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- Anvisa determina apreensão de Mounjaro falsificado com número de série irregular
Divulgação Medicamento identificado no mercado possui lote verdadeiro, mas série incompatível; agência orienta consumidores a não utilizarem produtos suspeitos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (30/7) a apreensão de unidades do medicamento Mounjaro suspeitas de falsificação. A medida foi tomada após a empresa responsável pelo registro do produto no Brasil identificar uma irregularidade em um item encontrado no mercado. Segundo a Anvisa, a Eli Lilly do Brasil Ltda., detentora do registro do medicamento, informou à agência a identificação de um produto com o lote D881474, que corresponde a um lote legítimo existente nos sistemas da empresa, mas com o número de série 302199651396 incompatível. Com a suspeita de falsificação, os produtos identificados com o lote D881474 e o número de série 302199651396 devem ser recolhidos e não podem ser distribuídos, comercializados ou utilizados. A Anvisa orienta que consumidores e profissionais de saúde adquiram medicamentos apenas em farmácias devidamente regularizadas, sempre verificando se o produto está em sua embalagem completa, dentro da caixa original, e acompanhado da nota fiscal. Em casos de suspeita de falsificação, a recomendação é não utilizar o medicamento e entrar em contato com a empresa responsável pelo registro para confirmar a autenticidade do produto. Suspensão de produtos manipulados A mesma determinação da Anvisa também estabeleceu a suspensão de todas as preparações magistrais produzidas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. A empresa fica impedida de comercializar ou divulgar esses produtos após a agência identificar a venda e a propaganda de medicamentos manipulados padronizados e não individualizados ao público por meio do site da farmácia. Segundo a Anvisa, a prática está em desacordo com as normas previstas na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 67/2007 e na Lei nº 6.360/1976, que regulamentam a produção, comercialização e controle sanitário de medicamentos no país. Fonte: Anvisa
- Concessionária de energia é condenada a indenizar filhos de ciclista morto após atropelamento
Divulgação Empresa deverá pagar R$ 50 mil por danos morais à família e pensão mensal aos dois filhos da vítima até que completem 25 anos. A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de uma concessionária de energia elétrica pelo atropelamento que causou a morte de um ciclista em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. A decisão determinou que a empresa pague indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil para cada um dos dois filhos da vítima, além de uma pensão mensal equivalente a 2/3 dos rendimentos do falecido até que cada dependente complete 25 anos de idade. Os filhos do ciclista, que tinham 15 e 16 anos na época do acidente, entraram com uma ação de reparação civil alegando que a morte do pai trouxe impactos emocionais e financeiros para a família. Segundo o processo, o atropelamento ocorreu em outubro de 2009 e teria sido provocado por um funcionário da concessionária que realizava serviços para a empresa. O ciclista chegou a ser socorrido após o acidente, mas morreu dois dias depois em decorrência dos ferimentos. A Justiça de Sete Lagoas já havia considerado procedentes os pedidos da família e condenado a concessionária ao pagamento da indenização e da pensão mensal. A empresa recorreu da decisão, alegando que o acidente teria ocorrido por culpa exclusiva do ciclista, que teria entrado repentinamente na pista, impossibilitando uma reação do motorista. A defesa também pediu, de forma alternativa, que fosse reconhecida uma possível culpa compartilhada entre as partes para reduzir os valores da condenação. Ao analisar o recurso, a relatora do caso, desembargadora Áurea Brasil, afirmou que as concessionárias de serviço público possuem responsabilidade civil objetiva. Dessa forma, segundo a magistrada, basta a comprovação do dano e da relação entre o acidente e a atuação da empresa para caracterizar o dever de indenizar. A desembargadora rejeitou a alegação de culpa exclusiva da vítima e destacou que o boletim de ocorrência apresentado pela defesa se baseava apenas na versão do motorista envolvido no acidente, não sendo suficiente para comprovar a responsabilidade do ciclista. Segundo a relatora, o documento representava “relato unilateral de pessoa diretamente interessada no desfecho da apuração”. A decisão também levou em consideração as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabelecem maior atenção dos motoristas em relação aos ciclistas, considerados usuários vulneráveis das vias. Entre as regras citadas está a obrigação de manter distância lateral mínima de 1,5 metro durante a passagem por bicicletas. O TJMG ainda ressaltou que existe presunção de dependência econômica dos filhos menores em relação aos pais, justificando o pagamento de pensão mesmo sem comprovação específica de que a vítima contribuía financeiramente para o sustento dos filhos. Como a concessionária não solicitou a produção de novas provas durante o processo e apresentou apenas contestação genérica aos valores definidos, a relatora concluiu que a indenização fixada era adequada diante da gravidade do caso e estava de acordo com entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Fonte: TJMG
- Mutirão contra a dengue será realizado no bairro Padre Vitor entre os dias 5 e 8 de agosto
Divulgação/A mobilização será realizada entre terça-feira (5) e sexta-feira (8), com equipes atuando no recolhimento de materiais que possam acumular água e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mutirão de combate à dengue será realizado no bairro Padre Vitor em Varginha. A cidade de Varginha terá mais uma ação de enfrentamento à dengue com a realização de um mutirão semanal de combate ao mosquito Aedes aegypti. A iniciativa será realizada no bairro Padre Vitor, entre os dias 5 e 8 de agosto, com atendimento das 7h30 às 16h30. Durante o período da ação, as equipes estarão mobilizadas para auxiliar os moradores na eliminação de possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, retirando materiais que possam acumular água e contribuir para a proliferação do vetor. A orientação é para que os moradores separem previamente os materiais que precisam ser descartados, facilitando o trabalho dos agentes durante a passagem pelo bairro. O mutirão, no entanto, não realizará o recolhimento de galhos de árvores e entulhos de construção, que não fazem parte dos materiais atendidos pela ação. A mobilização integra as estratégias de prevenção e combate à dengue, reforçando a importância da participação da população no cuidado com os imóveis e na eliminação de locais que possam servir como criadouros do mosquito. Fonte: PMV
