento de risco de grandes bancos no Brasil.

  • Acidente no trevo entre Soledade de Minas e Caxambu deixa feridos

    Divulgação O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio da unidade de São Lourenço, atendeu na manhã desta terça-feira (17/02/2026), por volta das 10h40, a uma colisão entre dois veículos na MGC-383, no trevo que liga os municípios de Soledade de Minas e Caxambu, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal. No local, os militares constataram que no automóvel Fox havia três ocupantes. Duas vítimas receberam atendimento pré-hospitalar e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento de São Lourenço para avaliação médica. O condutor do veículo dispensou atendimento. No automóvel Celta estava apenas a condutora, que foi socorrida por ambulância da Prefeitura de Conceição do Rio Verde antes da chegada da equipe dos Bombeiros. A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da fração de Caxambu, compareceu ao local para prestar apoio à ocorrência, auxiliando na segurança e no controle do tráfego na rodovia. Fonte:CBMG

  • Surfista americano Kurt Van Dyke é encontrado morto em Costa Rica após aparente invasão e roubo

    Reprodução Kurt Van Dyke, um surfista estadunidense de 66 anos e figura conhecida no meio do surfe internacional, foi encontrado morto no sábado, 14 de fevereiro de 2026, em sua residência em Cahuita, região costeira do Caribe da Costa Rica, enquanto as autoridades locais investigam o caso como um aparente roubo seguido de morte (latrocínio). Segundo informações preliminares divulgadas pelas autoridades costarriquenhas, a Organismo de Investigación Judicial (OIJ) recebeu um chamado por volta das 10h50 (horário local) relatando a presença de um homem sem vida em um quarto. Ao chegarem ao local, agentes confirmaram a morte de Van Dyke e iniciaram a apuração das circunstâncias do crime. De acordo com o relatório preliminar das investigações, pelo menos dois homens armados invadiram o apartamento, onde Van Dyke estava acompanhado por uma mulher, presumidamente sua namorada. Os suspeitos teriam os ameaçado com arma de fogo e mantido a dupla sob controle por vários minutos enquanto saqueavam objetos de valor do imóvel. As autoridades informaram que Van Dyke morreu no local, apresentando sinais que incluem asfixia e múltiplas perfurações por faca, e seu corpo foi posteriormente transferido para a morgue judicial para uma análise mais detalhada da causa da morte. A mulher que estava com ele sofreu ferimentos leves que não colocam sua vida em risco. Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso, e a investigação segue em andamento na Costa Rica com o objetivo de esclarecer a identidade dos responsáveis pelo ataque e as circunstâncias precisas do crime. Natural de Santa Cruz, Van Dyke era reconhecido na comunidade de surf, tendo vivido por décadas na Costa Rica e construído um legado entre surfistas locais e estrangeiros. Sua trajetória incluía participação em competições e influência na difusão do esporte no país caribenho, além de manter laços com a cultura do surfe internacional.

  • Porto Alegre registra novo caso de Mpox e prefeitura reforça orientações preventivas

    Reprodução A cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, confirmou mais um caso de Mpox neste início de 2026. O registro foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde e integra a avaliação da Vigilância Epidemiológica do município, que apontou que a infecção observada ocorreu fora dos limites do estado do Rio Grande do Sul. Esse é o primeiro caso confirmado de Mpox na capital gaúcha em 2026. Em 2025, Porto Alegre havia registrado 11 casos da doença, que é causada por um vírus pertencente à mesma família biológica da varíola. Diante da confirmação, as autoridades municipais reforçaram orientações para a população — especialmente em razão das festividades de Carnaval — com recomendações voltadas à prevenção da transmissão. A prefeitura destacou que a transmissão do vírus ocorre principalmente por meio do contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva. Os foliões foram orientados a examinar a própria pele antes de participar dos eventos, observando a presença de erupções, bolhas ou feridas. Caso haja sinais suspeitos, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde. Além disso, a administração local sugeriu evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões aparentes. Outras medidas de prevenção incluem higienização frequente das mãos, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e considerar o uso de máscaras em situações de maior risco, como ambientes muito aglomerados. Entre os sintomas que merecem atenção estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e inchaço de linfonodos, seguidos do surgimento de lesões na pele. Em caso de suspeita da doença, as autoridades recomendam buscar atendimento médico e seguir as orientações de isolamento e cuidados adequados.

