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- EUA anunciam tarifa de 100% sobre semicondutores importados para fortalecer indústria nacional
Em mais um capítulo da crescente guerra comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (6) a imposição de uma tarifa de aproximadamente 100% sobre a importação de chips semicondutores. A medida visa reduzir a dependência dos EUA em relação a países asiáticos, especialmente Taiwan, responsável por quase 90% da produção dos chips mais avançados do mundo. Trump explicou que empresas estrangeiras que decidirem abrir fábricas em solo americano estarão isentas da tarifa, como forma de estimular a produção nacional e fortalecer o selo “Made in USA”. Durante o evento em que apresentou o novo programa de incentivo à indústria nacional, a gigante Apple confirmou um investimento adicional de US$ 100 bilhões no país nos próximos quatro anos. Com isso, a empresa acumulará US$ 600 bilhões em aportes totais nos EUA, segundo Trump, o que deve gerar milhares de empregos e consolidar o país como potência tecnológica autossuficiente. A política faz parte de uma série de medidas do governo Trump para proteger a economia americana, priorizar a produção local e reduzir a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento.
- Carga de 350 processadores avaliada em R$ 260 mil é recuperada pela Polícia Civil em Belo Horizonte
Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recuperou, nesta quarta-feira (6/8), uma carga de 350 processadores de computador, estimada em mais de R$ 260 mil, que havia sido furtada no último dia 1º. Os equipamentos foram encontrados em um imóvel no bairro Serra Verde, na capital mineira. As investigações apontaram que o autor do crime é um homem de 37 anos, funcionário de uma empresa localizada no bairro Dom Bosco, também em Belo Horizonte. Ele era responsável por entregar os processadores a uma empresa de informática no bairro Caiçaras, mas desviava parte da carga e armazenava os produtos em um imóvel próprio, se valendo da confiança adquirida no ambiente de trabalho. Durante a apuração, o suspeito foi localizado, confessou o crime e indicou onde os equipamentos estavam escondidos. Após ser ouvido, foi liberado por não estar em flagrante. Ele responderá a inquérito policial por furto qualificado por abuso de confiança. A carga recuperada será devolvida à empresa lesada. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto, Roubo e Desvio de Carga, vinculada ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). Fonte: PCMG
- Ex-presidente e assessor contábil do Previcap são inabilitados para cargos públicos por desvios de recursos
Divulgação O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) decidiu nesta quarta-feira (6/8) pela inabilitação, por oito anos, de Ricardo de Souza Ferreira, ex-diretor-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Caparaó (Previcap), e de Lucas Pereira Souza Portilho, então assessor contábil da entidade. Ambos foram punidos pela prática de desvios de recursos públicos durante o período em que atuaram na autarquia. A decisão foi tomada em sessão do Pleno, com base na prática confessa dos atos ilícitos e na condenação judicial por peculato. O relator do processo, conselheiro em exercício Hamilton Coelho, votou pela penalidade de inabilitação dos envolvidos para o exercício de cargos em comissão ou funções de confiança no âmbito das administrações públicas estadual e municipal, com apoio unânime dos demais conselheiros. Os desvios foram inicialmente denunciados ao TCEMG pela atual diretora-presidente do Previcap, Joselene Pinto Miranda Dornelas, que também relatou falhas na remessa de dados ao Sistema Informatizado de Contas dos Municípios (Sicom) na gestão anterior. A Tomada de Contas Especial n° 1114337 revelou que os desvios envolveram centenas de transferências bancárias das contas da autarquia para os envolvidos e para terceiros. Conforme decisão anterior da Primeira Câmara do TCEMG, proferida em 1º de abril de 2025, Lucas Portilho foi condenado, solidariamente, ao ressarcimento de aproximadamente R$ 509 mil, oriundos de 247 transferências das contas do Previcap para suas contas pessoais entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2021. Já Ricardo Ferreira foi responsabilizado pelo reembolso de quase R$ 806 mil, referentes a 451 transferências — sendo 89 para suas próprias contas e 362 para contas de terceiros não identificados. Além do ressarcimento, os dois também foram multados: o assessor contábil em R$ 341 mil, e o ex-presidente em R$ 1,9 milhão. O TCEMG determinou ainda a comunicação da decisão à atual direção do instituto, aos chefes dos poderes estaduais, à Superintendência de Controle Externo para inclusão dos nomes no Cadastro de Agentes Públicos do Estado e ao Ministério Público Estadual para eventuais medidas na esfera da improbidade administrativa. Fonte: TCEMG
- Demitida após agressão do ex-companheiro, servente é reintegrada ao trabalho com base na Lei Maria da Penha
Divulgação Justiça do Trabalho determina reintegração de servente demitida após sofrer violência doméstica. Decisão considera Lei Maria da Penha e destaca obrigação do poder público de proteger servidoras em situação de risco. Uma servente escolar de Belo Horizonte será reintegrada ao cargo após ser demitida por justa causa, mesmo estando sob proteção legal devido a um episódio de violência doméstica. A decisão foi proferida pela juíza Ângela Castilho Rogêdo Ribeiro, da 14ª Vara do Trabalho da capital, e confirmada por unanimidade pela Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). A magistrada considerou que a dispensa violou garantias previstas na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que completou 19 anos nesta quarta-feira (7). O artigo 9º da norma assegura a manutenção do vínculo trabalhista por até seis meses para mulheres em situação de violência doméstica. O caso A trabalhadora, aprovada em concurso público em 2019, relatou que deixou de retornar ao trabalho após o período de férias, em janeiro de 2021, por temer a presença do ex-companheiro, que a agrediu e ameaçou após invadir sua casa. Ela havia se mudado com os filhos – dois pequenos e um adolescente – após constantes episódios de perseguição. Diante da agressão, a servente registrou boletim de ocorrência e obteve medida protetiva. Por receio de ser abordada no trabalho, pediu transferência de posto. A direção, por mensagem, orientou que ela aguardasse em casa novas instruções. No entanto, semanas depois, a servente foi notificada por telegrama a justificar as ausências presencialmente e, na sequência, dispensada por justa causa, sob alegação de faltas não justificadas. Justa causa invalidada A empresa alegou não ter recebido nenhum documento oficial que justificasse as ausências e citou episódios anteriores de indisciplina. Mas, para a Justiça, os fatos indicam o contrário. Segundo a juíza, as faltas estavam justificadas pela situação de risco e a empresa teve ciência da agressão, orientando a trabalhadora a permanecer em casa. Ainda assim, suspendeu o pagamento de salários e formalizou a demissão semanas depois. “O correto seria encaminhá-la a atendimento médico ou psicológico para obtenção de