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- Pesquisa aponta baixa confiança de americanos em um novo acordo nuclear entre EUA e Irã
Reprodução Uma pesquisa realizada pelo Washington Post em parceria com o instituto Ipsos indicou que a maioria dos norte-americanos demonstrava pouca confiança na possibilidade de os Estados Unidos conseguirem negociar um novo acordo nuclear com o Irã considerado superior ao firmado em 2015. De acordo com o levantamento, apenas 23% dos entrevistados acreditavam que um novo entendimento poderia ser melhor do que o acordo firmado há mais de uma década. Em contrapartida, 37% avaliavam que um eventual novo acordo seria pior, enquanto 12% consideravam que os dois teriam resultados semelhantes. Os demais não souberam opinar. Entre os eleitores republicanos, pouco mais da metade acreditava que seria possível alcançar um acordo mais favorável. O índice era mais elevado entre os simpatizantes do partido, enquanto republicanos menos alinhados apresentavam opiniões divididas. Já entre os eleitores independentes, apenas uma pequena parcela demonstrava confiança em um resultado superior ao obtido em 2015. O levantamento também mostrou que a percepção sobre a atuação dos Estados Unidos no conflito com o Irã permanecia desfavorável para boa parte da população. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmaram que a guerra não havia valido a pena, percentual superior ao registrado em pesquisas sobre conflitos anteriores envolvendo o país. Outro dado apontado pelo estudo foi o aumento da desaprovação da condução da política externa norte-americana em relação ao conflito, refletindo o desgaste provocado pelo prolongamento das operações militares e pelas incertezas quanto aos seus resultados. Especialistas destacam que o acordo nuclear firmado em 2015 já enfrentava resistência entre parte da população norte-americana na época de sua assinatura. Ainda assim, a nova pesquisa indicou que muitos entrevistados continuavam demonstrando ceticismo quanto à possibilidade de um novo entendimento produzir resultados considerados mais positivos. O cenário também refletiu a preocupação da opinião pública com os custos econômicos e militares do conflito, além das dificuldades para alcançar uma solução definitiva para as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano e a estabilidade no Oriente Médio.
- Escalada da tensão no Oriente Médio amplia pressão dos EUA sobre o Irã
Reprodução Os Estados Unidos ampliaram a pressão militar sobre o Irã após uma série de ataques realizados ao longo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. De acordo com informações divulgadas por fontes ligadas ao governo norte-americano, autoridades avaliaram novas possibilidades de ampliar as operações militares na região. Segundo essas fontes, reuniões realizadas nos últimos dias analisaram estratégias para enfraquecer a capacidade iraniana de controlar o Estreito de Ormuz, ponto considerado estratégico para o comércio internacional. Nos cinco dias anteriores, forças norte-americanas realizaram ataques diários contra posições militares iranianas localizadas ao longo da região. Entre os alvos atingidos esteve a ilha de Greater Tunb, utilizada como base pelas Forças Armadas do Irã. Ainda de acordo com as informações, os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de restringir a navegação de embarcações comerciais na hidrovia. Autoridades também avaliaram que a destruição de equipamentos como radares e lançadores de mísseis poderia facilitar eventuais operações militares de maior alcance. Entre as alternativas discutidas estiveram ações contra a Ilha de Kharg, considerada um dos principais centros de exportação de petróleo do Irã, além de possíveis ataques a instalações subterrâneas localizadas na chamada Montanha da Picareta, apontadas por autoridades como estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano. Nos últimos dias, representantes do governo norte-americano alternaram declarações sobre uma possível solução diplomática para o conflito. Em alguns momentos, afirmaram que o Irã demonstrava interesse em retomar negociações, enquanto, em outras ocasiões, colocaram em dúvida a disposição de Teerã para chegar a um acordo. Apesar da intensificação das ações militares, integrantes do governo dos Estados Unidos também defenderam a continuidade das negociações diplomáticas. A avaliação apresentada foi de que operações militares podem reduzir capacidades estratégicas do Irã, mas dificilmente resolveriam, de forma definitiva, as tensões envolvendo a segurança da região e a navegação no Estreito de Ormuz. O cenário manteve elevada a preocupação da comunidade internacional diante da possibilidade de novos desdobramentos militares em uma região considerada estratégica para o abastecimento global de energia.
- Transmissões em espanhol conquistam público e ampliam audiência da Copa do Mundo nos Estados Unidos
Reprodução Assistir à Copa do Mundo com narração em espanhol deixou de ser um hábito exclusivo da comunidade latina nos Estados Unidos. Durante a edição de 2026 do torneio, a cobertura da Telemundo passou a atrair também um número crescente de telespectadores que não falam espanhol, impulsionada pelo estilo vibrante das transmissões e pela emoção dos narradores. Um dos exemplos é Giovanni Canales, de 24 anos, criado em Rhode Island em uma família de origem hondurenha. Mesmo sem dominar o espanhol, ele contou que sempre acompanhou os jogos pela Telemundo, destacando que a intensidade da narração torna a experiência mais envolvente. Para ele, o ritmo acelerado dos comentaristas nos momentos decisivos permite perceber quando uma grande jogada está acontecendo, independentemente do idioma. A preferência pela emissora também conquistou pessoas sem ascendência latina. A ex-professora Meghan Dyer Pavs afirmou ter convencido familiares e amigos a acompanharem os jogos em espanhol, ressaltando que a energia da cobertura torna as partidas mais atrativas. O apresentador e humorista Trevor Noah também elogiou as transmissões da emissora. O crescimento da audiência refletiu esse movimento. A Telemundo informou que projetava mais que dobrar sua audiência em comparação com a Copa do Mundo de 2022. Um dos maiores destaques foi a partida entre México e Inglaterra, disputada em 5 de julho, que registrou cerca de 23,2 milhões de telespectadores na emissora, superando os aproximadamente 21,7 milhões registrados pela Fox Sports, responsável pela transmissão em inglês. O sucesso levou a Telemundo a investir também no público que não fala espanhol. Antes mesmo do início da competição, a emissora lançou uma campanha publicitária estrelada pelo ator Owen Wilson, destacando a emoção das transmissões. Durante um dos jogos do torneio, um comentarista chegou a agradecer, em inglês, aos espectadores que acompanhavam a programação mesmo sem dominar o idioma. Em Nova York, o bar temático Socceria adotou majoritariamente a transmissão da Telemundo durante a Copa do Mundo. Segundo a proprietária, Tania Apolinar, a experiência proporcionada pela narração em espanhol agradou mais ao público, mesmo em partidas sem equipes latino-americanas. Além do entusiasmo dos narradores, muitos torcedores destacaram diferenças na cobertura em relação às transmissões em inglês. A Telemundo manteve a exibição das pausas para hidratação, sem interromper a programação com comerciais, permitindo que o público acompanhasse momentos de interação entre jogadores e comissões técnicas. Questões financeiras também influenciaram parte da audiência. Enquanto os jogos da Fox Sports exigiam assinatura de TV por assinatura ou de serviços específicos, a Telemundo podia ser acompanhada por meio da plataforma Peacock, com planos mais acessíveis. Apesar da popularidade crescente, alguns torcedores apontaram limitações, especialmente para quem não compreende espanhol ou busca análises mais detalhadas sobre aspectos técnicos da partida. Ainda assim, a maioria dos entrevistados afirmou que a emoção transmitida pelos narradores e o clima criado durante os jogos compensavam a barreira do idioma. Ao longo da Copa do Mundo de 2026, a cobertura da Telemundo consolidou-se como uma das preferidas do público nos Estados Unidos, ampliando sua audiência para além da comunidade hispânica e demonstrando que a paixão pelo futebol pode superar diferenças linguísticas.
