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  • Minas inicia planejamento integrado para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027

    Divulgação O Grupo de Trabalho (GT) responsável pela organização da Copa do Mundo Feminina de Futebol da FIFA 2027 realizou, na manhã desta quinta-feira (5), sua primeira reunião no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte. O encontro reuniu representantes das forças de segurança e de diversas secretarias do Governo de Minas, marcando o início do planejamento integrado para a realização do evento esportivo no estado. A competição está prevista para ocorrer entre os dias 25 de junho e 25 de julho de 2027. Criado para acompanhar a execução de obras, serviços, medidas administrativas e ações estratégicas exigidas pela FIFA, o GT terá papel central na preparação de Minas Gerais para receber uma das maiores competições esportivas do mundo. Durante a reunião, o secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, ressaltou a importância de Minas sediar o torneio e destacou o papel do poder público no fortalecimento do futebol feminino. “O futebol feminino está crescendo exponencialmente, e o Governo de Minas tem um papel fundamental nesse processo, ao estimular a diversidade, ampliar o acesso ao esporte e criar oportunidades para meninas e mulheres em todas as regiões do estado”, afirmou. Minas na rota da Copa O Estádio Mineirão será a sede da Copa do Mundo Feminina em Minas Gerais e deverá receber seis jogos da fase classificatória, além de três partidas entre as oitavas de final e a final da competição. O Governo de Minas apresentou à FIFA onze possíveis Centros de Treinamento para avaliação. Em Belo Horizonte, foram indicadas a Arena Independência, a Toca da Raposa 1 e a Vila Olímpica. Outros oito locais foram submetidos à análise nos municípios de Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Nova Lima, Pouso Alegre, Santa Luzia, Sete Lagoas e Uberlândia, ampliando o alcance territorial do evento e seus impactos positivos no estado. Legado esportivo e inclusão O subsecretário de Esportes da Sedese, Tomás Mendes, destacou que a Copa representa uma oportunidade estratégica para o fortalecimento do futebol feminino em todas as regiões mineiras. “É uma oportunidade muito importante para virar uma chave e fazer com que a modalidade esteja presente em todas as nossas regiões. Temos discutido como a FIFA planeja o legado esportivo, em termos de projetos, capacitação e materiais. A ideia é trazer a FIFA para jogar esse jogo com a gente, deixando benefícios permanentes para o esporte mineiro”, afirmou. Coordenação do GT A coordenação do Grupo de Trabalho ficará a cargo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG), por meio da Subsecretaria de Esportes, reforçando o esporte como instrumento de inclusão social, desenvolvimento e promoção de oportunidades. As reuniões do GT ocorrerão mensalmente, com possibilidade de encontros extraordinários mediante convocação do coordenador, além da participação de especialistas e representantes de outras instituições, conforme a necessidade. Fonte: AgMinas

  • Eventos pecuários em Minas exigem atuação rigorosa de médicos-veterinários

    Divulgação Feiras, exposições e leilões pecuários fazem parte da rotina produtiva de Minas Gerais, movimentando a economia local, promovendo a troca de informações entre produtores e reunindo animais de diferentes regiões do país. Somente em 2025, mais de 7,2 mil eventos desse tipo foram realizados no estado, muitos deles com a participação de rebanhos oriundos de fora de Minas. Embora essencial para o fortalecimento do setor, esse intenso trânsito de animais representa riscos sanitários e demanda vigilância constante para evitar a introdução e a disseminação de doenças que possam comprometer o rebanho mineiro e toda a cadeia produtiva. Para garantir que essas atividades ocorram de forma segura, a atuação do médico-veterinário responsável técnico (RT) é considerada fundamental. O RT atua como elo entre os organizadores dos eventos e os órgãos de fiscalização, acompanhando todas as etapas, desde a entrada até a saída dos animais, assegurando o cumprimento rigoroso das normas sanitárias. Nesse contexto, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) desempenha papel estratégico ao aliar fiscalização e capacitação profissional. O instituto oferece treinamento específico para médicos-veterinários que desejam atuar como responsáveis técnicos em eventos pecuários. Atualmente, a capacitação ocorre na modalidade de ensino a distância (EAD), por meio da plataforma Semear, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O curso prepara os profissionais para lidar com situações recorrentes nesses ambientes, abordando a legislação sanitária vigente e os procedimentos exigidos durante a realização dos eventos. Para atuar como RT nesse segmento, o profissional precisa cumprir duas etapas. A primeira é obter a habilitação para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e solicitada conforme a espécie. Antes da concessão, o médico-veterinário deve formalizar pedido aos Escritórios Seccionais do IMA (ESEC), comprovando vínculo com o serviço de emissão da GTA. Após parecer favorável, o profissional realiza o treinamento oferecido pelo IMA e encaminha a documentação ao ministério para análise e habilitação. A segunda exigência é o cadastro como responsável técnico em eventos pecuários junto ao IMA, conforme estabelece a Portaria IMA nº 2.296/2024. Para isso, é necessária a apresentação de certidão de regularidade no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG), da portaria de habilitação do Mapa e do certificado de aprovação no treinamento do instituto. O prazo para realizar o cadastro é de até dois anos após a conclusão da capacitação. Atualmente, o treinamento também atende às exigências do Mapa para a concessão de novas habilitações e permite que profissionais que perderam o prazo de cadastro junto ao IMA regularizem sua situação, reforçando o controle sanitário nos eventos pecuários realizados em Minas Gerais. Fonte: AgMinas

  • Zona de Convergência do Atlântico Sul provoca instabilidade em Minas Gerais

    Divulgação Nesta sexta-feira, a atuação de um sistema meteorológico conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se consolida sobre Minas Gerais, favorecendo a formação de nuvens em todas as regiões do estado. A condição de instabilidade deve persistir pelo menos até o início da próxima semana. De acordo com a previsão, as chuvas podem variar desde precipitações fracas e persistentes por algumas horas até pancadas mais intensas, acompanhadas de rajadas de vento e trovoadas em pontos isolados. Apesar do cenário de instabilidade, as temperaturas permanecem estáveis em todo o estado. A ZCAS é um sistema típico do verão e costuma provocar períodos prolongados de nebulosidade e chuva, exigindo atenção da população, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos e transtornos associados às precipitações mais intensas. Fonte: AgMinas