- Após perder 80% da área urbana para enchente, cidade do RS proíbe reconstrução de casas em áreas de risco
Reprodução Dois anos após uma enchente que atingiu cerca de 80% da área urbana, o município de Muçum, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, adotou uma medida inédita para reduzir os riscos de novas tragédias. A prefeitura proibiu a reconstrução de moradias nas áreas devastadas pela inundação e passou a direcionar os moradores para locais considerados seguros. A decisão foi tomada após estudos técnicos que identificaram regiões com alto risco de novos alagamentos. Com isso, imóveis destruídos pela enchente não podem mais ser reconstruídos nesses locais. A estratégia busca impedir que famílias voltem a ocupar áreas vulneráveis e reduzir os impactos de futuros eventos climáticos extremos. Para viabilizar a mudança, novas moradias estão sendo construídas em terrenos fora das áreas de risco. A proposta é oferecer uma alternativa definitiva às famílias afetadas, substituindo o modelo de reconstrução no mesmo local por um processo de reassentamento em regiões mais seguras. A iniciativa de Muçum passou a servir de referência para outros municípios do Vale do Taquari. Segundo a reportagem, pelo menos outras seis cidades da região discutem transformar em lei medidas semelhantes, restringindo novas construções em áreas frequentemente atingidas pelas enchentes. Especialistas apontam que ações preventivas como essa podem reduzir perdas humanas e materiais provocadas por desastres naturais. Apesar disso, o modelo ainda não é predominante no país. Dados apresentados na reportagem mostram que, nos últimos anos, o Brasil destinou muito mais recursos para reconstrução após tragédias do que para obras de prevenção e adaptação aos riscos climáticos. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), entre 2012 e 2026 foram aplicados R$ 34,36 bilhões em ações de resposta e recuperação de desastres, enquanto R$ 9,62 bilhões foram destinados à prevenção. Para especialistas ouvidos pela reportagem, ampliar o investimento em planejamento e infraestrutura preventiva é fundamental para diminuir os impactos de eventos extremos que têm se tornado mais frequentes.
- PF avança em investigação e localiza perfis ligados à trend que incentivava violência contra mulheres
Reprodução A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação para identificar os responsáveis pela divulgação dos vídeos da trend "Caso ela diga não", que viralizou nas redes sociais com conteúdos que incentivavam a violência contra mulheres após recusas em situações de paquera ou pedidos de casamento. A apuração identificou quatro perfis brasileiros envolvidos na publicação dos materiais. Segundo a investigação conduzida pela Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio, em Brasília, os perfis foram criados entre 2024 e 2025. Embora a maior parte dos vídeos tenha sido publicada no ano passado, o conteúdo ganhou ampla repercussão em março deste ano, durante o mês dedicado às ações de conscientização sobre os direitos das mulheres. As publicações mostravam homens abordando mulheres com pedidos de casamento ou investidas em festas e, após uma resposta negativa, exibiam cenas de agressões físicas e até esfaqueamentos, acompanhadas da expressão "caso ela diga não". Os vídeos foram amplamente compartilhados em diferentes páginas nas redes sociais, ampliando seu alcance. No início das investigações, a PF buscou determinar se os conteúdos haviam sido produzidos no Brasil ou no exterior. Com a identificação dos perfis brasileiros, os dados foram encaminhados às superintendências da Polícia Federal nos estados, que darão continuidade às investigações e poderão solicitar medidas judiciais conforme o avanço da apuração. A investigação segue em andamento para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar possíveis responsabilidades criminais relacionadas à divulgação dos conteúdos. Fonte: CNN
- Ucrânia afirma que míssil russo entrou no espaço aéreo da Polônia durante ataque a Kiev
Reprodução A Ucrânia afirmou que um míssil lançado pela Rússia durante um ataque em larga escala contra Kiev entrou no espaço aéreo da Polônia, país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O episódio ocorreu enquanto as forças russas realizavam uma ofensiva maciça contra a capital ucraniana e levantou preocupações sobre uma possível ampliação das tensões na região. Segundo autoridades ucranianas, o projétil cruzou a fronteira e passou pelo espaço aéreo polonês antes de seguir seu trajeto. O objeto foi detectado pelas autoridades da Polônia, que iniciaram procedimentos para verificar a ocorrência e acompanhar a situação. Até o momento, não houve confirmação de impactos em território polonês. A Polônia informou que identificou um objeto não reconhecido em seu espaço aéreo durante o ataque russo contra a Ucrânia. Em resposta ao incidente, as autoridades competentes passaram a investigar o caso e monitorar a situação, enquanto reforçavam os mecanismos de vigilância aérea. O episódio aconteceu em meio a um dos mais intensos ataques russos contra Kiev, aumentando a preocupação com possíveis consequências para países vizinhos da Ucrânia, especialmente integrantes da Otan. A proximidade das ações militares com as fronteiras da aliança tem levado os governos da região a manter elevado nível de alerta diante de eventuais violações do espaço aéreo. Até a publicação da reportagem, não havia confirmação oficial de que o objeto tivesse provocado danos ou deixado vítimas em território polonês. As autoridades seguem apurando as circunstâncias da ocorrência enquanto acompanham os desdobramentos do ataque realizado pela Rússia contra a Ucrânia.