- Estudo aponta que mais de 30 grupos criminosos disputam o controle da Amazônia
Reprodução A Amazônia deixou de ser apenas uma rota estratégica para o tráfico internacional de drogas e passou a figurar como uma das principais fronteiras de expansão do crime organizado na América Latina. A conclusão é de um estudo do Instituto Igarapé, que identificou a atuação de mais de 30 grupos criminosos disputando influência em diferentes áreas da Bacia Amazônica. De acordo com o relatório, as organizações ampliaram significativamente suas atividades e hoje exploram uma série de economias ilícitas além do narcotráfico. Entre elas estão o garimpo ilegal, a extração clandestina de madeira, a grilagem de terras, o tráfico de animais silvestres, o comércio irregular de combustíveis, a logística, a agricultura e operações ligadas ao comércio internacional. Para os pesquisadores, essas atividades passaram a formar uma economia criminosa integrada, fortalecendo a capacidade de atuação dos grupos. O cofundador do Instituto Igarapé e coordenador do estudo, Robert Muggah, afirmou que a região exemplifica a transformação estrutural do crime organizado na América Latina. Segundo ele, mais de 30 grupos armados atuam em toda a Bacia Amazônica e, em algumas localidades, chegam a cobrar taxas de garimpeiros, controlar o transporte fluvial e decidir quem pode trabalhar em áreas sob disputa. Ainda de acordo com Muggah, atividades como o garimpo e a exploração ilegal de madeira passaram a gerar renda e ampliar a influência territorial dessas organizações. O levantamento destaca que a disputa na Amazônia vai muito além do controle das rotas do tráfico de drogas. As facções buscam dominar rios, pistas de pouso clandestinas, áreas de mineração, comunidades e corredores logísticos utilizados para transportar cocaína, ouro, madeira e outros produtos obtidos de forma ilegal. Segundo os pesquisadores, as diferentes atividades ilícitas passaram a funcionar de maneira complementar. Recursos provenientes do garimpo ilegal podem financiar o tráfico de drogas, enquanto a grilagem de terras facilita a expansão da mineração clandestina. A infraestrutura utilizada para transportar madeira também pode servir para o deslocamento de armas e entorpecentes, ampliando a integração entre os diversos mercados ilegais. O estudo conclui que essa diversificação das fontes de receita tornou as organizações criminosas mais resistentes às ações de repressão do Estado. Na avaliação do Instituto Igarapé, o fortalecimento dessas redes representa um desafio crescente para as políticas de segurança e de proteção ambiental na Amazônia, onde o controle territorial passou a ser um dos principais objetivos das facções criminosas.
- Messi tem atuação histórica, marca e amplia recordes na Copa do Mundo
Reprodução Lionel Messi protagonizou mais uma atuação marcante na Copa do Mundo de 2026 e ampliou sua lista de recordes na principal competição do futebol. O camisa 10 da Argentina foi decisivo na vitória da equipe, marcou um dos gols da partida e voltou a escrever seu nome na história do torneio. Com o gol anotado, Messi tornou-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, superando a marca que dividia anteriormente. O desempenho reforçou o protagonismo do capitão argentino, que segue acumulando feitos individuais ao longo de sua sexta participação no Mundial. Além do gol, o argentino comandou as ações ofensivas da equipe e participou das principais jogadas da partida. A atuação foi apontada como uma das mais marcantes da competição até o momento, consolidando a influência de Messi na campanha da Argentina rumo às fases decisivas do torneio. Os novos recordes se somam a outras marcas já pertencentes ao jogador na Copa do Mundo. Ao longo da carreira, Messi acumulou números históricos em jogos disputados, minutos em campo e participações em gols, ampliando ainda mais seu legado na competição. A exibição também reforçou a importância do camisa 10 para a seleção argentina. Mesmo após anos de conquistas com o clube e a equipe nacional, Messi segue sendo protagonista em grandes competições e demonstra papel decisivo na busca da Argentina por mais um título mundial.
- Escassez de gado nos EUA explica isenção da carne bovina brasileira do tarifaço
Reprodução A carne bovina brasileira ficou fora da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações do Brasil. A decisão, considerada esperada por representantes do setor, ocorre em um momento em que o mercado norte-americano enfrenta forte dependência das compras externas para suprir a demanda interna, devido à escassez histórica de gado e aos desafios enfrentados pela pecuária do país. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o rebanho bovino norte-americano somava 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, o menor nível desde 1951. O número de vacas de corte caiu para 27,6 milhões de cabeças, enquanto a produção de bezerros foi estimada em 32,9 milhões, o menor volume registrado desde 1941. Segundo o USDA, esse cenário é consequência de anos de seca em importantes regiões produtoras, do aumento dos custos de produção e do elevado descarte de matrizes, fatores que reduziram a oferta de animais. Com a produção doméstica limitada, os Estados Unidos ampliaram as importações de carne bovina para atender tanto a indústria quanto o consumo interno. Nesse contexto, o Brasil consolidou-se como um dos principais fornecedores do mercado norte-americano. As projeções do USDA indicam que o país deverá importar cerca de 2,77 milhões de toneladas de carne bovina em 2026, volume aproximadamente 12% superior ao registrado no ano anterior. Para o analista de mercado Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, a exclusão da carne bovina da lista de produtos tarifados segue uma lógica econômica. Segundo ele, os Estados Unidos enfrentam escassez de produtos estratégicos e, por isso, optaram por manter a carne brasileira entre as exceções. O especialista afirmou que a mesma lógica também se aplica a produtos como café e suco de laranja, cuja oferta interna é insuficiente para atender à demanda norte-americana. Além da redução do rebanho, a pecuária dos Estados Unidos enfrenta desafios sanitários. Levantamento da Terra Investimentos, com base em dados do Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do USDA, aponta 39 casos confirmados da bicheira do Novo Mundo, sendo 18 ainda ativos. Embora o número seja considerado limitado, a doença aumenta a preocupação das autoridades justamente em um momento de tentativa de recomposição do rebanho, o que pode prolongar a necessidade de importações. A lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano também preservou outros produtos importantes do agronegócio brasileiro, como carne de frango e cafés. A decisão representa um alívio para alguns dos principais setores exportadores do país, embora diversos outros produtos brasileiros continuem sujeitos à nova tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos.