  • Poupança registra retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro

    Divulgação A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central (BC). O resultado reflete um volume maior de saques em relação aos depósitos realizados no período. De acordo com o BC, no mês passado foram aplicados R$ 331,2 bilhões na poupança, enquanto os saques totalizaram R$ 354,7 bilhões. Apesar do resultado negativo, os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,4 bilhões. Atualmente, o saldo total da aplicação permanece em pouco mais de R$ 1 trilhão. O movimento de mais retiradas do que depósitos vem se repetindo nos últimos anos. Em 2023, a poupança apresentou retirada líquida de R$ 87,8 bilhões. Já em 2024, o saldo negativo foi de R$ 15,5 bilhões, acumulando, ao longo do ano passado, um total de R$ 85,6 bilhões em saques líquidos. Entre os principais fatores que explicam esse comportamento está a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em patamar elevado. Com a Selic em 15% ao ano, investidores tendem a buscar alternativas com maior rentabilidade. Em julho do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu o ciclo de altas após sete elevações consecutivas e, desde então, manteve a taxa nesse nível. Segundo o Banco Central, a política de juros elevados tem como objetivo garantir o cumprimento da meta de inflação de 3%. O aumento da taxa básica busca conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando aplicações financeiras. Em dezembro, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,33%, acima dos 0,18% registrados em novembro, influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025. Na ata da última reunião do Copom, o Banco Central confirmou que pretende iniciar a redução dos juros no próximo encontro, previsto para março. No entanto, a autoridade monetária não informou a intensidade do corte e destacou que a taxa continuará em nível restritivo. Fonte:AgBrasil

  • Ação conjunta das polícias Civil e Militar resulta em 12 prisões no Centro-Oeste de MG

    Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação integrada com a Polícia Militar (PMMG), deflagrou nesta quarta-feira (5/2) a Operação Last Time no município de Martinho Campos, na região Centro-Oeste do estado. A iniciativa teve como foco o enfrentamento à criminalidade violenta e resultou na prisão de 12 pessoas. De acordo com o delegado Rodrigo Noronha, responsável pelas investigações, a operação é fruto de um trabalho contínuo de monitoramento da criminalidade local. “Os levantamentos fazem parte de um acompanhamento permanente de tráfico de drogas, homicídios, delitos envolvendo armas de fogo e atuação de facções criminosas em Martinho Campos e seus distritos”, detalhou. As investigações tiveram início há aproximadamente três meses e culminaram no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas nos bairros Alto São Francisco, São Geraldo, Lagoa dos Buritis, Vale Verde e Centro, além dos distritos de Ibitira e Alberto Isaacson. Um dos alvos da operação foi localizado no município de Pompéu. Durante as diligências, os policiais apreenderam 33 buchas e dez tabletes de maconha, 141 pinos e quatro papelotes de cocaína, 15 pedras de crack, 13 aparelhos celulares e R$ 675 em dinheiro. Um veículo também foi removido. O nome da operação, Last Time, faz referência à última oportunidade concedida aos investigados para cessarem a prática de crimes graves na região, simbolizando a atuação firme do Estado no combate à criminalidade organizada e na interrupção de ciclos de violência no município e em seus distritos. A ação contou com a participação de 21 policiais civis e 44 policiais militares, incluindo equipes do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER), do Tático Móvel e do Policiamento Ostensivo. As investigações continuam em andamento. Fonte: PCMG

  • Tradicional Banho da Doroteia abre o pré-carnaval de Varginha com programação extensa

    Divulgação O tradicional pré-carnaval de Varginha, o Banho da Doroteia 2026, será realizado neste sábado (07), no Centro de Eventos Mauro Brito, localizado no bairro Padre Vitor. A festa é promovida pela Secretaria Municipal de Turismo e Comércio e promete reunir foliões de todas as idades. A programação terá início às 16h e segue até 1h da madrugada de domingo, com apresentações culturais, desfiles carnavalescos, shows musicais e atrações voltadas ao público infantil. Logo na abertura dos portões, às 16h, o público poderá conferir a apresentação do Grupo de Dança Amigos. Às 17h30, o DJ Matheus assume o comando do som, seguido pelo Banho de Espuma Kids. Às 18h, acontece o desfile das escolas de samba e blocos carnavalescos, com participação da Unidos Vila Mendes, Grupo Maranatha Art Global, Bateria Nota 10, Império da Serrinha, Bloco Viúvas Virgens, Ateliê de Percussão e Tombatuke Música. Às 20h30, a cantora Bárbara Kaialla sobe ao palco, acompanhada do tradicional Banho de Espuma. A festa segue às 22h com o DJ Matheus e, às 23h, com show da banda Sambo. O encerramento está previsto para 1h. Para garantir a segurança e a organização do evento, a organização estabeleceu regras para o acesso ao local. Será permitida a entrada com cooler, desde que as bebidas estejam exclusivamente em latas. O gelo deverá ser levado lacrado e só poderá ser colocado no cooler após a revista de segurança. Fantasias e adereços são permitidos, desde que não ofereçam risco à integridade física dos participantes. Por outro lado, não será permitida a entrada com copos térmicos, como os do tipo Stanley, garrafas de vidro ou plástico rígido, sombrinhas, objetos pontiagudos, cortantes ou perfurantes, além de qualquer item que coloque em risco a segurança dos foliões ou da equipe de apoio. A secretária municipal de Turismo e Comércio, Rosana Carvalho, destacou o cuidado na preparação do evento e a importância dos blocos carnavalescos. “Estamos preparando tudo com muito carinho para receber a população e os turistas. Os blocos trazem diversidade, criatividade e muita animação, fortalecendo o Carnaval de rua e promovendo o turismo e o comércio da nossa cidade”, registra. A segurança será garantida pela Guarda Civil Municipal de Varginha. O comandante Evaldo Mendes reforça o pedido de colaboração do público. “É importante que todos tenham a consciência de divertir com responsabilidade”, enfatiza. Ele também lembra que o evento contará com a presença de muitas crianças e que o respeito e o cuidado devem ser priorizados. Fonte: PMV

  • Representantes dos Três Poderes participam de reunião simbólica na abertura do ano legislativo em Varginha

    Antes da abertura oficial da primeira Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Varginha em 2026, realizada nesta segunda-feira (02), foi promovido um encontro simbólico reunindo representantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. A iniciativa marcou o início formal dos trabalhos legislativos do ano e destacou a importância do diálogo institucional e da harmonia entre as instituições, com respeito à independência e às atribuições de cada Poder. Participaram do encontro o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Prado; o vice-presidente, vereador Pastor Faustinho; a secretária da Mesa Diretora, vereadora Ana Rios; além dos vereadores Bruno Leandro, Cássio Chiodi, Dandan, Davi Martins, Dudu Ottoni, Joãozinho Enfermeiro, Marquinho da Cooperativa, Miguel da Saúde, Thulyo Paiva, Zé Morais e Zilda Silva. Representando o Poder Executivo, estiveram presentes o prefeito de Varginha e o vice-prefeito. Pelo Poder Judiciário, participou a juíza de Direito, Drª Tereza Cristina Cota. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça, Dr. Aloísio Rabelo de Rezende. Também integrou a mesa de autoridades o presidente da 20ª Subseção da OAB Minas Gerais, Dr. Guilherme Maia. O encontro simbolizou o compromisso das instituições com o diálogo permanente, o respeito mútuo e a atuação conjunta em prol do desenvolvimento de Varginha e do bem-estar da população. Fonte: CMV