atestado, e então iniciar o procedimento para auxílio-doença”, afirmou a magistrada, apontando que a empresa agiu à margem da legislação ao dispensar sem um processo administrativo disciplinar adequado. Poder público tem dever de proteger A decisão também destacou que a empregadora é parte da administração pública indireta e, portanto, deveria ter adotado medidas internas de proteção, como a remoção de local de trabalho, conforme previsto em lei. A ausência de contraditório e ampla defesa fragilizou ainda mais a validade do ato de dispensa. “O poder público pode remover servidores para garantir a unidade familiar. Mais ainda, deve fazê-lo para proteger a vida e integridade física de mulheres em situação de violência”, reforçou a juíza. Teoria dos motivos determinantes A sentença ainda foi fundamentada na teoria dos motivos determinantes: se um ato administrativo é motivado, sua legalidade está condicionada à veracidade dessa motivação. Para a juíza, a alegação de desídia não se sustenta diante das provas. Por isso, o ato foi declarado nulo. Com isso, a Justiça determinou a reintegração da trabalhadora ao cargo de servente, em posto compatível e com a mesma remuneração, sob pena de multa diária de R$ 100. A empresa também deverá pagar salários, férias, 13º e benefícios retroativos à data da dispensa. TRT-MG confirma decisão A empresa recorreu, mas a Terceira Turma do TRT-MG manteve integralmente a decisão. Para o relator, desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida, a empresa agiu com descaso diante de uma situação de violência doméstica. “É dever da sociedade e do poder público proteger essas mulheres. A legislação prevê, inclusive, acesso prioritário à remoção e manutenção do vínculo de trabalho”, destacou. Fonte: TRT
- Incêndio devastador atinge fábrica têxtil em Borda da Mata; 100 mil litros de água usados no combate às chamas
Divulgação Incêndio de grandes proporções atinge fábrica têxtil em Borda da Mata. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado por volta das 14h33 desta terça-feira (6) para combater um incêndio de grandes proporções em uma fábrica têxtil localizada na cidade de Borda da Mata, no Sul de Minas. No local, o fogo atingia um galpão com grande quantidade de material combustível, já em estágio avançado de propagação. As chamas se espalharam ao longo dos galpões da indústria, exigindo intensa mobilização das equipes de combate. Os trabalhos de extinção foram concluídos por volta das 22h30, após o encerramento da fase de rescaldo. Segundo estimativas dos bombeiros, aproximadamente 100 mil litros de água foram utilizados para conter o incêndio. Apesar da gravidade do caso, não houve registro de vítimas conduzidas pelo Corpo de Bombeiros. A operação contou com o apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil do município. Fonte: CBMG
- Após sessão tumultuada, oposição diz que fim do foro privilegiado e anistia serão votados
Após uma sessão conturbada nesta quarta-feira (6), líderes da oposição na Câmara dos Deputados afirmam ter fechado acordo para pautar a votação do fim do foro privilegiado e da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), houve compromisso com partidos como PP, PSD, União Brasil e Novo, garantindo que as pautas entrem em discussão na próxima reunião de líderes. De acordo com Sóstenes, o projeto do fim do foro privilegiado deve ser votado já na semana seguinte, com a proposta de anistia sendo discutida logo depois. Ele afirma possuir vídeos de líderes partidários assumindo o compromisso, e ameaça divulgá-los caso o acordo seja descumprido. No entanto, a base governista nega qualquer tipo de acordo. O líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a pauta da anistia não será levada à votação. O líder do governo interino na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), reforçou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não firmou qualquer compromisso formal com a oposição. A sessão foi marcada por protestos, gritos, ocupação da Mesa Diretora por deputados bolsonaristas e resistência à retomada dos trabalhos após o recesso. Motta enfrentou dificuldades para reassumir sua cadeira, e só após longas negociações conseguiu abrir a sessão e fazer um discurso pedindo respeito ao regimento da Casa. Durante a sessão: A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) sentou-se na cadeira da presidência com a filha no colo; A oposição gritou “anistia já”, enquanto a base respondia “sem anistia”; Houve ameaças de suspensão cautelar a deputados que continuassem obstruindo os trabalhos; O deputado Arthur Lira (PP-AL) atuou como negociador entre governo e oposição. No Senado, a situação também foi tensa, com o presidente Davi Alcolumbre afirmando que não aceitará intimidações e convocando nova sessão para quinta-feira (7), reafirmando o compromisso com a democracia e o funcionamento regular do Congresso.
- Carro furtado em SP é encontrado na BR-146; motorista diz ter comprado por R$ 35 mil
Divulgação Um carro furtado em São Paulo foi recuperado na tarde desta terça-feira (6) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante fiscalização de rotina na BR-146, na altura do km 486, em Poços de Caldas, no Sul de Minas. A ação contou com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O veículo, um GM/Onix, havia sido furtado na capital paulista em janeiro de 2025. Durante a abordagem, os policiais identificaram sinais de adulteração nos elementos de identificação veicular. Após verificação mais detalhada, foi constatado que o carro era clonado e constava como furtado/roubado no sistema. O motorista relatou que comprou o automóvel por R$ 35 mil na cidade de Bom Repouso (MG), após ver o anúncio em uma rede social. O condutor e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Poços de Caldas para as providências legais cabíveis. Fonte: PRF
- Defesa de Bolsonaro recorre contra prisão domiciliar e pede análise presencial no STF
Nesta quarta-feira (6), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um recurso contra a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados solicitam a revogação imediata da medida e pedem que o caso seja julgado pelo colegiado do Supremo, em sessão presencial. Segundo o documento apresentado ao STF, a defesa alega que Bolsonaro não violou as medidas cautelares anteriormente impostas. “Não houve o descumprimento das medidas cautelares impostas”, afirma o recurso. A decisão de Moraes, anunciada na última segunda-feira (4), baseou-se na avaliação de que Bolsonaro reiteradamente desrespeitou decisões judiciais. O episódio mais recente envolveu a divulgação de conteúdos nas redes sociais de seus filhos, o que, para o ministro, indicaria uma tentativa de burlar as proibições de comunicação pública. Os advogados argumentam que a interação de Bolsonaro foi limitada a uma saudação feita de casa, sem violar nenhuma das restrições impostas. “A saudação do ex-presidente ocorreu com ele permanecendo em casa, cumprindo todas as limitações que antes lhe haviam sido impostas”, diz a defesa. Agora, o pedido segue para análise do STF, com expectativa de que o plenário se manifeste formalmente, o que pode abrir um novo capítulo na batalha jurídica do ex-presidente.