- Trump pressiona indústria de defesa dos EUA a ampliar produção de armamentos
Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que empresas do setor de defesa acelerem a produção de armamentos diante da redução dos estoques militares do país. O apelo foi feito durante um encontro com executivos da indústria de defesa, em meio à preocupação do governo com a demanda crescente provocada pelos conflitos em andamento na Ucrânia e no Oriente Médio. Durante o evento, Trump afirmou que os Estados Unidos produzem armamentos de alta qualidade, mas ressaltou a necessidade de aumentar a velocidade de fabricação e entrega dos equipamentos militares. Segundo o presidente, fortalecer a capacidade industrial do setor é uma prioridade para garantir o abastecimento das Forças Armadas e atender aos compromissos internacionais do país. O governo norte-americano avalia que as guerras em curso consumiram grandes quantidades de mísseis, interceptadores e outros armamentos de alta precisão, expondo limitações na cadeia de suprimentos e na capacidade de produção da indústria de defesa. A situação levou a administração Trump a intensificar a pressão sobre fabricantes para ampliar a produção e reduzir gargalos no fornecimento de equipamentos militares. No encontro, também foram anunciados investimentos e parcerias voltados ao fortalecimento da base industrial de defesa dos Estados Unidos. As iniciativas incluem novos projetos nas áreas de construção naval, inteligência artificial, robótica, tecnologia espacial e manufatura avançada, além da criação de mecanismos para estimular investimentos privados na expansão da capacidade produtiva. Outra medida anunciada pelo governo foi a criação de um fundo destinado a apoiar empresas ligadas à cadeia de suprimentos de minerais considerados estratégicos para a segurança nacional. Paralelamente, o Pentágono vem utilizando contratos de longo prazo para dar previsibilidade ao setor e incentivar investimentos em novas fábricas e no aumento da produção de sistemas de defesa de alta demanda. Segundo autoridades do Departamento de Defesa, o cenário internacional exige que a indústria norte-americana produza armamentos em maior escala e com mais rapidez. A expectativa do governo é que a combinação de investimentos públicos e privados permita ampliar a capacidade produtiva e garantir o fornecimento de equipamentos militares diante da demanda gerada pelos conflitos atuais.
- PF deflagra operação contra venda ilegal de medicamentos para emagrecimento em Minas Gerais
Divulgação A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Sanitas, com o objetivo de combater a comercialização ilegal de medicamentos em Minas Gerais. A ação cumpre 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Coronel Fabriciano, Caratinga e Belo Horizonte. A nova etapa da investigação é resultado do aprofundamento das apurações iniciadas após a primeira fase da operação. Segundo a Polícia Federal, os trabalhos identificaram, em tese, a atuação de novos núcleos envolvidos em atividades relacionadas à importação clandestina, armazenamento, fracionamento, divulgação e venda irregular de medicamentos. Entre os produtos investigados estão medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento, incluindo substâncias como tirzepatida, retatrutida e compostos semelhantes, que teriam origem estrangeira e não possuiriam autorização sanitária regular para comercialização no país. As investigações buscam reunir novos elementos sobre a estrutura utilizada para a entrada e distribuição dos produtos, além de identificar a participação de possíveis envolvidos nas práticas investigadas. A Polícia Federal informou que a operação tem como foco interromper a circulação de medicamentos comercializados de forma irregular e apurar eventuais responsabilidades criminais relacionadas à atividade. Fonte: PF
- Irã ameaça destruir infraestrutura da região caso EUA ataquem usinas do país
Reprodução O Irã ameaçou destruir a infraestrutura da região caso os Estados Unidos cumpram a promessa de atacar usinas e outras instalações energéticas iranianas. A declaração foi feita por um porta-voz militar iraniano nesta quinta-feira (16), em resposta às recentes ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de ampliar as operações contra alvos estratégicos do país. Segundo o representante militar, qualquer ofensiva dos Estados Unidos contra pontes, usinas de energia ou outras estruturas consideradas essenciais provocará uma resposta ampla por parte de Teerã. Ele afirmou que, nesse cenário, "toda a infraestrutura em toda a região" poderá ser alvo de ataques iranianos. As declarações ocorreram após Trump afirmar, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos pretendem atacar pontes e usinas de energia iranianas na próxima semana, caso o governo de Teerã não retorne à mesa de negociações. O presidente norte-americano disse que deixará os alvos do setor de energia para o fim da ofensiva, mas indicou que eles serão atingidos se não houver acordo. Além da ameaça envolvendo a infraestrutura regional, autoridades iranianas reforçaram que o Estreito de Ormuz representa uma "linha vermelha" para o país. Segundo Teerã, um ataque contra instalações estratégicas poderá resultar em medidas que afetem o transporte de energia na região, ampliando os impactos do conflito. A escalada de declarações ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, fontes ouvidas pela Reuters informaram que o Irã orientou os Houthis a se prepararem para atacar embarcações próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb caso os EUA realizem ataques contra as usinas iranianas, ampliando o risco de novos confrontos no Oriente Médio. As novas ameaças elevam a preocupação internacional sobre uma possível ampliação do conflito e seus reflexos sobre a infraestrutura energética e as rotas marítimas da região, consideradas estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.
- Empresa de cartões é condenada a indenizar trabalhadora trans por discriminação durante contrato de experiência em Guaxupé
Divulgação A Justiça do Trabalho condenou uma administradora de cartões de crédito a pagar R$ 13,2 mil por danos morais a uma trabalhadora trans que alegou ter sofrido discriminação durante o período em que esteve contratada pela empresa. A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Adriano Dani Lebourg, titular da Vara do Trabalho de Guaxupé. De acordo com o processo, a trabalhadora afirmou que enfrentou situações constrangedoras relacionadas à sua identidade de gênero após ser admitida. Entre os relatos apresentados, ela informou que solicitou o uso do nome social, mas que alguns registros internos da empresa continuaram utilizando seu nome civil. A funcionária também alegou que foi impedida de utilizar o banheiro feminino e orientada a utilizar o banheiro destinado ao médico do trabalho, localizado em outro andar do prédio. Segundo ela, a mudança dificultava o atendimento de suas necessidades fisiológicas, especialmente diante do sistema de controle de pausas adotado pela empresa. A empregadora negou qualquer conduta discriminatória e afirmou que respeitava o uso do nome social sempre que possível. A empresa explicou que a manutenção do nome civil em determinados documentos ocorria devido à vinculação dos dados ao CPF e ao sistema eSocial. Também declarou que nunca proibiu a trabalhadora de utilizar o banheiro feminino e que mantinha políticas internas de diversidade, código de ética e canais para denúncias. Na análise do caso, o magistrado não reconheceu que o encerramento do contrato de experiência tenha ocorrido por motivo discriminatório. Segundo a decisão, não foram apresentadas provas suficientes de que a não renovação do vínculo teve relação com a identidade de gênero da empregada, prevalecendo o direito da empresa de encerrar um contrato por prazo determinado ao seu término. Entretanto, a sentença reconheceu que houve discriminação durante a vigência do contrato de trabalho. As provas apresentadas indicaram que a trabalhadora foi direcionada a utilizar um banheiro diferente daquele destinado às demais mulheres, situação que, segundo o juiz, gerou constrangimentos e tratamento incompatível com sua identidade de gênero. A decisão também apontou que depoimentos indicaram a existência de comentários transfóbicos no ambiente de trabalho e que a empresa não teria comprovado a adoção de medidas efetivas para prevenir ou investigar essas condutas. O magistrado destacou que a identidade de gênero faz parte dos direitos da personalidade e deve ser respeitada no ambiente profissional. A sentença mencionou entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), os Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tratam do dever de garantir ambientes de trabalho livres de discriminação e violência. Para o juiz, a restrição ao uso do banheiro feminino e os demais constrangimentos relatados configuraram violação à dignidade da pessoa humana e aos direitos da personalidade, justificando a indenização por danos morais. Além do pagamento de R$ 13,2 mil à trabalhadora, a sentença determinou sigilo sobre documentos que continham informações de outra trabalhadora trans, após entender que a identidade dela foi exposta de forma indevida durante o processo. Fonte: TRT
- Operação Tekel mira grupo suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Minas Gerais e Goiás