  • Após notar inchaço no peito, influenciadora descobre linfoma raro ligado a implante mamário

    Reprodução A influenciadora digital e atriz Evelin Camargo revelou, nas suas redes sociais na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, que foi diagnosticada com um tipo raro de câncer associado a próteses mamárias de silicone conhecido como linfoma anaplásico de grandes células associado a implante mamário (BIA-ALCL), conforme relatado pela influenciadora e amplamente divulgado pela imprensa. O caso chamou atenção por sua infrequência e pelo alerta que ela decidiu compartilhar com suas seguidoras após perceber um aumento súbito de volume em um dos seios no final de dezembro de 2025. Evelin explicou que, ao perceber a alteração do tamanho da mama, procurou atendimento médico, momento em que inicialmente se pensou, entre os profissionais, tratar-se de uma possível ruptura de prótese. Exames posteriores, incluindo uma ressonância magnética, mostraram que a prótese estava intacta, mas havia um acúmulo de líquido ao redor dela — condição conhecida como seroma tardio, que não é esperado anos após a cirurgia de implante. Subsequentemente, uma biopsia e exames de imuno-histoquímica confirmaram o diagnóstico de BIA-ALCL. O BIA-ALCL é um tipo de linfoma não-Hodgkin que não se origina no tecido mamário em si, mas no sistema linfático, especificamente na cápsula de tecido que o organismo forma ao redor do implante. Trata-se de um câncer raro, com ocorrência estimada em cerca de um caso a cada dezenas de milhares de pessoas com implantes, uma condição que tem sido associada com implantes texturizados e estudada por especialistas por mais de duas décadas. No vídeo em que compartilhou o diagnóstico, Evelin afirmou que o linfoma foi detectado precocemente e que, felizmente, o tumor estava restrito à prótese, sem evidências de extensão para outras áreas do corpo. Ela relatou que o tratamento recomendado pelos médicos consiste na remoção do implante (explante) e da cápsula de tecido ao redor dele, procedimento que é a abordagem mais comum quando a doença é localizada dessa forma. A influenciadora ressaltou que decidiu falar abertamente sobre seu caso não para alarmar as pessoas, mas para alertar outras mulheres com próteses de silicone sobre a importância de observarem qualquer alteração no corpo, como inchaço ou acúmulo de líquido ao redor dos implantes, e procurarem avaliação médica o quanto antes. Especialistas consultados em reportagens que abordam o BIA-ALCL destacam que, embora associada à presença de próteses mamárias, a doença é extremamente rara, e grande parte das pessoas com implantes nunca desenvolverá esse tipo de linfoma. Ainda assim, o reconhecimento antecipado dos sinais e sintomas é considerado crucial para o sucesso do tratamento.

  • PF prende cinco brasileiros deportados dos EUA ao chegarem ao aeroporto de Confins

    Divulgação A Polícia Federal prendeu cinco brasileiros foragidos da Justiça na noite desta quinta-feira (5/2), no Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, logo após o desembarque de um voo de deportados proveniente dos Estados Unidos. Entre os detidos estão quatro homens e uma mulher. De acordo com a PF, três dos quatro homens presos constavam na Difusão Vermelha da Interpol. Já a mulher detida possui envolvimento nos atos registrados em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e era considerada foragida da Justiça brasileira. O primeiro homem capturado tinha contra si um mandado de prisão por homicídio qualificado, expedido pela Vara Criminal de Sanclerlândia, em Goiás. O segundo foi condenado a dois anos de prisão por posse ilegal de arma de fogo e munição, com mandado expedido pela Vara de Execuções Criminais da Comarca de Governador Valadares, em Minas Gerais. O terceiro preso possuía mandado de prisão temporária pelo crime de homicídio, determinado pela Vara Criminal de Cotia, em São Paulo. Já o quarto homem era alvo de mandado de prisão definitivo pelo crime de furto, expedido pela Vara Criminal de Aparecida, também em São Paulo. A mulher presa tinha mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de tentar, mediante violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. Após a realização dos exames de corpo de delito, todos os detidos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. Fonte: PF

  • Investimento fortalece atuação da Polícia Federal contra mineração ilegal em MG

    Divulgação Polícia Federal recebe investimento de R$ 20 milhões para combate a crimes minerários em Minas Gerais. O Ministério de Minas e Energia anunciou, nesta quinta-feira (5/2), um aporte de aproximadamente R$ 20 milhões destinado ao fortalecimento das ações de repressão e investigação de crimes minerários conduzidas pela Polícia Federal em Minas Gerais. Os recursos são oriundos do Acordo Judicial de Reparação decorrente do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015, em Mariana. O investimento tem como objetivo intensificar o combate à extração ilegal de minérios e à atuação de organizações criminosas no setor. A execução do projeto será coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, com atuação direta também nas delegacias de Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora. Essas unidades são responsáveis por aproximadamente 200 municípios da Bacia do Rio Doce, abrangendo uma população estimada em 3,1 milhões de habitantes, incluindo comunidades ribeirinhas e áreas consideradas vulneráveis, diretamente impactadas pelo rompimento da barragem. Os recursos serão aplicados em três frentes estratégicas para modernizar e ampliar a atuação da Polícia Federal na região. A primeira envolve mobilidade e comunicação, com a aquisição de viaturas especializadas, veículos blindados, guincho caracterizado e a modernização da rede de comunicação crítica, por meio do sistema TETRA. A segunda frente é voltada à tecnologia e inteligência, com o uso intensivo de drones, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial e computadores de alta performance para análise de dados. Já a terceira contempla o fortalecimento da capacidade pericial, com reforço técnico em áreas como geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais. Com o incremento dos recursos, a estimativa é de um aumento de 30% na capacidade operacional da Polícia Federal no enfrentamento aos crimes minerários no Vale do Rio Doce. Também é prevista a ampliação de 30% da cobertura geoespacial fiscalizada e um crescimento de 25% nas operações preventivas e repressivas contra a mineração ilegal. A iniciativa busca assegurar a responsabilização penal e o desmantelamento de estruturas criminosas de forma mais eficiente, atuando de maneira complementar às ações regulatórias e preventivas dos órgãos de fiscalização, garantindo maior proteção ao patrimônio mineral da União e ao meio ambiente. Fonte: PF