- Ventania mantém transporte e fornecimento de energia afetados no Rio de Janeiro
Reprodução Os impactos da forte ventania que atingiu o estado do Rio de Janeiro na quarta-feira (29) continuam afetando o fornecimento de energia elétrica e o funcionamento do transporte público nesta quinta-feira (30). Mais de 500 mil clientes permanecem sem energia, enquanto linhas de trem operam com restrições e intervalos maiores entre as viagens. Segundo as autoridades, o vendaval registrou rajadas superiores a 100 km/h e deixou, até o momento, duas pessoas mortas e uma desaparecida. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das concessionárias de energia seguem mobilizadas para atender ocorrências e restabelecer os serviços afetados. O ramal Japeri é o mais impactado pela queda de postes e árvores sobre a rede aérea utilizada pelos trens. O trecho entre Comendador Soares e Paracambi permanece temporariamente suspenso, enquanto as composições circulam com intervalos de aproximadamente 15 minutos. No ramal Saracuruna, o trecho entre Gramacho e Central do Brasil também registra aumento no tempo de espera. Os demais ramais já tiveram a circulação normalizada. Além dos trens, o Bonde de Santa Teresa teve a operação suspensa devido à falta de energia e à necessidade de inspeção dos trilhos após a queda de árvores provocada pela ventania. As concessionárias de energia continuam trabalhando para reparar os danos causados à rede elétrica. O governo estadual orienta a população a evitar áreas com árvores, postes ou estruturas danificadas e a acompanhar os comunicados oficiais sobre a normalização dos serviços. Fonte: CNN
- Ataque russo à Ucrânia provoca alerta na Polônia após suposta violação do espaço aéreo
Reprodução A Ucrânia afirmou que um míssil de cruzeiro russo entrou no espaço aéreo da Polônia durante um ataque aéreo em larga escala realizado pela Rússia contra território ucraniano na madrugada desta quinta-feira (30). A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, que classificou o episódio como uma violação do espaço aéreo de um país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo o governo ucraniano, o míssil era do modelo Kh-101 e teria cruzado brevemente o território polonês durante a ofensiva russa. O ataque incluiu dezenas de mísseis e centenas de drones contra diversas regiões da Ucrânia, deixando mortos, feridos e danos em áreas residenciais e instalações de infraestrutura. As autoridades polonesas informaram que detectaram um objeto não identificado em seu espaço aéreo durante a ofensiva e iniciaram uma investigação. Um helicóptero militar localizou uma cratera em uma área agrícola no leste do país, próxima à fronteira com a Ucrânia. Especialistas analisam destroços encontrados no local para confirmar a origem do objeto. Até o momento, o governo da Polônia não confirmou oficialmente que se trata de um míssil russo. Em resposta ao incidente, a Polônia mobilizou aeronaves militares para proteger seu espaço aéreo e reforçou o monitoramento da fronteira oriental. O episódio ocorre em meio à intensificação dos ataques russos contra a Ucrânia e aumenta a preocupação com possíveis impactos do conflito sobre países membros da Otan. As investigações continuam e as autoridades polonesas afirmaram que divulgarão novas informações após a conclusão das análises técnicas sobre o objeto que atingiu seu território. Fonte: G1
- Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas alerta para aliciamento de crianças e adolescentes na internet
Divulgação/Ações de conscientização destacam que o tráfico de pessoas também pode começar no ambiente digital, por meio de falsas promessas e manipulações. O Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo, celebrado hoje, quinta-feira (30), reforça o alerta para uma ameaça que tem ganhado novos caminhos com o avanço da tecnologia: o aliciamento de crianças e adolescentes no ambiente digital. Assim como é necessário cuidado e atenção quando uma criança viaja sozinha, o mesmo acompanhamento deve existir no uso da internet. Redes sociais, jogos online e aplicativos podem ser utilizados por criminosos para criar aproximações, manipular vítimas e fazer falsas promessas. A campanha de conscientização busca orientar passageiros, trabalhadores do setor aéreo, famílias e toda a sociedade sobre os riscos do tráfico de pessoas no ambiente virtual. Casos suspeitos podem ser denunciados pelo Disque 100, canal de atendimento para violações de direitos humanos. Os dados reforçam a necessidade de prevenção. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em 2024, uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas no mundo era criança ou adolescente. Um levantamento da Unicef, divulgado em 2025, aponta que 52% dos casos tiveram início a partir de contatos realizados pela internet. No Brasil, a SaferNet identificou, somente em 2024, cerca de 49 mil páginas com indícios de abuso sexual infantil online, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade de proteção no ambiente digital. A campanha está sendo divulgada em terminais de passageiros de diferentes meios de transporte, estádios de futebol e outros locais de grande circulação de pessoas. A iniciativa ocorre em um período marcado pela entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), que amplia as medidas de proteção no ambiente virtual e reforça a responsabilidade de famílias, escolas, empresas e órgãos públicos na prevenção de crimes digitais. A mobilização também integra a programação do Julho Azul, mês dedicado à conscientização sobre o enfrentamento ao tráfico de pessoas. O alerta é reforçado por uma orientação simples: proteger crianças e adolescentes exige diálogo, atenção e presença. Em caso de suspeita, denuncie. Disque 100. Fonte: Anac
- Polônia investiga cratera de 10 metros após possível queda de míssil russo
Reproduçãod Uma cratera de aproximadamente 10 metros de largura foi encontrada no leste da Polônia após a queda de um objeto não identificado durante a madrugada desta quinta-feira (30). O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o objeto parece ser um míssil russo, mas ressaltou que as investigações continuam para confirmar sua origem. O incidente ocorreu enquanto a Rússia realizava uma nova onda de ataques aéreos contra a Ucrânia. Segundo o comando operacional das Forças Armadas da Polônia, um objeto foi detectado no espaço aéreo do país por volta das 3h40 no horário local e desapareceu dos radares pouco depois. Um helicóptero militar enviado para a região localizou o provável ponto de impacto em uma área agrícola próxima à vila de Tarnawa-Kolonia, na província de Lublin. De acordo com o Ministério do Interior da Polônia, a cratera foi encontrada a cerca de dois quilômetros das residências mais próximas. Equipes de emergência isolaram a área e recolheram destroços para análise, enquanto especialistas trabalham para identificar o tipo de objeto que caiu no local. Em meio ao episódio, a Polônia mobilizou caças para proteger seu espaço aéreo diante dos intensos ataques russos à Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que um míssil de cruzeiro russo Kh-101 cruzou o espaço aéreo polonês durante a ofensiva, caracterizando uma violação do território de um país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Até o momento, porém, as autoridades polonesas não confirmaram oficialmente a natureza do objeto encontrado. A embaixada da Rússia em Varsóvia não comentou o caso. O governo polonês informou que a investigação seguirá até que seja possível determinar com precisão a origem do objeto e as circunstâncias do incidente. Fonte: CNN