Divulgação A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), em atuação conjunta com a Polícia Civil de Goiás, deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Tekel, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais. A operação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária e ordens de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Uberlândia/MG, Itumbiara/GO e Bom Jesus de Goiás/GO. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de ativos financeiros dos investigados, com limite de até R$ 2.444.684,21 para cada pessoa alvo das medidas. As investigações tiveram início em 2025 e apontaram, segundo os levantamentos realizados pelas forças de segurança, indícios da atuação de um grupo organizado com funcionamento interestadual e divisão de tarefas entre os envolvidos. Durante as diligências, foram identificados elementos que indicam, em tese, a existência de uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de drogas, além de possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Os investigadores também apuram a utilização de terceiros para movimentações financeiras e operações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos suspeitos. A ação faz parte do trabalho integrado entre diferentes instituições de segurança pública no combate ao crime organizado em Minas Gerais e outros estados. A FICCO/MG é formada pela Polícia Federal, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Penal de Minas Gerais e Secretaria Nacional de Políticas Penais, reunindo esforços para investigação e repressão a organizações criminosas com atuação regional e interestadual. Fonte: PF
- Varginha recebe estudantes em programa do TJMG que aproxima jovens do funcionamento da Justiça
Divulgação A Comarca de Varginha promoveu, durante o mês de julho, duas edições do programa “Conhecendo o Judiciário”, iniciativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que busca aproximar a sociedade das estruturas do Sistema de Justiça e ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento do Poder Judiciário. As atividades foram realizadas com estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Coração de Jesus e proporcionaram aos alunos momentos de aprendizado, interação e contato direto com profissionais da área jurídica. Na primeira edição, o juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Tarciso Moreira de Souza, e o gerente de secretaria da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais, Pedro Henrique Kramer Custódio, visitaram a escola para conversar com os alunos da 3ª série do Ensino Médio. Os dois profissionais, que também são ex-alunos da instituição, compartilharam informações sobre a atuação do Judiciário e esclareceram dúvidas dos estudantes. Já na segunda edição, 45 alunos foram recebidos no Fórum Dr. Antônio Pinto de Oliveira, onde participaram de um júri simulado baseado na obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. A atividade permitiu que os estudantes vivenciassem, de forma prática, etapas relacionadas ao funcionamento de um julgamento. Durante a visita, os alunos também acompanharam o relato de uma estagiária do Cejusc que participou do programa em 2024 e, após a experiência, passou a se interessar pela área jurídica. Atualmente, ela cursa o 4º período de Direito. Segundo o juiz Tarciso Moreira de Souza, iniciativas como o “Conhecendo o Judiciário” ajudam a aproximar os jovens da Justiça e mostram que o Poder Judiciário vai além dos processos e julgamentos. “Receber os estudantes no Fórum é uma oportunidade de mostrar que o Poder Judiciário vai muito além dos processos e julgamentos. É um momento de diálogo, de educação para a cidadania e, muitas vezes, de inspiração para que os jovens conheçam as diversas carreiras jurídicas e o serviço público”, destacou. No primeiro semestre de 2026, a Comarca de Varginha realizou 11 edições do programa “Conhecendo o Judiciário”. Para o segundo semestre, novas ações já estão programadas em escolas da rede estadual. Além de Varginha, a iniciativa também foi realizada em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde o Fórum Desembargador Eustáquio Peixoto recebeu 18 visitantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). A ação reforçou o compromisso do Judiciário mineiro com a inclusão, acessibilidade e aproximação com diferentes públicos da sociedade. Fonte: TJMG
- Mãe afirma que filho passava noites apostando antes de morrer e atribui tragédia ao vício em bets
Reprodução A mãe do jovem de 26 anos que morreu após enfrentar problemas relacionados às apostas online afirmou que o filho passou a viver em função das plataformas de apostas e atribui a tragédia ao vício desenvolvido ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o rapaz chegava a passar noites inteiras acordado apostando e já não conseguia interromper o comportamento compulsivo. Em relato, a mãe contou que percebeu mudanças profundas na rotina e na personalidade do filho à medida que a dependência aumentava. De acordo com ela, o jovem deixou de dormir regularmente, permanecia conectado às plataformas durante a madrugada e passou a enfrentar dificuldades financeiras decorrentes das perdas acumuladas nas apostas. Ela afirmou que o filho estava "cego pelo vício" e que já não conseguia avaliar as consequências de suas decisões. Ainda segundo a mãe, familiares tentaram ajudá-lo em diferentes momentos e alertaram sobre os riscos da compulsão por jogos de apostas, mas o jovem não conseguiu abandonar o hábito. Ela descreveu o sofrimento vivido pela família ao acompanhar a escalada da dependência e disse que a situação afetou completamente a vida do filho. A mulher atribui a morte do rapaz ao vício em apostas e afirma que a dependência foi determinante para o desfecho do caso. O relato reacende o debate sobre os impactos das plataformas de apostas online e os riscos associados ao comportamento compulsivo entre usuários. Após a perda do filho, a mãe passou a defender maior conscientização sobre os efeitos do vício em apostas e afirma que decidiu tornar pública a história para alertar outras famílias. Segundo ela, o objetivo é evitar que outras pessoas enfrentem uma situação semelhante e ampliar a discussão sobre os impactos causados pela dependência em jogos de apostas.
- Cliente que fraturou o pé ao cair em piso engordurado de restaurante será indenizada
Divulgação Uma cliente que sofreu fraturas após escorregar e cair dentro de um restaurante em Januária, no Norte de Minas, deverá ser indenizada pelo estabelecimento. A Justiça entendeu que houve falha na segurança do local, já que o piso estava escorregadio e sem sinalização adequada para alertar os consumidores sobre o risco. A decisão foi tomada pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parcialmente a sentença da Comarca de Januária e determinou, além do ressarcimento dos gastos médicos, o pagamento de indenização por danos morais à consumidora. Segundo o processo, a cliente relatou que sofreu a queda porque o piso do restaurante estava engordurado e não havia qualquer aviso indicando a condição inadequada do local. O acidente resultou em uma fratura em um osso do pé e uma torção no tornozelo, exigindo tratamento ortopédico e o uso de bota imobilizadora. A consumidora entrou na Justiça solicitando o reembolso das despesas médicas e uma compensação pelos danos morais sofridos em razão das consequências do acidente. O restaurante, em sua defesa, afirmou que mantinha o ambiente em condições adequadas para receber clientes e alegou que a queda teria ocorrido devido ao tipo de calçado utilizado pela consumidora. Na primeira decisão, a Justiça havia determinado apenas o ressarcimento dos custos médicos, no valor de R$ 484,20, mas negado o pedido de indenização por danos morais. A cliente recorreu e teve o pedido analisado novamente pelo TJMG. O relator do caso, desembargador José Arthur Filho, reconheceu que a situação ultrapassou um simples transtorno e fixou indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil, mantendo também o pagamento das despesas com tratamento. Segundo o magistrado, o acidente ocorreu em razão da ausência de sinalização sobre o piso escorregadio, caracterizando defeito na prestação do serviço. Para ele, as lesões sofridas pela consumidora, que precisou de atendimento médico e imobilização, foram suficientes para gerar sofrimento e abalo emocional passível de indenização. Fonte: TJMG
- Nova Zelândia emite alerta de tsunami após terremoto inicialmente registrado em magnitude 6,3
Reprodução Um terremoto inicialmente registrado com magnitude 6,3 atingiu a Ilha Sul da Nova Zelândia na noite desta quinta-feira (16), levando as autoridades a emitirem um alerta de tsunami para áreas costeiras do país. Posteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou a magnitude do tremor para 5,9. O epicentro foi localizado nas proximidades da cidade de Te Anau. Após o terremoto, a Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências (NEMA) orientou moradores de regiões costeiras a permanecerem afastados das praias, portos, rios e estuários devido ao risco de correntes fortes e ondas incomuns provocadas pela atividade sísmica. O tremor foi sentido em diferentes localidades da Ilha Sul, incluindo regiões de Otago, Southland e Canterbury. Moradores relataram um abalo prolongado, acompanhado de forte estrondo e, em alguns casos, de tremores secundários. Não houve registro imediato de vítimas ou de grandes danos provocados pelo terremoto. Inicialmente, as autoridades emitiram um alerta de tsunami diante da possibilidade de alterações no nível do mar. Após novas avaliações, o aviso foi rebaixado e, posteriormente, cancelado, já que não foram detectados sinais de formação de tsunami nas primeiras horas após o terremoto. Apesar disso, a NEMA manteve o alerta para a possibilidade de correntes perigosas e oscilações imprevisíveis próximas ao litoral. Como medida preventiva, equipes iniciaram inspeções em estruturas da região, incluindo uma ponte na área de Queenstown Lakes, enquanto motoristas foram orientados a redobrar a atenção em rodovias sujeitas à queda de pedras e outros detritos após o abalo sísmico. As autoridades também recomendaram que a população acompanhe os comunicados oficiais sobre a evolução da situação.