- Cruzeiro e torcida Máfia Azul condenados a indenizar família de torcedor morto em ataque
Divulgação Cruzeiro e torcida Máfia Azul condenados a indenizar família de torcedor morto em ataque. O Cruzeiro Esporte Clube e a torcida organizada Máfia Azul foram condenados a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais ao pai de um jovem atleticano assassinado em novembro de 2021, após o ônibus em que ele estava ser atacado por integrantes da torcida cruzeirense. A sentença é da 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, proferida pelo juiz Christyano Lucas Generoso. O crime ocorreu na região do Barreiro, em Belo Horizonte, quando o ônibus coletivo que transportava o torcedor foi cercado e atacado por membros da Máfia Azul. Segundo o processo, os agressores usaram pedaços de pau, barras de ferro e até foguetes contra o veículo, que foi incendiado. Ao tentar fugir, o jovem foi perseguido e sofreu golpes de pauladas, vindo a falecer dois dias depois, mesmo após socorro médico. Na defesa, a Máfia Azul argumentou que não havia jogo oficial do Cruzeiro na data, afastando responsabilidade, enquanto o clube alegou que a segurança seria responsabilidade do Atlético Mineiro, adversário que jogou naquela ocasião no Mineirão. O juiz destacou, porém, que a Polícia Militar confirmou que todos os detidos pelo crime eram membros da Máfia Azul, incluindo o então presidente da torcida. Ele também citou a Lei do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que responsabiliza civilmente, de forma objetiva e solidária, as torcidas organizadas pelos danos causados por seus associados durante eventos esportivos ou em seus arredores. Além da indenização, Cruzeiro e Máfia Azul foram condenados ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% do valor da condenação. A decisão ainda pode ser objeto de recurso. Fonte: TJMG
- MPMG ouve atingidos e mapeia locais históricos em Bento Rodrigues para preservar memória do desastre da Samarco
Divulgação O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou uma visita técnica ao subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na última quarta-feira, 30 de julho. A ação, coordenada pelo Núcleo de Acompanhamento de Reparações por Desastres (Nucard), teve como objetivo ouvir a comunidade atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, e mapear áreas de interesse para preservação da memória histórica do local. A visita ocorreu no contexto do Novo Acordo do Rio Doce, homologado em novembro de 2024, e contou com a participação de representantes da Comissão de Atingidos de Bento Rodrigues, da Assessoria Técnica Cáritas Mariana e da mineradora Samarco. Durante o percurso, foram destacados locais de relevância cultural e histórica para a comunidade, incluindo trechos da Estrada Real, do Caminho Religioso da Estrada Real e do trajeto “Nos Passos de Dom Viçoso”. Além desses pontos, também foram indicados espaços que representam o cotidiano dos moradores antes do desastre. No encerramento da agenda, foi promovida uma reunião na sede da Cáritas, onde técnicos do MPMG apresentaram um mapa da antiga Bento Rodrigues. Os representantes da comissão marcaram, diretamente no material, os locais considerados fundamentais para a memória coletiva da região. Segundo o promotor de Justiça Leonardo Castro Maia, coordenador do Nucard, as informações obtidas durante a visita serão fundamentais para as próximas etapas do processo de reparação. “Com base nos subsídios obtidos na visita técnica, o Nucard seguirá discutindo o uso futuro de Bento Rodrigues, em respeito à memória da comunidade e escuta dos atingidos”, afirmou. Fonte: MPMG
- Ministério Público estreia no maior festival de inovação da América Latina
Divulgação - Fotos: Caots Ministério Público participa do HackTown e reforça articulação com ecossistemas de inovação em Santa Rita do Sapucaí. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) marcou presença no festival HackTown 2025, realizado entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. Considerado o maior festival independente de inovação, tecnologia e criatividade da América Latina, o evento reuniu mais de 1.400 atividades, como palestras, workshops e exposições, distribuídas por diversos pontos da cidade. Representado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Velamento de Fundações e às Alianças Intersetoriais (Caots) e pela Coordenadoria de Planejamento Institucional (Copli), o MPMG participou como parceiro de inovação, com o objetivo de aproximar o Ministério Público dos demais atores que compõem o ecossistema de transformação social. O promotor de Justiça Francisco Angelo Silva Assis, coordenador do Caots, ministrou a palestra “Dilemas do Terceiro Setor: como a socialização com o Ministério Público pode incrementar mudanças” e participou do painel “Hackeando o sistema”, que discutiu parcerias entre empresas, organizações sociais e governos para gerar impacto coletivo. Já o promotor de Justiça Rafael Henrique Martins Fernandes, responsável pela Copli, apresentou a palestra “Reforçando a prevenção de fraudes eletrônicas no Brasil: projeto Chegando Junto”, voltada ao fortalecimento da atuação preventiva em crimes cibernéticos. Segundo Francisco Angelo, a presença do MPMG no evento amplia horizontes: “Esse evento nos permite acessar novas informações e construir relacionamentos com as instituições, identificando possibilidades de pactuação e de contratação de tecnologia e inovação, para que o MPMG possa induzir o aperfeiçoamento de serviços públicos”. Marcos David, cofundador do HackTown, celebrou a participação do MPMG: “Receber o Ministério Público reforça nosso compromisso em consolidar um ambiente de inovação que vá além da tecnologia tradicional, promovendo uma transformação social real por meio da articulação entre setores”. Fonte: MPMG
- Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 07/08/2025