- Governo argentino endurece regras migratórias com novo decreto de Javier Milei
Reprodução O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que endurece a legislação migratória do país ao permitir o impedimento da entrada e a expulsão de estrangeiros que promovam ataques contra argentinos ou contra símbolos nacionais. A medida foi anunciada pelo governo por meio de um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) e entrou em vigor imediatamente. Segundo o comunicado oficial da Presidência, o decreto estabelece que estrangeiros que incentivem ou divulguem mensagens de ódio contra a Argentina, seus cidadãos ou seus símbolos nacionais poderão ser impedidos de ingressar no país ou expulsos, caso já estejam em território argentino. O texto ressalta que críticas de natureza ideológica, política ou acadêmica continuam protegidas pelo direito à liberdade de expressão. A medida foi apresentada pelo governo em meio ao aumento de episódios classificados pela administração Milei como manifestações de hostilidade contra a Argentina e os argentinos. O decreto também ocorre em um contexto de tensões diplomáticas envolvendo o governo argentino e outros países da região. A nova norma altera dispositivos da legislação migratória argentina e amplia as hipóteses para restrição de entrada e expulsão de estrangeiros. Segundo o governo, o objetivo é reforçar a proteção da soberania nacional e garantir maior segurança aos cidadãos argentinos diante de manifestações consideradas discriminatórias ou de incitação ao ódio. Fonte: G1
- Anvisa aprova cinco novas “canetas emagrecedoras” à base de semaglutida para tratamento de diabetes
Divulgação/Anvisa autorizou o registro de cinco novos medicamentos com semaglutida, princípio ativo utilizado no tratamento de diabetes e associado às chamadas canetas emagrecedoras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos compostos pelo princípio ativo semaglutida, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A decisão representa o maior número de aprovações concedidas pela agência em uma única análise para produtos dessa categoria. Os medicamentos fazem parte da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e têm indicação para o tratamento do diabetes. A aprovação ocorreu após o Ministério da Saúde solicitar prioridade na avaliação desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer o mercado nacional e avaliar possibilidades futuras de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os medicamentos aprovados, dois têm previsão de produção no Brasil após a conclusão de processos de transferência de tecnologia para empresas nacionais. São eles: Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.; Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.; Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.; Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.; Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda. Desde 2025, a Anvisa mantém um plano de ação para reduzir a fila de análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. Os processos envolvem avaliação de estudos clínicos, documentação apresentada pelas empresas e inspeção das estruturas de fabricação. Com as novas autorizações, a agência já concedeu oito registros desses medicamentos em 2026. Estudo avalia possível uso no SUS Paralelamente às aprovações regulatórias, o Ministério da Saúde iniciou um protocolo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. O estudo prevê a participação de aproximadamente 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras condições de saúde, que possuem indicação para cirurgia bariátrica. Os primeiros resultados estão previstos para 2027 e poderão auxiliar na definição de estratégias para utilização desses tratamentos na rede pública. Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não fazem parte da lista de tratamentos oferecidos pelo SUS. A incorporação da semaglutida ao sistema público está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Produção nacional e ampliação do mercado A aprovação dos novos registros também é vista como um avanço para a indústria farmacêutica brasileira. Dois medicamentos dessa categoria já possuem produção nacional por empresas brasileiras. Segundo a Anvisa, a fabricação no país pode contribuir para ampliar a oferta dos produtos, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência e favorecer a redução dos custos para os consumidores. Fonte: MS
- Convênio prevê escolta e proteção das urnas durante armazenamento, transporte e realização do Teste de Integridade em todo o estado
Divulgação/TRE-MG e Polícia Militar firmam parceria para reforçar segurança das urnas eletrônicas nas Eleições 2026 O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) assinaram, nesta quarta-feira (29), um convênio para reforçar a segurança das urnas eletrônicas durante as Eleições 2026. A cerimônia foi realizada na sede do TRE-MG, em Belo Horizonte. O acordo foi firmado pelo presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, e pela comandante-geral da PMMG, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues. O convênio estabelece a atuação da Polícia Militar na segurança da armazenagem das urnas eletrônicas, na escolta durante a distribuição dos equipamentos aos municípios do interior, no recolhimento após a votação e no transporte das urnas até os locais de votação no dia das eleições. A parceria também contempla a segurança e o transporte das urnas selecionadas para o Teste de Integridade, procedimento realizado durante o primeiro e o segundo turnos para verificar o correto funcionamento dos equipamentos. Durante a solenidade, a comandante-geral da PM destacou a importância da cooperação entre as instituições para garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto com segurança e tranquilidade. O presidente do TRE-MG ressaltou que a união entre o Tribunal e a Polícia Militar fortalece a estrutura necessária para a realização do processo eleitoral, destacando a atuação da corporação na garantia da ordem e da segurança durante as eleições. Também participaram da assinatura do convênio o desembargador Paulo Tamburini, coordenador do Gabinete Integrado de Segurança; o desembargador Paulo Calmon; o juiz auxiliar da Corregedoria do TRE-MG, Júlio Andrade; o diretor de Operações da PMMG, coronel Célio César dos Santos Aparecido; além de gestores do Tribunal e representantes da Polícia Militar. Fonte: TRE