- Brasil reage ao novo tarifaço dos EUA e anuncia resposta com Lei da Reciprocidade
Reprodução O governo brasileiro reagiu à confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e classificou a medida como um "marco lastimável" nas relações entre os dois países. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (16), o Palácio do Planalto afirmou que o Brasil recorrerá aos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder à decisão norte-americana. Segundo o governo, a administração brasileira nunca abandonou as negociações com os Estados Unidos em busca de uma solução para as questões comerciais. A nota afirma que, desde o anúncio da intenção de elevar as tarifas, o Brasil manteve disposição para dialogar e apresentou propostas com o objetivo de preservar a relação comercial entre os dois países. O comunicado também responsabiliza a família do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo agravamento da crise comercial. De acordo com o Planalto, integrantes da família atuaram para incentivar medidas contra o Brasil, contribuindo para o aumento das tensões entre os dois países. Além da possibilidade de adotar medidas de reciprocidade comercial, o governo informou que pretende recorrer aos mecanismos previstos na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão dos Estados Unidos. A administração federal sustenta que as tarifas são injustificadas e representam uma ruptura nas relações comerciais bilaterais. A reação brasileira ocorreu após o governo norte-americano confirmar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. Embora diversos itens tenham sido excluídos da medida, a sobretaxa passa a atingir parte das exportações destinadas ao mercado dos Estados Unidos, ampliando as tensões comerciais entre os dois países. Na nota, o Palácio do Planalto reafirmou que continuará defendendo os interesses do país e buscará preservar as relações comerciais por meio do diálogo, sem abrir mão dos mecanismos legais disponíveis para responder às medidas adotadas pelo governo norte-americano.
- EUA divulgam lista de produtos brasileiros isentos da nova tarifa de 25%
Reprodução O governo dos Estados Unidos divulgou a relação de produtos brasileiros que ficaram de fora da nova tarifa adicional de 25% anunciada pelo presidente Donald Trump. A lista de exceções abrange centenas de itens e inclui alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, reduzindo o impacto da medida sobre determinados setores da economia. Entre os produtos que permaneceram isentos estão café, carnes, produtos energéticos, fertilizantes, polpa de madeira, celulose, suco de laranja, castanhas e outros itens do agronegócio e da indústria brasileira. Também ficaram de fora aeronaves civis e componentes, produtos farmacêuticos, determinados minerais, madeira e derivados, além de materiais classificados como informativos, conforme a relação divulgada pelas autoridades norte-americanas. Apesar das exceções, a nova tarifa de 25% passa a atingir uma ampla variedade de mercadorias brasileiras exportadas aos Estados Unidos. Entre os segmentos afetados estão diferentes produtos industriais e manufaturados, incluindo máquinas, equipamentos, artigos de papel, peças, produtos siderúrgicos, vestuário e outros bens que não aparecem na lista de isenção divulgada pelo governo norte-americano. A relação de produtos isentos foi publicada juntamente com a medida que oficializou a cobrança da tarifa adicional. Segundo o governo dos Estados Unidos, as exclusões contemplam mercadorias consideradas estratégicas ou enquadradas em categorias específicas previstas na decisão, preservando parte do fluxo comercial entre os dois países mesmo com o endurecimento das barreiras tarifárias. A adoção da tarifa faz parte da política comercial anunciada pela administração de Donald Trump em relação ao Brasil. Ao divulgar a medida, autoridades norte-americanas afirmaram que a decisão está relacionada a investigações conduzidas pelo governo dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras e defenderam que as negociações entre os dois países não produziram avanços considerados suficientes. O governo brasileiro contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos, classificando a medida como injustificada e reiterando que pretende utilizar os instrumentos previstos na legislação nacional e nos mecanismos internacionais para responder ao aumento das tarifas. Ainda assim, a lista de exceções reduz o impacto da nova cobrança sobre parte relevante das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
- Manutenção asfáltica avança em Varginha com serviços no bairro São Lucas e estrada de Monsenhor Paulo
Divulgação/Nesta quinta-feira, 16, tem manutenção asfáltica no bairro São Lucas. A Prefeitura de Varginha segue com o cronograma de manutenção asfáltica em diferentes pontos do município. Nesta quinta-feira (16), as equipes realizam serviços de recuperação do pavimento no bairro São Lucas. Além da intervenção no perímetro urbano, os trabalhos de pavimentação continuam na estrada que liga Varginha a Monsenhor Paulo, com equipes atuando para melhorar as condições de tráfego e garantir mais segurança aos motoristas que utilizam a via. A administração municipal orienta os condutores e moradores das regiões atendidas a redobrarem a atenção ao trafegar pelos locais durante a execução dos serviços, devido à presença de máquinas, trabalhadores e possíveis alterações no fluxo de veículos. Fonte: PMV
- Indústria do lítio agrega em 50 vezes o valor da sua produção no Brasil
Reprodução Na Conferência de CEOs do Lithium Business 2026, executivos afirmaram que o país possui vantagens competitivas para escalar produção e ampliar participação na cadeia global do lítio. "Não basta dizer que uma operação é sustentável. É preciso comprovar isso com dados, mostrando desempenho ambiental consistente”, afirmou Daniel Abdo, Vice- presidente de Relações Internacionais e Desenvolvimento de Negócios da Sigma Lithium. O Brasil reúne vantagens competitivas para se consolidar como um dos principais produtores mundiais de lítio, mas precisa avançar em segurança jurídica, políticas públicas e agregação de valor para transformar sua vantagem geológica em liderança industrial. Essa foi a avaliação entre executivos das principais empresas do setor durante a Conferência de CEOs do Lithium Business 2026, realizada em Salinas, Minas Gerais. Além do potencial geológico brasileiro, os executivos destacaram a qualidade dos projetos, a matriz energética renovável, os baixos custos de produção e a crescente preocupação mundial com segurança no fornecimento de minerais estratégicos para a transição energética. Frederick Gay principal analista da Benchmark Mineral Intelligence, moderador do painel afirmou que a indústria do lítio vive uma nova fase após a volatilidade dos últimos anos. "Vivemos um momento decisivo para a indústria global do lítio. Depois de um período de forte volatilidade, o setor passa a buscar equilíbrio entre oferta e demanda, competitividade, inovação e sustentabilidade. A questão central é como o Brasil pode transformar sua extraordinária vantagem geológica em liderança industrial", afirmou. Mercado prioriza qualidade e confiabilidade Para o vice-presidente de Relações Internacionais e Desenvolvimento de Negócios da Sigma Lithium, Daniel Abdo, o mercado deixou de priorizar apenas expansão de oferta e voltou a valorizar fundamentos sólidos dos projetos. "O mercado voltou a focar no que realmente faz diferença: qualidade dos recursos, eficiência operacional, disciplina financeira e consistência na entrega dos produtos", afirmou. Segundo ele, a