  • PRF intensifica fiscalização de caminhões na BR-381 com Operação Freio Seguro

    Divulgação PRF realiza nova ação da Operação Freio Seguro na BR-381, em Sabará. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na quinta-feira (05/02), no km 442 da BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a terceira ação da Operação Freio Seguro. A iniciativa teve como foco a fiscalização de veículos de carga e o reforço da segurança viária. Durante a operação, caminhões e carretas foram abordados para verificação das condições de segurança veicular, com atenção especial ao sistema de freios. Dos 71 veículos de carga fiscalizados, cerca de 23% apresentaram irregularidades relacionadas à frenagem, como freios defeituosos ou inoperantes, falhas consideradas de alto risco para o trânsito. A PRF destacou que a falta de manutenção preventiva em veículos de grande porte aumenta de forma significativa a gravidade dos sinistros. Acidentes envolvendo caminhões e carretas tendem a ter consequências mais severas, com maior risco de múltiplas vítimas, interdições prolongadas de rodovias e impactos diretos na mobilidade e na economia. Além da fiscalização, os policiais rodoviários federais promoveram ações educativas junto aos condutores, reforçando a importância da manutenção periódica dos veículos como medida essencial para a preservação de vidas e a segurança de todos os usuários das rodovias. Como resultado da ação, foram recolhidos 41 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), sete veículos foram apreendidos e 110 autos de infração foram lavrados. A Operação Freio Seguro integra as ações permanentes da PRF voltadas à prevenção de sinistros graves e à promoção de um trânsito mais seguro nas rodovias federais, destacando que a responsabilidade pela segurança começa antes mesmo de o veículo entrar em circulação. Fonte: PRF

  • Após fim de pacto nuclear com Moscou, EUA propõem novo tratado envolvendo múltiplas potências atômicas

    Reprodução Os Estados Unidos defenderam, nesta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a necessidade de negociar um novo tratado de controle de armas nucleares que envolva múltiplas potências atômicas, após a expiração de um acordo bilateral com a Rússia que por mais de duas décadas impôs limites aos respectivos programas nucleares estratégicos. O subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, afirmou em discurso durante a Conferência de Desarmamento em Genebra que a prorrogação do tratado conhecido como Novo START (“New START”) — que estabeleceu limites para os arsenais nucleares dos dois países — não seria benéfica para os Estados Unidos nem para o mundo, citando falhas no acordo, entre as quais o fato de que ele não incluía a China entre os participantes. DiNanno declarou: “Hoje, os Estados Unidos enfrentam ameaças de múltiplas potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em 2026 e no futuro.” Segundo ele, isso justifica a busca por um novo acordo que inclua várias nações com capacidade nuclear, refletindo as mudanças no cenário geopolítico global. O tratado Novo START, que expirou em 5 de fevereiro de 2026, era o último acordo de limitação de armas nucleares vigente entre os Estados Unidos e a Rússia, e havia sido responsável por impor tetos ao número de ogivas estratégicas e sistemas de lançamento de cada país desde sua assinatura em 2010. A defesa de um novo tratado multilateral ocorre em meio a um contexto internacional em que a exigência de um controle mais amplo sobre armas nucleares tem sido debatida, dado que, sem o Novo START, os Estados Unidos e a Rússia não estão mais legalmente obrigados a limitar o tamanho de seus arsenais nucleares estratégicos — algo que preocupa analistas de segurança e diplomatas. A proposta estadunidense de expandir conversas sobre controle de armamentos busca contemplar outros Estados com capacidade nuclear, em especial a China, que não estava incluída no Novo START e cujo arsenal nuclear tem crescido em tamanho e relevância estratégica, segundo avaliações de especialistas internacionais.

  • Fiscalização encontra carne clandestina e restos de animais em fazenda de Campo Belo

    Divulgação Polícia Militar Ambiental apreende 800 kg de carne de abate clandestino em Campo Belo. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por meio do Grupamento de Polícia Militar de Meio Ambiente, apreendeu cerca de 800 quilos de carne provenientes de abate clandestino durante uma fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (5), na zona rural de Campo Belo, no Sul de Minas. A ação ocorreu em uma área de desmate, onde os militares identificaram, em uma fazenda, indícios de abate ilegal de equídeos. O suspeito de ser o responsável pela prática, que já possui reincidência nesse tipo de crime, foi identificado, porém não foi localizado. Durante diligências no local, os policiais constataram a presença de restos de animais, como cabeças, cascos, carcaças, sangue e vísceras, descartados de forma irregular, sem qualquer controle ambiental ou sanitário. Na vistoria, também foram encontrados cinco freezers contendo aproximadamente 800 quilos de carne já embalada, oriunda dos abates ilegais. Diante da situação, fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Vigilância Sanitária compareceram ao local, constataram as condições insalubres e providenciaram a apreensão e o descarte do material. A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada e também esteve na propriedade para os procedimentos cabíveis. Fonte: PMMG

  • Advogada argentina detida no Rio de Janeiro por gestos racistas se diz “morta de medo”

    Reprodução A advogada Agostina Páez, de 29 anos e natural de Santiago del Estero, Argentina, que está detida no Brasil acusada de injúria racial em um bar na zona de Ipanema, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual descreve o impacto emocional que a situação lhe causa durante o andamento do processo judicial no país. No vídeo, divulgado nos últimos dias, ela afirma: “Estou desesperada, estou morta de medo” ao falar sobre sua condição atual diante das medidas judiciais impostas. A causa começou em 14 de janeiro de 2026, quando Páez, que estava acompanhada de duas amigas em um bar no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, foi acusada de ofender de forma racista quatro funcionários do estabelecimento depois de uma discussão motivada por discordância sobre o valor da conta. De acordo com a denúncia, ela teria dirigido ofensas com o objetivo de inferiorizar uma das vítimas em razão de sua raça ou cor, e também teria feito gestos considerados ofensivos que imitam um animal, conforme informações oficiais da investigação. O caso envolve a denúncia de injúria racial, tipificada na legislação brasileira e equiparada ao crime de racismo, com previsão de pena de dois a cinco anos de prisão, e que não admite fiança para a liberdade provisória. Em decorrência das apurações, a Justiça da 37ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), sob justificativa de risco de fuga e possibilidade de intimidação de testemunhas, além de outros motivos relacionados ao desenvolvimento normal do processo penal. Antes da decretação da prisão preventiva, a Justiça tinha imposto medidas cautelares como a retenção do passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o Brasil, que continuam em vigor enquanto o caso segue em tramitação. Páez contesta a decisão e afirma que está sob controle eletrônico e à disposição da Justiça desde o início da investigação, considerando que seus direitos estão sendo violados no decorrer do processo. No vídeo compartilhado por Páez, ela relata ter sido notificada sobre a ordem de prisão preventiva sob o argumento de risco de fuga, embora esteja sujeita à custódia eletrônica, e ressalta sua dificuldade emocional com a situação. A defesa da advogada também apresentou um recurso de habeas corpus com o objetivo de permitir que Páez retorne à Argentina e continue o processo judicial virtualmente antes que a medida que a impede de sair do Brasil seja revista. Conforme relato de parentes e da defesa, o caso provocou preocupação familiar pela segurança emocional da advogada durante sua estadia no Brasil, com relatos de episódios de tensão e medo após o início da investigação. O pai de Páez chegou a afirmar que a filha se sente ameaçada no país. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio de seus canais oficiais, afirmou que a investigação foi concluída e encaminhada ao Ministério Público, reforçando que “o crime não ficou impune” e que, no Brasil, casos de racismo são tratados com rigor. Enquanto isso, a Embaixada da República Argentina em Brasília ofereceu assistência consular e jurídica, embora não interfira diretamente nas decisões do processo judicial em andamento.