- Corrida pelo comando da ONU expõe disputas geopolíticas entre as maiores potências
Reprodução A sucessão do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) já movimenta governos e diplomatas em todo o mundo. Com o fim do segundo mandato de António Guterres previsto para o fim de 2026, países intensificam articulações para definir quem comandará a entidade pelos próximos cinco anos, em um cenário marcado por conflitos internacionais, disputas entre grandes potências e desafios crescentes ao multilateralismo. O processo de escolha envolve negociações entre os 193 Estados-membros da ONU, mas a decisão passa, inicialmente, pelo Conselho de Segurança. Para que um candidato avance, é necessário obter pelo menos nove votos favoráveis e não sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Somente após essa etapa o nome é submetido à Assembleia Geral para aprovação. Entre os nomes apresentados oficialmente estão a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México; o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi; a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Rebeca Grynspan; e o ex-presidente do Senegal Macky Sall. Cada candidatura apresenta propostas voltadas à reforma da ONU, fortalecimento da diplomacia, prevenção de conflitos e modernização da organização. A eleição também desperta discussões sobre representatividade. Há expectativa de que, pela primeira vez desde a criação da ONU, uma mulher possa assumir a Secretaria-Geral. O debate ocorre em um momento em que a organização enfrenta críticas sobre sua capacidade de responder a guerras, crises humanitárias e impasses diplomáticos envolvendo as principais potências mundiais. O tema foi analisado no podcast O Assunto, do g1, que destaca como a disputa vai além da escolha de um novo líder e reflete interesses estratégicos dos países-membros sobre o papel que a ONU deverá desempenhar nos próximos anos. Fonte: G1
- Acordo garante recuperação de R$ 17 milhões desviados por ataques hackers a prefeituras mineiras
Divulgação/Prefeitos de municípios afetados participaram da assinatura dos acordos que viabilizam a devolução dos recursos desviados por ataques cibernéticos. Uma articulação entre o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), a Associação Mineira de Municípios (AMM), a Justiça Federal e a Caixa Econômica Federal garantiu avanços na recuperação de cerca de R$ 17 milhões desviados das contas de prefeituras mineiras em ataques cibernéticos. Os acordos foram formalizados nesta quarta-feira (29), durante reunião realizada na Casa da Cidadania. Ao todo, 15 municípios foram vítimas da ação de hackers, que desviaram recursos públicos, principalmente dos fundos municipais de saúde, comprometendo a prestação de serviços essenciais e dificultando a prestação de contas das administrações municipais. Participaram do encontro representantes das cidades de Carmópolis de Minas, Serro, Ribeirão Vermelho, Presidente Juscelino, São José do Goiabal, Felixlândia, Luz, Monte Sião, Mateus Leme e Cabeceira Grande. Conciliação acelerou solução A solução foi construída por meio da mesa de conciliação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), após iniciativa do TCE-MG. Em menos de 45 dias de negociações, nove acordos já foram assinados, enquanto outros seis seguem em andamento. A medida também suspendeu ações judiciais individuais movidas pelos municípios, permitindo uma negociação unificada com a Caixa Econômica Federal. O presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo, destacou que a iniciativa permitirá regularizar a situação contábil e jurídica das prefeituras, além de garantir a retomada dos investimentos em áreas essenciais, especialmente na saúde. Representando o TRF6, o desembargador Álvaro de Souza Cruz afirmou que a conciliação evitou uma longa disputa judicial. Segundo ele, a expectativa é de que a Caixa conclua os procedimentos administrativos e efetue o ressarcimento às prefeituras até o fim de agosto. O representante da Caixa Econômica Federal, Bruno Abreu, reforçou que a instituição permanece aberta ao diálogo e à busca de soluções consensuais para os casos ainda em negociação. Recursos retornam aos municípios Para os prefeitos, a devolução dos valores representa a recuperação das finanças municipais e o reconhecimento de que as administrações também foram vítimas da fraude. Em nome dos gestores presentes, o prefeito de Monte Sião afirmou que os acordos restabelecem a credibilidade das administrações e permitem que os recursos retornem à população por meio de investimentos públicos. Já o presidente da AMM e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes, ressaltou que a atuação conjunta entre os órgãos evitou decisões judiciais divergentes e garantiu maior rapidez na solução do problema. Segurança digital em foco O caso reforçou o alerta sobre a vulnerabilidade dos sistemas digitais utilizados por administrações públicas. Segundo os participantes, o episódio evidencia a necessidade de ampliar os investimentos em segurança da informação, fortalecer os mecanismos de proteção dos sistemas bancários e promover a capacitação de servidores para prevenir novos ataques cibernéticos. Fonte: TCEMG
- Ventos mudam de direção e Sul do Brasil tem trégua nas chuvas nesta quinta-feira
Reprodução A atuação de ventos vindos do sudeste deve proporcionar uma trégua nas chuvas sobre a Região Sul do Brasil nesta quinta-feira (30), segundo a previsão meteorológica. A mudança na circulação dos ventos favorece a redução das instabilidades que provocaram precipitações nos últimos dias, permitindo períodos de tempo mais firme em boa parte dos estados da região. Enquanto o Sul registra melhora nas condições do tempo, áreas do Sudeste, do Centro-Oeste e do Norte do país seguem com previsão de pancadas de chuva. Em algumas localidades, os volumes podem ser elevados, acompanhados por rajadas de vento e descargas elétricas, exigindo atenção da população para possíveis transtornos. De acordo com os meteorologistas, a mudança é resultado da atuação dos ventos de sudeste, que alteram o padrão de circulação da umidade sobre o Sul do país. Apesar da redução das chuvas, o tempo continua com maior presença de nebulosidade em alguns pontos e as temperaturas permanecem mais amenas em comparação aos dias anteriores. As condições meteorológicas seguem sendo monitoradas, e a recomendação é que a população acompanhe os boletins atualizados dos órgãos oficiais, especialmente nas regiões que ainda apresentam risco para temporais e acumulados significativos de chuva. Fonte: G1
- Blitz educativa reforça conscientização no trânsito após aumento de acidentes em Varginha