demanda estrutural continua sustentada pelo crescimento dos veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e data centers, enquanto compradores passaram a exigir maior rastreabilidade e confiabilidade. "Os grandes vencedores serão aqueles capazes de entregar competitividade, sustentabilidade e confiabilidade. O Brasil está muito bem posicionado para liderar esse movimento." "Não há necessidade de reinventar a roda. Todos podem aprender com as experiências já acumuladas pelas empresas que vieram antes." Na avaliação do executivo, sustentabilidade também precisa ser demonstrada por indicadores concretos. "Não basta dizer que uma operação é sustentável. É preciso comprovar isso com dados, mostrando desempenho ambiental consistente." Competitividade brasileira é consenso O CEO da CBL, Vinícius Alvarenga, afirmou que o Brasil já ocupa uma das posições mais competitivas do mundo em custos de produção e tem potencial para ampliar significativamente sua participação no mercado internacional. "O Brasil está entre os menores custos de produção do mundo. Os projetos que foram implantados são economicamente sustentáveis e vieram para ficar." Segundo ele, a produção nacional pode alcançar entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas anuais de concentrado nos próximos cinco a dez anos. Alvarenga defendeu que o debate sobre mineração seja separado da discussão sobre verticalização da cadeia produtiva. "A mineração de lítio no Brasil já é um caso de sucesso. O desafio de ampliar a cadeia de valor é outro e depende de políticas públicas específicas." O executivo também rebateu críticas de que a produção de concentrado teria baixo valor agregado. "Nós multiplicamos em mais de cinquenta vezes o valor do minério extraído antes de comercializá-lo. Precisamos superar a ideia de que produzir concentrado significa fazer apenas extrativismo." Segurança jurídica preocupa setor Embora reconheçam avanços da proposta que institui a Política Nacional de Minerais Críticos (PL 2.780), os executivos demonstraram preocupação com dispositivos que podem aumentar a insegurança para investidores. A diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil, Marisa Cesar, afirmou que o Projeto de Lei em discussão no Congresso Nacional traz instrumentos importantes para estimular investimentos, como incentivos fiscais e mecanismos voltados à descarbonização, mas alertou para pontos que ainda geram incertezas. "O projeto tem aspectos muito positivos, mas alguns dispositivos podem aumentar a imprevisibilidade para os investidores. Segurança jurídica continua sendo um fator decisivo para a atração de capital." Segundo ela, a verticalização da cadeia depende não apenas de recursos naturais, mas também de competitividade econômica e desenvolvimento tecnológico. "O Brasil já domina etapas importantes do processamento do concentrado de lítio, mas avançar para outras fases do refino exige políticas públicas capazes de tornar esses investimentos economicamente viáveis." Fabiano Costa, presidente da AMG Brasil, fez avaliação semelhante. "Temos know-how, capacidade técnica, mão de obra, competitividade e interesse em agregar valor. O que ainda falta é demanda para justificar esses investimentos." Costa lembrou que a elevada capacidade ociosa existente na China dificulta a instalação de novas plantas de processamento em outros países. "Hoje, competir com a capacidade instalada chinesa é um enorme desafio. Por isso, qualquer estratégia de verticalização precisa ser construída com muita responsabilidade." Cooperação e licença social Outro ponto de consenso entre os participantes foi a necessidade de ampliar a cooperação entre as empresas instaladas no Vale do Jequitinhonha. Para Vinícius Alvarenga, o crescimento conjunto fortalece toda a cadeia produtiva. "Não interessa a ninguém o fracasso de outro projeto. Quanto mais empresas produzirem, maior será nossa capacidade de atrair fornecedores, reduzir custos e desenvolver a economia regional." Fabiano Costa também defendeu maior integração entre os produtores. "A competição entre nós é infinitamente menor do que a capacidade de cooperação. É assim que vamos ampliar nossa relevância no cenário internacional." Marisa Cesar destacou que o sucesso dos projetos depende da construção de confiança junto às comunidades. "A licença social é estratégica. Nosso trabalho vai além da mineração; envolve desenvolvimento socioeconômico, diálogo permanente e construção de confiança com as comunidades." Perspectivas positivas Apesar dos desafios regulatórios e das discussões sobre agregação de valor, os executivos encerraram o debate demonstrando confiança no futuro da indústria de lítio no Brasil. Para Daniel Abdo, o país reúne condições únicas para aproveitar o novo ciclo da indústria. "Temos recursos naturais de alta qualidade, matriz energética limpa e projetos com escala industrial. O Brasil se preparou para o que está por vir." Vinícius Alvarenga reforçou o otimismo. "Temos um futuro muito promissor. Os projetos anunciados vão acontecer e o Brasil tem todas as condições para se consolidar entre os principais produtores mundiais de lítio." Fonte: Sindijori
- Áreas de Escape: a engenharia que transforma tragédias em histórias de sobrevivência
Por Cristiane Gomes Quem percorre as rodovias brasileiras, especialmente em regiões serranas, provavelmente já se deparou com uma faixa lateral diferente, sinalizada e preenchida por um material incomum. Para muitos motoristas, trata-se apenas de mais uma estrutura da rodovia. Para um caminhoneiro que perdeu completamente os freios durante uma descida, porém, ela representa a diferença entre a vida e a morte. As áreas de escape tornaram-se um dos maiores exemplos de como a engenharia pode salvar vidas. Essa imagem a abaixo é de outubro de 2025, um caminhão adentrou 50 metros do dispositivo de segurança, utilizou com sucesso a área de escape da Serra do Cafezal, na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), evitando um acidente que poderia envolver diversos veículos e causar consequências irreparáveis. Carreta precisou acessar área de escape na BR-116, em Miracatu — Foto: Reprodução (G1) Mas essa tecnologia não surgiu no Brasil. As chamadas Runaway Truck Ramps começaram a ser implantadas nas décadas de 1960 e 1970, principalmente nos Estados Unidos e no Canadá. A necessidade surgiu em rodovias localizadas em regiões montanhosas, onde caminhões frequentemente sofriam superaquecimento do sistema de freios durante longas descidas. Com os excelentes resultados obtidos, a tecnologia passou a ser adotada em diversos países, como Alemanha, Áustria, Suíça, Chile, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e China, tornando-se um importante recurso de segurança em rodovias com grandes declives. No Brasil, a primeira área de escape foi instalada no ano de 2000, na Rodovia Anchieta (SP). Desde então, estruturas semelhantes passaram a ser construídas em trechos críticos de rodovias como a BR-376 (PR), BR-277 (PR), BR-242 (BA) e na própria BR-116, na Serra do Cafezal, onde já evitaram centenas de acidentes graves. Como funciona uma área de escape? As áreas de escape são dispositivos de segurança projetados especialmente para rodovias em trechos de serra. Seu princípio de funcionamento é semelhante ao utilizado nas áreas de escape dos autódromos, como na Fórmula 1: desacelerar o veículo de forma controlada, absorvendo sua energia até que ele pare completamente. A estrutura é construída às margens da rodovia e consiste em uma caixa de concreto com profundidade variável, geralmente próxima de um metro, preenchida com argila expandida, um material