  • Plataforma é condenada após apreensão de ônibus interromper viagem em MG

    Divulgação Casal deve ser indenizado após ônibus ser apreendido durante viagem em Minas Gerais. O 6º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado (6º Nucip 4.0) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu elevar a indenização por danos morais a ser paga por uma plataforma de transporte de passageiros a um casal impedido de concluir uma viagem após a apreensão do ônibus em que estavam. Os passageiros adquiriram as passagens por meio da plataforma para uma viagem entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, na Zona da Mata, em junho de 2023. Conforme consta no processo, o veículo foi interceptado por agentes do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) devido a irregularidades. Após a abordagem, os passageiros foram escoltados por policiais até a rodoviária de Conselheiro Lafaiete, cidade mais próxima do local da interceptação, onde foram realocados em outro ônibus. Em razão do ocorrido, houve atraso de cerca de cinco horas na chegada ao destino final. O casal ingressou com ação de indenização por danos morais alegando constrangimento, abalo psicológico e frustração da expectativa da viagem. A situação teria sido agravada pelo estado de saúde de um dos passageiros, que se recuperava de uma cirurgia no joelho e buscava um serviço mais ágil e confortável. Em sua defesa, a plataforma de viagens sustentou que atua apenas como intermediária entre os passageiros e as empresas de transporte por fretamento, alegando não ter responsabilidade direta pela execução do serviço. A empresa também afirmou que prestou a assistência possível aos consumidores após o ocorrido. Ao analisar o recurso, os desembargadores do 6º Nucip 4.0 rejeitaram os argumentos da empresa. O colegiado aplicou entendimento jurisprudencial segundo o qual a empresa que integra a cadeia de fornecimento, ao intermediar a venda de passagens, responde de forma objetiva e solidária por falhas na prestação do serviço, conforme o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). O relator do recurso, juiz de 2º Grau Richardson Xavier Brant, destacou que o caso ultrapassou o mero aborrecimento. “Os consumidores contrataram um serviço de transporte que não foi prestado a contento, resultando na interrupção da viagem em local diverso do destino, com a intervenção de autoridade policial e a apreensão do veículo, gerando um ambiente de incerteza e constrangimento.” A turma julgadora manteve a condenação da empresa e fixou o valor da indenização em R$ 10 mil para cada um dos dois passageiros. Fonte: TJMG

  • Justiça determina indenização a aposentada por uso irregular de assinaturas

    Divulgação Banco é condenado por fraude em empréstimos de aposentada em Belo Horizonte. A 33ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte condenou o Banco Pan S.A. a indenizar uma aposentada que teve suas assinaturas utilizadas de forma fraudulenta para contratação de empréstimos consignados. A decisão reconheceu que a cliente não solicitou os contratos e determinou a devolução dos valores pagos em dobro, além do pagamento de danos morais. O juiz Christian Garrido Higuchi concluiu que o banco utilizou assinaturas autênticas da aposentada em documentos que ela não reconhecia, configurando fraude. A perícia grafotécnica confirmou que as assinaturas da cliente foram manipuladas e inseridas em contratos diferentes daqueles que ela havia assinado originalmente. Os danos morais foram fixados em R$ 10 mil. Além disso, os dois contratos foram cancelados e o banco deverá pagar multa cominatória, também conhecida como astreintes, no valor máximo de R$ 15 mil, destinada a garantir o cumprimento das decisões judiciais. Segundo a ação, a aposentada sofreu descontos em seu benefício previdenciário referentes a duas Cédulas de Crédito Bancário (CCB) que jamais solicitou. Em sua defesa, a instituição financeira alegou regularidade na contratação, apresentando documentos supostamente assinados pela cliente. A perícia comprovou, entretanto, que as assinaturas, embora autênticas, foram usadas de forma irregular. O magistrado destacou que o banco não adotou medidas de segurança suficientes para evitar a fraude, expondo a cliente, pessoa idosa e vulnerável, a prejuízos financeiros e morais. A sentença ainda reconheceu litigância de má-fé da instituição, por resistência injustificada na apresentação dos documentos essenciais à perícia, e determinou mandado de busca e apreensão para localizar os documentos. Fonte: TJMG

  • Presidente da Eletronuclear alerta que empresa pode seguir destino dos Correios sem solução para impasse financeiro

    Reprodução O presidente interino da estatal Eletronuclear, Alexandre Caporal, afirmou que, sem uma definição para o impasse financeiro em torno das obras da usina nuclear de Angra 3, a empresa corre risco de repetir o mesmo destino financeiro enfrentado pelos Correios. A declaração foi dada ao ser questionado sobre a situação econômica da companhia nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Caporal explicou que a Eletronuclear tem recursos em caixa suficientes apenas até meados de março, o que pode levar a estatal a entrar em colapso financeiro caso a situação não seja resolvida rapidamente. Ele citou a necessidade de que bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento de Angra 3, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decida sobre o futuro do projeto. Segundo o executivo, essa suspensão é essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal. Ao fazer a comparação com os Correios, Caporal disse: “Se não houver uma solução, seremos os Correios amanhã”, em referência à crise econômico-financeira pela qual a empresa postal pública atravessa. A definição sobre o destino da usina de Angra 3 tem se arrastado por anos. No ano anterior, o ministro de Minas e Energia chegou a afirmar que tomaria uma decisão ainda em 2025, mas isso não se concretizou, deixando a questão ainda pendente. Perguntado pelo g1 sobre quando o assunto deve entrar na pauta do CNPE, o Ministério de Minas e Energia — que preside o conselho — não havia respondido até a publicação da reportagem. Caporal informou que, no momento, a Eletronuclear não precisa de aporte direto do Tesouro Nacional para honrar seus compromissos imediatos. Ainda assim, ele ressalta a importância de que os credores suspendam a cobrança da dívida para dar fôlego à estatal até que haja uma definição clara sobre Angra 3, obra que está paralisada há cerca de dez anos. O serviço da dívida da Eletronuclear deve somar cerca de R$ 800 milhões em 2026, e, quando se consideram também os custos de manutenção da usina, os gastos totais relacionados a Angra 3 ultrapassam R$ 1 bilhão por ano, de acordo com o presidente interino. Caporal alertou que, se a decisão sobre o impasse for postergada até um momento de colapso financeiro, pode ser necessário um aporte extraordinário para mitigar efeitos danosos dessa situação. Sem uma solução estrutural, ele afirmou que a estatal pode entrar em default com fornecedores e com os próprios bancos. A Eletronuclear é a empresa pública responsável por projetar, construir e operar usinas nucleares no Brasil, incluindo Angra 1, Angra 2 e o projeto em andamento de Angra 3, parte da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto no estado do Rio de Janeiro. Angra 3 encontra-se em fase de conclusão há vários anos, mas até o momento não há definição clara sobre sua retomada ou financiamento final.