Empoderados, loucos ou criminosos Pesquisa junto aos profissionais especializados em neurociência sobre a crueldade dos governos de regimes totalitários e criminosos do século XIX Adriano Raine - Neurocientista e psicólogo clínico, conhecido por seus estudos sobre neurobiologia do comportamento; James Fallon - Neurocientista que investigou as bases neurobiológicas da violência e do comportamento criminoso; Richard J. Herrnstein - Psicólogo e cientista social que trabalhou com fatores comportamentais e ambientais relacionados ao comportamento criminoso, além de explorar aspectos genéticos e ambientais. Esses pesquisadores contribuem para a compreensão dos fatores biológicos, psicológicos e sociais que influenciam a criminalidade, ajudando a desenvolver estratégias de prevenção, tratamento e reabilitação. A mente de um criminoso que busca poder e demonstra comportamentos sádicos é complexa e peculiar, envolvendo fatores psicológicos, ambientais e biológicos. Muitos desses indivíduos têm uma necessidade intensa de controle sobre os outros, que pode estar relacionada a inseguranças profundas ou a uma sensação de impotência na vida. Ao exercer poder, eles sentem uma sensação de superioridade e satisfação. Esses criminosos apresentam déficits na capacidade de empatia, dificultando que compreendam ou se importem com o sofrimento alheio. Isso facilita ações cruéis sem remorso. Exemplos históricos de indivíduos que causaram sofrimento em grande escala: - Adolf Hitler: Liderou o regime nazista na Alemanha, responsável pelo Holocausto, que resultou na morte de cerca de seis milhões de judeus e milhões de outras vítimas. Sua busca por poder, ideologia racista e paranoia contribuíram para sua crueldade. - Joseph Stalin: Liderou a União Soviética, promovendo expurgos, prisões em massa e mortes de milhões de pessoas em nome do poder político e controle totalitário. - Pol Pot: Líder do Khmer Vermelho no Camboja, responsável por genocídio que matou aproximadamente um milhão de pessoas, buscando estabelecer uma sociedade agrária radical. O que a psicologia diz sobre indivíduos sádicos e cruéis: Sadismo: Caracteriza-se por obter prazer ou satisfação com o sofrimento alheio. Psicologicamente, pode estar ligado a transtornos de personalidade, traços de sadismo psicológico ou sexual, e é frequentemente associado a uma ausência de empatia. - Psicopatia: Indivíduos psicopatas apresentam traços de insensibilidade, manipulação e ausência de culpa ou remorso. Muitos criminosos notórios apresentam esse perfil, que pode facilitar comportamentos cruéis sem reflexão moral. - Teorias evolutivas e biológicas: Algumas hipóteses sugerem que certos traços de agressividade e impulsividade podem ter raízes evolutivas, embora sejam modulados por fatores ambientais. - Fatores de risco: Traumas na infância, abuso, negligência, ambientes violentos, e fatores genéticos podem aumentar a probabilidade de desenvolver comportamentos sádicos ou criminosos. Resumindo, a combinação de fatores biológicos, ambientais e psicológicos contribui para a formação de mentes capazes de exercer poder de forma sádica. Esses indivíduos muitas vezes apresentam déficits na empatia, impulsividade e uma forte necessidade de controle, que os levam a ações extremamente cruéis. Compreender esses aspectos é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento, embora a complexidade do comportamento humano torne essa uma tarefa desafiadora. Através das informações supra citadas, concluímos, salvo melhor juízo, que a situação revela um fenômeno complexo e preocupante, no qual algumas pessoas elevam indivíduos a posições de idolatria, mesmo diante de evidências de crimes ou comportamentos questionáveis. Essa atitude pode estar relacionada a diversos fatores, como a admiração cega, a necessidade de se identificar com figuras de poder ou influência, ou até mesmo uma tentativa de justificar ou minimizar ações prejudiciais para preservar uma imagem idealizada. Quando alguém arruma desculpas ou ratifica comportamentos criminosos, isso demonstra uma distorção de valores e uma incapacidade de enxergar a realidade de forma objetiva. Muitas vezes, esse tipo de comportamento é alimentado por emoções, lealdades pessoais ou por uma cultura que valoriza a lealdade acima da ética. Essa postura pode, inclusive, refletir um sadismo indireto, onde a admiração cega se transforma na tolerância ou até na justificativa de horrores, como se o sofrimento ou os crimes fossem algo que satisfaz interesses pessoais ou uma visão distorcida de justiça. É importante questionar por que essas pessoas escolhem ignorar ou minimizar os crimes e refletir sobre os perigos dessa idolatria cega. Ela pode contribuir para a perpetuação de injustiças, dificultar a responsabilização e criar uma cultura de impunidade. Além disso, ela impede o reconhecimento de que todos, independentemente de sua fama ou influência, devem responder por seus atos de acordo com os princípios éticos e legais. Às deduções que ousamos fazer, acrescentamos a ignorância, a propaganda insistente dos espectros ideológicos, estratégia política e a falta de espiritualidade. Promover uma cultura de análise crítica, de valorização da verdade e de responsabilização é fundamental para evitar que esse tipo de idolatria distorcida continue a se proliferar. É necessário estimular o pensamento crítico, a educação ética e a coragem de questionar figuras de autoridade quando suas ações forem prejudiciais ou injustas. Finalizando, ficamos perplexos com as pessoas que têm dificuldades de enxergar logo, o lado do bem e o lado do mal, por influência emocional partidária, sendo que os extremos têm acertos e erros, mas, por meio do critério pessoal, em função de não gostar de uma, duas ou três pessoas, perdem a noção do todo, sem sequer pensar nas consequências – e o que é mais triste - avaliam e opinam sem se colocar no lugar das pessoas que estão sendo injustiçadas. “Entrada de leão, saída de cachorrão”! Empatia é para aqueles que se colocam “no lugar de” ou “no meio” – no altar da virtude – e avaliam os extremos, o que é diferente daqueles que permanecem em cima do muro – omissos, mornos, covardes e torcedores embevecidos pela competição, que se encantam com que o Lula mente. Não temos, no Brasil, como fazer um comparativo com os protagonistas da maldade extrema historiados no texto; contudo, se não prevalecer a vontade racional e legal da maioria do povo, pagaremos um alto custo. Não há tempo para discursos; a hora é de agir dentro das prerrogativas de cada um dos adversários. Lula é um “gênio do mal”! Moraes, um tirano! E os outros do STF, que se omitiram diante das ousadas decisões equivocadas do Ministro Moraes, não têm culpa também? A ética, o amor, a solidariedade e a vida legalmente livre, não dão margem para que os preconceituosos se escandalizem com os diferentes, desde que prevaleça o respeito. Quem pede um conselho está na dúvida; jamais aproveite dessa oportunidade para sugerir um palpite além do limite de sua sabedoria. Que Deus abençoe e faça os “cegos” enxergarem a verdade, pensando no sofrimento daqueles que já pagaram a conta e nos demais que pagarão o