leve, resistente e capaz de aumentar significativamente a resistência ao deslocamento das rodas do veículo. Em alguns países também são utilizados brita especial ou cascalho de granulometria controlada. Quando um caminhão entra na área de escape, suas rodas afundam nesse material, gerando uma intensa resistência ao movimento. Esse atrito reduz gradativamente a velocidade do veículo até sua parada completa, mesmo quando o sistema de freios já não funciona mais. Em poucos segundos, uma situação que poderia resultar em uma tragédia transforma-se em uma parada segura, preservando vidas e evitando danos materiais de grandes proporções. Área de escape da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na Serra do Cafezal. Considerada uma das mais importantes soluções de engenharia viária para rodovias em regiões serranas, essa estrutura já evitou inúmeros acidentes envolvendo caminhões sem freios, transformando possíveis tragédias em histórias de sobrevivência. A prevenção continua sendo o melhor caminho Embora as áreas de escape sejam um recurso extraordinário da engenharia de transportes, elas representam a última alternativa diante de uma emergência. A verdadeira prevenção começa muito antes da descida da serra. A manutenção preventiva dos freios, a verificação do sistema pneumático, o uso correto do freio-motor, a escolha da marcha adequada antes do início da descida, o respeito aos limites de velocidade e a capacitação constante dos condutores continuam sendo as medidas mais eficazes para evitar acidentes. As áreas de escape não substituem a responsabilidade do motorista nem a manutenção adequada do veículo. Elas existem para oferecer uma segunda oportunidade quando todos os demais recursos já falharam. Cada caminhão que utiliza uma área de escape representa um acidente que deixou de acontecer. Significa famílias preservadas, profissionais que retornam para casa e vidas que continuam seu caminho. Mais do que uma obra de engenharia, essas estruturas simbolizam o compromisso com a segurança viária e demonstram que investir em prevenção é sempre a decisão mais inteligente. Porque, quando tudo parece perdido, a engenharia pode oferecer uma segunda chance. Mas a melhor estratégia continua sendo evitar que essa segunda chance precise ser utilizada. R-SARTO TREINAMENTOS – Segurança em cada movimento: Protegendo vidas, aprimorando operações. *Cristiane Gomes é Instrutora, Especialista em Planejamento e Gestão de Trânsito, com formação em Pedagogia, Bacharelado em Administração e curso técnico em Segurança do Trabalho. Com ampla experiência nas áreas de educação para o trânsito, segurança ocupacional e treinamentos corporativos, é proprietária da R-Sarto Treinamentos, empresa especializada em capacitação profissional e desenvolvimento de programas preventivos. Atua como colunista da Gazeta de Varginha, abordando temas voltados à prevenção, mobilidade segura e cultura de segurança no trabalho. Contato profissional: rsartotreinamentos@gmail.com Instagram: @rsartotreinamentos | @cristianegomesp
- FIEMG Expo Center estreia com Minas Láctea 2026 em Juiz de Fora
Reprodução Evento abre a agenda do espaço após a aquisição pela FIEMG e movimenta negócios e serviços na Zona da Mata Juiz de Fora ganha, nesta terça-feira (14/7), às 19h, um novo capítulo em sua agenda de grandes encontros. O FIEMG Expo Center recebe o Minas Láctea 2026, primeiro evento realizado no local desde a aquisição pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Antigo Expominas Juiz de Fora, o espaço passou oficialmente para a FIEMG em março deste ano. A compra, no valor de R$ 39,6 milhões, abriu uma nova fase para o empreendimento e ampliou as possibilidades de realização de feiras, congressos e encontros empresariais na Zona da Mata. No Minas Láctea, cerca de 120 empresas apresentam máquinas, equipamentos, embalagens, insumos e produtos destinados à cadeia do leite. O encontro de três dias aproxima empresários, fornecedores, profissionais, pesquisadores e estudantes, além de criar um ambiente favorável para contatos comerciais e novos negócios. Para a presidente da FIEMG Regional Zona da Mata, Mariângela Marcon, a estreia representa um momento importante para Juiz de Fora e para os municípios da região. “Este é um dia importante para Juiz de Fora e para toda a Zona da Mata. Quando um espaço deste porte recebe grandes encontros, toda a cidade sente o movimento. Hotéis, restaurantes, transportes, comércio e fornecedores ganham novas demandas. Esse fluxo cria empregos, gera renda e abre caminho para novos negócios. O FIEMG Expo Center assume um papel que a região precisava: o de ponto de encontro entre indústria, conhecimento e desenvolvimento”, afirma. Com capacidade para até 13 mil pessoas e um auditório com 1946 lugares, o FIEMG Expo Center conta com ambientes que se adaptam a diferentes formatos e tamanhos. O espaço pode abrigar feiras, congressos, shows, eventos corporativos, encontros institucionais e atividades culturais. A localização às margens da BR-040 também facilita o acesso de visitantes, empresas e fornecedores. A estreia do espaço sob a gestão da FIEMG também aquece o turismo de negócios. A chegada de expositores e visitantes movimenta vários setores da economia local e amplia a presença de Juiz de Fora no calendário de eventos de Minas Gerais. A programação de negócios do Minas Láctea 2026 ocorre no FIEMG Expo Center, com abertura oficial às 19h desta terça-feira. As atividades científicas acontecem no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, da Epamig. A programação segue até quinta-feira (16/7), das 14h às 21h. Confira toda a programação neste link. Fonte: Sindijori
- Nova tarifa dos EUA atinge produtos brasileiros, mas isenta café, carne e aeronaves
Divulgação/Trump anuncia nova tarifa contra o Brasil; governo Lula promete reação na OMC EUA oficializam tarifa de 25% sobre importações do Brasil; governo brasileiro anuncia reação. O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil. A medida, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), entrará em vigor em 22 de julho e integra a nova política comercial adotada pela administração do presidente Donald Trump. A decisão é a primeira decorrente de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, utilizada para apurar supostas práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Segundo o governo norte-americano, dezenas de nações também poderão ser alvo de novas tarifas, entre elas China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México. Governo dos EUA alega práticas comerciais desleais O anúncio confirma proposta apresentada pelo governo norte-americano em junho, quando os Estados Unidos informaram que investigavam práticas brasileiras relacionadas, entre outros temas, ao comércio digital, ao desmatamento ilegal e ao sistema de pagamentos instantâneos Pix. Em nota, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações realizadas ao longo do último ano não solucionaram os pontos levantados durante a investigação. "As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir as negociações para promover as mudanças identificadas na investigação", declarou. Governo brasileiro promete recorrer O presidente Lula criticou a decisão e afirmou que a medida não possui justificativa. Segundo Lula, o governo brasileiro adotará medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, além de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Fontes do governo informaram que, desde o anúncio inicial das tarifas, foram realizados mais de 30 contatos diplomáticos entre representantes brasileiros e norte-americanos, incluindo reuniões