Divulgação/Motoristas receberam orientações e materiais educativos durante blitz realizada na Avenida Otávio Marques, em Varginha. O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (Demutran) realizou, nesta quarta-feira (29), uma blitz educativa na Avenida Otávio Marques, em Varginha, com o objetivo de conscientizar motoristas e incentivar a adoção de comportamentos mais seguros no trânsito. A iniciativa foi promovida em parceria com a concessionária Honda By Moto e contou com a participação de equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, reforçando a integração entre o poder público e a iniciativa privada em ações voltadas à educação no trânsito. Durante a mobilização, os condutores receberam materiais informativos e orientações sobre direção defensiva, prevenção de acidentes e cumprimento das normas de circulação. Segundo o Demutran, a ação foi motivada pelo aumento no número de acidentes registrados no município ao longo do mês de julho, buscando sensibilizar os motoristas para a importância da condução responsável. De acordo com o supervisor do Serviço de Fiscalização e Transporte Urbano, Gledston Cardoso, a conscientização dos condutores é fundamental para reduzir os índices de sinistros. "Nosso principal objetivo é sensibilizar os condutores para que adotem atitudes mais responsáveis no trânsito. Cada motorista consciente faz a diferença para construirmos um trânsito mais seguro em Varginha", afirmou. A blitz integra as ações permanentes de educação para o trânsito desenvolvidas no município, com foco na preservação da vida e na redução de acidentes. Fonte: PMV
- Justiça determina reabertura dos serviços do Hospital Maria Amélia Lins e mantém decisão contra Estado e Fhemig
Divulgação/Sentença confirma tutela concedida em 2025 e obriga o restabelecimento dos atendimentos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil A Justiça de Minas Gerais julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o Estado de Minas Gerais e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), determinando o restabelecimento dos serviços prestados pelo Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. A sentença foi proferida pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, e confirmou a tutela de urgência concedida em abril de 2025. Na decisão, foi mantida a previsão de multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 1 milhão, em caso de descumprimento da determinação. O valor, se aplicado, será destinado ao Fundo Municipal de Saúde de Belo Horizonte. MPMG apontou prejuízos à assistência Na ação, o Ministério Público sustentou que o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins, sob a justificativa de realização de reformas estruturais, representou um desmonte da rede pública de saúde com o objetivo de terceirização dos serviços. Segundo o órgão, a interrupção das atividades comprometeu a assistência à população ao transferir a demanda para o Hospital João XXIII, unidade que, de acordo com o processo, não possuía estrutura suficiente para absorver todos os atendimentos anteriormente realizados pelo HMAL. O MPMG também apontou relatos de superlotação, cancelamento de cirurgias e aumento dos riscos aos pacientes em razão da reorganização da rede hospitalar. Estado defendeu reorganização da rede Em sua defesa, o Estado de Minas Gerais e a Fhemig argumentaram que a reorganização dos serviços fazia parte da gestão administrativa da saúde pública e, por isso, não caberia interferência do Poder Judiciário. Os réus sustentaram ainda que a centralização dos atendimentos no Hospital João XXIII proporcionou maior eficiência na utilização dos recursos públicos, sem prejuízo à população. Direito à saúde prevalece Ao analisar o caso, o juiz entendeu que, embora a administração pública possua autonomia para formular políticas públicas, essa atuação deve respeitar os direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. Na sentença, o magistrado destacou que a discricionariedade administrativa não autoriza medidas que comprometam a continuidade da prestação dos serviços de saúde. Para o juiz, as provas apresentadas no processo demonstraram que o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins ocorreu sem planejamento suficiente para assegurar a manutenção da assistência aos pacientes. A decisão afirma ainda que houve negligência do poder público diante das necessidades da população e reforça que o direito à saúde deve ser garantido de forma contínua, não podendo ser comprometido por decisões administrativas que coloquem em risco o atendimento à sociedade. Fonte: TJMG
- TRT-MG mantém indenização de R$ 15 mil a professora por demissão considerada vexatória
Divulgação/Professora será indenizada após Justiça do Trabalho considerar vexatória a forma como as demissões foram conduzidas pela instituição de ensino. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) manteve a condenação de uma instituição de ensino privada de Juiz de Fora ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais a uma professora. A decisão considerou que a forma como as demissões foram conduzidas, no fim de 2024, expôs os docentes a uma situação de constrangimento e sofrimento coletivo. O julgamento foi realizado pela Quinta Turma do TRT-MG, que confirmou a sentença proferida pela 1ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora. Demissões provocaram clima de tensão Segundo o processo, as dispensas ocorreram em 18 de dezembro de 2024. Na ocasião, professoras eram chamadas, individualmente, para a sala da diretoria pedagógica enquanto as demais aguardavam em grupos nas dependências da escola. Conforme apurado, à medida que as docentes retornavam da reunião chorando após serem demitidas, outras eram convocadas para a mesma situação, gerando um ambiente de medo, ansiedade e apreensão entre as profissionais que ainda aguardavam. Testemunhas relataram ambiente de pressão Uma testemunha ouvida no processo afirmou que o clima organizacional da escola teria mudado após a administração passar a integrar uma rede de ensino. Segundo o depoimento, professores eram orientados a "tomarem cuidado" com atividades sindicais e ouviam comentários de que "a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco". A testemunha também relatou que, no dia das dispensas, coordenadoras chegaram a afirmar que seria um dia de "aguenta coração" e mencionaram o uso de calmantes diante da tensão vivida pelos profissionais. Esse depoimento foi utilizado como prova emprestada de outra ação trabalhista envolvendo a mesma instituição. Tribunal reconheceu dano moral Ao recorrer da sentença, a escola sustentou que não houve constrangimento durante as dispensas e pediu a exclusão da indenização. Entretanto, os desembargadores entenderam que a forma adotada para os desligamentos expôs as professoras a uma situação vexatória. O relator do processo, desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires, afirmou que ficaram comprovados a conduta ilícita do empregador, o dano sofrido e o nexo de causalidade, requisitos necessários para a responsabilização civil. Na decisão, o magistrado destacou que, sempre que uma professora deixava a sala da direção visivelmente abalada, outra era imediatamente chamada, repetindo-se o cenário de choro e tristeza ao longo de toda a tarde. Processo ainda pode chegar ao TST Além da indenização por danos morais, a decisão manteve o pagamento de horas extras referentes às reuniões pedagógicas realizadas fora do horário regular de trabalho. O processo aguarda agora a análise de admissibilidade de um recurso de revista, etapa em que o TRT-MG verificará se o recurso reúne os requisitos legais para eventual encaminhamento ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Fonte: TRT