resto, cuja dimensão não podemos imaginar! A propósito, mudando de assunto, sabemos que na política existem bons e maus, e numa disputa eleitoral, cria-se estratégias inteligentes e outras pouco recomendáveis, em qualquer lugar do mundo, contudo têm suas peculiaridades. Observamos através das práticas públicas e das formalidades no portal da transparência, um ineditismo no Município de Varginha: dois ex-prefeitos, um novo Prefeito, dois ex-vice-prefeitos e um novo Vice-Prefeito – seis (6) experienciados políticos de alta e ilibada performance, de “braços dados”. Só temos uma advertência, a bem da administração atual, por enquanto ela não mostrou a sua “cara”, pois a assessoria não mudou, Secretários e assessores, são os mesmos e, no meio do “staff”, têm alguns desconhecidos, que não foram apresentados aos eleitores e correligionários; segundo informações oficiosas, alguns nem são de Varginha e a composição feita para eleição da chapa deixou a “ver navios”, até hoje, muitos que lutaram pela eleição do simpático Leonardo Ciacci e do austero Antônio Silva. Luiz Fernando Alfredo
- Consumidores poderão levar alimentos e bebidas ao Conceição Agroshow 2025 após atuação do Procon-MG
Divulgação Participantes do “Conceição Agroshow 2025” terão o direito de entrar no evento com frutas, lanches e bebidas não alcoólicas de até 600 ml, conforme autorização obtida após Recomendação expedida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A medida atende a uma demanda da 1ª Promotoria de Justiça de Conceição das Alagoas, com foco na Defesa do Consumidor. O evento, com entrada gratuita e programação prevista até as 5h da manhã, será realizado de 7 a 10 de agosto no Parque de Exposições Dr. Paulo José Gouvêa. A decisão busca garantir o bem-estar dos consumidores, especialmente os que desejam economizar e manter sua alimentação e hidratação ao longo das festividades. A Recomendação foi enviada ao Município de Conceição das Alagoas e à organizadora Cardoso Eventos e Estruturas Eireli. Para o MPMG, impedir a entrada de alimentos e bebidas não alcoólicas de forma genérica configura prática abusiva, contrária ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), ao restringir indevidamente o direito de escolha do público. Segundo o promotor de Justiça Rodrigo Lionel, a proibição era comum nas edições anteriores e contava com o aval da administração pública. A atuação preventiva do Ministério Público modificou essa conduta e aprimorou o regulamento do evento. “A partir da provocação de terceiros, verificamos a necessidade de fortalecer mecanismos de garantia de direitos básicos do consumidor, entre eles saúde, segurança e dignidade”, afirmou o promotor. Ele explicou que, por se tratar de um evento gratuito e de longa duração, foi recomendada a liberação de alimentos e bebidas acondicionados para consumo pessoal. A Prefeitura acatou a medida e revisou as regras com equilíbrio e segurança. A Recomendação também esclarece que a exclusividade na venda de bebidas alcoólicas pode continuar, desde que os preços sejam justos e as regras sejam amplamente divulgadas ao público. Fonte: MPMG
- TACs preveem reforma em unidade de saúde e quase 3,3 mil consultas para zerar fila de gastroenterologia
Divulgação MPMG para melhorar estrutura de unidades de saúde e reduzir fila por consultas em gastroenterologia. O Município de Uberaba firmou dois novos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, visando aprimorar a rede pública de saúde. Os acordos, assinados na manhã desta quarta-feira (6), tratam da reestruturação de unidade de saúde e da ampliação da oferta de consultas especializadas. O primeiro TAC trata da reforma da Unidade de Saúde da Família (USF) Dr. Romes Cecílio, que apresenta problemas sanitários e de acessibilidade desde 2015. O documento, assinado nos autos da Ação Civil Pública nº 0202714-21.2015.8.13.0701, prevê a realização de obras e adequações até 30 de junho de 2028, com exigência de cumprimento das normas técnicas e sanitárias e obtenção das licenças obrigatórias. Este é o sétimo TAC firmado com o Município neste ano para melhorias estruturais na saúde pública. O segundo acordo visa eliminar a fila por consultas em gastroenterologia, que atualmente conta com cerca de 3.293 pacientes, conforme dados de julho de 2025. O Município se comprometeu a manter 35 atendimentos mensais regulares e realizar outras 3.222 consultas por meio de unidade móvel do Cisalp. A meta é zerar a fila até 30 de setembro de 2026, assegurando que novos pacientes sejam atendidos em até seis meses após o registro no sistema. O promotor de Justiça José Carlos Fernandes Junior destacou que os acordos são um avanço na garantia do direito à saúde. “A celebração destes TACs demonstra a disposição do poder público municipal em enfrentar desafios estruturais e assistenciais com seriedade”, afirmou. A promotora Andressa Isabelle Ferreira Barreto, coordenadora regional da área de saúde, também enfatizou a importância da articulação institucional. “Ambos os acordos são fruto de uma atuação conjunta e madura, orientada pelo interesse público”, disse. A cerimônia de assinatura contou com a participação da prefeita Elisa Gonçalves Araújo, do procurador-geral do Município, da secretária de Saúde e da diretora de Atenção em Saúde. Fonte: MPMG
- Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.755
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- Gasolina adulterada, bombas irregulares e fraudes expostas: Procon-MG fecha postos em Minas
Divulgação - Fotos: procon-MG e Alex Lanza/MPMG Procon-MG integra operação para fiscalizar postos de combustíveis em Minas e combate fraudes graves. Na terça-feira, 5 de agosto, o Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), participou da primeira etapa da “Operação Apate”, uma força-tarefa voltada à fiscalização de postos de combustíveis em Minas Gerais. A ação envolveu 11 estabelecimentos nas cidades de Poços de Caldas, Uberlândia, Juiz de Fora e Três Pontas, com o objetivo de verificar denúncias sobre qualidade de combustíveis, adulterações e práticas comerciais abusivas. A força-tarefa é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e reúne diversos órgãos estaduais e federais, incluindo a ANP, Ipem-MG, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Procons municipais. Irregularidades graves e interdições Em Três Pontas, dois postos foram interditados e cinco bombas lacradas. Fiscais identificaram fraudes na composição do diesel, com teor insuficiente de biocombustível, e na gasolina, com