presenciais, videoconferências e conversas telefônicas em diferentes níveis. Troca de críticas entre os governos Após o anúncio das tarifas, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo brasileiro não negociou "de boa-fé" durante o processo. Rubio responsabilizou diretamente o presidente brasileiro pela falta de um acordo comercial, afirmando que as tarifas são consequência das negociações frustradas. Café, carne bovina e aeronaves ficam fora da tarifa Embora a nova taxação alcance milhares de produtos brasileiros, alguns dos principais itens exportados pelo país ficaram de fora da medida. Entre os produtos isentos estão: Café; Carne bovina; Aeronaves e peças aeronáuticas; Produtos energéticos; Terras raras; Mel orgânico; Ferro gusa; Café solúvel sem sabor. Por outro lado, a tarifa atingirá diversos setores, incluindo açúcar, aço, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos, papel e produtos manufaturados. Novas tarifas ainda podem ser aplicadas Além dessa investigação, o Brasil também integra outro procedimento conduzido pelo USTR relacionado ao uso de trabalho forçado nas cadeias produtivas internacionais. A conclusão dessa apuração está prevista para 24 de julho. Caso novas sanções sejam aprovadas, uma tarifa adicional de 12,5% poderá ser aplicada, elevando a carga total sobre determinados produtos brasileiros para até 37,5%. Fonte: InfoAgBrasil
- Messi celebra Argentina em mais uma final de Copa do Mundo: "É impressionante"
Divulgação/Após classificação, Messi destaca sequência histórica da Argentina em finais Messi exalta campanha da Argentina e celebra quinta final consecutiva da seleção. Lionel Messi comemorou a classificação da Argentina para mais uma final de Copa do Mundo e destacou a sequência histórica vivida pela seleção nos últimos anos. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que garantiu a vaga na decisão do Mundial, o capitão afirmou que o momento vivido pela equipe é "impressionante". Em entrevista após a partida, realizada em Atlanta, Messi lembrou que a Argentina alcançou sua quinta final consecutiva em grandes competições, incluindo duas finais seguidas de Copa do Mundo. "Sinceramente, antes do início da Copa do Mundo, eu confiava neste grupo e sabia que estaríamos pelo menos entre os quatro primeiros. Acabamos chegando a mais uma final. Acho que são cinco seguidas, duas de Copa do Mundo seguidas, é impressionante", afirmou. Confiança no grupo Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 21 gols em seis edições disputadas desde 2006, Messi não balançou as redes diante da Inglaterra, mas foi decisivo ao dar as duas assistências para os gols da vitória argentina. O camisa 10 ressaltou a força coletiva da equipe e elogiou o comprometimento dos companheiros durante toda a campanha. "As pessoas tinham dúvidas porque estávamos levando os jogadores ao limite, mas esse grupo, quando se reúne, sempre dá um extra. Os jogadores se inspiram uns aos outros e tiram o que não têm para dar o máximo." Messi também recordou as conquistas recentes da seleção, como os títulos da Copa América e da Finalíssima diante da Itália, ressaltando a consistência da geração comandada pela comissão técnica argentina. Decisão contra a Espanha Na grande final, marcada para domingo, em Nova Jersey, a Argentina defenderá o título conquistado no Catar, em 2022, e tentará levantar sua quarta taça de campeão mundial. O adversário será a Espanha. Ao comentar o confronto decisivo, Messi destacou a qualidade da equipe espanhola. "É uma seleção enorme, com jogadores fantásticos e uma filosofia de jogo construída ao longo de muitos anos." O capitão também aproveitou para agradecer o apoio dos torcedores argentinos e pediu que todos aproveitem o momento histórico vivido pela equipe. "Chegamos a outra final de Mundial, colocamos a Argentina novamente entre as duas melhores seleções do mundo. Há quatro anos somos campeões e voltaremos a disputar uma final. Agora, que seja o que Deus quiser." Vitória com significado especial Messi afirmou ainda que o triunfo sobre a Inglaterra teve um significado especial para o elenco e para os argentinos, em razão da histórica rivalidade entre os dois países. Segundo o craque, a emoção foi perceptível desde a execução dos hinos nacionais antes do início da partida. "Embora fosse um jogo de futebol, quando entramos em campo e o hino soou, foram sensações especiais." Ele concluiu dizendo que a classificação representou muito mais do que uma simples vitória esportiva. "O grupo sentiu isso. Sabíamos que não era apenas mais uma vitória, porque o povo argentino queria isso e nós também. É uma loucura disputar duas finais de Copa do Mundo seguidas." Fonte: Informações AgBrasil
- Idosa com câncer consegue na Justiça suspensão de penhora sobre aposentadoria
Divulgação/Justiça preserva aposentadoria de idosa com câncer durante execução trabalhista Justiça suspende penhora de aposentadoria de idosa com câncer durante execução trabalhista. A Justiça do Trabalho suspendeu, em caráter provisório, a penhora de 30% da aposentadoria por idade de uma devedora em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A decisão, proferida pelo juiz Marco Aurélio Ferreira Clímaco dos Santos, titular da 6ª Vara do Trabalho do município, foi mantida após análise em grau de recurso. A medida levou em consideração a idade avançada da aposentada e seu delicado estado de saúde. Diagnosticada com câncer de esôfago, a mulher havia apresentado embargos à execução, instrumento utilizado pelo devedor para contestar medidas adotadas durante a cobrança judicial, buscando o cancelamento da penhora incidente sobre seu benefício previdenciário. Dívida trabalhista permanece, mas bloqueio é suspenso Na decisão, o magistrado ressaltou que, em regra, não há irregularidade na penhora de parte de salários ou aposentadorias, especialmente em processos trabalhistas que envolvem verbas de natureza alimentar e que se arrastam por vários anos sem sucesso na localização de bens para quitar a dívida. Segundo o juiz, diversas tentativas anteriores de satisfazer a execução haviam sido frustradas, o que justificava inicialmente a constrição sobre parte da aposentadoria da executada. No entanto, diante das condições pessoais da devedora, o entendimento foi flexibilizado. Dignidade da pessoa humana prevaleceu no caso concreto Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou que a legislação protege salários e aposentadorias para assegurar condições mínimas de sobrevivência ao trabalhador e à sua família. Embora o Código de Processo Civil permita exceções em casos envolvendo créditos alimentares, como dívidas trabalhistas, cada situação deve ser analisada individualmente. No entendimento do juiz, a idade avançada da aposentada e o tratamento de uma doença grave justificam, neste momento, a suspensão da penhora sobre o benefício mensal, fixado em R$ 6.754,30. A decisão ressalta que os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção à família devem orientar a interpretação das normas processuais, especialmente quando há conflito entre direitos igualmente relevantes. Bloqueio ao INSS também foi interrompido Com a decisão, a Justiça determinou a desconstituição provisória da penhora e expediu ofício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para interromper imediatamente o bloqueio mensal de 30% da aposentadoria. A suspensão não extingue a dívida trabalhista nem impede que novas medidas de execução sejam adotadas futuramente, mas garante, por ora, a preservação integral do benefício previdenciário em razão da condição de saúde da devedora. Fonte: TRT


