- MPMG vistoria novo presídio de Itaúna, que deve entrar em operação em outubro
Divulgação/Promotores de Justiça inspecionaram as obras do novo presídio de Itaúna e também visitaram a unidade da Apac do município. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, na segunda-feira (27), uma vistoria técnica nas instalações do novo presídio de Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas. A unidade recebeu investimento superior a R$ 31 milhões e tem previsão de iniciar as atividades em outubro deste ano. Inicialmente prevista para ser inaugurada em junho de 2025, a unidade ainda aguarda a conclusão das obras de infraestrutura relacionadas ao abastecimento de água e ao sistema de esgotamento sanitário. Localizado às margens da MG-050, fora do perímetro urbano, o novo presídio terá capacidade para 306 vagas, número significativamente superior às 68 vagas disponíveis na atual unidade prisional, instalada na área urbana do município. Estrutura pronta aguarda obras de infraestrutura A inspeção contou com a participação de integrantes da 4ª Promotoria de Justiça de Itaúna e da Coordenadoria Estadual de Execução Penal e Tutela Coletiva do Sistema Prisional (Coeep), vinculada ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP). Segundo o MPMG, a estrutura física destinada aos custodiados está concluída desde o início de 2025, incluindo a instalação de equipamento de body scan para inspeção corporal. No entanto, o funcionamento depende da conclusão das redes de água e esgoto. Durante a visita, os promotores percorreram guaritas, celas, pátios, setor administrativo e vestiários destinados aos policiais penais, além de verificarem que os materiais necessários para a execução das obras de infraestrutura já estão disponíveis no local. O promotor de Justiça Weber Augusto Rabelo Vasconcellos destacou que a fiscalização busca acompanhar o andamento das intervenções necessárias para viabilizar a entrada em operação da unidade. Já a coordenadora da Coeep, promotora Renata Valadão Nogueira Lopes Lins, ressaltou que a conclusão da obra é importante diante da pressão enfrentada pelo sistema prisional mineiro. Segundo ela, a nova estrutura deverá contribuir para reduzir a superlotação da unidade atualmente em funcionamento, enquanto o Ministério Público acompanha as providências para que as pendências sejam solucionadas no menor prazo possível. Visita à Apac Após a inspeção ao novo presídio, os representantes do Ministério Público visitaram a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Itaúna. Recebidos pelo presidente da entidade, Peter Gabriel Gonçalves de Andrade, os promotores conheceram a metodologia aplicada na unidade, considerada referência nacional em ressocialização. Atualmente, a Apac abriga 141 recuperandos na ala masculina e 42 recuperandas na ala feminina. Fundada em 1989, a unidade foi a primeira Apac de Minas Gerais e funciona, desde 1997, no atual endereço, que passa por obras de modernização. Além do cumprimento da pena, os recuperandos participam de atividades educacionais e de capacitação profissional, incluindo oficinas de artesanato e crochê, trabalho em padaria e fábrica de tijolos, cultivo de horta e administração da biblioteca da instituição. Fonte: MPMG
- TJMG mantém indenização de R$ 100 mil a filho de preso político torturado durante a ditadura militar
Divulgação/Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconheceu que filho de preso político também sofreu os impactos da perseguição durante o regime militar e manteve indenização por danos morais. A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a condenação do Estado de Minas Gerais ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais ao filho de um preso político perseguido, torturado e submetido a desaparecimento forçado durante o regime militar brasileiro (1964-1985). Além de manter o valor da indenização fixado pela Comarca de Além Paraíba, o colegiado determinou que os juros de mora incidam desde 1964, data em que ocorreram os fatos, conforme prevê a Súmula 54 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dano moral reflexo Segundo o processo, o pai do autor foi preso e torturado por militares e autoridades policiais em 1964. Na época, o filho tinha apenas seis meses de idade. Embora o pai já tivesse recebido, em 2002, uma indenização administrativa de R$ 30 mil concedida pela Comissão de Anistia, com base na legislação estadual, o Judiciário entendeu que o filho possui direito à reparação pelos chamados danos morais por ricochete, ou danos reflexos, decorrentes dos impactos sofridos pela família. Estado contestou indenização Ao recorrer da sentença, o Estado de Minas Gerais alegou que um bebê de seis meses não teria capacidade de compreender a perseguição política sofrida pelo pai e, por isso, não poderia ter experimentado dano moral. Também sustentou que a indenização de R$ 100 mil seria excessiva e que a reparação paga administrativamente ao pai já compensaria os prejuízos sofridos pelo núcleo familiar. Os argumentos, entretanto, foram rejeitados pelos desembargadores. Sequelas atingiram toda a família O relator do recurso, desembargador Carlos Levenhagen, votou pela manutenção da condenação, mas defendeu a redução da indenização para R$ 10 mil, por entender que o valor deveria ser inferior ao recebido pela vítima direta da perseguição. A divergência foi aberta pela desembargadora Áurea Brasil, que considerou adequado o valor de R$ 100 mil, levando em conta a gravidade das violações, os reflexos permanentes na vida familiar e o caráter pedagógico da reparação. O entendimento foi acompanhado pelo desembargador Fábio Torres de Sousa e pelos juízes convocados Mauro Pena Rocha e Beatriz Junqueira, formando a maioria. Na decisão, os magistrados ressaltaram que as consequências da tortura ultrapassam a vítima direta, produzindo efeitos duradouros sobre toda a família e caracterizando o chamado dano geracional. A juíza convocada Beatriz Junqueira destacou que a pouca idade do autor na época dos fatos não afasta o direito à indenização. Segundo a magistrada, a violência sofrida pelo pai comprometeu a estrutura de proteção, segurança e estabilidade afetiva que deveria cercar a infância do filho, causando sofrimento, instabilidade e ruptura familiar decorrentes de uma ação estatal considerada de extrema gravidade. O processo tramita em segredo de Justiça. Fonte: TJMG
- MPMG denuncia diarista por latrocínio de casal de idosos em Belo Horizonte