excesso de etanol e presença de metanol, substância altamente tóxica e proibida. Também foram constatadas bombas que forneciam menos combustível do que o indicado, prática conhecida como “bomba baixa”. Em Uberlândia, três postos foram vistoriados e um deles foi autuado por uma série de irregularidades: equipamentos defeituosos, ausência de identificação dos combustíveis nas bombas, CNPJ incorreto no quadro de avisos e falta de exibição clara dos preços na entrada do posto. Também foi flagrada cobrança diferenciada conforme a forma de pagamento, sem a devida informação ao consumidor, além da ausência do Código de Defesa do Consumidor, o que fere a legislação vigente. Segundo o promotor de Justiça Daniel Marotta, da Coordenadoria Regional de Defesa do Consumidor de Uberlândia, o estabelecimento autuado responderá a processo administrativo. “Com o trâmite do devido processo legal, deverá ser aplicada multa, sempre respeitando o contraditório e a ampla defesa”, explicou. Ele ainda afirmou que os bicos defeituosos só poderão voltar a operar após reparo completo. Maleta técnica: verificação rápida e eficaz Durante a operação, os fiscais utilizaram a chamada “maleta técnica”, um kit portátil que permite avaliar, em poucos minutos, a qualidade dos combustíveis e aferir a precisão das bombas. Essa tecnologia facilita a detecção de fraudes como adulteração e fornecimento de volume menor que o pago pelo consumidor. Um compromisso de memória e justiça. A atuação firme do Procon-MG contra fraudes em combustíveis é reforçada por sua história. A fiscalização ganhou prioridade máxima após o assassinato do promotor de Justiça Francisco José Lins do Rego Santos, em 2002, justamente por sua atuação contra adulterações e sonegação no setor. Francisco Lins foi secretário-executivo do Procon-MG e teve papel fundamental no combate à concorrência desleal e à criminalidade nos postos de combustíveis. Fonte: MPMG
- STJ suspende processos em Minas e pode mudar regra que limita consumidores no acesso à Justiça
Divulgação STJ admite recurso do MPMG e Procon-MG sobre direito de consumidores acessarem Justiça sem exigência prévia. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu, como representativo de controvérsia nacional, o Recurso Especial (REsp) interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no âmbito do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR nº 91). A medida reconhece a relevância jurídica e social do tema, que trata do direito dos consumidores de acessarem diretamente o Poder Judiciário, sem a obrigatoriedade de tentativa extrajudicial prévia para resolver conflitos. A decisão do STJ contraria a tese fixada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que vinha condicionando o ajuizamento de ações judiciais por consumidores à comprovação de esgotamento da via administrativa. Segundo o MPMG e o Procon-MG, esse entendimento impõe um obstáculo indevido ao exercício do direito constitucional de ação, especialmente para os cidadãos em situação de vulnerabilidade. Em seu despacho, o ministro-relator apontou que a exigência do TJMG diverge do entendimento de diversos outros tribunais estaduais, que não impõem essa condição para o ingresso de ações judiciais. Com a admissão do recurso, o STJ determinou a suspensão imediata de todos os processos semelhantes em trâmite no Estado de Minas Gerais, até que haja uma decisão definitiva sobre o mérito do recurso. Para o coordenador-geral do Procon-MG, promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima, a decisão representa um passo importante na proteção dos consumidores: “Essa decisão reafirma o compromisso institucional com a defesa integral dos direitos do consumidor, pois condicionar o acesso ao Judiciário é limitar direitos fundamentais, especialmente para os consumidores mais vulneráveis”. A expectativa é de que o julgamento do recurso pelo STJ possa consolidar, em âmbito nacional, o entendimento de que os consumidores têm o direito de acionar a Justiça sem pré-requisitos administrativos, reforçando o princípio da ampla acessibilidade ao Judiciário. Fonte: MPMG
- Grávida desaparecida em Pouso Alegre é encontrada morta; companheiro é preso após confessar crime
Fonte: EPTV O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar realizaram buscas, durante o dia de ontem quarta-feira (6), por restos mortais de Jeane Rodrigues do Prado, de 25 anos, grávida, que foi assassinada pelo companheiro em Pouso Alegre (MG). O suspeito, Ian Lucas Pereira Rezende, de 23 anos, confessou o crime e foi preso na terça-feira (5). Partes de uma ossada, que podem ser da vítima, foram localizadas em um aterro sanitário da cidade. A Polícia Civil recolheu o material para exame pericial, que irá confirmar a identidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a irmã da vítima procurou a polícia após desconfiar do desaparecimento de Jeane, que não dava notícias desde o final de julho. Ao ir até a residência do casal, foi recebida por Ian, que alegou que a companheira havia saído de casa e não sabia seu paradeiro. Contudo, o comportamento nervoso do rapaz levantou suspeitas, levando a irmã a acionar a Polícia Militar. Durante o interrogatório, Ian inicialmente manteve a versão de que Jeane teria deixado a residência após uma discussão, no dia 30 de julho. No entanto, pressionado, acabou admitindo envolvimento no crime. Na presença do advogado, o suspeito relatou que, durante a madrugada, Jeane teria invadido o quarto onde ele dormia portando uma arma de fogo e apontado contra ele. Segundo ele, ao tentar desarmá-la, houve um disparo acidental que atingiu o tórax da mulher. Em seguida, tomado pelo desespero, ele teria levado o corpo ao quintal, onde ateou fogo usando pedaços de madeira. No dia seguinte, Ian recolheu os restos mortais e os dividiu em sacos plásticos, junto com o celular da vítima e a arma de fogo. Os sacos foram descartados em dois locais: uma caçamba às margens da BR-459 e em uma área próxima a uma lagoa. A Polícia Militar foi aos pontos indicados pelo suspeito e localizou dois sacos plásticos contendo ossos com características humanas. O local foi isolado para o trabalho da perícia técnica da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que seguem realizando buscas na área da lagoa para encontrar outros vestígios do crime. Ian foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. O veículo utilizado por ele foi apreendido e levado ao pátio do Detran-MG, enquanto seu celular foi recolhido para análise. As investigações continuam.