  • Após ação da AMM, TCE pede explicações ao Governo de Minas sobre concessão de rodovias

    DIVULGAÇÃO: SINDJORI O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou que o Governo de Minas apresente esclarecimentos sobre o edital de concessão de rodovias do Lote 10, Noroeste, lançado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). A decisão ocorre após representação protocolada pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que apontou possíveis irregularidades no processo. O pedido foi apresentado pelo presidente da entidade e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, solicitando, inclusive, medida cautelar para suspender o edital da Concorrência Internacional nº 1/2026. Na decisão, assinada pelo conselheiro Agostinho Patrus, o TCE determinou a intimação do secretário estadual de Infraestrutura, Pedro Bruno Barros de Souza, para que apresente justificativas e documentos no prazo de cinco dias úteis. Irregularidades apontadas Na representação, a AMM sustenta que o edital apresenta inconsistências que podem comprometer a legalidade e a viabilidade da concessão. Entre os pontos levantados estão: Ausência de delegação formal do governo federal ao Estado para exploração de trechos de rodovias federais incluídos na concessão, como partes das BRs 146, 257 e 365; Falta de conclusão de estudos e licenciamentos ambientais necessários; Deficiências na modelagem técnica, jurídica e econômica do projeto, incluindo falhas de engenharia e previsão de tarifas consideradas antieconômicas. Segundo o despacho do TCE, a solicitação de esclarecimentos é necessária para permitir análise adequada das questões apresentadas pela entidade municipalista. Defesa dos municípios O presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, afirmou que a iniciativa busca garantir segurança jurídica e respeito aos municípios impactados. Nosso objetivo não é impedir investimentos, mas assegurar que o processo ocorra com transparência, legalidade e responsabilidade, evitando prejuízos à população e às administrações municipais. Os prefeitos precisam ter segurança de que as concessões serão feitas de forma justa e sustentável para todas as regiões envolvidas, destacou. A AMM argumenta que a medida busca proteger os interesses dos municípios e da população afetada pela concessão, garantindo transparência, segurança jurídica e equilíbrio econômico no projeto. Caso o governo não apresente as informações solicitadas dentro do prazo, o gestor responsável poderá ser multado, conforme previsto na legislação do Tribunal de Contas. FONTE: AMM | Divulgação

  • Tecnologia ambiental da Sigma Lithium agrega valor industrial ao subproduto de lítio e consolida sucesso comercial com venda de 150 mil toneladas