  • Polícia Federal deflagra Operação Zona Cinzenta para investigar suspeita de fraude em aplicações da previdência do Amapá

    Reprodução A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a Operação Zona Cinzenta, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP), gerido pela Amapá Previdência (Amprev), segundo comunicado institucional da corporação. A ação teve cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal, no município de Macapá (AP). A investigação concentra-se na aplicação de cerca de R$ 400 milhões dos recursos previdenciários em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição financeira que foi posteriormente colocada em liquidação pelo Banco Central, após enfrentar grave crise de liquidez e incapacidade de honrar compromissos com clientes e investidores. Segundo a PF, os mandados cumpridos nesta etapa da operação têm por finalidade apurar a aprovação e a execução desses investimentos, que são considerados de alto risco financeiro, e verificar se as decisões que levaram à aplicação dos recursos previdenciários podem configurar crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta, conforme informado pela corporação. Entre os investigados estão o presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e outros dois integrantes do comitê de investimentos da autarquia, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves. A PF busca esclarecer a participação de cada um nas deliberações que resultaram na destinação dos valores às letras financeiras emitidas pelo banco privado. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados aos envolvidos e, conforme a PF, visam também identificar eventuais prejuízos ao patrimônio público decorrentes das aplicações questionadas. A investigação permanece em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do inquérito policial. Até o momento, a PF ainda não divulgou publicamente o total de recursos que podem ter sido comprometidos em função da liquidação do Banco Master nem se há outros envolvidos além dos três nomes já mencionados no âmbito da operação.

  • Fenômeno astronômico de fevereiro promete ‘anel de fogo’ e não será visível diretamente no Brasil

    No dia 17 de fevereiro de 2026, acontecerá um eclipse solar anular, evento astronômico em que a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não chega a cobri-lo completamente por estar em posição um pouco mais distante do planeta, criando assim um círculo luminoso ao redor do disco lunar, popularmente chamado de “anel de fogo”. Esse fenômeno será observado em sua forma completa — com o efeito do “anel de fogo” visível ao redor do Sol — principalmente sobre regiões da Antártida, onde a totalidade do eclipse será registrada ao longo da linha de anularidade. Já em áreas do extremo sul da América do Sul e do sul da África, o eclipse aparecerá de forma parcial, com apenas parte do Sol sendo encoberta pela Lua. O termo “apagão na Terra”, usado em algumas publicações populares para descrever o eclipse, refere-se ao escurecimento parcial do Sol observável em determinadas regiões durante o evento, e não a uma interrupção real da luz solar em escala global. O eclipse não causará um apagão em todos os lugares da Terra, mas fará com que o Sol fique parcialmente oculto em áreas que se encontrem dentro da faixa de visibilidade do evento. No Brasil, o fenômeno não será visível a olho nu, nem em sua totalidade nem em grande parte de sua parcialidade, de acordo com as previsões de visibilidade do eclipse solar anular de 2026. Para acompanhar o evento de maneira segura e sem observação direta, entusiastas e interessados podem recorrer a transmissões ao vivo em plataformas online, que mostrarão o eclipse à medida que ele ocorrer nas regiões em que será visível. Durante um eclipse solar anular, a Lua bloqueia apenas a parte central do Sol, deixando um anel brilhante de luz solar visível ao redor da silhueta lunar, contraste que deu origem à expressão “anel de fogo” para descrever esse tipo de manifestação celeste. Além do eclipse do dia 17 de fevereiro, o ano de 2026 será marcado por outros eventos astronômicos relevantes, como um eclipse lunar total em 3 de março, conhecido popularmente como “Lua de Sangue”, e outro eclipse solar total em 12 de agosto, visível em partes da Europa, Rússia e Norte da África. A observação de quaisquer eclipses solares exige proteção ocular adequada, como óculos com filtros solares certificados, pois olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar lesões permanentes nos olhos.

  • Fábrica da Heineken no Paraná paralisa produção indefinidamente após desastre ambiental

    Reprodução A multinacional Heineken anunciou a suspensão das operações de sua fábrica em Ponta Grossa, no Paraná, por tempo indeterminado, como medida preventiva depois de um acidente rodoviário que resultou no vazamento de uma substância considerada perigosa para o meio ambiente. A paralisação das atividades foi confirmada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. A decisão foi tomada enquanto as autoridades ambientais seguem avaliando o possível impacto da ocorrência no Rio Tibagi, principal fonte de captação de água utilizada pela cervejaria. O acidente que motivou a suspensão das operações ocorreu na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, no km 509 da BR-376, envolvendo a colisão entre duas carretas que transportavam lisogoma, um derivado de óleo vegetal classificado como resíduo perigoso quando descartado de forma inadequada. Parte da carga vazada atingiu um córrego nas margens da rodovia, que pode ser uma nascente do Rio Tibagi, conforme informou o Instituto Água e Terra (IAT). Técnicos do órgão confirmaram a ocorrência de danos ambientais e alertaram para o risco de contaminação do curso d’água. A lisogoma — apesar de não ser um veneno sintético — possui alta carga orgânica e concentra elementos como fósforo, cálcio, magnésio, metais e pigmentos. Quando em contato com corpos de água, a substância consome o oxigênio dissolvido, o que pode provocar a morte de peixes e outros organismos aquáticos, além de prejudicar a biodiversidade ao reduzir a entrada de luz e a troca de gases nos ecossistemas afetados. Em nota oficial, a Heineken afirmou que a suspensão das atividades na unidade paranaense é uma medida preventiva, e que a produção só será retomada após a validação de laudos técnicos ambientais pelo IAT e pelas autoridades municipais competentes. Até que essa liberação ocorra, todas as operações da fábrica permanecerão interrompidas. O acidente na rodovia também causou bloqueio nos dois sentidos da BR-376, gerando congestionamentos de até quatro quilômetros. Um dos motoristas envolvidos na colisão sofreu uma fratura na perna e foi encaminhado para atendimento médico. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Corpo de Bombeiros atuaram inicialmente na contenção do vazamento, mas o acompanhamento técnico da situação segue em andamento em razão do potencial impacto ambiental. A paralisação da fábrica em Ponta Grossa, que é uma das principais unidades industriais da região, levanta tanto preocupações ambientais quanto econômicas, já que a retomada das atividades depende integralmente do parecer das autoridades ambientais e da garantia de segurança da fonte hídrica da cervejaria.