- Varginha gera mais de 700 empregos formais no 1º semestre de 2025 e avança na geração de oportunidades
Fonte: Google O primeiro semestre de 2025 foi marcado por mais um saldo positivo na geração de empregos formais em Varginha. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (5), a cidade registrou 712 novos postos de trabalho com carteira assinada. Foram 14.484 admissões e 13.772 desligamentos entre janeiro e junho. Os setores que mais contribuíram para esse desempenho foram os de serviços, com saldo de 418 vagas, e a agropecuária, com saldo de 380. O comércio também teve desempenho positivo, com 103 postos criados. Somente no mês de junho, Varginha alcançou saldo de 234 novas vagas formais, com 2.309 contratações e 2.075 desligamentos. O estoque total de vínculos com carteira assinada chegou a 47.610 no município. O resultado é reflexo de ações concretas da Prefeitura de Varginha, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), que tem promovido um ambiente favorável à empregabilidade. Um dos destaques é o Balcão de Empregos Itinerante, que leva oportunidades diretamente aos bairros, aproximando empresas e trabalhadores. Mais do que números, o crescimento do emprego formal representa o fortalecimento da economia local, mais renda circulando na cidade e melhores condições de vida para a população.
- Disse que ia me matar e matar meus filhos”, diz vítima agredida por fisiculturista em MG
Fonte: Google Michelle Colósimo viveu momentos de terror ao ser brutalmente agredida pelo ex-companheiro, o fisiculturista Rafael Pedro da Silva, dentro de seu estúdio de estética, em Itajubá, no interior de Minas Gerais, a cerca de 400 km de Belo Horizonte. O crime, registrado por câmeras de segurança, aconteceu após a vítima recusar reatar o relacionamento com o agressor. As imagens flagraram o momento em que Rafael invade o local e inicia uma série de agressões físicas e ameaças. Segundo relato de Michelle, o homem a espancou por cerca de 30 minutos. “Ele montou em cima de mim, começou a me enforcar, eu desmaiei. Depois, continuou me batendo. Só parou quando meu filho chegou e entrou no estúdio”, contou, ainda abalada. Além das agressões físicas, Michelle também foi ameaçada de morte. “Falou que, se eu denunciasse, ia me matar, matar meus filhos, e que minha família teria que aceitá-lo”, desabafou. Rafael Pedro da Silva foi preso em flagrante após a polícia ser acionada. Ele responderá pelos crimes de lesão corporal, ameaça e violência doméstica, com agravantes previstos na Lei Maria da Penha. Michelle recebeu atendimento médico e pediu medidas protetivas de urgência. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais.
- Policial penal que faltou na escolta de detento assassino se apresenta à Corregedoria em BH
Fonte: R7 O policial penal que deveria acompanhar o agente Euler Oliveira Pereira Rocha, assassinado por um detento em um hospital de Belo Horizonte, se apresentou à Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta terça-feira (7). Ele prestou depoimento no âmbito das investigações administrativas que apuram as circunstâncias do ocorrido. Segundo a Sejusp, o protocolo determina que a escolta de detentos seja feita por dois agentes, mas, no momento do ataque, Euler realizava a escolta sozinho, uma conduta irregular. O parceiro escalado para a escolta teria se ausentado sem autorização ou justificativa, não tendo se apresentado ao trabalho desde o domingo (5), data do crime. Durante uma fiscalização na unidade prisional, foi constatada a ausência do segundo agente. O policial que se apresentou somente retornou na manhã seguinte ao ataque e permanece afastado das atividades. Além disso, a Secretaria informou que serão investigados outros protocolos de segurança adotados durante a custódia hospitalar, como o uso de algemas, que pode ter sido desrespeitado no caso. As apurações continuam em andamento para esclarecer todos os fatos.