    Imagem: Sigma Lithium / Divulgação. Divulgação: Sindjori Após vender 150 mil toneladas de Lítio Fino e acionar pré-pagamentos de US$ 96 milhões, companhia anuncia expansão de programas de capacitação profissional e novas frentes de empreendedorismo feminino A Sigma Lithium consolida seu sucesso comercial ao validar sua tecnologia ambiental inovadora para industrializar subprodutos de lítio, transformando-os em insumos com valor agregado. O material que antes seria considerado perdido passa a ser convertido em óxido de lítio fino de alta pureza com 1% de teor, denominado Lítio Fino, representando nova fonte de receita e ampliando sua eficiência financeira. A companhia anunciou a venda de 150 mil toneladas de Lítio Fino, em acordo comercial que prevê mais 350 mil toneladas opcionais ao preço de mercado. A receita gerada com esses subprodutos industrializados representa um prêmio verde para os acionistas e será integralmente reinvestida na ampliação da produção no Vale do Jequitinhonha. Impulsionada pelo crescimento de centros de dados voltados à inteligência artificial, a empresa captura a oportunidade gerada pela demanda global por baterias de lítio destinadas à estabilização de redes elétricas e ao armazenamento de energia renovável. A retomada da industrialização em grande escala também ativou pré-pagamentos mensais da produção de óxido de lítio concentrado de alto teor acima de 5%, por meio de linha que totalizará US$ 96 milhões ao longo de 2026. Tecnologia que transforma subproduto em valor A industrialização do Lítio Fino é resultado da tecnologia de separação por meio denso da Planta Industrial Greentech, no Vale do Jequitinhonha. A unidade incorpora empilhamento a seco de ultrafinos e reutiliza 100% da água. O Lítio Fino torna-se insumo reciclável para clientes na Ásia, que conseguem recuperar até 60% do lítio contido, produzindo concentrado de alta pureza com teor elevado de 4%. O aperfeiçoamento da tecnologia pode representar receitas adicionais equivalentes à venda de cerca de 70 mil toneladas anuais do produto principal da companhia. Imagem: Sigma Lithium / Divulgação. Pré-pagamento de US$ 96 milhões fortalece liquidez A retomada da industrialização ativou linha de crédito rotativa de US$ 96 milhões vinculada à produção futura de óxido de lítio de alto teor. O primeiro desembolso ocorreu em 13 de janeiro, com juros incidentes de SOFR +1% sobre cada parcela. O contrato prevê o fornecimento de 70.500 toneladas ao longo de 2026, ao preço de mercado, preservando a exposição à valorização do lítio. Crescimento que forma pessoas: capacitação profissional e empreendedorismo A empresa ampliou sua agenda de desenvolvimento socioeconômico no Vale do Jequitinhonha, com foco na geração de emprego e renda nas comunidades vizinhas. Entre as ações anunciadas estão: Ampliação do programa Donas de Mim, com mais 60 bolsas de microcrédito, ultrapassando 2 mil mulheres atendidas; Expansão do Dona de Mim Rural, voltado a famílias dependentes da agricultura e pecuária de subsistência; Criação do Donas do Saber, programa de troca de experiências entre mulheres das comunidades; Estruturação de programas de qualificação profissional para mecânicos, soldadores, eletricistas e profissionais de manutenção industrial; Formação de trabalhadores aptos a atuar também em indústrias de transformação mineral, como as de terras raras. Zona rural: água, formação e geração de renda O programa Donas de Mim abriu 120 vagas para capacitações relacionadas ao uso dos reservatórios do programa Água para Todos. Também está em andamento o Ciclo 2 de Formação Empreendedora, voltado a mulheres que transformaram hortas pessoais em quintais produtivos. Sobre a Sigma Lithium A Sigma Lithium é uma das principais produtoras globais de lítio, dedicada ao fornecimento de concentrado de óxido de lítio social e ambientalmente sustentável para a cadeia global de baterias elétricas. Imagem: Sigma Lithium / Divulgação. Opera o complexo Grota do Cirilo, no Brasil, com a Planta Industrial Greentech, que utiliza empilhamento a seco, reutilização total da água, zero uso de produtos químicos tóxicos e eletricidade 100% renovável. A companhia possui capacidade nominal de produção de 270 mil toneladas anuais e está construindo uma segunda planta para dobrar esse volume. Fonte: Sigma Lithium | Divulgação

  • Navio porta-contêineres colide com duas balsas no Porto de Santos; tripulantes saltam no mar

    Reprodução Um navio porta-contêineres, com bandeira de Singapura, colidiu na noite desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, com duas balsas que realizavam a travessia entre Santos e Guarujá, no canal do Porto de Santos (SP). O impacto ocorreu por volta das 21h30, e, apesar da batida, ninguém ficou ferido. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), as embarcações envolvidas — identificadas como FB-15 e FB-14 — estavam fora de operação no momento da colisão e não transportavam veículos de passeio ou passageiros. As balsas eram ocupadas apenas pelos tripulantes — o comandante e três marinheiros em cada umas delas — que, ao perceberem a aproximação do navio, pularam no mar e nadaram até a margem em segurança. A embarcação de carga envolvida no acidente foi identificada como Seaspan Empire. Segundo relatos, a colisão aconteceu enquanto o navio deixava o canal por conta da falta de espaço disponível para atracar no terminal portuário. Imagens registradas por testemunhas no litoral paulista mostram o momento do impacto e a reação de pessoas que observavam a movimentação no porto, com o som da batida sendo ouvido e a movimentação dos tripulantes no mar. Após o ocorrido, as balsas permaneceram atracadas no lado de Santos, ainda fora de operação, aguardando determinação da Capitania dos Portos de São Paulo sobre liberação ou reparos. A Coordenadoria de Travessias informou que acompanha a apuração do caso em conjunto com as autoridades marítimas competentes, sem interferir nas operações de travessia realizadas pelas demais embarcações da frota. As travessias regulares entre Santos e Guarujá seguem funcionando normalmente pelas demais embarcações da frota, segundo a Semil.

Gazeta de Varginha

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