  • Bia Haddad Maia domina adversária sem ranking e conquista primeira vitória de 2026 no quali do WTA 1000 de Doha

    Reprodução A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia registrou sua primeira vitória na temporada de 2026 ao vencer de forma categórica sua partida de estreia no qualifying (quali) do WTA 1000 de Doha, realizado no Catar, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. A paulistana superou a jogadora Mubaraka Al-Naimi, de 24 anos, atleta local convidada sem ranking profissional no circuito da WTA, com parciais de 6/0 e 6/0, em um confronto que teve duração de 46 minutos. Durante a rápida disputa em quadra dura, Haddad Maia impôs forte pressão desde os primeiros pontos, especialmente nas devoluções, e permitiu que sua adversária vencesse apenas três pontos em games de serviço ao longo de toda a partida. A brasileira enfrentou três break points logo no início do duelo, mas conseguiu salvá-los e, no segundo set, cedeu somente seis pontos no total, demonstrando amplo domínio técnico e tático sobre a oponente. Atual número 1 do Brasil e colocada na 68ª posição do ranking mundial da WTA, Beatriz Haddad Maia disputou em Doha seu quarto torneio na temporada até o momento. Antes desse compromisso, ela havia sido eliminada nas rodadas iniciais do Australian Open e dos torneios WTA 500 de Adelaide e WTA 500 de Abu Dhabi, não conseguindo, portanto, acumular vitórias em simples no início do ano em outras competições oficiais. Sua última vitória antes de Doha havia ocorrido em setembro de 2025, quando venceu na estreia do WTA 500 de Seul. A conquista no qualifying rende à jogadora 20 pontos no ranking da WTA, com a possibilidade de somar outros 10 pontos adicionais caso consiga vencer sua próxima partida na fase classificatória. Ao assegurar a primeira vitória de 2026, Haddad Maia avança no quali em busca de uma vaga na chave principal do WTA 1000 de Doha. No próximo confronto pelo qualifying, a brasileira enfrentará a tenista Anastasia Zakharova, da Rússia, que ocupa a 107ª posição no ranking da WTA e chegou à rodada após vencer a austríaca Julia Grabher, que está no 78º lugar do ranking, por parciais de 6/4 e 6/4. Essa participação em Doha é a quinta vez que Beatriz Haddad Maia compete no torneio do Catar ao longo de sua carreira. Sua melhor campanha na competição havia ocorrido em 2023, quando ela venceu confrontos na chave principal sobre Paula Badosa e Daria Kasatkina antes de ser eliminada nas quartas de final pela então número do mundo Jessica Pegula. Nos dois anos seguintes (2024 e 2025), Haddad Maia foi derrotada ainda na rodada de estreia. A única vez em que havia disputado o qualifying de Doha antes deste ano foi em 2022, quando avançou por duas rodadas na fase classificatória antes de perder na chave principal para Amanda Anisimova.

  • Sindicato ingressa com ação na Justiça para tentar suspender privatização da Copasa

    Reprodução O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Minas Gerais (Sindágua) protocolou, em 05 de fevereiro de 2026, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na Justiça do estado de Minas Gerais visando tentar reverter o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A entidade sindical questiona a legalidade de dois projetos aprovados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que, segundo o sindicato, teriam aberto caminho para a venda da empresa: um que eliminou a exigência de referendo popular e outro que, efetivamente, autoriza a desestatização da companhia de saneamento básico. Na ação, o Sindágua pede à Justiça a suspensão dos efeitos da Emenda Constitucional 117/2025 e da Lei Estadual 25.664/2025, bem como de todos os atos que decorrem dessas normas. A emenda constitucional em questão revogou a obrigatoriedade de realização de consulta popular para projetos de desestatização, e o sindicato alega que a tramitação do texto na Assembleia apresentou “vícios procedimentais graves”. O sindicato citou como um dos problemas proceduralmente graves a votação da emenda no primeiro turno, que teria ocorrido durante a madrugada, iniciando-se às 18h de uma quinta-feira (23 de outubro) e estendendo-se até aproximadamente 4h30 da sexta-feira (24 de outubro), totalizando cerca de 10 horas. No segundo turno de votação, os representantes dos trabalhadores também questionam o voto oral do deputado estadual Bruno Engler (PL), que, ao ser registrado, teria alterado o placar final e permitido que a proposta fosse aprovada. De acordo com relatos, quando o painel eletrônico indicou o resultado de 47 votos favoráveis e 22 contrários, servidores da Copasa presentes e parlamentares da oposição comemoraram, pois esse placar rejeitaria a proposta de emenda à Constituição. No entanto, o deputado Engler teria contestado junto ao presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), que o seu voto ainda não havia sido computado. Após a intervenção, incluindo verificação de imagens captadas pelas câmeras da Casa — apelidada pela oposição de “chamar o VAR” —, o voto de Engler foi contabilizado, levando a aprovação da proposta com o número necessário de votos. O Sindágua sustenta no processo que “A votação da PEC 24/2023 foi concluída em manifesta violação às normas regimentais e constitucionais, comprometendo a validade da deliberação legislativa”. A entidade também argumenta que a revogação da exigência de referendo representa o fim de um “mecanismo histórico de controle democrático” que exigiria maior transparência e fundamentação técnica por parte da administração pública em atos que envolvem serviços públicos essenciais e ativos estatais estratégicos. Quanto à lei que autoriza a privatização da Copasa, o sindicato criticou ainda a ausência de estudos técnicos que embasassem sua aprovação. Durante a tramitação, conforme o Sindágua, a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) chegou a questionar essa falta de base técnica. A entidade sindical ressaltou que, ao apreciar uma questão de ordem suscitada por Cerqueira, a presidência da Assembleia reconheceu que tais estudos não haviam instruído o projeto de lei, determinando que fossem posteriormente encaminhados pelo Poder Executivo, o que, segundo o sindicato, evidencia que “a decisão política e administrativa precedeu (e não sucedeu) a análise técnica”. Procurado pela reportagem, o governo de Minas, por meio da Advocacia-Geral do Estado, informou que deve se manifestar nos autos do processo. A Assembleia Legislativa também foi contatada para comentar a ação proposta pelo Sindágua, e o texto da matéria indica que a resposta será incorporada assim que houver um posicionamento oficial. Essa ação judicial não é a única medida jurídica relacionada à disputa sobre a privatização da Copasa. Em novembro de 2025, a deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) também ingressou com pedido na Justiça para questionar a votação em segundo turno da retirada da obrigatoriedade do referendo, enquanto os partidos PT e PSOL levaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) pleitos com a mesma finalidade. Além disso, a Associação Mineira dos Municípios (AMM) chegou a considerar acionar a Justiça para exigir mais diálogo com os entes municipais sobre a privatização. Ao final, a AMM buscou um assento em uma mesa de conciliação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para debater o futuro da Copasa e, em especial, a execução e eventual ampliação dos contratos da empresa no estado, incluindo serviços que atualmente não abrangem esgoto. O governo de Minas Gerais, sob a gestão do governador Romeu Zema (Novo), trabalha para que a Copasa seja privatizada ainda no primeiro trimestre de 2026. A administração estadual definiu recentemente o modelo de venda da companhia. Em correspondência dirigida a investidores, o Executivo estadual indicou que a alienação das ações da Copasa deve ocorrer por meio de distribuição secundária, modalidade em que os acionistas controladores vendem suas participações existentes sem que novos títulos sejam emitidos. Segundo o documento, a intenção do governo é atrair um investidor estratégico com capacidade financeira e experiência no setor. Os recursos obtidos com a operação seriam utilizados para o pagamento da dívida do Estado junto à União ou para cumprir as contrapartidas definidas pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