- Servidores de Nova Resende e Bom Jesus da Penha recebem capacitação do MPMG sobre proteção à infância
Divulgação MPMG realiza seminário para capacitação de servidores sobre direitos da criança e do adolescente. Nos dias 5 e 6 de agosto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) promoveu um seminário voltado à capacitação de servidores públicos de Nova Resende e Bom Jesus da Penha, no Triângulo Mineiro. A iniciativa foi organizada pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes da região (CREDCA-TM) e reuniu, em cada dia, mais de 50 profissionais que atuam direta ou indiretamente em casos relacionados à infância e adolescência. As palestras foram conduzidas pela promotora de Justiça e coordenadora regional da CREDCA-TM, Fernanda Fiorati Freitas, e pelo analista do MPMG Thiago Figueiredo Pinheiro Reis. Os encontros abordaram temas fundamentais para o fortalecimento da rede de proteção à criança e ao adolescente, com foco nas atribuições dos conselhos tutelares, medidas protetivas e atuação integrada entre os diferentes órgãos e instituições. Entre os pontos tratados, destacaram-se as diversas formas de execução das medidas de proteção e a importância da articulação entre os conselhos tutelares, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), a Polícia Militar, unidades escolares, serviços de saúde, organizações do terceiro setor e demais órgãos públicos e privados envolvidos com a causa. Além do conteúdo teórico, os participantes também discutiram casos práticos, ampliando a compreensão sobre a aplicação das normas e estratégias de atuação conjunta em situações reais. O seminário foi realizado a partir de solicitação da promotora de Justiça Anna Catharina Machado Normanton, que atua na Promotoria de Justiça da Comarca de Nova Resende. Fonte: MPMG
- Com foco em plataformas digitais, curso do Procon-MG reúne 170 profissionais da defesa do consumidor
Divulgação MPMG e Senacon promovem curso sobre mediação de conflitos digitais nas relações de consumo. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Procon-MG, e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) realizaram, nesta terça-feira (6/8), o “Curso de Defesa do Consumidor”, com foco na resolução de conflitos por meio de plataformas digitais. O evento educacional, promovido virtualmente pela plataforma Teams, reuniu cerca de 170 profissionais que integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor de Minas Gerais. A mesa de abertura contou com a participação do diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Vitor Hugo do Amaral Ferreira. Em sua fala, ele fez um panorama histórico das relações de consumo, destacando a vulnerabilidade do consumidor frente aos fornecedores a partir da Revolução Industrial. Para ele, o Código de Defesa do Consumidor é essencial para promover o equilíbrio nessa relação. Vitor Hugo também defendeu o fortalecimento da plataforma Consumidor.gov.br como canal essencial de diálogo direto entre consumidores e fornecedores. “Para harmonizar algo é preciso dialogar, é preciso conversar. E temos uma ferramenta que possibilita esse diálogo. A plataforma encurta a distância entre o consumidor e o fornecedor, e é assim que precisamos enxergar o Consumidor.gov.br — como, senão a principal, uma das mais importantes políticas públicas de defesa do consumidor no Brasil”, afirmou. O promotor de Justiça Daniel Piovanelli Ardisson, coordenador da Superintendência de Tecnologia da Informação do MPMG, apresentou a palestra “Tecnologia a serviço da proteção e da defesa do consumidor”. Ele alertou para os riscos do aumento das transações digitais, principalmente para consumidores com pouca familiaridade com o ambiente virtual, e destacou o avanço de organizações criminosas que migraram de outras práticas ilícitas para golpes digitais contra consumidores. Apesar dos desafios, Ardisson também destacou o papel positivo da tecnologia. Como exemplo, apresentou o sistema Pro-Fisc, desenvolvido pelo MPMG para otimizar o trabalho dos fiscais do Procon-MG: “É um sistema que permite ao fiscal personalizar todo o ambiente de fiscalização. Ele pode customizar a linha de atuação e as demandas. Ao final, ele tem um formulário preenchido automaticamente”, explicou. Encerrando a programação, o coordenador-geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), Alexandre Yamanaka Shiozaki, apresentou os sistemas utilizados na gestão da defesa do consumidor, como o ProConsumidor, ouvindo críticas e sugestões dos participantes. Ele reconheceu que os sistemas enfrentaram instabilidades no passado, mas reforçou que o aprimoramento é constante: “Já enfrentamos muitos problemas de indisponibilidade do sistema, mas hoje conseguimos resolver grande parte dessas questões. Seguimos trabalhando nisso.” Shiozaki também elogiou a atuação de Minas Gerais na área: “Percebo que, entre os estados, Minas Gerais é um dos mais fortalecidos. Por isso, antecipamos essa capacitação para Minas”, afirmou. Os participantes do curso receberão certificado de participação. Fonte: MPMG
- Campanha nacional busca DNA de familiares para encontrar desaparecidos; PCMG integra ação
Divulgação PCMG participa de campanha nacional para coleta de DNA de familiares de desaparecidos. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aderiu à edição 2025 da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, lançada nesta terça-feira (5/8) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em cerimônia realizada no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). A mobilização será realizada entre os dias 5 e 15 de agosto, com o objetivo de incentivar familiares de pessoas desaparecidas a fornecerem amostras genéticas para comparação com perfis já cadastrados em bancos de dados estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A medida visa fortalecer as ações de identificação de pessoas desaparecidas, tanto vivas quanto falecidas, a partir do cruzamento de informações genéticas. Segundo a delegada Ingrid Estevam, chefe da Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida (DRPD), o engajamento das famílias é essencial para que casos ainda não resolvidos possam ganhar uma resposta. “A PCMG está devidamente preparada para receber estes familiares com toda a estrutura necessária. O objetivo, todos os anos, é alcançar resultados significativos, oferecendo respostas para casos ainda não esclarecidos”, declarou. De acordo com o perito criminal Giovanni Vitral, responsável pelo Laboratório de DNA da PCMG, o trabalho de análise genética vem apresentando resultados consistentes. “Nos últimos cinco anos, 28 pessoas foram identificadas por meio do banco de perfis genéticos. O trabalho teve início em 2014, mas os ‘matches’ começaram em 2019 com o fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), quando passamos a processar mais amostras de restos mortais e de familiares”, explicou. Onde participar Em Belo Horizonte, os familiares interessados devem procurar a DRPD, munidos de documento de identidade e do Registro de Evento de Defesa Social (Reds) relativo ao desaparecimento. Após a emissão da requisição pericial, serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), onde a coleta ocorrerá entre 8h e 18h. Já no interior de Minas, a orientação é procurar a Delegacia Regional da Polícia Civil para emissão do documento, sendo em seguida direcionados ao Posto Médico-Legal de sua cidade, no mesmo horário de atendimento. É necessário apresentar documento de identidade e o Reds do desaparecimento. Materiais aceitos Além da coleta do DNA dos familiares, também é possível entregar ao IML objetos de uso exclusivo da pessoa desaparecida que possam conter vestígios genéticos, como escovas de dente, roupas não lavadas, bonés, escovas de cabelo ou barbeadores. A preferência para coleta de material genético segue uma ordem: pai e mãe juntos; um dos genitores acompanhado dos filhos; ou ainda pai, mãe, filhos e irmãos com os mesmos pais biológicos (mínimo de dois irmãos). Conforme esclarece o perito Giovanni Vitral, o procedimento é simples e indolor. Após a coleta, o material é encaminhado ao Laboratório de DNA da PCMG, onde o perfil genético é extraído e inserido no banco nacional, que realiza buscas por compatibilidades e pode indicar a identificação da pessoa desaparecida. Fonte: PCMG

