Divulgação/Segundo a investigação, mulher teria dopado as vítimas para roubar bens da residência e cometido o crime após ser surpreendida por uma delas O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou, nesta quarta-feira (29), denúncia criminal contra uma diarista acusada de matar um casal de idosos durante um roubo no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. O crime ocorreu na tarde de 29 de junho de 2026 e é acompanhado pela 12ª Promotoria de Justiça da capital. Segundo a denúncia, a mulher prestava serviços domésticos na residência das vítimas e teria planejado o crime. De acordo com as investigações, ela colocou um medicamento sedativo na bebida do casal para deixá-los inconscientes e, em seguida, subtrair bens do apartamento. Ainda conforme o Ministério Público, enquanto recolhia objetos da residência, uma das vítimas despertou, momento em que a acusada teria atacado o casal com dezenas de facadas para garantir a consumação do roubo. Após o crime, a denúncia aponta que a suspeita teria manipulado a cena para eliminar vestígios e dificultar o trabalho da perícia antes de deixar o local. Bens foram vendidos e cartões utilizados As investigações indicam que, no mesmo dia, a diarista foi até a região central de Belo Horizonte para vender os objetos roubados e utilizar os cartões bancários das vítimas. Segundo o MPMG, ela contou com a colaboração de um segundo denunciado, proprietário de um restaurante no centro da capital, que teria permitido o uso dos cartões nos equipamentos do estabelecimento. Os valores obtidos teriam sido divididos entre os dois. Crimes imputados A diarista foi denunciada por duplo latrocínio (roubo seguido de morte), com agravantes pelo emprego de meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e por os crimes terem sido praticados contra pessoas idosas. Ela também responderá por adulteração da cena do crime, devido à suposta tentativa de dificultar a produção de provas, e por uso fraudulento de cartões bancários das vítimas. Já o segundo denunciado responderá pelo crime de furto mediante fraude, em razão da suposta participação na utilização dos cartões bancários. Crime teria sido premeditado Segundo o promotor de Justiça Mauro Fonseca Ellovitch, os elementos reunidos na investigação indicam que a ação foi planejada. De acordo com o representante do Ministério Público, a preparação anterior ao crime e as medidas adotadas posteriormente para ocultar vestígios e comercializar os bens reforçam a tese de premeditação. A denúncia também informa que a acusada tentou deixar Minas Gerais após o crime, mas foi localizada e presa pela Polícia Civil antes de conseguir fugir. O Ministério Público informou ainda que apura a possível participação de outras três pessoas suspeitas de terem adquirido objetos provenientes do crime. Como, até o momento, não há indícios de envolvimento delas no latrocínio nem antecedentes criminais relevantes, o órgão solicitou o desmembramento do processo para avaliar a possibilidade de oferecimento de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) em relação a esses investigados. Fonte: MPMG
- Médico em Minas Gerais é condenado após paciente ficar com cicatrizes e sequelas nos olhos após blefaroplastia
Divulgação/Tribunal de Justiça de Minas Gerais concluiu que paciente não obteve o resultado estético prometido após cirurgia nas pálpebras. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou um médico ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma paciente que apresentou complicações após se submeter a uma blefaroplastia, cirurgia estética realizada para retirada do excesso de pele das pálpebras. A decisão foi proferida pelo 3º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado, em acórdão publicado em 27 de julho de 2026, sob relatoria do juiz de 2º Grau Fausto Bawden. Segundo o entendimento do Tribunal, houve frustração do resultado prometido pelo profissional, caracterizando responsabilidade civil no procedimento estético. Paciente relatou sequelas após cirurgia De acordo com o processo, a cirurgia foi realizada em Pirapora, no Norte de Minas. A paciente afirmou que o procedimento havia sido oferecido pelo próprio médico, que prometeu um "rejuvenescimento de aproximadamente quinze anos", além de classificá-lo como de baixa complexidade. Após a intervenção, porém, ela passou a apresentar cicatriz na pálpebra esquerda, ressecamento da córnea e dificuldade para fechar os olhos. Durante o processo, testemunhas relataram que a paciente também ficou com assimetria nas pálpebras, lacrimejamento constante e sofreu impactos em sua autoestima em razão do resultado obtido. Defesa alegou abandono do tratamento Em sua defesa, o médico sustentou que o procedimento possuía caráter reparador e afirmou que a fibrose apresentada pela paciente era pequena e poderia ser corrigida por meio da aplicação de toxina botulínica. O profissional também alegou que a paciente teria interrompido o tratamento antes da conclusão do acompanhamento médico. Justiça reconheceu responsabilidade Ao analisar o caso, o relator destacou que, por se tratar de um procedimento com finalidade estética, cabia ao médico demonstrar que não houve negligência, imprudência ou imperícia. Segundo o magistrado, o resultado prometido não foi alcançado e o profissional não apresentou elementos capazes de afastar sua responsabilidade pelos danos causados. Com esse entendimento, o TJMG manteve a condenação ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais à paciente, reconhecendo que as complicações decorrentes da cirurgia ultrapassaram um mero dissabor e comprometeram sua integridade física e emocional. Fonte: TJMG
- 5º Encontro Mensal de Carros Antigos reúne paixão por veículos clássicos e lazer em família em Varginha
Reprodução Os amantes de carros antigos terão um encontro especial em Varginha neste domingo (2 de agosto). A AVVA Classic Car realizará o 5º Encontro Mensal de Carros Antigos, das 9h às 13h, na antiga Estação Ferroviária da cidade, em uma programação voltada para colecionadores, expositores e admiradores de veículos clássicos. O evento será gratuito e reunirá diversos modelos de automóveis que marcaram diferentes épocas da história da indústria automobilística. A proposta é oferecer ao público a oportunidade de conhecer de perto veículos preservados por colecionadores e que representam diferentes gerações do setor automotivo. Além de apresentar os carros antigos ao público, o encontro também será um momento de integração entre os participantes, promovendo a troca de experiências e o compartilhamento de histórias relacionadas ao antigomobilismo. A iniciativa busca valorizar a cultura dos veículos clássicos e o trabalho realizado por colecionadores que mantêm esses automóveis preservados, contribuindo para que modelos históricos continuem sendo apreciados por novas gerações. O encontro também representa uma opção de lazer para moradores e visitantes, reunindo pessoas de diferentes idades interessadas por carros antigos e pela história de cada veículo exposto. A organização convida a população e turistas para prestigiarem o evento e aproveitarem uma manhã de convivência em família, cercada por verdadeiras relíquias sobre rodas na antiga Estação Ferroviária de Varginha.


