  • Camanducaia passa a contar com sede própria da Promotoria de Justiça

    Divulgação MPMG inaugura sede da Promotoria de Justiça de Camanducaia no Sul de Minas. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) inaugurou, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, a sede da Promotoria de Justiça de Camanducaia, município do Sul de Minas com cerca de 28 mil habitantes. A cerimônia contou com a presença do procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, integrantes da Administração Superior do MPMG, promotores de Justiça da região e autoridades locais. A nova sede da Promotoria de Justiça está localizada na avenida Genésio Vargas, nº 308, no bairro Recanto dos Ypês. Ao destacar a importância da inauguração, o promotor de Justiça Rodrigo Fabiano Puzzi relembrou o período em que a Promotoria funcionava nas dependências do Fórum de Camanducaia, agradeceu ao Poder Judiciário pela acolhida e falou sobre os desafios enfrentados no início de sua atuação no município. “Assumi esta comarca, como promotor de Justiça titular, em fevereiro de 2021, em um dos momentos mais desafiadores da nossa história recente, o pico da pandemia. Foi um começo difícil. Eram 10 mil processos judiciais e 350 procedimentos extrajudiciais em tramitação. Um período marcado por incertezas e limitações, mas também pela necessidade de reafirmar, de forma concreta, o compromisso do Ministério Público com a sociedade, especialmente com os mais vulneráveis. Apesar das dificuldades daquele contexto, foi possível avançar”, afirmou. Ainda segundo Puzzi, “é preciso agradecer ao procurador-geral de Justiça pelo apoio institucional e pela confiança. Registro também meu reconhecimento aos servidores Pablo do Monte e Hellen Cristina, que aqui já estavam antes da minha chegada e lutam diariamente para podermos implementar a justiça. Agradeço também aos colaboradores, cujo empenho diário torna possível o cumprimento da nossa missão constitucional. Que esta Promotoria de Justiça seja um espaço de acolhimento, firmeza, ética e permanente compromisso com a justiça e com a cidadania”. O procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, destacou a importância da nova sede tanto para os integrantes da instituição quanto para a população. “Porém, muito além de ser um espaço adequado para o trabalho de quem aqui exerce suas funções, o objetivo de ter uma sede própria é acolher a população da melhor maneira possível. Essa inauguração, do ponto de vista institucional, tem um simbolismo muito grande”, ressaltou. Dirigindo-se ao prefeito de Camanducaia e a representantes políticos da região, o procurador-geral enfatizou a relevância das parcerias institucionais para o desenvolvimento dos municípios. “Muito além de ser aquele que tem o papel de fiscalizar a boa execução da lei, hoje, o gestor municipal que conseguir enxergar no promotor de Justiça um grande parceiro, vai saber que o Ministério Público pode ser, na verdade, um grande indutor das políticas públicas. Os gestores municipais, às vezes, têm uma visão equivocada do promotor de Justiça. Olham com receio e têm medo do diálogo. É óbvio que nós temos uma missão que também é constitucional de corrigir aqueles que se desviam do caminho da probidade e tendem a cometer os abusos. Porém, muito além disso, o promotor pode ser um grande parceiro social”, afirmou. Participaram da solenidade a procuradora-geral de Justiça Adjunta Jurídica, Reyvani Jabour Ribeiro; o chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Francisco Chaves Generoso; o secretário-geral da Procuradoria-Geral de Justiça, Thiago Ferraz de Oliveira; a coordenadora da Central de Atendimento às Promotorias de Justiça, Monique Mosca Gonçalves; o prefeito de Camanducaia, Rodrigo Alves de Oliveira; o prefeito de Itapeva, Daniel Pereira do Couto; o presidente da Câmara Municipal de Camanducaia, Edivaldo Batista Marques; o juiz de Direito da Comarca de Camanducaia, Pedro Eduardo Kakitani; a defensora pública Ludmila de Almeida Fanuchi; o presidente da 56ª Subseção da OAB, Luiz Carlos Souza Lima Silva; além de promotores de Justiça da região, representantes das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, servidores do MPMG e convidados. Fonte: MPMG

  • Operação Carnaval 2026 combate tráfico de drogas em Conceição do Rio Verde

    Divulgação MPMG e Polícia Militar deflagram operação contra organização criminosa em Conceição do Rio Verde. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, a Operação Carnaval 2026, com foco no combate a uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas no município de Conceição do Rio Verde, no Sul de Minas. A operação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Conceição do Rio Verde em conjunto com a Polícia Militar, por meio do 6º Pelotão da 16ª Companhia PM Independente da 6ª Região da Polícia Militar. Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. No decorrer da operação, as equipes apreenderam quatro aparelhos celulares, uma arma de fogo, quatro pés de maconha, balanças de precisão, cadernos de anotações, cerca de 40 pares de tênis contrabandeados, além de drogas, entre elas maconha e haxixe. Um cão em situação de maus-tratos também foi resgatado em um imóvel utilizado para atividades ligadas ao tráfico. A operação teve origem em denúncias anônimas que indicavam a atuação de um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas, controle territorial e intimidação da comunidade. Conforme apurado, a organização atuava nos bairros Nazaré, Vale do Ipê, Vale do Sol, Chácara das Rosas e Exposição. As investigações apontaram ainda o uso de táticas de intimidação, incluindo a divulgação de mensagens com ameaças e referências à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Também foram registradas denúncias sobre a introdução de entorpecentes em ambiente escolar, o que aumentou a necessidade de intervenção estatal para proteção de crianças e adolescentes. Com base nas apurações, o promotor de Justiça Gabriel Rufino Galindo Campos Camargo Bandeira solicitou ao Poder Judiciário a expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo de dados e compartilhamento de provas, pedidos que foram deferidos pela Justiça de Conceição do Rio Verde. “Esta operação demonstra o compromisso do Ministério Público e das forças de segurança no enfrentamento à criminalidade organizada e na proteção da comunidade. O trabalho integrado e fundamentado em elementos concretos é essencial para desarticular estruturas criminosas que ameaçam a paz social”, afirmou o promotor de Justiça Gabriel Galindo. Segundo ele, a Operação Carnaval 2026 integra ações preventivas e repressivas de segurança pública realizadas em períodos de maior movimentação festiva, reforçando a atuação coordenada entre o MPMG e a Polícia Militar de Minas Gerais. Fonte: MPMG

Gazeta de Varginha

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